quarta-feira, 1 de abril de 2020

Alimente a sua mente com coisas boas


“Caros irmãos, absolutamente tudo o que for verdadeiro, tudo o que for honesto, tudo o que for justo, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, nisso pensai.” (Filipenses 4:8)
“Neste tempo de crise devemos pensar corretamente. Nesta batalha, o campo da mente é um campo decisivo. Se nós perdermos esse front da batalha, o nosso pensamento, nós perderemos a guerra.

Muito cuidado com o que você está colocando na sua mente. Muito cuidado com aquilo que você está ouvindo, porque às vezes as pessoas estão dentro de casa só ouvindo notícias. E aí ficam empanturrando o coração com tanta informação, com tanto medo, tanta angústia... E aí ela fica em casa muito apavorada.

Pare um pouquinho. Até porque existem muitas notícias falsas, muito fake news, que estão aí apenas para perturbar sua alma, para afligir seu coração, para maximizar o problema, para minimizar a esperança e trazer mais pânico e desespero.

Então, alimente a sua mente com a verdade, alimente a sua mente com o que é puro, alimente a sua mente com aquilo que é louvável, alimente a sua mente com aquilo que é de boa fama, se algum louvor há, seja isso que ocupe o seu pensamento.

Feche a janela da sua mente para quilo que é negativo. Abra a janela da sua mente para a Verdade de Deus. Para a bênção de Deus. Quem sabe é hora de você resgatar o estudo da Bíblia. Leia um pouco mais a sua Bíblia. Medite um pouco mais na Palavra de Deus. Alimente mais a sua mente das promessas de Deus. Nutra a sua mente com a verdade, daquilo que pode trazer esperança pra você. Não se renda ao sensacionalismo, que tantas vezes vem para gerar medo e pânico na sua alma.

É hora de você agora por guarda na sua mente. É hora de você colocar sentinela ao redor do seu coração. É hora de você substituir o medo e a ansiedade pela paz de Deus que excede todo entendimento e colocar na sua mente, na sua cabeça coisas boas, coisas positivas.

Eu não estou dizendo para você fazer de conta que não há problema, e que o coronavirus não é ameaça, e que não tem nada a ver,... Não, não é isso! Não estou aqui minimizando o problema, não estou aqui negando o problema. Estou dizendo a você que Deus está no controle, ainda que haja falha no cuidado humano, Deus está no controle.

Agora é hora de você entender o que é viver pela fé. É na crise, é na tempestade que você reconhece aqueles que são verdadeiros cristão, que põem em Deus a sua confiança, e aqueles que são apenas nominais. Então, alimente a sua mente com a verdade de Deus.”

Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 16 de março de 2020

C.S. Lewis e a ameaça do novo coronavírus


No livro Present Concerns (1), uma coletânea de vários artigos escritos por C.S. Lewis, há um artigo com o título Vivendo numa Era Atômica, onde ele apresenta uma resposta à pergunta: “Como viveremos numa era atômica?”. O artigo foi escrito em 1948, três anos depois da explosão da bomba de Hiroshima, quando o mundo estava tentando lidar com a nova realidade da possibilidade de uma explosão nuclear que pudesse destruir grande parte da humanidade.

A resposta dele é apropriada a qualquer outro momento quando vivemos com alguma ameaça à vida humana, de proporção global, como é o caso da atual epidemia do novo coronavírus:

“Uai, (sim, no inglês a palavra why pode ser usada de modo parecido como os mineiros usam o uai), da mesma maneira que você viveria no século 16 quando a ‘peste" (2) visitava Londres quase todos os anos, ou como você viveria na era Viking quando os invasores da Escandinávia poderiam chegar a qualquer noite e cortar suas gargantas; ou na realidade, como você já está vivendo numa era de câncer, de sífilis, de paralisia, uma era de bombardeamento aéreo, de acidentes ferroviários, de acidentes rodoviários.”

Em outras palavras, não devemos começar a exagerar a “novidade” da nossa situação.

“Você, bem como todos os que você ama, já estavam sentenciados à morte antes da bomba atômica ter sido inventada; e uma boa parte de nós iremos morrer de uma maneira desagradável. Nós, de fato, temos uma grande vantagem sobre os nossos antepassados – anestesia. É perfeitamente ridículo sair por aí choramingando com rostos longos porque os cientistas adicionaram mais uma opção de morte dolorosa e prematura a um mundo, já arrepiado por tantas opções, no qual a morte, em si, não é uma opção, mas uma certeza. A primeira coisa a fazer é controlar-se. Se todos nós vamos ser destruídos por uma bomba atômica, quando a bomba chegar, que ela nos encontre fazendo as coisas sensatas e humanas – orando, trabalhando, ensinando, lendo, ouvindo música, dando banho nas crianças e não amontoados como ovelhas amedrontadas pensando sobre bombas. Elas podem quebrar os nossos corpos (um micróbio pode fazer isto – no nosso caso um vírus) mas elas não precisam dominar nossas mentes.” (3)

C.S. Lewis destaca que a nossa reação a esta pergunta vai depender da nossa resposta a outra pergunta: “O Universo é a única coisa que existe?”. Ele mostra que a ciência já fala que um dia todo o universo chegará a um fim, e se cremos que ele é tudo o que existe então não há muita razão para esperança, pois ele é “um navio naufragando” e que, a longo prazo, ele “não é muito a favor da vida”. O que a guerra (Lewis estava vivendo com a memória das duas grandes guerras), a ameaça climática, e a bomba atômica fizeram foi, abruptamente, relembrar que tipo de universo vivemos, e nos fez perguntar se o final vai chegar prematuramente por causa da intervenção humana.



Mas se cremos que o Universo não é a única coisa que existe, que na realidade somos irmãos, e temos um Criador comum, isto muda completamente a nossa atitude, a situação se torna mais tolerável. Lewis mostra que talvez não sejamos prisioneiros, mas colonizadores do universo, aprendendo a conviver com ele e a lidar com as intempéries que enfrentarmos. Mas, acima de tudo, devemos viver de acordo com os valores que refletem o caráter do Criador, como amor e sobriedade, e não a lei natural da “sobrevivência do mais forte”. Lewis fala que esta última é, justamente, a maior ameaça à existência da humanidade ou de uma nação.

Além de guiarmos nossas vidas e relações por estes princípios, também, se cremos num Criador amoroso e gracioso, podemos descansar no seu cuidado com a vida humana, em qualquer situação que vivemos, em meio a qualquer ameaça que estejamos enfrentando. O apóstolo Paulo, escrevendo para a igreja em Roma, que estava enfrentando dificuldades, mas que em breve passaria por uma das mais cruéis perseguições, sob a tirania de Nero, faz uma pergunta semelhante: “Será que a tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada nos separará do amor de Deus?”. O foco da pergunta não é se alguma destas crises pode fazer com que desviemos da fé em Deus, mas se ao enfrentarmos alguma delas, ela poderá gerar em nós um sentimento de que está ocorrendo fora, separado, do amor cuidadoso de Deus por nós. Sua resposta é bem taxativa. NADA. Nenhuma delas deve nos dar a impressão de que estão ocorrendo separadas do amor de Deus. Tudo que acontece conosco está dentro do Seu amor e cuidado para conosco. Não importa o problema que estejamos enfrentando, toda nossa vida está sob o cuidado amoroso e gracioso Dele. E mais ainda: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.35-39).

Por Rosifran Macedo (*)
Notas
1. Present Concerns, editado por Walter Hooper, Harper Collins, Nova Iorque, 2017. O artigo ‘On Living in an Atomic Age’, publicado na revista Informed Reading, vol. VI, 1948, pp. 78-84.
2. A Peste Negra, ou Peste Bubônica, foi a maior pandemia da história humana, que ocorreu na Eurásia, entre 1323 e 1353, com aproximadamente 75 a 200 milhões de mortos.
3. Present Concerns, pp. 91-92.

(*) Rosifran Macedo é pastor presbiteriano, mestre em Novo Testamento pelo Biblical Theological Seminary (EUA). É missionário da Missão AMEM/WEC Brasil, onde foi diretor geral por nove anos. Atualmente, dedica-se, junto com sua esposa Alicia Macedo, em projetos de cuidado integral de missionários.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Como mudar uma vida

"Palavras bondosas são como mel: doces para a alma e saudáveis para o corpo." (Provérbios 16:24) 

Às vezes, a nossa vida pode mudar de repente pelo impacto de outros. O trabalho de músicos ajudou Bruce Springsteen em sua infância difícil e sua luta contra a depressão. Ele descobriu a importância de sua obra por experiência própria: “É possível mudar a vida de alguém em 3 minutos com a canção certa”. 

De igual modo, as palavras podem nos dar esperança e até mudar o curso de nossa vida. Com certeza, a maioria de nós poderia relatar uma conversa que impactou para sempre sua vida — palavras de um professor que mudaram nossa visão de mundo; de encorajamento que restituíram nossa confiança; palavras bondosas de um amigo que nos ajudou num momento difícil.

Talvez seja por isso que o livro de Provérbios enfatize a responsabilidade de valorizar e usar as palavras sabiamente. As Escrituras nunca tratam o discurso como “só conversa”. E aprendemos que as palavras podem ter consequências de vida ou de morte (18:21). Com poucas palavras, podemos arrasar ou nutrir e fortalecer alguém (15:4).

Nem todos têm o dom de compor músicas, mas podemos buscar a sabedoria de Deus para servir com o nosso discurso (SALMO 141:3). Com apenas poucas e bem escolhidas palavras, Deus pode nos usar para transformar uma vida. — Administrador do site

Senhor, ajuda-nos a não subestimarmos o dom da linguagem. Que possamos usar nossas palavras sabiamente para curar e fortalecer outros, e para demonstrarmos a esperança que temos em ti.

Deus nos deu o poder de impactar vidas por meio de nossas palavras.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Crescendo à semelhança de Cristo

"Sabemos que Deus faz com que todas as coisas concorram para o bem daqueles que o amam, dos que são chamados segundo o seu propósito". (Romanos 8:28)

Esse versículo é muito citado quando enfrentamos adversidades. Mas muitas vezes deixamos de notar que versículo seguinte nos ajuda a compreender o que é o "bem" de que falo o versículo 28. O versículo 29 começa com a palavra "pois", indicando tratar-se de uma continuação e amplificação do pensamento do versículo 28. Diz ele: "Pois os que conheceu por antecipação, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos".

O bem para o qual Deus opera em nossa vida é a conformidade à imagem do seu Filho. Portanto, esse bem não é necessariamente nosso conforto ou felicidade presentes, mas, sim, a conformidade a Cristo em medida sempre crescente para a eternidade.

Vemos essa mesma ideia em Hebreus 12:10: "Pois eles [nossos pais] nos disciplinaram durante pouco tempo, como bem lhes parecia, mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para sermos participantes da sua santidade". Compartilhar da santidade divina é expressão equivalente a ser conformado à semelhança de Cristo. Deus sabe com exatidão o que pretende que nos tornemos e sabe com exatidão que circunstâncias, boas e ruins, são necessárias para produzir esse resultado em nossa vida.

Se parar e pensar no assunto, você perceberá que a maioria dos traços de caráter piedosos só pode ser desenvolvida por meio da adversidade. Deus, em sua infinita sabedoria, sabe exatamente de que adversidade necessitamos para crescer mais e mais à semelhança do seu Filho.

Na adversidade estamos crescendo à semelhança de Cristo.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A cura para a ansiedade

"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições…" (Filipenses 4:6)

Muitas pessoas ficam entusiasmadas com o ano novo. Algumas fazem mudanças nos planos. Outras resolvem reformar a casa, comprar um móvel novo, trocar um quadro de lugar... A verdade é que os desafios e incógnitas que nos esperam em um novo ano nos deixam às vezes ansiosos. Enquanto pensamos na lista de coisas por fazer, devemos nos lembrar das palavras escritas pelo apóstolo Paulo: “sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica” (v.7).

Se alguém pudesse estar ansioso sobre o desconhecido e desafios, teria sido Paulo. Ele naufragou, foi espancado e preso. Em sua carta à igreja de Filipos, ele encorajou seus amigos que também estavam enfrentando incógnitas, dizendo-lhes: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições…” (v.6).

As palavras de Paulo nos encorajam. A vida é cheia de incertezas — venham elas como uma grande transição da vida, problemas familiares, de saúde ou financeiros. Continuamos aprendendo que Deus se importa. Ele nos convida a abandonar os nossos medos do desconhecido, entregando-os a Ele. Quando o fazemos, Ele, que sabe todas as coisas, promete que a Sua paz, “que excede todo o entendimento, guardará” nosso coração e mente em Cristo Jesus (v.7). 

O cuidado de Deus por nós traz paz à mente.