quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A vista da montanha

"Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto…" (Colossenses 3:1)


No vale onde David mora pode ser muito frio no inverno. As nuvens e o nevoeiro isolam o chão, mantendo o ar gelado sob as camadas mais quentes acima. Mas você pode subir desse vale. Há uma estrada próxima que acaba ao lado de uma montanha de 2.286 metros que se eleva nessa região. A poucos minutos de carro, você sai do nevoeiro e emerge no calor e brilho de um dia ensolarado. Você pode olhar para baixo e ver as nuvens que encobrem o vale abaixo, e vê-lo por um ponto de vista diferente.

Às vezes, a vida é assim. As circunstâncias parecem nos cercar de um nevoeiro que a luz solar não consegue penetrar. Contudo, a fé é a nossa maneira de subir o vale — os meios pelos quais “[buscamos] as coisas lá do alto…” (Colossenses 3:1). Ao fazermos isso, o Senhor nos capacita a superar nossas circunstâncias e encontrar coragem e tranquilidade para o dia. Como escreveu o apóstolo Paulo: “…aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4:11).

Podemos sair de nossa angústia e tristeza. Podemos sentar um pouco na encosta da montanha e, por meio de Cristo, que nos dá força (v.13), obter uma perspectiva diferente. — David H. Roper

A fé pode elevá-lo acima dos seus medos.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Febre do partir

"Descansa no Senhor e espera nele…" (Salmo 37:7)

Em 1986, após cinco atrasos motivados pelo clima, o ônibus espacial Challenger subiu ao céu numa estrondosa sinfonia de ruído e chamas. Apenas 73 segundos mais tarde, uma falha no sistema o despedaçou e os sete tripulantes morreram.

O desastre foi atribuído a um anel de vedação sabidamente vulnerável. Os especialistas referiram-se a esse erro fatal como “a febre do partir” — a tendência de ignorar as precauções vitais na corrida por uma meta grandiosa.

Nossa ambiciosa natureza humana sempre nos tenta a fazer escolhas imprudentes. Entretanto, somos também propensos a um medo que pode nos tornar excessivamente cautelosos. Os israelitas demonstravam os dois traços. Quando os 12 batedores voltaram de espiar a Terra Prometida, dez deles só viam obstáculos (Números 13:26-33). “…Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós”, disseram eles (v.31). Após uma temerosa rebelião contra o Senhor, que levou à morte dos dez, de repente o povo sucumbiu à “febre do partir”. Eles disseram: “…Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido…” (14:40). Sem Deus, a invasão inoportuna falhou miseravelmente (vv.41-45).

Quando tiramos os nossos olhos do Senhor, deslizamos para um de dois extremos. Avançaremos impacientemente sem Ele ou nos acovardaremos e nos queixaremos amedrontados. Focar-se em Cristo traz coragem temperada com Sua sabedoria. — Tim Gustafson

Um momento de paciência pode evitar um enorme desastre.

Retirado do Pão Diário.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Quatro maneiras de olhar

"Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios." (Salmo 77:12)

Joana enfrentava problemas difíceis com os filhos, quando se sentou para participar do culto. Exausta, queria “renunciar” à maternidade. Então, o pregador começou a ministrar encorajamento aos que desejam desistir. Os quatro tópicos que ela ouviu naquela manhã a ajudaram a seguir em frente:

Olhe para cima e ore. Asafe orou a noite toda e até expressou o sentimento de que Deus o tinha esquecido e rejeitado (Salmo 77:9,10). Podemos dizer tudo a Deus e ser honestos sobre os nossos sentimentos. Podemos pedir-lhe qualquer coisa. Sua resposta pode não vir imediatamente ou na forma que queremos ou esperamos, mas Ele não nos criticará por pedir.

Lembre-se do que Deus já fez por você e por outros. Asafe não falou a Deus apenas sobre a dor; também relembrou Seu poder e grandes obras por ele e pelo povo de Deus. E escreveu: “Recordo os feitos do Senhor, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade” (v.11).

Aguarde com expectativa. Pense sobre o bem que poderá decorrer da situação. O que você poderá aprender? O que Deus quer fazer? O que você sabe que Ele fará, porque os Seus caminhos são perfeitos? (v.13).

Olhe novamente. Desta vez, olhe para as suas circunstâncias com os olhos de fé. Lembre-se de que Ele é o Deus de grandes maravilhas e podemos confiar nele (v.14).

Que essas ideias nos ajudem a ganhar perspectiva e a avançar em nossa caminhada de fé com Jesus. — Anne Cetas

Nossos problemas são as oportunidades que temos para descobrir as soluções de Deus.

Retirado do Pão Diário

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A voz da fé

"Ainda que a figueira não floresça, […] eu me alegro no Senhor…" (Habacuque 3:17,18)

A notícia foi entorpecedora. As lágrimas vieram tão rapidamente que ela não conseguiu evitá-las. Sua mente se encheu de perguntas e o medo ameaçou dominá-la. A vida estava indo tão bem, quando foi abruptamente interrompida e mudou para sempre sem aviso.

A tragédia pode se apresentar de várias formas — a perda de um ente querido, uma doença, a perda de riqueza ou de nossa subsistência. E isso pode acontecer a qualquer pessoa, a qualquer momento.

Embora o profeta Habacuque soubesse que a tragédia estava por vir, ainda assim, trazia medo em seu coração. Enquanto esperava pelo dia em que a Babilônia invadiria o reino de Judá, seu coração batia forte, seus lábios e suas pernas tremiam (Habacuque 3:16).

O medo é uma emoção legítima em face de tragédia, mas não deve nos imobilizar. Quando não compreendemos as provações por que estamos passando, podemos rever como Deus operou na história (vv.3-15). Foi o que Habacuque fez. Isso não dissipou seu medo, mas lhe deu a coragem para seguir em frente escolhendo louvar o Senhor (v.18).

Nosso Deus, que se provou fiel ao longo dos anos, está sempre conosco. Pelo fato de o Seu caráter não mudar, quando amedrontados podemos dizer, com a confiante voz da fé: “O Senhor Deus é a minha fortaleza…” (v.19). — Poh Fang Chia

Podemos aprender a lição da confiança na escola da provação.

Retirado do Pão Diário

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Flores nos flocos de gelo

"…os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo." (1 Corintioos 12:4)

Wilson Bentley tinha 15 anos, quando se sentiu cativado pela intrincada beleza dos flocos de neve. Ele os observava fascinado com um velho microscópio que sua mãe lhe havia dado e fez centenas de esboços de seus notáveis contornos, mas eles derretiam rápido demais para capturar seus detalhes. Vários anos depois, em 1885, ele acoplou uma câmera de fole ao microscópio e, depois de tentativas e erros, fotografou um floco de neve pela primeira vez. Bentley capturou 5 mil imagens de flocos de neve e cada um deles tinha um desenho único. Ele os descreveu como “pequenos milagres de beleza” e “flores de gelo”.

Não há dois flocos de neve iguais, mas todos vêm da mesma fonte. Como seguidores de Cristo, todos nós vimos do mesmo Criador e Redentor, no entanto, somos diferentes. Em Seu glorioso plano, Deus escolheu reunir uma variedade de pessoas num todo unificado e nos deu dons diversos. Ao descrever a diversidade de dons aos cristãos, Paulo escreve: “…os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (1 Coríntios 12:4-6).

Agradeça a Deus pela contribuição única que você pode oferecer ao ajudar e servir aos outros. — Dennis Fisher

Cada pessoa é uma expressão única do projeto amoroso de Deus.

Retirado do Pão Diário

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Deixe um legado

"…o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir…" (Marcos 10:45)
Quando um supervisor de rodovias morreu num acidente, sua família, colegas de trabalho e comunidade sofreram enorme perda. Sua igreja rural não podia acomodar todos os enlutados; por isso, o culto foi transferido para um prédio muito maior. Os amigos e familiares lotaram o auditório! A mensagem era clara: Ele tocou muitas vidas de maneira singularmente sua. Muitos sentiriam saudade de sua bondade, senso de humor e entusiasmo pela vida.

Ao voltar do funeral, pensei sobre a vida do rei Jeorão. Que contraste! Seu breve reinado de terror é traçado em 2 Crônicas 21. Para solidificar seu poder, ele matou seus próprios irmãos e outros líderes (v.4). Depois, levou Judá a adorar ídolos. O registro diz: “…E se foi sem deixar de si saudades…” (v.20). Jeorão pensava que a força bruta garantiria o seu legado. E garantiu mesmo. Nas Escrituras, ele é sempre lembrado como um homem mau e líder egocêntrico.

Embora também fosse rei, Jesus veio à Terra para ser servo. Enquanto fazia o bem, suportava o ódio daqueles que se agarravam ao poder. No processo, esse Rei-Servo entregou a Sua própria vida.

Hoje, Jesus vive e o Seu legado permanece, o que inclui os que compreendem que a vida não diz respeito apenas a si mesmos. Ela diz respeito a Jesus — Aquele que anseia por envolver com Seus braços fortes e perdoadores qualquer um que se volte a Ele. — Tim Gustafson

Uma vida dedicada a Deus deixa um legado duradouro.

Retirado do Pão Diário