segunda-feira, 28 de maio de 2018

É tempo de crescer

"…a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos…" (Gálatas 6:9)

Em sua nova casa, Débora descobriu uma planta abandonada num canto escuro da cozinha. As folhas empoeiradas e irregulares pareciam as de uma orquídea Phalaenopsis, e ela imaginou como a planta seria bonita quando soltasse novas hastes com flores. Ela mudou o vaso para um local perto da janela, cortou as folhas mortas e regou-a bem; comprou fertilizante e aplicou-o nas raízes. Semana após semana, ela inspecionou a planta, mas nenhum novo broto apareceu. “Darei a ela mais um mês” — disse ela ao marido — “e, se nada tiver acontecido até então, irá para o lixo”.


Quando chegou esse dia, ela mal podia acreditar em seus olhos. Duas pequenas hastes estavam aparecendo por entre as folhas! A planta da qual ela quase havia desistido ainda estava viva.

Você fica desanimado com sua aparente falta de crescimento espiritual? Talvez você costume perder a calma ou gostar daquele bocado picante de fofoca que você simplesmente não consegue resistir a repassar. Ou talvez você se levante tarde demais para ter tempo de orar e ler a Bíblia, apesar da resolução de ligar o alarme para mais cedo.

Por que não contar a um amigo de confiança sobre as áreas de sua vida em que você quer crescer espiritualmente e pedir-lhe para orar e incentivá-lo a ser responsável? Seja paciente. Você crescerá à medida que permitir que o Espírito Santo opere em você. — Marion Stroud

Cada pequeno passo de fé é um passo gigante de crescimento.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Continue escalando!

"…exortai-vos mutuamente cada dia…" (Hebreus 3:13)


Ricardo precisava de um empurrão e o recebeu, numa escalada que fez com seu amigo Fábio, que era o seu assegurador. Exausto e pronto para desistir, Ricardo pediu a Fábio para descê-lo até o chão. Mas Fábio insistiu com o amigo, dizendo-lhe que havia chegado longe demais para desistir. Balançando no ar, Ricardo decidiu continuar tentando. Incrivelmente, ele conseguiu se reconectar à rocha e completar a escalada, com o incentivo de seu amigo.

Na igreja primitiva, os seguidores de Jesus se encorajavam mutuamente a continuar a seguir o seu Senhor e a demonstrar compaixão. Em uma cultura repleta de imoralidade, eles apaixonadamente apelavam uns aos outros para viverem uma vida pura (Romanos 12:1;1 Tessalonicenses 4:1). Os cristãos se encorajavam uns aos outros diariamente, como Deus os inspirou a fazer (Atos 13:15). Eles encorajavam uns aos outros a interceder pelo corpo (Romanos 15:30), a ajudar as pessoas a permanecerem conectadas à Igreja (Hebreus 10:25), e a amar cada vez mais (1 Tessalonicenses 4:10).

Por meio de Sua morte e ressurreição, Jesus nos conectou uns aos outros. Portanto, temos a responsabilidade e o privilégio, com capacitação de Deus, de encorajar outros cristãos a prosseguir e finalizar a escalada da confiança e obediência a Ele. — Marvin Williams

Consolai-vos […] uns aos outros e edificai-vos reciprocamente… 1 Tessalonicenses 5:11

A escalada da vida se torna mais fácil quando consolamo-nos uns aos outros.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Resistindo à armadilha

"…o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo." (Gênesis 4:7)

A planta carnívora Vênus pode digerir um inseto em cerca de 10 dias. O processo começa quando um inseto desavisado sente o cheiro do néctar das folhas que formam a armadilha. Ao investigar, ele se arrasta para dentro das mandíbulas da planta. As folhas se fecham em meio segundo e sucos digestivos dissolvem o inseto.


Essa planta carnívora me lembra da maneira como o pecado pode nos devorar se formos atraídos a ele. O pecado tem fome de nós. Gênesis 4:7 diz: “…Se […] procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti…”. Deus disse essas palavras a Caim antes de este matar seu irmão Abel.

O pecado pode tentar nos seduzir apresentando-nos uma nova experiência aparentemente agradável, convencendo-nos de que viver corretamente não importa ou apelando aos nossos sentidos físicos. Todavia, há uma maneira de dominarmos o pecado em vez de deixá-lo consumir a nossa vida. A Bíblia diz: “…andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gálatas 5:16). Quando enfrentamos uma tentação, não a enfrentamos sozinhos. Temos ajuda sobrenatural. Confiar no Espírito de Deus fornece o poder para vivermos para Ele e para os outros. — Jennifer Benson Schuldt

Caímos em tentação, quando não nos afastamos dela.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Para quem estou trabalhando?

"…Para quem trabalho eu, se nego à minha alma os bens da vida?…" (Eclesiastes 4:8)


Henry trabalhava 70 horas por semana. Ele amava seu trabalho e seu bom salário proporcionava coisas boas à sua família. Sempre teve planos de desacelerar, mas nunca o fez. Certa noite, voltou a casa com uma ótima notícia — fora promovido ao cargo mais alto de sua empresa. Mas ninguém estava em casa. Ao longo dos anos, seus filhos cresceram e se mudaram, sua esposa encontrou uma carreira para si e, agora, a casa estava vazia. Não havia com quem compartilhar a boa notícia.

Salomão escreveu sobre a necessidade de manter um equilíbrio entre a vida e o nosso trabalho: “O tolo cruza os braços e come a própria carne…” (Eclesiastes 4:5). Não queremos ir ao extremo de ser preguiçosos, mas também não queremos cair na armadilha de sermos viciados em trabalho. “Melhor é um punhado de descanso do que ambas as mãos cheias de trabalho e correr atrás do vento” (v.6). Em outras palavras, é melhor ter menos e aproveitar mais. Sacrificar os relacionamentos pelo sucesso é insensato. A conquista é passageira, mas os relacionamentos tornam a nossa vida significativa, gratificante e agradável (vv.7-12).

Podemos aprender a trabalhar para viver, e não viver para trabalhar, escolhendo repartir o tempo com sabedoria. O Senhor pode nos dar essa sabedoria quando o buscamos e confiamos nele para ser o nosso Provedor. — Poh Fang Chia

Para empregar o tempo com sabedoria, invista-o na eternidade. 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Saíndo das ruínas

"…não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu […] misericórdia, […], para restaurar as suas ruínas…" (Esdras 9:9)

No lado judeu de Jerusalém se encontra a Sinagoga Tiferet Yisrael. Construída no século 19, a sinagoga foi dinamitada durante a guerra árabe-israelense de 1948.
Durante anos, o local ficou em ruínas. Porém, em 2014, iniciou-se a reconstrução. Quando as autoridades municipais instalavam um pedaço de escombro como pedra angular, um deles citou Lamentações: “Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes” (5:21).

Lamentações é a canção fúnebre de Jeremias para Jerusalém. Com imagens vívidas, o profeta descreve o impacto da guerra sobre a sua cidade. O versículo 21 é a sua oração sincera para Deus intervir. Ainda assim, o profeta se questiona se isso é sequer possível. E conclui sua canção angustiada com a temerosa ressalva: “Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros?” (v.22). Décadas depois, Deus respondeu a essa oração quando os exilados voltaram a Jerusalém.

A nossa vida também pode parecer estar em ruínas. Criamos problemas por nós mesmos e os conflitos que nos são inevitáveis podem nos deixar devastados. Mas temos um Pai que compreende. Suave e pacientemente, Ele limpa todo o entulho, nos dá um novo propósito e constrói algo melhor. Isso leva tempo, mas podemos sempre confiar nele. Ele é especialista em projetos de reconstrução. — Tim Gustafson

Temos um Deus que nos tira das ruínas e restaura a beleza perdida.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Ridícula prepotência

"…devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo." (Tiago 4:15) 

No filme Advogado do diabo (1998) Kevin, um jovem advogado, movido por orgulho, vende sua alma ao diabo. Na cena final, a história volta ao começo, e Kevin decide que jamais se corromperia novamente, abrindo mão de vencer no tribunal. O diabo reaparece apelando para outro tipo de orgulho: o de fazer o certo; e Kevin cede. Ou seja, a natureza humana tende sempre à arrogância.

Nossa ridícula prepotência nos leva a nos esforçarmos para planejar as coisas achando que temos o controle. E essa arrogância, muitas vezes, se manifesta em forma de ansiedade.

Em Tiago 4:13, vemos alguém traçando um plano: quando viajaria, o prazo que ficaria fora, a estratégia e os resultados. Tiago afirma: nada disso está no seu controle. Ninguém sabe se estará vivo amanhã. Ele não é contra o planejamento, mas contra o pensamento de que nossos planos são finais.

A arrogância se agrava quando possuímos os instrumentos que nos fazem acreditar nesse controle (5:1-11), pois desconsideramos as coisas que são eternas. Porém, Tiago propõe que sejamos como o agricultor que reconhece não ter o controle sobre sua plantação e confia em Deus (5:7).

Descansemos na benignidade do Senhor. Ele é bom e tudo o que faz por nós é bom, inclusive nossas dores. Isso nos livra da ansiedade e da prepotência. — Davi Charles Gomes

A esperança e a confiança do que Deus vai fazer devem nos mover.