segunda-feira, 25 de junho de 2018

Remando para casa

"…esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão…" (Filipenses 3:13) 

Eu gosto de Ripchip, o ratinho falante durão na série As crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, (Ed. Martins Fontes 2005). Determinado a alcançar o “Oriente absoluto” e juntar-se ao grande leão Aslan [simbólico de Cristo], Ripchip declara sua determinação: “Enquanto eu puder, navegarei para leste no Peregrino da Alvorada. Quando ele me falhar, remarei para leste em meu barquinho de vime. Quando ele afundar, remarei para leste com minhas quatro patas. Então, quando não mais conseguir nadar, se ainda não tiver atingido o País de Aslam, afundarei com meu nariz apontando para o nascer do sol.” 

Paulo disse de outro modo: “Prossigo para o alvo…” (Filipenses 3:14). Seu objetivo era ser como Jesus. Nada mais importava. Ele admitia ter muito terreno a cobrir, mas não desistiria até atingir aquilo para o que Jesus o havia chamado.

Nenhum de nós é o que deveria ser, mas podemos, como o apóstolo, nos esforçar e orar por esse objetivo. Como Paulo, sempre diremos: “Ainda não cheguei.” Não obstante, a despeito de fraqueza, fracasso e cansaço, precisamos prosseguir (v.12). Mas tudo depende de Deus. Sem Ele, nada podemos fazer!

Deus está com você, chamando-o para seguir em frente. Continue remando! — David H. Roper

Deus provê o poder de que necessitamos para perseverar.

sábado, 9 de junho de 2018

Há um propósito para a sua vida

"…se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado…" (1 Pedro 4:11)


Em um dia ensolarado, eu vi de longe uma mulher em pé ao lado de um semáforo, segurando uma placa. Ao aproximar-me com o carro, tentei ler o que a placa dizia, presumindo ser um pedido de comida ou dinheiro. Em vez disso, me surpreendi ao ver estas palavras:

“Há um propósito para a sua vida.”

Deus criou cada um de nós para um propósito específico. Em primeiro lugar, esse propósito deve trazer-lhe honra, e uma maneira de fazer isso é satisfazer às necessidades dos outros (1 Pedro 4:10,11).

Uma mãe de crianças pequenas pode encontrar um propósito ao limpar narizes escorrendo e contar aos seus filhos sobre Jesus. Um funcionário num emprego insatisfatório pode encontrar o seu propósito fazendo seu trabalho diligentemente, lembrando-se de que é ao Senhor que está servindo (Colossenses 3:23,24). Uma mulher que perdeu a visão ainda encontra propósito em orar por seus filhos e netos e influenciá-los a confiarem em Deus. Numa comunidade, em uma igreja, em um clube social, onde você estiver, você pode servir e ajudar alguém necessitado próximo de você.

O Salmo 139 afirma que, antes de nascermos, “…no teu livro foram escritos todos os meus dias…” (v.16). Somos formados “…por modo assombrosamente maravilhoso…” para trazer glória ao nosso Criador (v.14). Certamente, servirmos ao próximo é um motivo de glória para Deus.

Jamais esqueça: Há um propósito para a sua vida!

Mesmo quando tudo parece não ter significado, Deus tem um propósito para a sua vida. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Desapegue-se

Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês. (Lucas 12:34)

“O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colmeia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.

Na vida das abelhas temos uma grande lição. Em geral o homem constrói para si, pensa no valor da propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que ‘lutou’ para adquirir. Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade.

Essa teia não o deixa alçar voo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como ‘para quem vai ficar a minha casa?’ é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.

Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.

A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for – o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.

Se quisermos ser livres e pararmos de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos cultivar em nós a virtude do desapego. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda, mas adquirimos a visão mais ampla.

O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?”

Há hora para se apegar e hora para se desapegar. Mas quanto maior for o desapego, menor será o sofrimento na reta final da vida.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O pão que satisfaz


"…o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia." (Lucas 10:3)

Aprendi a recitar a Oração do Senhor na escola, quando menino. Sempre que eu dizia: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mateus 6:11), não conseguia deixar de pensar no pão que, nem todo dia, tínhamos em casa. Somente quando eu conseguia algumas gorjetas no meu trabalho de empacotador de supermercado tínhamos pão no dia seguinte. Por isso, pedir a Deus para nos dar o pão nosso de cada dia era uma oração relevante para mim.

Anos mais tarde, fiquei muito curioso ao ouvir um sermão sobre o pão que satisfaz. Eu sabia que o título provinha da Oração do Senhor, mas também sabia que ele não poderia estar falando do pão de padaria. Pela leitura regular do livreto, descobri que esse “pão”, repleto de partes das Escrituras e notas úteis, era um alimento espiritual para a alma.

Alimento espiritual foi o que Maria escolheu ao sentar-se aos pés de Jesus e escutar atentamente as Suas palavras (Lucas 10:39). Enquanto Marta se desgastava preocupando-se com o alimento físico, Maria dedicava o seu tempo para estar próxima de seu hóspede, o Senhor Jesus, e a escutá-lo. Que também lhe dediquemos esse tempo. Ele é o Pão da Vida (João 6:35) e alimenta os nossos corações com alimento espiritual. Ele é o Pão que satisfaz. —

“Eu sou o pão da vida.” Jesus