sábado, 28 de abril de 2018

Há beleza nas suas cicatrizes

"Ele fica perto dos que estão desanimados e salva os que perderam a esperança." (Salmos 34:18 - NTLH)

Durante a trajetória da nossa vida sempre teremos momentos bons e ruins para recordar. Às vezes passamos por dias tão difíceis, que acreditamos que somos os únicos a enfrentar determinada situação.

No meio cristão existe pressão para que você seja uma pessoa forte, alguém que não se abata, e que nunca fica triste. Talvez seja por isso que a Igreja esteja tão falha em relação à santidade, pois Deus só aperfeiçoa o seu poder em nós quando somos fracos. Assumir as nossa falhas e nos orgulhar das nossas cicatrizes pode ser algo muito difícil e demorado, mas vale a pena.

A vida inteira ensinaram a esconder nossas marcas. Cristo escolheu morrer numa cruz e fez questão de deixar as marcas causadas por essa escolha. Já parou para pensar por que? Porque através da sua dor a nossa dor é curada. Através das suas cicatrizes nós somos consolados e temos esperança em Jesus.

Talvez você tenha agido como um super crente durante todo esse tempo, achando que isso serve de inspiração para as pessoas quererem estar por perto, quando na verdade isso as afasta de você. E elas, ao invés de serem motivadas a terem um relacionamento com Deus, sente-se inferiores, achando que nunca vão conseguir ter a mesma intimidade com Deus que você tem.

Jesus veio para mostrar que Deus age na vulnerabilidade, pois mesmo sendo Rei, o Leão da tribo de Judá, ele se entregou como Cordeiro pelos nossos pecados, para que nós pudéssemos amá-lo enquanto damos a vida pelos nossos irmãos como cordeiros vulneráveis mostrando nossas cicatrizes, não fingindo serem super cristãos, mas agindo com humildade, reconhecendo que não temos nada de bom, e tudo que temos vem unicamente de Deus.


Existe beleza nas suas cicatrizes. Elas fazem as pessoas entenderem que não é mérito humano ser amado por Deus, mas que o Senhor nos ama mesmo assim, e que não há jeito de apagar o sacrifício que foi feito na cruz, nos deixando uma única opção: ter a vida que Jesus propõe a nós.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Os planos dele ou os nossos?

"…Quem sou eu, Senhor Deus, […] para que me tenhas trazido até aqui?" (1 Crônicas 17:16)

Aos 18 anos, Jorge começou um negócio de limpeza de carros. Ele alugou uma garagem, contratou ajudantes e criou folhetos publicitários. O negócio prosperou. Sua intenção era vendê-lo e usar a receita para pagar a faculdade; por isso, ficou empolgado quando um comprador manifestou interesse. Após algumas negociações, parecia que a transação iria ocorrer. Mas, no último minuto, o acordo desmoronou. Passaram-se vários meses até o seu plano de vender o negócio ter sucesso.


É normal ficar desapontado quando o tempo e o projeto de Deus para a nossa vida não corresponde às nossas expectativas. Quando Davi quis construir o templo do Senhor, ele tinha a motivação correta, a capacidade de liderança e os recursos. Contudo, Deus disse que ele não poderia realizar o projeto porque havia matado pessoas demais em batalhas (1 Crônicas 22:8).

Davi poderia ter brandido o punho para o céu com raiva. Poderia ter feito beicinho ou seguido em frente com os seus próprios planos. Porém, humildemente, disse: “…Quem sou eu, Senhor Deus, […] para que me tenhas trazido até aqui?” (17:16). Davi passou a louvar a Deus e a declarar sua devoção a Ele. Valorizava mais o seu relacionamento com Deus do que a sua ambição.

O que é mais importante — realizar nossas esperanças e sonhos, ou nosso amor a Deus? — Jennifer Benson Schuldt

A verdadeira satisfação é encontrada quando nos rendemos à vontade de Deus.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Não desanime

"…No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16:33) 

Eu gosto de observar os pássaros brincando; por isso, anos atrás, construí um pequeno santuário em nosso quintal para atraí-los. Durante vários meses, desfrutei da visão dos meus amigos emplumados se alimentando e sobrevoando ao redor — até um falcão achar que o meu refúgio de pássaros era a sua reserva particular de caça.

Assim é a vida: Bem quando nos assentamos para descansar, algo ou alguém vem para perturbar os nossos ninhos. Por que, perguntamos, a vida precisa ser um vale de lágrimas?

Ouvi muitas respostas a essa antiga pergunta, mas ultimamente, me satisfaço com apenas uma: “Toda a disciplina do mundo é fazer [de nós] filhos, para que Deus possa ser revelado a [nós]” (George MacDonald). Quando nos tornamos como crianças, começamos a confiar, descansando unicamente no amor do nosso Pai celestial, procurando conhecê-lo e ser como Ele.

Preocupações e tristezas podem nos seguir todos os dias de nossa vida, mas “…não desanimamos […] porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:16-18).

Então, como não nos regozijarmos com tal fim em vista? — David H. Roper

As delícias do céu excederão em muito as dificuldades deste mundo