segunda-feira, 6 de maio de 2019

O dom de dar

"Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, […] porque Deus ama a quem dá com alegria." (2 Coríntios 9:7) 


Certo pastor deu vida à frase “Ele te daria a própria roupa”, quando entregou este desafio perturbador à sua igreja: “O que aconteceria se tirássemos nossos casacos e os déssemos aos necessitados?” Em seguida, tirou o seu e colocou-o aos pés do púlpito. Dezenas de outros seguiram o seu exemplo. Eles fizeram isso no inverno, de modo que a volta para casa foi menos confortável naquele dia. Porém, para dezenas de pessoas em necessidade, a estação ficou um pouco mais aquecida.

Quando João Batista percorreu o deserto da Judeia, ele tinha um aviso severo para a multidão que veio ouvi-lo. “…Raça de víboras”, ele disse. “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento…” (Lucas 3:7,8). Assustados, perguntaram-lhe: “O que devemos fazer então?” Ele os respondeu com um conselho: “Quem tem duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo” (vv.10,11). O verdadeiro arrependimento produz um coração generoso.

“Deus ama a quem dá com alegria”, portanto a nossa doação jamais deve basear-se em culpa ou pressão (2 Coríntios 9:7). Mas quando doamos de boa vontade e generosamente, descobrimos que realmente é mais abençoador dar do que receber. — Tim Gustafson

"A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado." (Provérbios 11:25)

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Lembre-se da cruz

"...verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus." (Marcos 15:39)

Na igreja que frequento, há uma enorme cruz à frente. Ela representa a cruz original onde Jesus morreu — o lugar onde o nosso pecado se depara com a Sua santidade. Ali, Deus permitiu que Seu Filho perfeito morresse por causa de todas as coisas erradas que temos feito, dito ou pensado. Na cruz, Jesus completou o sacrifício necessário para nos salvar da morte que merecemos (Romanos 6:23).
A visão de uma cruz me faz considerar o que Jesus sofreu por nós. Antes de ser crucificado, Ele foi açoitado e nele cuspiram. Os soldados bateram na cabeça dele com madeira e ficaram de joelhos fingindo adorá-lo. Tentaram fazê-lo carregar Sua própria cruz até o lugar onde morreria, mas Jesus estava fisicamente muito fraco após o brutal flagelo. No Gólgota, martelaram os pregos em Sua carne para mantê-lo na cruz em posição vertical. Essas feridas suportaram o peso do Seu corpo, enquanto Ele estava suspenso ali. Seis horas depois, Jesus expirou (Marcos 15:37). Um centurião que testemunhou a morte 
de Jesus declarou: “…Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus” (v.39). Três dias depois ele ressuscitou.

A próxima vez que você vir o símbolo da cruz, repense sobre o significado que ela tem para você. O Filho de Deus sofreu e morreu sobre ela, e, em seguida, ressuscitou para que possamos ter a vida eterna. — Jennifer Benson Schuldt

A cruz de Cristo revela como é terrível o nosso pecado 
e como é grande o amor de Deus.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Fardo nas costas

"Vinde a mim, 
todos os que 
estais cansados 
e sobrecarregados, e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28)

Certo homem, dirigindo sua picape numa estrada rural, viu uma mulher levando uma carga pesada; então, parou e lhe ofereceu carona. A mulher agradeceu e subiu na carroceria da picape.


Um momento depois, o homem notou algo estranho: a mulher ainda estava segurando a carga pesada, apesar de sentada no veículo! Espantado, ele lhe disse: “Por favor, senhora, largue a sua carga e descanse. Minha picape consegue levar você e as suas coisas. Apenas relaxe.”


O que fazemos com a carga de medo, preocupação e ansiedade que frequentemente carregamos ao passar por muitos desafios da vida? Em vez de descansar no Senhor, às vezes me comporto como aquela mulher. Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28), mas já me peguei levando cargas que deveria ter repassado para Jesus Cristo.

A oração é o lugar 
onde as cargas trocam de ombros.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Pequeno deslize

"Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Refreia a língua do mal…" (Salmo 34:12,13)

A derrota de Napoleão na Rússia, há 200 anos, foi atribuída ao severo inverno russo, especificamente porque os seus cavalos estavam usando ferraduras de verão. Quando o inverno chegou, estes cavalos morreram porque escorregaram em estradas geladas ao puxarem os vagões de suprimento. O fracasso da cadeia de fornecimento de Napoleão reduziu seu forte exército de 400 mil para apenas 10 mil. Um pequeno deslize; um resultado desastroso!

Tiago descreveu como um deslize da língua pode fazer um grande estrago. Uma palavra errada pode alterar as carreiras ou os destinos das pessoas. A língua é tão tóxica que sobre ela, Tiago escreveu: “…nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (3:8). O problema tem aumentado em nosso mundo contemporâneo como um e-mail descuidado ou uma postagem num site de mídia social que pode causar grande dano. Torna-se rapidamente viral e nem sempre pode ser recolhido.

O rei Davi estabeleceu o respeito ao Senhor com a maneira como usamos nossas palavras. Ele escreveu: “…eu vos ensinarei o temor do Senhor […]. Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente (34:11,13). Ele decidiu: “…guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca…” (39:1). Senhor, ajuda-nos a fazer o mesmo. — C. P. Hia

Nossas palavras têm o poder de construir ou de destruir.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Quem pode atirar as pedras

"Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra." (João 8:7)

No momento em que um grupo de líderes religiosos levava uma mulher adúltera a Jesus, eles não podiam imaginar que a levavam para ser atingida pela graça. A esperança do grupo era desacreditar Jesus. Se Ele lhes dissesse para deixá-la ir, eles poderiam afirmar que Jesus estava infringindo a lei mosaica. Mas se Jesus a condenasse à morte, as multidões que o seguiam rejeitariam Suas palavras de misericórdia e graça. 


Mas Jesus virou o jogo. As Escrituras dizem que em lugar de lhes responder diretamente, Jesus começou a escrever na areia. Quando os líderes continuaram a questioná-lo, Ele convidou qualquer um deles que jamais tivesse pecado para jogar a primeira pedra e recomeçou a escrever na areia. Quando Jesus ergueu a cabeça, todos os acusadores o haviam deixado.

Agora a única pessoa que poderia ter jogado uma pedra — o único sem pecado — olhou para a mulher e lhe concedeu misericórdia, dizendo: “…Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (João 8:11).

Se hoje você precisa de perdão por julgar outros ou deseja a garantia de que nenhum pecado é maior do que a Sua graça, então seja encorajado por isto: ninguém hoje jogará pedras; vá e seja transformado pela misericórdia de Deus. — Randy Kilgore

Servimos o Salvador que anseia perdoar.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Agitação e descanso

"[Jesus] lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto…" (Marcos 6:31)

O despertador toca. Parece muito cedo. Mas você tem um longo dia pela frente. Você tem trabalhos a fazer, compromissos a cumprir, pessoas que precisa cuidar, ou tudo isso e muito mais. Bem, você não está só. Todo dia, muitos de nós corremos de uma coisa à outra. Como alguém sagazmente sugeriu: “Quem muito faz, mais arruma para fazer.”

Quando os apóstolos voltaram de sua primeira viagem missionária, eles tinham muito a relatar. Mas Marcos não registrou a avaliação de Jesus sobre o trabalho dos discípulos; ao invés disso, se concentrou na preocupação do Mestre de que eles descansassem um pouco. Jesus disse: “…Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto…” (6:31).

Em última análise, encontramos o verdadeiro descanso ao reconhecermos a presença de Deus e confiarmos nele. Enquanto levamos nossas responsabilidades a sério, também reconhecemos que podemos relaxar nosso envolvimento com o trabalho e carreiras, nossas famílias e ministério, e entregá-los a Deus pela fé. Podemos separar um tempo cada dia para nos dessintonizar das distrações, afastar as inquietações tensas e com gratidão refletir sobre a maravilha do amor e da fidelidade de Deus.

Portanto, sinta-se livre para parar e tomar um fôlego. Tenha um descanso verdadeiro. — Poh Fang Chia

Deus nos criou com a necessidade do descanso.

sexta-feira, 1 de março de 2019

O que faria Jesus?

Pois amar a Deus é obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de obedecer porque todo filho de Deus pode vencer o mundo. Assim, com a nossa fé conseguimos a vitória sobre o mundo. (1 João 5:3-4)

Estamos vivenciando o Carnaval 2019. Os meios de comunicação concentram os holofotes nas pessoas – famosas ou não – e nas diversas maneiras de se extravasar a envolvente alegria carnal. À medida que os anos passam, percebemos que cada vez mais pessoas procuram os divertimentos disponíveis nessa época ao redor do mundo, quase como uma obrigação para não ficar fora de moda. Isso é uma tentação? Ou não? Depende. 

"Eu não curto Carnaval porque é a festa das máscaras, e devemos viver na luz. Não curto, porque é a festa do nudismo e devemos viver com decência. Não curto, porque é a festa da bebedeira e devemos viver com sobriedade. Não curto porque é uma festa carnal e devemos viver no Espírito. Não curto porque o propósito dessa festa é agradar à carne e as obras da carne conduzem à condenação. Não curto, porque é a festa que termina em cinzas, enquanto a festa de Deus tem plenitude de vida agora e para sempre!" (H. D. Lopes)

Não tenho nada contra divertimento, mas o que faria Jesus em nossos passos?

Sabemos que a crença em Cristo nos assegura o céu na próxima vida. Mas muitas vezes esquecemos que Cristo também é quem nos livra de cedermos aos desejos carnais. É fácil cair na prática do auto esforço e começar a pensar que cabe a nós, de alguma forma, superar o nosso instinto pecaminoso. Então, não precisamos ter medo pois quando vier a tentação a gente tira de letra. Será?

Nós não vencemos o pecado pelo nosso próprio esforço, mas pela fé. O trecho bíblico acima diz que a fé é a chave para a vitória. E a chave para a fé é Cristo. O nosso alvo na vida deve ser Cristo. Devemos imitá-Lo em tudo que Ele fez aqui na terra e seguir os seus passos. Não devemos focar somente na Sua morte na cruz, mas em todo o Seu modo de vida. Em vez de somente lembrar que Cristo é o nosso Salvador, devemos também valorizar tudo o que Ele representa: a consagração, o modelo de vida, a perfeição, o amor, a morte, a ressurreição, a ascensão, a intercessão e a promessa de nos levar para o céu. Na verdade, Cristo é a nossa verdadeira vida e, quando Ele aparecer para buscar a Sua Igreja, os salvos se ajuntarão a Ele e tomarão parte na Sua glória.

Se nós negligenciamos a vida completa de Cristo e o Seu exemplo e nos concentrarmos apenas na parte do que Ele fez na cruz, nós não teremos uma vida cristã completa. Seremos crentes imaturos e não venceremos as tentações. Nós não temos uma fonte de energia dentro de nós mesmos para vencer o mundo. A força para superarmos os desejos mundanos é alcançada seguindo-se os passos do Senhor Jesus Cristo. E Ele deixou todo o Seu exemplo de vida escrito na Sua Palavra. Se O seguirmos, Ele nós dá a vitória que vence o mundo: a fé.

O que faria Jesus em seus passos? Peça a Deus a graça para lembrar todo dia que a vitória sobre o pecado, sobre a dúvida e sobre o desânimo é uma dádiva exclusiva da pessoa e da obra de Jesus Cristo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Intimidade com Jesus

"Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava." (João 13:23)

Há momentos que me sinto cansado e começo a pensar em desistir. Mas ao colocar a cabeça no travesseiro à noite, oro e imagino que estou me apoiando em Jesus. Sempre que faço isso, lembro-me do que a Palavra de Deus nos diz sobre o apóstolo João. O próprio João descreve como ele estava sentado ao lado de Jesus na Última Ceia: “…estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava” (v.23).


João usou o termo “a quem ele amava” como uma maneira de referir-se a si mesmo, sem mencionar seu próprio nome. Ele também está representando o cenário de um típico banquete em Israel do primeiro século, quando se usava uma mesa mais baixa do que as de hoje, à altura do joelho. Sentar-se reclinado, sem cadeiras numa esteira ou almofadas era a posição natural ao redor da mesa. João estava sentado tão perto do Senhor que, ao virar-se para lhe fazer uma pergunta, abaixou a cabeça “reclinando-se sobre o peito de Jesus” (v.25).
 — James Banks

Somente Jesus nos concede 
o descanso que precisamos, quando estamos em intimidade com ele.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Fé ruim, fé boa

"…não duvidou, […] da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus." (Romanos 4:20) 

As pessoas dizem: “Você precisa ter fé.” Mas o que isso quer dizer? Qualquer fé é boa?

“Acredite em você mesmo e em tudo o que você é,” escreveu um pensador há um século. “Saiba que há algo em seu interior maior do que qualquer obstáculo.” Por mais agradável que isso soe, se desmorona quando se choca com a realidade. Precisamos de uma fé em algo maior do que nós mesmos.


Deus prometeu a Abraão que ele teria uma multidão de descendentes (Gênesis 15:4,5), dessa forma, Abraão enfrentou um grande obstáculo — estava velho e sem filhos. Quando ele e Sara se cansaram de esperar que Deus cumprisse tal promessa, tentaram sobrepor esse obstáculo por conta própria. Como resultado, fenderam sua família e criaram muita discórdia desnecessária (Gênesis 16; 21:8-21).

Nada que Abraão fez com suas próprias forças funcionou. Mas no fim das contas, ele ficou conhecido como um homem de tremenda fé. Paulo escreveu que: “Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência” (Romanos 4:18). Esta fé, disse Paulo: “…lhe foi também [imputada] para justiça” (v.22).

A fé deste homem estava em algo bem maior do que ele mesmo — no único Deus. É o objeto de nossa fé que faz toda a diferença. — Tim Gustafson

Nossa fé é boa se estiver alicerçada na pessoa de Jesus.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Quando restam perguntas

"Mas ele sabe o meu caminho; se ele me provasse, sairia eu como o ouro." (Jó 23:10)

Enquanto equipes buscam sobreviventes do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), técnicos começam a se debruçar sobre as causas da tragédia. Eles listaram perguntas que ainda não foram respondidas pela empresa e por autoridades - e cujas respostas ajudarão a compreender os motivos do desastre e a medir seus impactos. Muitas delas serão respondidas, mas sempre restarão perguntas cujas respostas somente fluirão de uma fonte sobrenatural.

Em 2014, uma nave experimental em teste se desintegrou e caiu em área deserta. O copiloto morreu; o piloto sobreviveu milagrosamente. Os investigadores logo determinaram o que acontecera, mas não o porquê. O título de um artigo de jornal começava com: “Restam perguntas.” 

Na vida, podemos ter pesares para os quais não há explicação adequada. Alguns são catástrofes com efeitos de longo alcance; outros, tragédias pessoais que alteram nossa vida individual e as famílias. Queremos saber o porquê, contudo encontramos mais perguntas do que respostas. No entanto, mesmo quando lutamos com o motivo, Deus nos alcança com Seu amor infalível.

Ao perder seus filhos e sua riqueza em um só dia (Jó 1:13-19), Jó se afundou em raivosa depressão e resistiu a toda tentativa de explicação por parte de seus amigos. Contudo, manteve a esperança de, algum dia, ter uma resposta de Deus. Mesmo em trevas, Jó pôde dizer: “[Deus] sabe o meu caminho; se ele me provasse, sairia eu como o ouro” (23:10).

O autor Oswald Chambers disse: “Algum dia, virá um toque pessoal e direto de Deus, quando toda lágrima e perplexidade, opressão e angústia, sofrimento e dor, erro e injustiça terão explicação total, extensa e avassaladora.”

Hoje, diante das perguntas não respondidas da vida, podemos encontrar ajuda e esperança no amor e nas promessas de Deus. — David C. McCasland

Diante de perguntas não respondidas, encontramos ajuda e esperança no amor de Deus.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Um lugar firme para ficar

"Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha…" (Salmo 40:2)

Uma moradora da comunidade Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), a cabeleireira Antonia de Oliveira trabalhava no salão que ela tem em casa quando uma vizinha veio avisar que um barragem de rejeitos da Vale estava se rompendo, na sexta-feira passada (25). Com o filho Artur, de três anos, e a sobrinha Lariele, 20, ela não viu outra saída a não ser correr para um lugar seguro.

Para tentar sobreviver, escapou por uma ladeira. "Saí correndo desesperada, morro acima, com o filho nas costas. Parecia que a gente corria, corria demais e não saía do lugar, parecia que não ia dar tempo. Era desespero total".

Os dias em que vivemos podem parecer tão turbulentos quanto os de hoje em Brumadinho. Como aquelas pessoas sobreviventes desse desastre, precisamos de um lugar seguro para nos ajudar a atravessar as tempestades da vida. 

Davi, quando escreveu o Salmo 40, havia passado por uma situação de desespero, mas ele enfrentou o perigo e celebrou o caráter de Deus por lhe dar um lugar firme para ficar. Ele declarou: “Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos” (Salmo 40:2). Davi vivenciou conflito, o fracasso pessoal e conflitos familiares; ainda assim, Deus lhe deu um lugar para firmar-se. E, Davi cantou “…um hino de louvor ao nosso Deus…” (v.3).

Em tempos de dificuldade, nós também podemos buscar em nosso poderoso Deus a estabilidade que só Ele concede. Seu cuidado fiel nos inspira a dizer com Davi: “São muitas, Senhor, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco” (v.5).

Que Deus socorra as vítimas do desastre de Brumadinho.

Quando o mundo à nossa volta está desmoronando, Cristo é a rocha sólida em que nos firmamos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Marcar passo

"…dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado…" (Salmo 25:3)

Estamos vivenciando momento de muita ansiedade e afobamento na política brasileira. É muito importante que mantenhamos a calma, confiantes na providência soberana de Deus. Temos que ter o cuidado para não repassarmos adiante em nossas redes sociais informações inverídicas ou enviesadas e manipuladas, muitas delas sem fundamento, divulgadas com o único objetivo de desmoralizar os políticos que estão empenhados em restabelecer a ordem moral e econômica na nossa Nação. Não podemos prejulgar as pessoas e nem afirmar generalizações do tipo "todo político é bandido", porque isso não é verdade. Vamos manter as orações no sentido de que os magistrados desse país, únicos que têm competência legal para isto, julguem sabiamente cada caso de corrupção que tanto tem envergonhado o nosso povo.


Tomemos por exemplo a disciplina dos quarteis. A ordem militar “marcar passo” significa marchar sem sair do lugar. É uma pausa ativa no movimento para a frente, permanecendo mentalmente preparado e esperando com expectativa a próxima ordem.

Na linguagem do dia a dia, o termo marcar passo significa “movimento sem progresso, sem chegar a lugar algum, nada fazendo de importante, enquanto se espera.” Essa expressão pode transmitir a sensação de ócio, de espera sem sentido, mas nem sempre é assim.

Em contraste, a palavra para esperar na Bíblia muitas vezes significa “olhar ansiosamente para, ter a expectativa de”. O salmista, ao enfrentar grandes dificuldades, escreveu: “Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos. Com efeito, dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado… (Salmo 25:2,3).

Muitas vezes, não temos escolha sobre o que temos de esperar — um diagnóstico médico, uma resposta da entrevista de emprego, a volta de um ente querido, a boa administração pública da Nação — mas podemos decidir de que maneira vamos esperar. Ao invés de ceder ao medo ou apatia, podemos continuar a “marchar no lugar”, buscando a força de Deus e direção a cada dia.

“Faze-me, Senhor, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia” (vv.4,5).

Esperar no Senhor é exercer a confiança prática e atuante, não apenas teórica.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Uma lição aprendida

"…porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação." (Filipenses 4:11)

Maria ficou viúva e, em seguida, adoeceu. Sua filha, então, a convidou para ir morar na nova “casa da vovó”, que construíra nos fundos da sua para recebê-la. Isso implicou em deixar amigos e o restante da família a muitos quilômetros, mas ela alegrou-se pela provisão de Deus.

Seis meses em sua nova vida, e a alegria e o contentamento ameaçaram escapar quando sentiu-se tentada a resmungar e duvidar de que a mudança fosse realmente o plano divino. Ela sentia falta de seus amigos cristãos, e sua nova igreja estava longe demais para ela ir sozinha.

Maria leu algo que Charles Spurgeon escreveu: “…o contentamento é uma das flores do céu, e deve ser cultivado”. E Paulo escreveu: ‘…porque aprendi a viver contente’, como se ele antes não soubesse. Ela concluiu que se um evangelista fervoroso como Paulo, confinado na prisão, abandonado por amigos, e enfrentando a execução, poderia aprender o contentamento, ela também poderia.

“Percebi que enquanto não aprendesse esta lição, não desfrutaria do que Deus tinha planejado”, disse ela. “Assim, confessei minha murmuração e pedi o Seu perdão. Logo depois, uma senhora aposentada me perguntou se eu gostaria de ser sua parceira de oração, e outros me ofereceram carona à igreja. Minhas necessidades por um “amigo de alma” e maior mobilidade foram maravilhosamente supridas.” — Marion Stroud

Deus nem sempre mudará as circunstâncias, mas nos transformará se estivermos dispostos.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Fortalecendo o coração

"…porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça…" (Hebreus 13:9)

Este início de ano é muito comum as academias de ginásticas estarem cheias. As pessoas sempre fazem um compromisso novo no dia do Ano Novo, um deles é voltar a exercitar fisicamente. As academias de modo geral são locais agradáveis e aconchegantes, frequentado por aqueles que gostam de socializar enquanto malham. Muitas delas têm aparelhos de última geração, é cheia de homens e mulheres sérios, comprometidos em alcançar um corpo escultural. Porém, quando paro para observá-los, eu os vejo como pessoas tensas e cansadas. Eles aparentam ser fortes, mas me questiono se o coração deles está se fortalecendo com graça.

O coração é um músculo — aquele que mantém os outros músculos funcionando. É bom modelar e tonificar os outros músculos, mas o essencial é fazer aquilo que mantém o coração forte.

Acontece o mesmo com o nosso coração espiritual. Fortalecemos e tonificamos o coração por meio da Palavra da verdade ao receber sua mensagem de bondade e graça de Deus. Manter o nosso coração espiritual forte e saudável deve ser a nossa máxima prioridade — acima de todas as outras.

Paulo concordaria: “…Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser” (1 Timóteo 4:7,8).

O treinamento de Deus é planejado para aumentar a nossa fé.