quinta-feira, 14 de maio de 2020

Ainda não acabou

"Quem poderia mandar e fazer acontecer as coisas, sem que o Senhor não o tenha ordenado? Não é o Altíssimo que envia tanto o mal como o bem?" (Lamentações 3:37,38)
Hoje os jornais nos informam que países que supostamente teriam vencido a pandemia voltam a ter novos casos de infecção por coronavírus. Parece que a humanidade ainda tem um longo caminho de luta pela frente. Essa pandemia serve para nos mostrar que somos absolutamente frágeis diante de Deus. Será que vamos reconhecer isso? A boa notícia é que podemos confiar em Deus porque: Ele é absolutamente soberano; Ele é infinito em sabedoria; Ele é perfeito em amor.
O texto que citei acima, escrito nas Escrituras Sagradas, escandaliza muita gente. As pessoas têm dificuldade para aceitar que tanto as desgraças quanto as bênçãos provêm de Deus. Muitas vezes indagam: "Se ele é um Deus soberano e amoroso, como pôde permitir uma desgraça como essa?".
Mas o próprio Jesus confirmou a soberania de Deus na desgraça quando Pilatos lhe disse: "Não sabes que tenho autoridade tanto para te soltar como para te crucificar?". Jesus respondeu: "...Nenhuma autoridade terias sobre mim, se do alto não te fosse dada..." (João 19:10,11). Jesus reconheceu o controle soberano de Deus sobre sua vida, sabendo que iria ser crucificado logo em seguida.
Como Deus sacrificou o próprio Filho por nossos pecados, e isso é um ato tão maravilhoso de amor para conosco, temos a tendência de ignorar que essa foi para Jesus uma experiência dolorosa, muito além de tudo que podemos imaginar. Para ele, em sua humanidade, foi uma desgraça suficiente para levá-lo a orar "Meu Pai, se possível afasta de mim este cálice", mas ele não vacilou em sua confirmação do controle soberano de Deus.
Em vez de se escandalizar com a declaração bíblica da soberania de Deus tanto na bênção quanto na desgraça, os crentes deveriam ser confortados por ela. Qualquer que seja nossa desgraça ou adversidade particular, podemos estar certos que nosso Pai tem um propósito de amor na nossa dor. Como disse o rei Ezequias: "Passei por grande sofrimento para o meu próprio bem" (Isaías 38:17)
Deus não exerce sua soberania por capricho, mas apenas do modo que seu amor infinito considera melhor para nós.

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