terça-feira, 9 de outubro de 2018

Envio a você flores brancas

"Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste." (Mateus 5:48)

"Após as eleições as reuniões de famílias serão audiências de conciliações." "Por causa da política, os presentes de amigos ocultos deste final de ano correm o risco de virem acompanhados de flores brancas." Essas frases foram copiadas das redes sociais, parecem estranhas, mas expressam perfeitamente a realidade dos nossos dias de política acirrada. 

Muitos amigos e parentes, na ânsia de tentarem convencer uns aos outros de que o seu candidato é o melhor para governar o país, acabam ofendendo o próximo com suas palavras fortes e não pouco grosseiras. Por isso, devemos o quanto antes reconhecer o nosso erro e pedir perdão. Não só isso, mas devemos pedir a Deus que nos dê um coração devoto à piedade de forma que possamos amar uns aos outros para que haja unidade, mesmo na diversidade, transmitindo nossas palavras de forma carinhosa e, se possível, "conquistarmos" o coração do irmão, sem ofendê-lo. 

Eu mesmo, que participo bastante das redes sociais, posso eventualmente ter ofendido alguém, pelo que deixo aqui desde já o meu pedido de perdão. É preciso continuarmos em paz, não com o mundo pecaminoso que jamais estaremos, mas com os irmãos na fé, sob a graça de Deus. Envio a você flores brancas significando o perdão, a paz, a inocência, a pureza, e a lealdade.



Durante anos, considerei o Sermão do Monte (Mateus 5–7) um modelo para o comportamento humano, um padrão inatingível para qualquer um. Como consegui perder o verdadeiro significado? Jesus não falou aquelas palavras para nos frustrar, mas para nos dizer como Deus é. 

Por que devemos amar os nossos inimigos? Porque o nosso Pai misericordioso faz o Seu sol se levantar sobre os maus e os bons. Por que ajuntar tesouros no céu? Porque o Pai vive lá e nos recompensará generosamente. Por que viver sem medo e preocupação? Porque o mesmo Deus que veste os lírios e a erva do campo prometeu cuidar de nós. Por que orar? Se um pai terreno dá ao seu filho pão ou peixe, quanto mais o Pai celestial dará coisas boas aos que o pedem? 

Jesus proferiu o Sermão do Monte não só para explicar o ideal de Deus pelo qual nunca devemos parar de lutar, mas também para mostrar que, nesta vida, jamais atingiremos esse ideal. 

Diante de Deus, todos nós estamos no mesmo patamar: assassinos e birrentos, adúlteros e luxuriosos, ladrões e cobiçosos. Estamos todos desesperados e esse é o único estado apropriado a um ser humano que quer conhecer a Deus. Depois de ter caído do ideal absoluto, não temos onde cair senão na rede de segurança da graça absoluta. — Philip Yancey 

Somente Deus pode transformar uma alma pecaminosa numa obra de arte da graça do perdão.