domingo, 4 de novembro de 2018

Deus do comum

"…Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças…" (1 Coríntios 10:13)

Ouvir testemunhos sobre como Deus fez algo espetacular na vida de outra pessoa pode nos desafiar. Embora possamos nos alegrar ao ouvir sobre respostas a oração, também podemos questionar por que o Senhor nada fez de surpreendente por nós ultimamente.

É fácil pensar que, se Deus se mostrasse de maneiras surpreendentes para nós como fez a Abraão, ficaríamos mais inspirados a lhe sermos servos fiéis. Mas, então, nos lembramos de que Deus aparecia a Abraão a cada 12 a 14 anos e a maior parte da jornada de Abraão era bastante comum (Gênesis 12:1-4; 15:1-6; 16:16–17:12).

Habitualmente, a obra de Deus é feita nos bastidores nas ocasiões comuns da vida. Como diz o texto, “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além de vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento…” (10:13). Todos os dias, Deus está ocupado protegendo-nos contra os ataques devastadores de Satanás que, de outro modo, nos deixariam totalmente derrotados. E, quando a tentação chega, Ele está fazendo rampas de saída para que possamos escapar.

Quando pousamos nossa cabeça no travesseiro à noite, devemos fazer uma pausa para agradecer a Deus pelas coisas incríveis que Ele fez por nós naquele dia, em meio à nossa vida comum. Assim, em vez de ansiar que Ele faça algo espetacular por você, agradeça-lhe! Ele já fez. — Joe Stowell

Deus está sempre no controle nos bastidores, até mesmo em dias “comuns”.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Ore pelo Brasil

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. ” (2 Crônicas 7:14)

Após ser confirmado como o 42º Presidente da República, Jair M. Bolsonaro convocou a imprensa para seu discurso de vencedor das Eleições 2018. Porém, antes de discursar ele pediu para que o Senador Magno Malta fizesse uma oração. Essa oração foi feita ao vivo em cadeia nacional de rede de televisão. Muitos acharam maravilhosa esta cena. Porém, alguns descrentes não concordaram com a atitude do novo presidente.

Durante esses dias temos acompanhado notícias impactantes sobre o governo do Brasil. Ficamos preocupados, aflitos e aparentemente parece tudo um caos e de difícil solução. Mas, a verdade é que nós precisamos colocar nossa confiança em Deus. Aquele que pode mudar todas as coisas está com os ouvidos atentos às nossas orações. Mas, na prática, como podemos orar pelo Brasil?


O primeiro passo é entender que a oração pode mudar tudo. Isso porque nossas orações são poderosas diante de Deus. A oração é o que libera o poder e favor de Deus sobre uma situação. E em meio ao desconhecido, nós, como igreja, precisamos orar!

Deus sabe como levantar seu povo em meio às crises. Ele sabe como liberar justiça e triunfar sobre o mal. Nosso Deus não somente tem justiça como ele mesmo é a própria justiça para o Brasil. Diante disso, precisamos então nos unir em parceria com Deus e orarmos. Precisamos declarar suas promessas e verdades sobre nosso governo e povo.

Que ao orarmos pelo novo Presidente da República e pelo Brasil nosso coração venha se encher de compaixão ao nos lembrarmos das injustiças e de como sofremos as consequências da falta de retidão dos líderes. Por isso, devemos nos arrepender de nossas pequenas áreas de comprometimento em nossa própria vida. Além disso, devemos orar com um coração tenro e manso, buscando a misericórdia de Deus. Depois, devemos pedir por justiça e transformação, tendo como base a palavra de Deus em nossas orações.

“Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual escolheu para sua herança. (Salmos 33:12)

“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. ” (1João 5:14)

Imagine o que aconteceria se um grupo de pessoas se reunisse para orar pela nação semanalmente? E o que aconteceria se uma cidade fizesse isso? E uma nação? Que venhamos nos voltar ao Senhor de todo coração, crendo que há esperança! Nossa esperança está em Deus. Mesmo que aparentemente você não veja nada, creia que Deus está movendo as coisas e que sua justiça prevalecerá!

“Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois todas as nações te pertencem” (Salmos 82:8)

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador.” (1 Timóteo 2:1-3)

Senhor, nós clamamos a ti por Justiça. Oramos por aqueles que nos governam e pedimos que o Senhor torne o coração deles tenro e revele Jesus a eles. Nós te pedimos que se lembre de nós e venha ao nosso socorro com misericórdia e retidão. Em meio ao caos, colocamos nossa esperança somente em ti e confiamos em tua liderança sobre nós. 

Em nome de Jesus, amém!

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Deixando o passado para trás

"…se alguém está em Cristo, é nova criatura…" (2 Coríntios 5:17)

Pelo o que tudo indica, o Brasil caminha para uma mudança radical na sua estrutura de governo. Qualquer que seja o resultado das eleições, nós cristãos sabemos que não precisamos nos preocupar, porque não existe autoridade governamental que não proceda de Deus (Romanos 13:1). O nosso reino não é deste mundo, aqui não é a nossa morada eterna. O nosso Reino é espiritual, implantado em um novo céu e uma nova terra transformados por Jesus Cristo, com quem reinaremos para sempre. Lá, "Ele nos enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem prato, nem dor, porque as primeiras coisas passaram" (Apocalipse 21:4). O que precisamos nos preocupar é com nossas almas, que são eternas, e precisam ser transformadas.

Chris Baker é um tatuador que transforma símbolos de dor e escravidão em obras de arte. Muitos de seus clientes são ex-membros de gangues e vítimas de tráfico humano, que foram marcados com nomes, símbolos ou códigos de identificação. Chris os transforma em belas obras de arte tatuando novas imagens por cima deles.


Jesus faz à alma o que Chris Baker faz à pele — Ele nos recebe como somos e nos transforma. A Bíblia diz: “…se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). Antes de conhecer Cristo, seguimos nossos desejos aonde quer que nos levem, e nossos estilos de vida refletem isso. Quando nos arrependemos e começamos a andar com Cristo, as paixões e as armadilhas que antes dominavam a nossa vida se tornam “a vida antiga” (1 Coríntios 6:9-11), que desaparece quando somos transformados: “…tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo…” (2 Coríntios 5:18).

Ainda assim, a vida como uma “nova pessoa” nem sempre é fácil. Pode levar tempo para desligar-se de velhos hábitos. Podemos lutar com ideias que eram fundamentais para o nosso velho modo de vida. Contudo, ao longo do tempo, o Espírito Santo de Deus age em nós, dando-nos força interior e compreensão do amor de Cristo. Como belas novas criações de Deus, estamos livres para deixar o passado para trás. — Jennifer Benson Schuldt

Para desfrutar do futuro, aceite o perdão de Deus pelo que já passou.

sábado, 13 de outubro de 2018

Controle das palavras

"Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios." (Salmo 141:3)

Quando Rebeca estava no palco para palestrar em uma conferência, sua primeira frase ao microfone ecoou pela sala. Foi um pouco perturbador ouvir suas próprias palavras voltarem; ela teve de se adaptar ao sistema de som com defeito e tentar ignorar o eco de todas as palavras que dizia. 


Imagine como seria ouvir tudo que dizemos repetido! Não seria tão ruim nos ouvirmos repetindo: “Eu te amo”, “Eu estava errado”, “Obrigado, Senhor” ou “Estou orando por você”. Mas nem todas as nossas palavras são bonitas, suaves ou gentis. E quanto às explosões de raiva ou aos comentários humilhantes que ninguém quer ouvir uma vez, muito menos duas vezes — palavras que realmente preferiríamos? 

Como o salmista Davi, ansiamos pelo controle do Senhor sobre as nossas palavras. Ele orou: “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Salmo 141:3). Felizmente, o Senhor quer fazer isso. Ele pode nos ajudar a controlar o que dizemos. Ele pode guardar os nossos lábios. 

Enquanto aprendemos a nos adaptar ao nosso próprio sistema de som prestando muita atenção ao que dizemos e orando sobre as palavras que falamos, o Senhor nos ensinará com paciência e até mesmo nos capacitará a ter autocontrole. E, o melhor de tudo, Ele nos perdoa quando falhamos e se agrada do nosso desejo por Sua ajuda. — Anne Cetas 

Parte do autocontrole é o controle da boca.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Envio a você flores brancas

"Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste." (Mateus 5:48)

"Após as eleições as reuniões de famílias serão audiências de conciliações." "Por causa da política, os presentes de amigos ocultos deste final de ano correm o risco de virem acompanhados de flores brancas." Essas frases foram copiadas das redes sociais, parecem estranhas, mas expressam perfeitamente a realidade dos nossos dias de política acirrada. 

Muitos amigos e parentes, na ânsia de tentarem convencer uns aos outros de que o seu candidato é o melhor para governar o país, acabam ofendendo o próximo com suas palavras fortes e não pouco grosseiras. Por isso, devemos o quanto antes reconhecer o nosso erro e pedir perdão. Não só isso, mas devemos pedir a Deus que nos dê um coração devoto à piedade de forma que possamos amar uns aos outros para que haja unidade, mesmo na diversidade, transmitindo nossas palavras de forma carinhosa e, se possível, "conquistarmos" o coração do irmão, sem ofendê-lo. 

Eu mesmo, que participo bastante das redes sociais, posso eventualmente ter ofendido alguém, pelo que deixo aqui desde já o meu pedido de perdão. É preciso continuarmos em paz, não com o mundo pecaminoso que jamais estaremos, mas com os irmãos na fé, sob a graça de Deus. Envio a você flores brancas significando o perdão, a paz, a inocência, a pureza, e a lealdade.



Durante anos, considerei o Sermão do Monte (Mateus 5–7) um modelo para o comportamento humano, um padrão inatingível para qualquer um. Como consegui perder o verdadeiro significado? Jesus não falou aquelas palavras para nos frustrar, mas para nos dizer como Deus é. 

Por que devemos amar os nossos inimigos? Porque o nosso Pai misericordioso faz o Seu sol se levantar sobre os maus e os bons. Por que ajuntar tesouros no céu? Porque o Pai vive lá e nos recompensará generosamente. Por que viver sem medo e preocupação? Porque o mesmo Deus que veste os lírios e a erva do campo prometeu cuidar de nós. Por que orar? Se um pai terreno dá ao seu filho pão ou peixe, quanto mais o Pai celestial dará coisas boas aos que o pedem? 

Jesus proferiu o Sermão do Monte não só para explicar o ideal de Deus pelo qual nunca devemos parar de lutar, mas também para mostrar que, nesta vida, jamais atingiremos esse ideal. 

Diante de Deus, todos nós estamos no mesmo patamar: assassinos e birrentos, adúlteros e luxuriosos, ladrões e cobiçosos. Estamos todos desesperados e esse é o único estado apropriado a um ser humano que quer conhecer a Deus. Depois de ter caído do ideal absoluto, não temos onde cair senão na rede de segurança da graça absoluta. — Philip Yancey 

Somente Deus pode transformar uma alma pecaminosa numa obra de arte da graça do perdão.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Vida honrosa

"…sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus…" (1 Pedro 2:9) 

O mundo nunca foi e nunca será um paraíso por causa da natureza caída do homem. Segundo João 16:33, paraíso só no céu, quando os homens salvos serão restaurados de sua natureza pecaminosa, creia você ou não. O que difere um povo desenvolvido de outro é a educação e o grau de civilização. Quando um povo conhece os seus deveres e seus direitos igualmente, esse povo vive bem. Se não conhece, não há sistema político ou ideologia humana que resolva. Só Jesus Cristo é a solução.


Num famoso discurso, um respeitado líder e estadista chamou a atenção de sua nação ao declarar que a maioria dos Membros do Parlamento (MPs) de seu país era bastante desonrosa. Citando corrupção, atitudes pomposas, linguajar chulo e outros vícios, ele os repreendeu e os exortou a se corrigirem. Como esperado, eles não aceitaram bem os comentários e o criticaram. 

Nós, que seguimos Cristo, podemos não ser servidores públicos em cargos de liderança, mas somos “…raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo […] de Deus…” (1 Pedro 2:9). Como tal, o nosso Senhor nos chama a estilos de vida que o honrem. 

Pedro deu conselhos práticos sobre isso. Ele nos exortou a nos abstermos “…das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma” (v.11). Embora não tenha usado a palavra honrosa, ele nos chamou para um comportamento digno de Cristo. 

Paulo expressou-se assim: “…tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4:8). De fato, essas são as características de comportamento que honram o nosso Senhor. — acharles 

Honramos o nome de Deus quando o chamamos de nosso Pai e vivemos como Seus filhos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Nosso novo nome

"…lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo…" (Apocalipse 2:17)

Ela dizia ser uma pessoa preocupada, mas, quando seu filho foi ferido num acidente, ela aprendeu a livrar-se daquela atitude que a restringia. Durante a recuperação de seu filho, toda semana ela se encontrava com amigos para conversar e orar, pedindo a Deus por ajuda e cura. Ao longo dos meses, enquanto transformava seus medos e preocupações em oração, ela percebeu que estava mudando de uma pessoa preocupada para uma guerreira de oração. Ela percebeu que o Senhor lhe estava dando um novo nome. Sua identidade em Cristo estava se aprofundando em meio à luta da tristeza indesejada.

Na carta de Jesus à igreja de Pérgamo, o Senhor promete dar aos fiéis uma pedra branca com um novo nome escrito nela (Apocalipse 2:17). Comentaristas bíblicos têm debatido sobre o significado disso, mas a maioria concorda em que essa pedra branca aponta para a nossa liberdade em Cristo. Nos tempos bíblicos, os jurados de um tribunal de direito usavam uma pedra branca para um veredicto de inocente e uma pedra preta para um veredicto de culpado. Uma pedra branca também dava ao seu portador entrada em eventos como banquetes; de semelhante modo, aqueles que recebem a pedra branca de Deus são bem-vindos ao banquete celestial. A morte de Jesus nos traz liberdade e uma nova vida — e um novo nome.

Qual o novo nome que Deus poderia lhe dar? — Amy Boucher Pye

Os seguidores de Cristo têm uma identidade novinha em folha.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O que realmente importa

"…considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é […] seu…" (Filipenses 2:3,4)

Dois homens sentaram-se para avaliar os resultados de sua viagem de negócios. Um disse pensar que a viagem havia sido valiosa porque alguns novos relacionamentos significativos haviam começado por meio de seus contatos de negócios. O outro disse: “Relacionamentos são bons, mas o que importa é vender.” Obviamente, eles tinham visões muito diferentes.

 

É fácil demais — seja nos negócios, na família ou na igreja — ver os outros sob a perspectiva de como podem nos beneficiar. Nós os valorizamos pelo que podemos obter deles, em vez de nos focarmos em como podemos servi-los em nome de Jesus. Em sua carta aos filipenses, Paulo escreveu: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Filipenses 2:3,4).

As pessoas não devem ser usadas para o nosso próprio benefício. Por serem amadas por Deus e nós também sermos amados por Ele, nós nos amamos uns aos outros. O amor de Deus é o maior amor de todos. — Bill Crowder

Há alegria quando colocamos as necessidades dos outros acima das nossas.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Muito melhor

"…[tenho] o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor." (Filipenses 1:23)

Uma sirene tocava fora da casa de um menino. Não conhecendo o som, ele perguntou a sua mãe o que era. Ela explicou que a sirene servia para alertar as pessoas sobre uma tempestade perigosa. E explicou que, se as pessoas não se escondessem, poderiam morrer em consequência do furacão. O menino respondeu: “Mamãe, por que isso é ruim? Se morremos, não encontramos Jesus?” 


As crianças nem sempre entendem o que significa morrer. Mas Paulo, que tinha uma vida inteira de experiência, escreveu algo semelhante: “…[tenho] o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Filipenses 1:23). O apóstolo estava sob prisão domiciliar no momento, mas sua declaração não fora por desespero. Ele se regozijava porque o seu sofrimento estava promovendo a difusão do evangelho (vv.12-14).

Então, por que Paulo ficaria dividido entre o desejo de vida e de morte? Porque continuar a viver significaria “trabalho frutífero”. Mas ele sabia que, se morresse, desfrutaria de um tipo especial de proximidade com Cristo. Estar ausente do nosso corpo é estar em casa com o Senhor (2 Coríntios 5:6-8).

As pessoas que creem no poder salvífico da morte e ressurreição de Jesus estarão com Ele para sempre. Já se disse: “Tudo está bem quando acaba no céu”. Quer vivamos ou morramos, nós ganhamos, pois “…o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21). — Jennifer Benson Schuldt

Crer na morte e ressurreição de Jesus traz a certeza da vida eterna com Ele.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Sem preocupações

"…Passemos para a outra margem." (Marcos 4:35)

Uma confortável viagem de avião estava prestes a ficar instável. A voz do capitão interrompeu o serviço a bordo e pediu aos passageiros para atarem seus cintos de segurança. Logo depois, o avião começou a inclinar-se em todas as direções, como um navio em um oceano acossado pelo vento. Enquanto os demais passageiros faziam o possível para lidar com a turbulência, uma menina ficou sentada o tempo todo, lendo seu livro. Após o avião pousar, perguntaram-lhe como ela havia conseguido ficar tão calma. Ela respondeu: “Meu pai é o piloto e ele está me levando para casa.”

Embora fossem pescadores experientes, os discípulos de Jesus ficaram aterrorizados no dia em que uma tempestade ameaçou afundar seu barco. Eles seguiam as instruções de Jesus. Por que aquilo estava acontecendo? (Marcos 4:35-38). Jesus estava com eles, mas dormindo na popa da embarcação. Naquele dia eles aprenderam que não é verdade que, quando fazemos o que o nosso Senhor diz, não haverá tempestades em nossa vida. Contudo, por Jesus estar com os discípulos, eles aprenderam que as tempestades não nos impedem de chegar até onde o nosso Senhor quer que vamos (5:1).

Se a tempestade que enfrentamos hoje resulta de um trágico acidente, uma perda de emprego ou alguma outra provação, podemos estar confiantes de que nem tudo está perdido. — C. P. Hia

Não precisamos temer a tempestade com Jesus sendo o nosso âncora.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Em risco de queda

"Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia." (1 Coríntios 10:12)




Quando minha amiga Elaine se recuperava após uma forte queda, um funcionário do hospital colocou-lhe uma pulseira amarela que dizia: Risco de queda, e significava: Observe esta pessoa com cuidado. Ela pode desequilibrar-se. Ajude-a a ir de um lugar a outro.

Em 1 Coríntios 10 lemos algo como um aviso de “Risco de queda” para os cristãos. Observando seus antepassados, Paulo notou o potencial humano para cair em pecado. Os israelitas murmuravam, adoravam ídolos e tinham relacionamentos imorais. Deus ficou insatisfeito e lhes permitiu sofrer consequências por sua transgressão. Entretanto, Paulo disse: “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa […]. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (vv.11,12).

É fácil nos enganarmos e pensar que não cometemos mais certo tipo de pecado. Mesmo tendo passado pelo pior de tudo — admitido nosso problema, nos arrependido e nos comprometido a seguir os caminhos de Deus —, a tentação pode nos chamar. Deus nos possibilita evitar recair nos mesmos padrões, e fornece uma saída para o ato pecaminoso que estamos considerando. Nossa parte é responder à Sua oferta de fuga. — Jennifer Benson Schuldt

As grandes bênçãos, com frequência, são seguidas por grandes tentações.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Olhe para cima

"…peço-te que lhe abras os olhos para que veja…" (2 Reis 6:17)

Emil era um sem-teto que passou um ano inteiro olhando para a calçada enquanto caminhava penosamente pela cidade dia após dia. Ele tinha vergonha de olhar nos olhos dos outros, caso o reconhecessem, pois nem sempre vivera nas ruas. Mais do que isso, ele procurava encontrar uma moeda caída ou um cigarro pela metade. Seu constante olhar para o chão se tornou um hábito tão forte, que os ossos de sua coluna começaram a se fixar naquela posição e ele tinha grande dificuldade para ficar ereto.

O servo do profeta Eliseu olhou em direção errada e apavorou-se com o enorme exército que o rei da Síria havia enviado para capturar seu mestre (2 Reis 6:15). Mas Eliseu sabia que ele via apenas o perigo e a quantidade de oponentes. Seus olhos precisavam se abrir para ver a proteção divina que os rodeava, que era muito maior do que qualquer coisa que os sírios poderiam trazer contra Eliseu (v.17).

Quando a vida é difícil e nos sentimos sob pressão, é muito fácil ver apenas os nossos problemas. Mas o autor da carta aos Hebreus sugere uma maneira melhor. Ele nos lembra de que Jesus passou por um sofrimento inimaginável em nosso lugar e que, se fixarmos nossos olhos nele (12:2), Ele nos fortalecerá. — Marion Stroud

Com Cristo no centro de nossa vida, estamos no rumo certo.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A lixa divina

"Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo." (Provérbios 27:17) 

As palavras de meu amigo me magoaram. Tentei não remoer seus comentários sobre as minhas fortes opiniões e pedi pela sabedoria e paz de Deus. Semanas depois, ainda preocupado, orei: “Estou ferido, Senhor, mas mostra-me onde preciso mudar e em que parte ela está certa.” 


Isso serviu como uma lixa divina em minha vida. Com os nervos à flor da pele, sentia que minha reação desenvolveria ou não o meu caráter. Escolhi me submeter ao processo de suavização, confessando o meu orgulho e teimosia. Eu percebia que os meus solavancos e imperfeições não glorificavam o Senhor. 

O rei Salomão sabia que a vida em comunidade poderia ser difícil, e ele abordou esse tema no livro de Provérbios. No capítulo 27, vemos a sua sabedoria aplicada aos relacionamentos. Ele compara as palavras afiadas entre amigos como ferro afiando ferro: “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (v.17), aparando as arestas no comportamento do outro. Este processo pode causar ferimentos, tais como a dor que senti com as palavras do meu amigo (v.6), mas no final o Senhor pode usar estas palavras para ajudar e encorajar-nos a fazer as mudanças necessárias em nossa atitude e comportamento. 

Como o Senhor pode aparar suas arestas para a glória dele? — Amy Boucher Pye

O Senhor permite que as arestas sejam aparadas e nos molda em meio às experiências de vida.

sábado, 21 de julho de 2018

De volta do campo missionário

"…enviou-me […] a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto…" (Isaías 61:1,3)

Estamos voltando de mais uma viagem missionária. Estávamos na cidade de Nova Ponte (MG) evangelizando as pessoas de casa em casa. Juntamente com mais de 200 missionários voluntários levamos o amor de Deus por meio de palavra e ações. Além de explicar a cada uma o plano de salvação da alma, oferecemos também cursos profissionalizantes, atendimento médico-ambulatorial e vestuário. Cremos que Deus é soberano e tem um propósito especial com cada vida, por isso pagamos o preço da obediência ao mandado de Jesus Cristo de ir "por todo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura...". É muito gratificante voltarmos para casa sabendo que nosso trabalho no Senhor não é em vão, pois vemos a alegria em que somos recebidos pelas pessoas naquela cidade e quanta experiência cristã podemos trazer conosco. É maravilhoso ser um vaso nas mãos de Deus. Parabéns aos Missionários Voluntários!


É verdade também que sofremos retaliações espirituais e físicas, pois frequentemente adentramos o território de Satanás. Mas podemos contar com a fidelidade de Deus que está em nossa frente. Muitas provações nos advém nesse período e algumas delas nos deixam tristes e outras nos trazem dores e lutos. Mas temos a certeza de que Deus pode transformar nosso pranto em alegria, ainda mais quando temos em nossa retaguarda uma igreja em oração em favor da obra que está sendo realizada no campo missionário. Não só abençoamos as pessoas que nos ouvem, mas somos também ricamente abençoados.

Por outro lado, apesar de vivermos num mundo decaído onde enfrentamos dor e decepções, quando atendemos ao chamado de Deus, Ele pode nos levar do desespero ao louvor, como vemos na profecia de Isaías sobre a vinda de Jesus (Isaías 61:1-3). Ele nos dá esperança quando não a temos; nos ajuda a perdoar quando pensamos não poder; ensina que nossa identidade está nele e não no que fazemos. Ele nos dá coragem para enfrentar o futuro incerto. Ao vestirmos os trapos de “cinzas”, nos dá vestes de louvor.

Ao enfrentarmos perdas, não devemos fugir da tristeza, mas também não queremos nos tornar amargos ou inflexíveis. Ao pensarmos sobre a fidelidade de Deus, sabemos que Ele está disposto e pode transformar o luto em alegria novamente — nos dar graça suficiente nesta vida e plena alegria no céu.

Somos também ricamente abençoados quando abençoamos as pessoas.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Derrota ou vitória

"…o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1 João 5:4)

Todos os anos, a grande batalha de Waterloo é lembrada na Bélgica, lugar onde ela aconteceu. No dia 18 de junho de 1815, o exército francês de Napoleão foi derrotado por uma força multinacional comandada pelo duque de Wellington. Desde então, a frase “encontrar sua Waterloo” passou a significar “ser derrotado por alguém forte demais para você enfrentar ou por um problema muito difícil para você”. 


No tocante à nossa vida espiritual, algumas pessoas sentem que o fracasso final é inevitável e é apenas uma questão de tempo até que cada um de nós “encontre a sua própria Waterloo”. Porém, João refutou essa visão pessimista ao escrever aos seguidores de Jesus: “…todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”.

João tece esse tema de vitória espiritual ao longo da sua primeira carta ao nos exortar a não amar as coisas que este mundo oferece e que logo desaparecerão (2:15-17). Em vez disso, devemos amar e agradar a Deus, “e esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna” (2:25).

Embora possamos ter altos e baixos na vida, e até mesmo algumas batalhas que parecem ser derrotas, a vitória definitiva é nossa em Cristo ao confiarmos em Seu poder. — David C. McCasland

A saída para os problemas é confiar em Deus o tempo todo.

domingo, 1 de julho de 2018

Honestidade chocante

"…tratai-a com dignidade […] para que não se interrompam as vossas orações." (1 Pedro 10:7)

Quando o pastor pediu a um dos presbíteros para conduzir a congregação em oração, o homem chocou a todos. “Sinto muito, pastor”, disse ele, “mas estive discutindo com minha mulher ao longo de todo o caminho até a igreja e não tenho condições de orar”. O momento seguinte foi incômodo. O ministro orou. O culto seguiu em frente. Mais tarde, o pastor prometeu nunca mais pedir a alguém para orar publicamente sem antes perguntar em particular. 

Aquele homem demonstrou uma surpreendente honestidade num lugar em que teria sido mais fácil ser hipócrita. Mas aqui há uma lição maior acerca de oração. Deus é um Pai amoroso. Se eu, como marido, não respeitar e honrar a minha mulher — uma filha querida de Deus —, por que seu Pai celestial ouviria as minhas orações? 

O apóstolo Pedro fez uma observação interessante acerca disso. Ele instruiu os maridos a tratarem suas esposas com respeito e como herdeiras iguais em Cristo, “…para que não se interrompam as vossas orações” (1 Pedro 3:7). O princípio subjacente é que os nossos relacionamentos afetam a nossa vida de oração. 

O que aconteceria se trocássemos os sorrisos de domingo e a fachada de religiosidade por uma refrescante honestidade com nossos irmãos e irmãs? O que Deus poderá fazer por meio de nós quando orarmos e aprendermos a amar uns aos outros como amamos a nós mesmos? — Tim Gustafson 

A oração é simplesmente uma conversa honesta com Deus.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Remando para casa

"…esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão…" (Filipenses 3:13) 

Eu gosto de Ripchip, o ratinho falante durão na série As crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, (Ed. Martins Fontes 2005). Determinado a alcançar o “Oriente absoluto” e juntar-se ao grande leão Aslan [simbólico de Cristo], Ripchip declara sua determinação: “Enquanto eu puder, navegarei para leste no Peregrino da Alvorada. Quando ele me falhar, remarei para leste em meu barquinho de vime. Quando ele afundar, remarei para leste com minhas quatro patas. Então, quando não mais conseguir nadar, se ainda não tiver atingido o País de Aslam, afundarei com meu nariz apontando para o nascer do sol.” 

Paulo disse de outro modo: “Prossigo para o alvo…” (Filipenses 3:14). Seu objetivo era ser como Jesus. Nada mais importava. Ele admitia ter muito terreno a cobrir, mas não desistiria até atingir aquilo para o que Jesus o havia chamado.

Nenhum de nós é o que deveria ser, mas podemos, como o apóstolo, nos esforçar e orar por esse objetivo. Como Paulo, sempre diremos: “Ainda não cheguei.” Não obstante, a despeito de fraqueza, fracasso e cansaço, precisamos prosseguir (v.12). Mas tudo depende de Deus. Sem Ele, nada podemos fazer!

Deus está com você, chamando-o para seguir em frente. Continue remando! — David H. Roper

Deus provê o poder de que necessitamos para perseverar.

sábado, 9 de junho de 2018

Há um propósito para a sua vida

"…se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado…" (1 Pedro 4:11)


Em um dia ensolarado, eu vi de longe uma mulher em pé ao lado de um semáforo, segurando uma placa. Ao aproximar-me com o carro, tentei ler o que a placa dizia, presumindo ser um pedido de comida ou dinheiro. Em vez disso, me surpreendi ao ver estas palavras:

“Há um propósito para a sua vida.”

Deus criou cada um de nós para um propósito específico. Em primeiro lugar, esse propósito deve trazer-lhe honra, e uma maneira de fazer isso é satisfazer às necessidades dos outros (1 Pedro 4:10,11).

Uma mãe de crianças pequenas pode encontrar um propósito ao limpar narizes escorrendo e contar aos seus filhos sobre Jesus. Um funcionário num emprego insatisfatório pode encontrar o seu propósito fazendo seu trabalho diligentemente, lembrando-se de que é ao Senhor que está servindo (Colossenses 3:23,24). Uma mulher que perdeu a visão ainda encontra propósito em orar por seus filhos e netos e influenciá-los a confiarem em Deus. Numa comunidade, em uma igreja, em um clube social, onde você estiver, você pode servir e ajudar alguém necessitado próximo de você.

O Salmo 139 afirma que, antes de nascermos, “…no teu livro foram escritos todos os meus dias…” (v.16). Somos formados “…por modo assombrosamente maravilhoso…” para trazer glória ao nosso Criador (v.14). Certamente, servirmos ao próximo é um motivo de glória para Deus.

Jamais esqueça: Há um propósito para a sua vida!

Mesmo quando tudo parece não ter significado, Deus tem um propósito para a sua vida. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Desapegue-se

Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês. (Lucas 12:34)

“O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colmeia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.

Na vida das abelhas temos uma grande lição. Em geral o homem constrói para si, pensa no valor da propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que ‘lutou’ para adquirir. Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade.

Essa teia não o deixa alçar voo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como ‘para quem vai ficar a minha casa?’ é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.

Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.

A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for – o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.

Se quisermos ser livres e pararmos de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos cultivar em nós a virtude do desapego. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda, mas adquirimos a visão mais ampla.

O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?”

Há hora para se apegar e hora para se desapegar. Mas quanto maior for o desapego, menor será o sofrimento na reta final da vida.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O pão que satisfaz


"…o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia." (Lucas 10:3)

Aprendi a recitar a Oração do Senhor na escola, quando menino. Sempre que eu dizia: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mateus 6:11), não conseguia deixar de pensar no pão que, nem todo dia, tínhamos em casa. Somente quando eu conseguia algumas gorjetas no meu trabalho de empacotador de supermercado tínhamos pão no dia seguinte. Por isso, pedir a Deus para nos dar o pão nosso de cada dia era uma oração relevante para mim.

Anos mais tarde, fiquei muito curioso ao ouvir um sermão sobre o pão que satisfaz. Eu sabia que o título provinha da Oração do Senhor, mas também sabia que ele não poderia estar falando do pão de padaria. Pela leitura regular do livreto, descobri que esse “pão”, repleto de partes das Escrituras e notas úteis, era um alimento espiritual para a alma.

Alimento espiritual foi o que Maria escolheu ao sentar-se aos pés de Jesus e escutar atentamente as Suas palavras (Lucas 10:39). Enquanto Marta se desgastava preocupando-se com o alimento físico, Maria dedicava o seu tempo para estar próxima de seu hóspede, o Senhor Jesus, e a escutá-lo. Que também lhe dediquemos esse tempo. Ele é o Pão da Vida (João 6:35) e alimenta os nossos corações com alimento espiritual. Ele é o Pão que satisfaz. —

“Eu sou o pão da vida.” Jesus

segunda-feira, 28 de maio de 2018

É tempo de crescer

"…a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos…" (Gálatas 6:9)

Em sua nova casa, Débora descobriu uma planta abandonada num canto escuro da cozinha. As folhas empoeiradas e irregulares pareciam as de uma orquídea Phalaenopsis, e ela imaginou como a planta seria bonita quando soltasse novas hastes com flores. Ela mudou o vaso para um local perto da janela, cortou as folhas mortas e regou-a bem; comprou fertilizante e aplicou-o nas raízes. Semana após semana, ela inspecionou a planta, mas nenhum novo broto apareceu. “Darei a ela mais um mês” — disse ela ao marido — “e, se nada tiver acontecido até então, irá para o lixo”.


Quando chegou esse dia, ela mal podia acreditar em seus olhos. Duas pequenas hastes estavam aparecendo por entre as folhas! A planta da qual ela quase havia desistido ainda estava viva.

Você fica desanimado com sua aparente falta de crescimento espiritual? Talvez você costume perder a calma ou gostar daquele bocado picante de fofoca que você simplesmente não consegue resistir a repassar. Ou talvez você se levante tarde demais para ter tempo de orar e ler a Bíblia, apesar da resolução de ligar o alarme para mais cedo.

Por que não contar a um amigo de confiança sobre as áreas de sua vida em que você quer crescer espiritualmente e pedir-lhe para orar e incentivá-lo a ser responsável? Seja paciente. Você crescerá à medida que permitir que o Espírito Santo opere em você. — Marion Stroud

Cada pequeno passo de fé é um passo gigante de crescimento.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Continue escalando!

"…exortai-vos mutuamente cada dia…" (Hebreus 3:13)


Ricardo precisava de um empurrão e o recebeu, numa escalada que fez com seu amigo Fábio, que era o seu assegurador. Exausto e pronto para desistir, Ricardo pediu a Fábio para descê-lo até o chão. Mas Fábio insistiu com o amigo, dizendo-lhe que havia chegado longe demais para desistir. Balançando no ar, Ricardo decidiu continuar tentando. Incrivelmente, ele conseguiu se reconectar à rocha e completar a escalada, com o incentivo de seu amigo.

Na igreja primitiva, os seguidores de Jesus se encorajavam mutuamente a continuar a seguir o seu Senhor e a demonstrar compaixão. Em uma cultura repleta de imoralidade, eles apaixonadamente apelavam uns aos outros para viverem uma vida pura (Romanos 12:1;1 Tessalonicenses 4:1). Os cristãos se encorajavam uns aos outros diariamente, como Deus os inspirou a fazer (Atos 13:15). Eles encorajavam uns aos outros a interceder pelo corpo (Romanos 15:30), a ajudar as pessoas a permanecerem conectadas à Igreja (Hebreus 10:25), e a amar cada vez mais (1 Tessalonicenses 4:10).

Por meio de Sua morte e ressurreição, Jesus nos conectou uns aos outros. Portanto, temos a responsabilidade e o privilégio, com capacitação de Deus, de encorajar outros cristãos a prosseguir e finalizar a escalada da confiança e obediência a Ele. — Marvin Williams

Consolai-vos […] uns aos outros e edificai-vos reciprocamente… 1 Tessalonicenses 5:11

A escalada da vida se torna mais fácil quando consolamo-nos uns aos outros.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Resistindo à armadilha

"…o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo." (Gênesis 4:7)

A planta carnívora Vênus pode digerir um inseto em cerca de 10 dias. O processo começa quando um inseto desavisado sente o cheiro do néctar das folhas que formam a armadilha. Ao investigar, ele se arrasta para dentro das mandíbulas da planta. As folhas se fecham em meio segundo e sucos digestivos dissolvem o inseto.


Essa planta carnívora me lembra da maneira como o pecado pode nos devorar se formos atraídos a ele. O pecado tem fome de nós. Gênesis 4:7 diz: “…Se […] procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti…”. Deus disse essas palavras a Caim antes de este matar seu irmão Abel.

O pecado pode tentar nos seduzir apresentando-nos uma nova experiência aparentemente agradável, convencendo-nos de que viver corretamente não importa ou apelando aos nossos sentidos físicos. Todavia, há uma maneira de dominarmos o pecado em vez de deixá-lo consumir a nossa vida. A Bíblia diz: “…andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gálatas 5:16). Quando enfrentamos uma tentação, não a enfrentamos sozinhos. Temos ajuda sobrenatural. Confiar no Espírito de Deus fornece o poder para vivermos para Ele e para os outros. — Jennifer Benson Schuldt

Caímos em tentação, quando não nos afastamos dela.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Para quem estou trabalhando?

"…Para quem trabalho eu, se nego à minha alma os bens da vida?…" (Eclesiastes 4:8)


Henry trabalhava 70 horas por semana. Ele amava seu trabalho e seu bom salário proporcionava coisas boas à sua família. Sempre teve planos de desacelerar, mas nunca o fez. Certa noite, voltou a casa com uma ótima notícia — fora promovido ao cargo mais alto de sua empresa. Mas ninguém estava em casa. Ao longo dos anos, seus filhos cresceram e se mudaram, sua esposa encontrou uma carreira para si e, agora, a casa estava vazia. Não havia com quem compartilhar a boa notícia.

Salomão escreveu sobre a necessidade de manter um equilíbrio entre a vida e o nosso trabalho: “O tolo cruza os braços e come a própria carne…” (Eclesiastes 4:5). Não queremos ir ao extremo de ser preguiçosos, mas também não queremos cair na armadilha de sermos viciados em trabalho. “Melhor é um punhado de descanso do que ambas as mãos cheias de trabalho e correr atrás do vento” (v.6). Em outras palavras, é melhor ter menos e aproveitar mais. Sacrificar os relacionamentos pelo sucesso é insensato. A conquista é passageira, mas os relacionamentos tornam a nossa vida significativa, gratificante e agradável (vv.7-12).

Podemos aprender a trabalhar para viver, e não viver para trabalhar, escolhendo repartir o tempo com sabedoria. O Senhor pode nos dar essa sabedoria quando o buscamos e confiamos nele para ser o nosso Provedor. — Poh Fang Chia

Para empregar o tempo com sabedoria, invista-o na eternidade. 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Saíndo das ruínas

"…não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu […] misericórdia, […], para restaurar as suas ruínas…" (Esdras 9:9)

No lado judeu de Jerusalém se encontra a Sinagoga Tiferet Yisrael. Construída no século 19, a sinagoga foi dinamitada durante a guerra árabe-israelense de 1948.
Durante anos, o local ficou em ruínas. Porém, em 2014, iniciou-se a reconstrução. Quando as autoridades municipais instalavam um pedaço de escombro como pedra angular, um deles citou Lamentações: “Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes” (5:21).

Lamentações é a canção fúnebre de Jeremias para Jerusalém. Com imagens vívidas, o profeta descreve o impacto da guerra sobre a sua cidade. O versículo 21 é a sua oração sincera para Deus intervir. Ainda assim, o profeta se questiona se isso é sequer possível. E conclui sua canção angustiada com a temerosa ressalva: “Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros?” (v.22). Décadas depois, Deus respondeu a essa oração quando os exilados voltaram a Jerusalém.

A nossa vida também pode parecer estar em ruínas. Criamos problemas por nós mesmos e os conflitos que nos são inevitáveis podem nos deixar devastados. Mas temos um Pai que compreende. Suave e pacientemente, Ele limpa todo o entulho, nos dá um novo propósito e constrói algo melhor. Isso leva tempo, mas podemos sempre confiar nele. Ele é especialista em projetos de reconstrução. — Tim Gustafson

Temos um Deus que nos tira das ruínas e restaura a beleza perdida.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Ridícula prepotência

"…devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo." (Tiago 4:15) 

No filme Advogado do diabo (1998) Kevin, um jovem advogado, movido por orgulho, vende sua alma ao diabo. Na cena final, a história volta ao começo, e Kevin decide que jamais se corromperia novamente, abrindo mão de vencer no tribunal. O diabo reaparece apelando para outro tipo de orgulho: o de fazer o certo; e Kevin cede. Ou seja, a natureza humana tende sempre à arrogância.

Nossa ridícula prepotência nos leva a nos esforçarmos para planejar as coisas achando que temos o controle. E essa arrogância, muitas vezes, se manifesta em forma de ansiedade.

Em Tiago 4:13, vemos alguém traçando um plano: quando viajaria, o prazo que ficaria fora, a estratégia e os resultados. Tiago afirma: nada disso está no seu controle. Ninguém sabe se estará vivo amanhã. Ele não é contra o planejamento, mas contra o pensamento de que nossos planos são finais.

A arrogância se agrava quando possuímos os instrumentos que nos fazem acreditar nesse controle (5:1-11), pois desconsideramos as coisas que são eternas. Porém, Tiago propõe que sejamos como o agricultor que reconhece não ter o controle sobre sua plantação e confia em Deus (5:7).

Descansemos na benignidade do Senhor. Ele é bom e tudo o que faz por nós é bom, inclusive nossas dores. Isso nos livra da ansiedade e da prepotência. — Davi Charles Gomes

A esperança e a confiança do que Deus vai fazer devem nos mover.

sábado, 28 de abril de 2018

Há beleza nas suas cicatrizes

"Ele fica perto dos que estão desanimados e salva os que perderam a esperança." (Salmos 34:18 - NTLH)

Durante a trajetória da nossa vida sempre teremos momentos bons e ruins para recordar. Às vezes passamos por dias tão difíceis, que acreditamos que somos os únicos a enfrentar determinada situação.

No meio cristão existe pressão para que você seja uma pessoa forte, alguém que não se abata, e que nunca fica triste. Talvez seja por isso que a Igreja esteja tão falha em relação à santidade, pois Deus só aperfeiçoa o seu poder em nós quando somos fracos. Assumir as nossa falhas e nos orgulhar das nossas cicatrizes pode ser algo muito difícil e demorado, mas vale a pena.

A vida inteira ensinaram a esconder nossas marcas. Cristo escolheu morrer numa cruz e fez questão de deixar as marcas causadas por essa escolha. Já parou para pensar por que? Porque através da sua dor a nossa dor é curada. Através das suas cicatrizes nós somos consolados e temos esperança em Jesus.

Talvez você tenha agido como um super crente durante todo esse tempo, achando que isso serve de inspiração para as pessoas quererem estar por perto, quando na verdade isso as afasta de você. E elas, ao invés de serem motivadas a terem um relacionamento com Deus, sente-se inferiores, achando que nunca vão conseguir ter a mesma intimidade com Deus que você tem.

Jesus veio para mostrar que Deus age na vulnerabilidade, pois mesmo sendo Rei, o Leão da tribo de Judá, ele se entregou como Cordeiro pelos nossos pecados, para que nós pudéssemos amá-lo enquanto damos a vida pelos nossos irmãos como cordeiros vulneráveis mostrando nossas cicatrizes, não fingindo serem super cristãos, mas agindo com humildade, reconhecendo que não temos nada de bom, e tudo que temos vem unicamente de Deus.


Existe beleza nas suas cicatrizes. Elas fazem as pessoas entenderem que não é mérito humano ser amado por Deus, mas que o Senhor nos ama mesmo assim, e que não há jeito de apagar o sacrifício que foi feito na cruz, nos deixando uma única opção: ter a vida que Jesus propõe a nós.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Os planos dele ou os nossos?

"…Quem sou eu, Senhor Deus, […] para que me tenhas trazido até aqui?" (1 Crônicas 17:16)

Aos 18 anos, Jorge começou um negócio de limpeza de carros. Ele alugou uma garagem, contratou ajudantes e criou folhetos publicitários. O negócio prosperou. Sua intenção era vendê-lo e usar a receita para pagar a faculdade; por isso, ficou empolgado quando um comprador manifestou interesse. Após algumas negociações, parecia que a transação iria ocorrer. Mas, no último minuto, o acordo desmoronou. Passaram-se vários meses até o seu plano de vender o negócio ter sucesso.


É normal ficar desapontado quando o tempo e o projeto de Deus para a nossa vida não corresponde às nossas expectativas. Quando Davi quis construir o templo do Senhor, ele tinha a motivação correta, a capacidade de liderança e os recursos. Contudo, Deus disse que ele não poderia realizar o projeto porque havia matado pessoas demais em batalhas (1 Crônicas 22:8).

Davi poderia ter brandido o punho para o céu com raiva. Poderia ter feito beicinho ou seguido em frente com os seus próprios planos. Porém, humildemente, disse: “…Quem sou eu, Senhor Deus, […] para que me tenhas trazido até aqui?” (17:16). Davi passou a louvar a Deus e a declarar sua devoção a Ele. Valorizava mais o seu relacionamento com Deus do que a sua ambição.

O que é mais importante — realizar nossas esperanças e sonhos, ou nosso amor a Deus? — Jennifer Benson Schuldt

A verdadeira satisfação é encontrada quando nos rendemos à vontade de Deus.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Não desanime

"…No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16:33) 

Eu gosto de observar os pássaros brincando; por isso, anos atrás, construí um pequeno santuário em nosso quintal para atraí-los. Durante vários meses, desfrutei da visão dos meus amigos emplumados se alimentando e sobrevoando ao redor — até um falcão achar que o meu refúgio de pássaros era a sua reserva particular de caça.

Assim é a vida: Bem quando nos assentamos para descansar, algo ou alguém vem para perturbar os nossos ninhos. Por que, perguntamos, a vida precisa ser um vale de lágrimas?

Ouvi muitas respostas a essa antiga pergunta, mas ultimamente, me satisfaço com apenas uma: “Toda a disciplina do mundo é fazer [de nós] filhos, para que Deus possa ser revelado a [nós]” (George MacDonald). Quando nos tornamos como crianças, começamos a confiar, descansando unicamente no amor do nosso Pai celestial, procurando conhecê-lo e ser como Ele.

Preocupações e tristezas podem nos seguir todos os dias de nossa vida, mas “…não desanimamos […] porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:16-18).

Então, como não nos regozijarmos com tal fim em vista? — David H. Roper

As delícias do céu excederão em muito as dificuldades deste mundo

quarta-feira, 14 de março de 2018

Deus cuida de nós

"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8:28)

Deus está nas nossas vidas. Ele está trabalhando neste momento, arrumando as bagunças destrutivas de Satanás e nos guiando aos lugares que Ele quer que vamos. Isso é verdade em tudo que fazemos e em todo lugar que vamos. A chave é buscarmos o Seu propósito, vivermos na vontade dEle. Se isso for o nosso alvo, então podemos ter certeza que nosso Deus está conosco em cada passo da nossa jornada.

Por isso oramos assim: "Obrigado, Deus, por estar trabalhando na minha vida. Obrigado por não me deixar sozinho, com meus esforços, percepções e escolhas limitados. Obrigado por ter um plano para mim e por assegurar que não estragarei esse plano, enquanto estiver buscando a sua vontade. Obrigado por ser meu Deus, meu Pai e meu Parceiro em toda minha vida. Em nome de Jesus eu oro. Amém."

domingo, 4 de março de 2018

Durante o seu tempo

"Nas tuas mãos, estão os meus dias…" (Salmo 31:15)

Quando o pastor sul-africano Andrew Murray visitava a Inglaterra em 1895, ele começou a sofrer a dor de uma antiga lesão nas costas. Enquanto se recuperava, sua anfitriã lhe falou de uma mulher que estava em grande dificuldade e queria saber se ele tinha algum conselho para ela. Murray lhe disse: “Dê-lhe este papel que tenho escrito para o meu próprio encorajamento. Talvez ela o considere útil.” Isso foi o que Murray escreveu:


“Em tempo de angústia, diga:

Primeiro — Deus me trouxe aqui. É por Sua vontade que estou assim. Nisso descansarei.

A seguir — Ele me guardará em Seu amor e me dará graça nesta provação para eu agir como Seu filho.

Depois — Ele fará desta provação uma bênção, ensinando-me o que desejar que eu aprenda, e operando em mim a graça que Ele pretende conceder.

E por último — No Seu tempo perfeito, Ele pode me restaurar — como e quando, Ele sabe.

Estou aqui — por determinação de Deus, guardado por Ele, sob a Sua instrução, durante o Seu tempo.”

Queremos a solução imediata, a correção rápida, mas algumas coisas não podem ser eliminadas tão facilmente; elas só podem ser aceitas. Deus nos guardará em Seu amor. Por Sua graça, podemos descansar nele. — David H. Roper

Quando Deus permite o sofrimento, Ele também proporciona o conforto.

Retirado do Pão Diário

sexta-feira, 2 de março de 2018

Percebendo

"Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?…" (Jó 38:4) 


Quando limpo minha casa para um evento especial, fico desanimada por pensar que os convidados não perceberão o que limpei, apenas o que deixei de limpar. Isto traz à mente uma questão filosófica e espiritual mais ampla: Por que os seres humanos veem mais rapidamente o que está errado do que o que está certo? Somos mais propensos a lembrar-nos da grosseria do que da gentileza. Os crimes parecem receber mais atenção do que os atos de generosidade. E os desastres chamam nossa atenção mais rapidamente do que a profunda beleza à nossa volta.

Mas, então, percebo que faço o mesmo em relação a Deus. Tendo a concentrar-me no que Ele não fez e não no que Ele fez, no que eu não tenho ao invés do que tenho, nas situações que Ele ainda não resolveu, em vez das muitas que Ele já resolveu.

Quando leio o livro de Jó, lembro-me de que o Senhor não gosta disso mais do que eu. Após anos de prosperidade, Jó sofreu uma série de reveses. De repente, eles se tornaram o foco de sua vida e suas conversas. Finalmente, Deus interveio e fez a Jó algumas perguntas difíceis, lembrando-o de Sua soberania e de tudo que Jó não sabia e não havia visto (Jó 38–40).

Sempre que começar a concentrar-me no negativo, espero lembrar-me de parar, considerar a vida de Jó e perceber todas as maravilhas que Deus fez e continua a fazer. — Julie Ackerman Link

Quando você pensar em tudo o que é bom, agradeça a Deus.

Retirado do Pão Diário

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A vista da montanha

"Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto…" (Colossenses 3:1)


No vale onde David mora pode ser muito frio no inverno. As nuvens e o nevoeiro isolam o chão, mantendo o ar gelado sob as camadas mais quentes acima. Mas você pode subir desse vale. Há uma estrada próxima que acaba ao lado de uma montanha de 2.286 metros que se eleva nessa região. A poucos minutos de carro, você sai do nevoeiro e emerge no calor e brilho de um dia ensolarado. Você pode olhar para baixo e ver as nuvens que encobrem o vale abaixo, e vê-lo por um ponto de vista diferente.

Às vezes, a vida é assim. As circunstâncias parecem nos cercar de um nevoeiro que a luz solar não consegue penetrar. Contudo, a fé é a nossa maneira de subir o vale — os meios pelos quais “[buscamos] as coisas lá do alto…” (Colossenses 3:1). Ao fazermos isso, o Senhor nos capacita a superar nossas circunstâncias e encontrar coragem e tranquilidade para o dia. Como escreveu o apóstolo Paulo: “…aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4:11).

Podemos sair de nossa angústia e tristeza. Podemos sentar um pouco na encosta da montanha e, por meio de Cristo, que nos dá força (v.13), obter uma perspectiva diferente. — David H. Roper

A fé pode elevá-lo acima dos seus medos.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Febre do partir

"Descansa no Senhor e espera nele…" (Salmo 37:7)

Em 1986, após cinco atrasos motivados pelo clima, o ônibus espacial Challenger subiu ao céu numa estrondosa sinfonia de ruído e chamas. Apenas 73 segundos mais tarde, uma falha no sistema o despedaçou e os sete tripulantes morreram.

O desastre foi atribuído a um anel de vedação sabidamente vulnerável. Os especialistas referiram-se a esse erro fatal como “a febre do partir” — a tendência de ignorar as precauções vitais na corrida por uma meta grandiosa.

Nossa ambiciosa natureza humana sempre nos tenta a fazer escolhas imprudentes. Entretanto, somos também propensos a um medo que pode nos tornar excessivamente cautelosos. Os israelitas demonstravam os dois traços. Quando os 12 batedores voltaram de espiar a Terra Prometida, dez deles só viam obstáculos (Números 13:26-33). “…Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós”, disseram eles (v.31). Após uma temerosa rebelião contra o Senhor, que levou à morte dos dez, de repente o povo sucumbiu à “febre do partir”. Eles disseram: “…Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido…” (14:40). Sem Deus, a invasão inoportuna falhou miseravelmente (vv.41-45).

Quando tiramos os nossos olhos do Senhor, deslizamos para um de dois extremos. Avançaremos impacientemente sem Ele ou nos acovardaremos e nos queixaremos amedrontados. Focar-se em Cristo traz coragem temperada com Sua sabedoria. — Tim Gustafson

Um momento de paciência pode evitar um enorme desastre.

Retirado do Pão Diário.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Quatro maneiras de olhar

"Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios." (Salmo 77:12)

Joana enfrentava problemas difíceis com os filhos, quando se sentou para participar do culto. Exausta, queria “renunciar” à maternidade. Então, o pregador começou a ministrar encorajamento aos que desejam desistir. Os quatro tópicos que ela ouviu naquela manhã a ajudaram a seguir em frente:

Olhe para cima e ore. Asafe orou a noite toda e até expressou o sentimento de que Deus o tinha esquecido e rejeitado (Salmo 77:9,10). Podemos dizer tudo a Deus e ser honestos sobre os nossos sentimentos. Podemos pedir-lhe qualquer coisa. Sua resposta pode não vir imediatamente ou na forma que queremos ou esperamos, mas Ele não nos criticará por pedir.

Lembre-se do que Deus já fez por você e por outros. Asafe não falou a Deus apenas sobre a dor; também relembrou Seu poder e grandes obras por ele e pelo povo de Deus. E escreveu: “Recordo os feitos do Senhor, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade” (v.11).

Aguarde com expectativa. Pense sobre o bem que poderá decorrer da situação. O que você poderá aprender? O que Deus quer fazer? O que você sabe que Ele fará, porque os Seus caminhos são perfeitos? (v.13).

Olhe novamente. Desta vez, olhe para as suas circunstâncias com os olhos de fé. Lembre-se de que Ele é o Deus de grandes maravilhas e podemos confiar nele (v.14).

Que essas ideias nos ajudem a ganhar perspectiva e a avançar em nossa caminhada de fé com Jesus. — Anne Cetas

Nossos problemas são as oportunidades que temos para descobrir as soluções de Deus.

Retirado do Pão Diário

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A voz da fé

"Ainda que a figueira não floresça, […] eu me alegro no Senhor…" (Habacuque 3:17,18)

A notícia foi entorpecedora. As lágrimas vieram tão rapidamente que ela não conseguiu evitá-las. Sua mente se encheu de perguntas e o medo ameaçou dominá-la. A vida estava indo tão bem, quando foi abruptamente interrompida e mudou para sempre sem aviso.

A tragédia pode se apresentar de várias formas — a perda de um ente querido, uma doença, a perda de riqueza ou de nossa subsistência. E isso pode acontecer a qualquer pessoa, a qualquer momento.

Embora o profeta Habacuque soubesse que a tragédia estava por vir, ainda assim, trazia medo em seu coração. Enquanto esperava pelo dia em que a Babilônia invadiria o reino de Judá, seu coração batia forte, seus lábios e suas pernas tremiam (Habacuque 3:16).

O medo é uma emoção legítima em face de tragédia, mas não deve nos imobilizar. Quando não compreendemos as provações por que estamos passando, podemos rever como Deus operou na história (vv.3-15). Foi o que Habacuque fez. Isso não dissipou seu medo, mas lhe deu a coragem para seguir em frente escolhendo louvar o Senhor (v.18).

Nosso Deus, que se provou fiel ao longo dos anos, está sempre conosco. Pelo fato de o Seu caráter não mudar, quando amedrontados podemos dizer, com a confiante voz da fé: “O Senhor Deus é a minha fortaleza…” (v.19). — Poh Fang Chia

Podemos aprender a lição da confiança na escola da provação.

Retirado do Pão Diário

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Flores nos flocos de gelo

"…os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo." (1 Corintioos 12:4)

Wilson Bentley tinha 15 anos, quando se sentiu cativado pela intrincada beleza dos flocos de neve. Ele os observava fascinado com um velho microscópio que sua mãe lhe havia dado e fez centenas de esboços de seus notáveis contornos, mas eles derretiam rápido demais para capturar seus detalhes. Vários anos depois, em 1885, ele acoplou uma câmera de fole ao microscópio e, depois de tentativas e erros, fotografou um floco de neve pela primeira vez. Bentley capturou 5 mil imagens de flocos de neve e cada um deles tinha um desenho único. Ele os descreveu como “pequenos milagres de beleza” e “flores de gelo”.

Não há dois flocos de neve iguais, mas todos vêm da mesma fonte. Como seguidores de Cristo, todos nós vimos do mesmo Criador e Redentor, no entanto, somos diferentes. Em Seu glorioso plano, Deus escolheu reunir uma variedade de pessoas num todo unificado e nos deu dons diversos. Ao descrever a diversidade de dons aos cristãos, Paulo escreve: “…os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (1 Coríntios 12:4-6).

Agradeça a Deus pela contribuição única que você pode oferecer ao ajudar e servir aos outros. — Dennis Fisher

Cada pessoa é uma expressão única do projeto amoroso de Deus.

Retirado do Pão Diário