domingo, 30 de dezembro de 2018

O presente de encorajamento

"José […] Barnabé, […] filho de exortação […], como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos." (Atos 4:36,37)

A antiga canção de Merle Haggard, If We Make It Through December (Se chegarmos até dezembro), conta a história de um homem demitido da fábrica, sem dinheiro para comprar presentes de Natal para a sua filhinha. Embora se suponha que dezembro seja uma época alegre do ano, sua vida parece sombria e fria.

O desânimo não é exclusivo de dezembro, mas pode aumentar nesse mês. Nossas expectativas podem estar maiores; nossa tristeza, mais profunda. Há muita ansiedade pelo novo ano que logo se iniciará. Um pouco de encorajamento pode fazer muito.

José, de Chipre, foi um dos primeiros seguidores de Jesus. Os apóstolos o chamavam Barnabé, que significa “filho de exortação”. Ele vendeu uma propriedade e doou o dinheiro para ajudar outros cristãos necessitados.

Mais adiante, lemos que os discípulos estavam com medo de Saulo (Atos 9:26). “Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos…” (v.27). Saulo, depois chamado Paulo, havia tentado, anteriormente, matar os cristãos, mas Barnabé o defendeu como homem transformado por Cristo.

Todos à nossa volta são pessoas que desejam ser encorajadas. Uma palavra na hora certa, um telefonema ou uma oração com elas podem sustentar a sua fé em Jesus.

A generosidade e o apoio de Barnabé demonstram o que significa ser filho ou filha de encorajamento. Esse pode ser o maior presente que poderemos dar a outros neste Natal. — David C. McCasland

Que possamos encorajar outros, da mesma forma como temos sido encorajados pela Palavra de Deus.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

O melhor de todos os presentes

"…[estejam] sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós." (1 Pedro 3:15)

Num retiro de homens, um deles perguntou: “Qual foi o seu melhor presente de Natal de todos os tempos?”

Um homem atlético parecia ansioso por responder. “É fácil”, disse ele, olhando para o amigo ao seu lado. “Alguns anos atrás, terminei a faculdade pensando que tinha todas as chances de jogar futebol como profissional. Quando isso não aconteceu, fiquei bravo. A amargura me consumiu e eu a espalhei a todos os que tentaram me ajudar.”

“No segundo Natal — e sem ser contratado como jogador de futebol —, fui a uma peça de Natal na igreja deste cara”, disse ele, apontando seu amigo. “Não porque eu queria Jesus, mas apenas para ver minha sobrinha na apresentação do Natal. É difícil descrever o que aconteceu, porque parece tolo, mas, bem no meio da apresentação daquelas crianças, senti-me como se precisasse estar com aqueles pastores e anjos encontrando Jesus. Quando a multidão terminou de cantar ‘Noite Feliz’, fiquei ali chorando.”

“Ganhei meu melhor presente de Natal de todos os tempos naquela noite”, disse ele, novamente apontando seu amigo, “quando este cara enviou sua família para casa sem ele, para que ele pudesse me contar como encontrar-me com Jesus”.

Foi então que seu amigo disse: “E esse, gente, foi o meu melhor presente de Natal de todos os tempos.”

Neste Natal, que a alegre simplicidade da história do nascimento de Jesus seja a história que contaremos aos outros. — Randy Kilgore

O melhor presente de Natal é Jesus levando paz e perdão aos outros.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Nossa principal tarefa

"…Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (João 14:6)

Quando uma pesquisadora britânica convocou as religiões do mundo para trabalharem juntas pela unidade, as pessoas em todos os lugares aplaudiram. Ela destacou que as principais religiões compartilham a crença na Regra Áurea, e sugeriu: “A principal tarefa do nosso tempo é a construção de uma sociedade global, na qual as pessoas de todas as convicções possam viver em paz e harmonia.” 
Jesus citou a Regra Áurea no Sermão do Monte: “Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês…” (Mateus 7:12). No mesmo sermão, disse: “…amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (5:44). Colocar tais mandamentos em prática seria seguir pelo longo caminho à paz e harmonia. Mas logo após a Regra Áurea, Jesus advertiu: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (7:15).

Respeito pelos outros e discernimento da verdade andam de mãos dadas. Se temos a verdade, temos uma mensagem digna de ser contada. Mas Deus dá a todos a liberdade de escolher ou rejeitá-lo. A nossa responsabilidade é apresentar a verdade com amor e respeitar a escolha de cada um, assim como Deus faz.

Nosso respeito pelos outros é essencial para ganhar o respeito deles. É um passo importante para ter a oportunidade de transmitir a mensagem de Cristo, que afirmou: “…Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida…” (João 14:6). — Tim Gustafson

Ame as pessoas; ame a verdade.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Esperando em Deus

"…o Senhor […] é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça…" (2 Pedro 3:9)

Estávamos no ônibus que nos transportava dentro do aeroporto para pegar o voo de conexão, quando o motorista recebeu a ordem de “não sair do lugar”. Aparentemente, perderíamos o voo, e um dos passageiros se enfureceu. Gritou com o motorista, exigindo que ele não cumprisse a ordem recebida ou “correria o risco de ser processado”. Naquele instante, um funcionário da empresa aérea veio correndo a toda velocidade, carregando uma maleta. Olhando para o passageiro furioso, ele lhe entregou a maleta com ar de triunfo. E disse tão logo conseguiu recuperar o fôlego: “O senhor esqueceu sua maleta. Ouvi o senhor mencionar que sua reunião era muito importante, e imaginei que fosse necessitar desta maleta.”


Às vezes, sinto-me impaciente com Deus, principalmente a respeito de Sua volta. E questiono: O que Ele está esperando? As tragédias ao redor, o sofrimento de quem amamos e até os estresses do dia a dia parecem maiores do que a distância entre a terra e o céu.

Então alguém me conta que acabou de conhecer Jesus ou descubro que Deus ainda trabalha em meio ao caos. E lembro-me do que aprendi naquele ônibus do aeroporto. Há histórias e detalhes que Deus conhece, e eu não. Isso me lembra de confiar nele e que a história não gira ao meu redor, pois é parte do plano de Deus dar tempo a quem ainda não conhece o Seu Filho (2 Pedro 3:9). — Randy Kilgore

Enquanto aguardamos a volta de Jesus, sejamos testemunhas dele.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Quer saber a vontade de Deus para a sua vida?

Observe os quatro círculos abaixo:



Círculo 1: Mandamentos negativos - A Palavra de Deus cita algumas proibições tais como: não matar, não furtar, não adulterar, etc... Estes mandamentos não podem ser transgredido por alguém que queira estar dentro da vontade Deus;

Círculo 2: Mandamentos positivos - São mandamentos que devem obrigatoriamente ser seguidos, tais como: amar a Deus sobre todas as coisas, amar o próximo como a si mesmo, fazer o bem aos seus inimigos, respeitar as leis da sociedade, submeter-se às autoridades, etc.;

Círculo 3: Liberdade cristã - Você pode praticar qualquer atitude lícita contra as quais não há proibição nas leis terrenas. Entretanto, nem todas essas atitudes convêm à pessoa que queira andar na vontade de Deus, pois têm motivações não cristãs, tais como: beber bebidas alcoólicas, fumar, ingerir drogas, abortar e tudo que não faz bem ao corpo que é o santuário do Espírito Santo. Também não convém ao cristão provocar invejas, ciúmes, discórdias, frequentar lugares onde Deus certamente não está, e outras coisas semelhantes, e;

Círculo 4: Indiferente para Deus - Neste círculo maior estão incluídas todas as atitudes que não se enquadram nos demais círculos. Estas atitudes são indiferentes para Deus. Normalmente se encaixam aqui os sonhos e desejos que dependem tão somente da sua fé e determinação para realiza-los, tais como: formar nesta ou naquela faculdade, morar neste ou naquele país, trabalhar neste ou naquele emprego, comprar esta ou aquela casa, etc. Entretanto, antes de praticar estas atitudes de realização dos desejos, o cristão deve responder mentalmente às seguintes questões: É benéfico para mim? É não escravizante? É útil para os meus familiares e próximos? Não me afastará daqueles a quem eu amo? Glorifica a Deus? Não me afastará da comunhão com os irmãos na fé? etc...

Siga esses passos e certamente você estará dentro da vontade de Deus.

domingo, 2 de dezembro de 2018

O culto que agrada a Deus

"…apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional." (Romanos 12:1)

Você já questionou qual é o culto que agrada a Deus? Aquele mais longo, mais curto, mais barulhento, mais silente? Tudo isso tem a ver com o que nos agrada e, muitas vezes, dizemos que é isso que agrada a Deus.

Paulo “coloca o dedo na ferida” quando declara que precisamos prestar um culto racional, lógico (como diz no grego), ou seja, um culto que tem sentido. Se há algo que não faz sentido é uma igreja que se reúne para adorar e depois cada um vai cuidar da sua vida, ficando o reino de Deus esquecido.

O culto em Israel era marcado pelo sacrifício de animais, para perdão dos pecados. Jesus é o Cordeiro que foi sacrificado para nos purificar de nossos pecados. Por isso, o sacrifício que prestamos, como Paulo ensina, é vivo e santo na forma de uma vida totalmente consagrada ao Senhor.

Paulo continua sua súplica (“rogo-vos”) dizendo “não se amoldem” a este século. Não devemos compactuar com o modo de pensar próprio da cultura e dos costumes comuns aos homens. Somos semelhantes a qualquer ser humano, exceto pelo fato de que abraçamos os valores de Jesus. Permitamos que a mente renovada pelo lavar da Palavra nos confira os padrões que Cristo dá.

Todos que agem assim experimentam a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. O Senhor tem prazer em revelar Sua vontade para todos os que o temem (Salmo 25:12) e o adoram verdadeiramente. — Juarez Marcondes Filho

"Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra…" (Colossenses 3:2)

sábado, 24 de novembro de 2018

Nosso estilo de vida

"…somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou…" (Efésios 2:10)

Fiquei impressionado com uma frase que ouvi ser citada de uma tradução contemporânea da Bíblia. Ao pesquisar a frase “nosso estilo de vida” para localizar a passagem, os resultados enfatizavam algo que as pessoas sentiam estar ameaçando seu modo de vida esperado. Destacavam-se entre as ameaças percebidas: as alterações climáticas, o terrorismo e as políticas governamentais.
Qual é, realmente, o nosso estilo de vida como seguidores de Jesus? — questionei. É o que nos deixa confortáveis, seguros e felizes ou é algo mais?

Paulo lembrou aos cristãos de Éfeso a maneira notável como Deus havia transformado a vida deles: “…Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos” (Efésios 2:4,5). O resultado é que somos “criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (v.10).

Fazer boas obras, ajudar os outros, doar, amar e servir em nome de Jesus — esse deve ser o nosso estilo de vida. Essas não são atividades opcionais para os cristãos, mas a exata razão pela qual Deus nos deu vida em Cristo. Não são a causa da nossa salvação, mas a consequência dela.

Neste mundo repleto de mudanças, Deus nos chamou e nos capacitou para buscarmos uma vida que abençoa os outros e o honra. — David C. McCasland

"…brilhe […] a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus." (Mateus 5:16)

domingo, 4 de novembro de 2018

Deus do comum

"…Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças…" (1 Coríntios 10:13)

Ouvir testemunhos sobre como Deus fez algo espetacular na vida de outra pessoa pode nos desafiar. Embora possamos nos alegrar ao ouvir sobre respostas a oração, também podemos questionar por que o Senhor nada fez de surpreendente por nós ultimamente.

É fácil pensar que, se Deus se mostrasse de maneiras surpreendentes para nós como fez a Abraão, ficaríamos mais inspirados a lhe sermos servos fiéis. Mas, então, nos lembramos de que Deus aparecia a Abraão a cada 12 a 14 anos e a maior parte da jornada de Abraão era bastante comum (Gênesis 12:1-4; 15:1-6; 16:16–17:12).

Habitualmente, a obra de Deus é feita nos bastidores nas ocasiões comuns da vida. Como diz o texto, “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além de vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento…” (10:13). Todos os dias, Deus está ocupado protegendo-nos contra os ataques devastadores de Satanás que, de outro modo, nos deixariam totalmente derrotados. E, quando a tentação chega, Ele está fazendo rampas de saída para que possamos escapar.

Quando pousamos nossa cabeça no travesseiro à noite, devemos fazer uma pausa para agradecer a Deus pelas coisas incríveis que Ele fez por nós naquele dia, em meio à nossa vida comum. Assim, em vez de ansiar que Ele faça algo espetacular por você, agradeça-lhe! Ele já fez. — Joe Stowell

Deus está sempre no controle nos bastidores, até mesmo em dias “comuns”.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Ore pelo Brasil

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. ” (2 Crônicas 7:14)

Após ser confirmado como o 42º Presidente da República, Jair M. Bolsonaro convocou a imprensa para seu discurso de vencedor das Eleições 2018. Porém, antes de discursar ele pediu para que o Senador Magno Malta fizesse uma oração. Essa oração foi feita ao vivo em cadeia nacional de rede de televisão. Muitos acharam maravilhosa esta cena. Porém, alguns descrentes não concordaram com a atitude do novo presidente.

Durante esses dias temos acompanhado notícias impactantes sobre o governo do Brasil. Ficamos preocupados, aflitos e aparentemente parece tudo um caos e de difícil solução. Mas, a verdade é que nós precisamos colocar nossa confiança em Deus. Aquele que pode mudar todas as coisas está com os ouvidos atentos às nossas orações. Mas, na prática, como podemos orar pelo Brasil?


O primeiro passo é entender que a oração pode mudar tudo. Isso porque nossas orações são poderosas diante de Deus. A oração é o que libera o poder e favor de Deus sobre uma situação. E em meio ao desconhecido, nós, como igreja, precisamos orar!

Deus sabe como levantar seu povo em meio às crises. Ele sabe como liberar justiça e triunfar sobre o mal. Nosso Deus não somente tem justiça como ele mesmo é a própria justiça para o Brasil. Diante disso, precisamos então nos unir em parceria com Deus e orarmos. Precisamos declarar suas promessas e verdades sobre nosso governo e povo.

Que ao orarmos pelo novo Presidente da República e pelo Brasil nosso coração venha se encher de compaixão ao nos lembrarmos das injustiças e de como sofremos as consequências da falta de retidão dos líderes. Por isso, devemos nos arrepender de nossas pequenas áreas de comprometimento em nossa própria vida. Além disso, devemos orar com um coração tenro e manso, buscando a misericórdia de Deus. Depois, devemos pedir por justiça e transformação, tendo como base a palavra de Deus em nossas orações.

“Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual escolheu para sua herança. (Salmos 33:12)

“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. ” (1João 5:14)

Imagine o que aconteceria se um grupo de pessoas se reunisse para orar pela nação semanalmente? E o que aconteceria se uma cidade fizesse isso? E uma nação? Que venhamos nos voltar ao Senhor de todo coração, crendo que há esperança! Nossa esperança está em Deus. Mesmo que aparentemente você não veja nada, creia que Deus está movendo as coisas e que sua justiça prevalecerá!

“Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois todas as nações te pertencem” (Salmos 82:8)

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador.” (1 Timóteo 2:1-3)

Senhor, nós clamamos a ti por Justiça. Oramos por aqueles que nos governam e pedimos que o Senhor torne o coração deles tenro e revele Jesus a eles. Nós te pedimos que se lembre de nós e venha ao nosso socorro com misericórdia e retidão. Em meio ao caos, colocamos nossa esperança somente em ti e confiamos em tua liderança sobre nós. 

Em nome de Jesus, amém!

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Deixando o passado para trás

"…se alguém está em Cristo, é nova criatura…" (2 Coríntios 5:17)

Pelo o que tudo indica, o Brasil caminha para uma mudança radical na sua estrutura de governo. Qualquer que seja o resultado das eleições, nós cristãos sabemos que não precisamos nos preocupar, porque não existe autoridade governamental que não proceda de Deus (Romanos 13:1). O nosso reino não é deste mundo, aqui não é a nossa morada eterna. O nosso Reino é espiritual, implantado em um novo céu e uma nova terra transformados por Jesus Cristo, com quem reinaremos para sempre. Lá, "Ele nos enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem prato, nem dor, porque as primeiras coisas passaram" (Apocalipse 21:4). O que precisamos nos preocupar é com nossas almas, que são eternas, e precisam ser transformadas.

Chris Baker é um tatuador que transforma símbolos de dor e escravidão em obras de arte. Muitos de seus clientes são ex-membros de gangues e vítimas de tráfico humano, que foram marcados com nomes, símbolos ou códigos de identificação. Chris os transforma em belas obras de arte tatuando novas imagens por cima deles.


Jesus faz à alma o que Chris Baker faz à pele — Ele nos recebe como somos e nos transforma. A Bíblia diz: “…se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). Antes de conhecer Cristo, seguimos nossos desejos aonde quer que nos levem, e nossos estilos de vida refletem isso. Quando nos arrependemos e começamos a andar com Cristo, as paixões e as armadilhas que antes dominavam a nossa vida se tornam “a vida antiga” (1 Coríntios 6:9-11), que desaparece quando somos transformados: “…tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo…” (2 Coríntios 5:18).

Ainda assim, a vida como uma “nova pessoa” nem sempre é fácil. Pode levar tempo para desligar-se de velhos hábitos. Podemos lutar com ideias que eram fundamentais para o nosso velho modo de vida. Contudo, ao longo do tempo, o Espírito Santo de Deus age em nós, dando-nos força interior e compreensão do amor de Cristo. Como belas novas criações de Deus, estamos livres para deixar o passado para trás. — Jennifer Benson Schuldt

Para desfrutar do futuro, aceite o perdão de Deus pelo que já passou.

sábado, 13 de outubro de 2018

Controle das palavras

"Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios." (Salmo 141:3)

Quando Rebeca estava no palco para palestrar em uma conferência, sua primeira frase ao microfone ecoou pela sala. Foi um pouco perturbador ouvir suas próprias palavras voltarem; ela teve de se adaptar ao sistema de som com defeito e tentar ignorar o eco de todas as palavras que dizia. 


Imagine como seria ouvir tudo que dizemos repetido! Não seria tão ruim nos ouvirmos repetindo: “Eu te amo”, “Eu estava errado”, “Obrigado, Senhor” ou “Estou orando por você”. Mas nem todas as nossas palavras são bonitas, suaves ou gentis. E quanto às explosões de raiva ou aos comentários humilhantes que ninguém quer ouvir uma vez, muito menos duas vezes — palavras que realmente preferiríamos? 

Como o salmista Davi, ansiamos pelo controle do Senhor sobre as nossas palavras. Ele orou: “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Salmo 141:3). Felizmente, o Senhor quer fazer isso. Ele pode nos ajudar a controlar o que dizemos. Ele pode guardar os nossos lábios. 

Enquanto aprendemos a nos adaptar ao nosso próprio sistema de som prestando muita atenção ao que dizemos e orando sobre as palavras que falamos, o Senhor nos ensinará com paciência e até mesmo nos capacitará a ter autocontrole. E, o melhor de tudo, Ele nos perdoa quando falhamos e se agrada do nosso desejo por Sua ajuda. — Anne Cetas 

Parte do autocontrole é o controle da boca.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Envio a você flores brancas

"Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste." (Mateus 5:48)

"Após as eleições as reuniões de famílias serão audiências de conciliações." "Por causa da política, os presentes de amigos ocultos deste final de ano correm o risco de virem acompanhados de flores brancas." Essas frases foram copiadas das redes sociais, parecem estranhas, mas expressam perfeitamente a realidade dos nossos dias de política acirrada. 

Muitos amigos e parentes, na ânsia de tentarem convencer uns aos outros de que o seu candidato é o melhor para governar o país, acabam ofendendo o próximo com suas palavras fortes e não pouco grosseiras. Por isso, devemos o quanto antes reconhecer o nosso erro e pedir perdão. Não só isso, mas devemos pedir a Deus que nos dê um coração devoto à piedade de forma que possamos amar uns aos outros para que haja unidade, mesmo na diversidade, transmitindo nossas palavras de forma carinhosa e, se possível, "conquistarmos" o coração do irmão, sem ofendê-lo. 

Eu mesmo, que participo bastante das redes sociais, posso eventualmente ter ofendido alguém, pelo que deixo aqui desde já o meu pedido de perdão. É preciso continuarmos em paz, não com o mundo pecaminoso que jamais estaremos, mas com os irmãos na fé, sob a graça de Deus. Envio a você flores brancas significando o perdão, a paz, a inocência, a pureza, e a lealdade.



Durante anos, considerei o Sermão do Monte (Mateus 5–7) um modelo para o comportamento humano, um padrão inatingível para qualquer um. Como consegui perder o verdadeiro significado? Jesus não falou aquelas palavras para nos frustrar, mas para nos dizer como Deus é. 

Por que devemos amar os nossos inimigos? Porque o nosso Pai misericordioso faz o Seu sol se levantar sobre os maus e os bons. Por que ajuntar tesouros no céu? Porque o Pai vive lá e nos recompensará generosamente. Por que viver sem medo e preocupação? Porque o mesmo Deus que veste os lírios e a erva do campo prometeu cuidar de nós. Por que orar? Se um pai terreno dá ao seu filho pão ou peixe, quanto mais o Pai celestial dará coisas boas aos que o pedem? 

Jesus proferiu o Sermão do Monte não só para explicar o ideal de Deus pelo qual nunca devemos parar de lutar, mas também para mostrar que, nesta vida, jamais atingiremos esse ideal. 

Diante de Deus, todos nós estamos no mesmo patamar: assassinos e birrentos, adúlteros e luxuriosos, ladrões e cobiçosos. Estamos todos desesperados e esse é o único estado apropriado a um ser humano que quer conhecer a Deus. Depois de ter caído do ideal absoluto, não temos onde cair senão na rede de segurança da graça absoluta. — Philip Yancey 

Somente Deus pode transformar uma alma pecaminosa numa obra de arte da graça do perdão.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Vida honrosa

"…sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus…" (1 Pedro 2:9) 

O mundo nunca foi e nunca será um paraíso por causa da natureza caída do homem. Segundo João 16:33, paraíso só no céu, quando os homens salvos serão restaurados de sua natureza pecaminosa, creia você ou não. O que difere um povo desenvolvido de outro é a educação e o grau de civilização. Quando um povo conhece os seus deveres e seus direitos igualmente, esse povo vive bem. Se não conhece, não há sistema político ou ideologia humana que resolva. Só Jesus Cristo é a solução.


Num famoso discurso, um respeitado líder e estadista chamou a atenção de sua nação ao declarar que a maioria dos Membros do Parlamento (MPs) de seu país era bastante desonrosa. Citando corrupção, atitudes pomposas, linguajar chulo e outros vícios, ele os repreendeu e os exortou a se corrigirem. Como esperado, eles não aceitaram bem os comentários e o criticaram. 

Nós, que seguimos Cristo, podemos não ser servidores públicos em cargos de liderança, mas somos “…raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo […] de Deus…” (1 Pedro 2:9). Como tal, o nosso Senhor nos chama a estilos de vida que o honrem. 

Pedro deu conselhos práticos sobre isso. Ele nos exortou a nos abstermos “…das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma” (v.11). Embora não tenha usado a palavra honrosa, ele nos chamou para um comportamento digno de Cristo. 

Paulo expressou-se assim: “…tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4:8). De fato, essas são as características de comportamento que honram o nosso Senhor. — acharles 

Honramos o nome de Deus quando o chamamos de nosso Pai e vivemos como Seus filhos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Nosso novo nome

"…lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo…" (Apocalipse 2:17)

Ela dizia ser uma pessoa preocupada, mas, quando seu filho foi ferido num acidente, ela aprendeu a livrar-se daquela atitude que a restringia. Durante a recuperação de seu filho, toda semana ela se encontrava com amigos para conversar e orar, pedindo a Deus por ajuda e cura. Ao longo dos meses, enquanto transformava seus medos e preocupações em oração, ela percebeu que estava mudando de uma pessoa preocupada para uma guerreira de oração. Ela percebeu que o Senhor lhe estava dando um novo nome. Sua identidade em Cristo estava se aprofundando em meio à luta da tristeza indesejada.

Na carta de Jesus à igreja de Pérgamo, o Senhor promete dar aos fiéis uma pedra branca com um novo nome escrito nela (Apocalipse 2:17). Comentaristas bíblicos têm debatido sobre o significado disso, mas a maioria concorda em que essa pedra branca aponta para a nossa liberdade em Cristo. Nos tempos bíblicos, os jurados de um tribunal de direito usavam uma pedra branca para um veredicto de inocente e uma pedra preta para um veredicto de culpado. Uma pedra branca também dava ao seu portador entrada em eventos como banquetes; de semelhante modo, aqueles que recebem a pedra branca de Deus são bem-vindos ao banquete celestial. A morte de Jesus nos traz liberdade e uma nova vida — e um novo nome.

Qual o novo nome que Deus poderia lhe dar? — Amy Boucher Pye

Os seguidores de Cristo têm uma identidade novinha em folha.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O que realmente importa

"…considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é […] seu…" (Filipenses 2:3,4)

Dois homens sentaram-se para avaliar os resultados de sua viagem de negócios. Um disse pensar que a viagem havia sido valiosa porque alguns novos relacionamentos significativos haviam começado por meio de seus contatos de negócios. O outro disse: “Relacionamentos são bons, mas o que importa é vender.” Obviamente, eles tinham visões muito diferentes.

 

É fácil demais — seja nos negócios, na família ou na igreja — ver os outros sob a perspectiva de como podem nos beneficiar. Nós os valorizamos pelo que podemos obter deles, em vez de nos focarmos em como podemos servi-los em nome de Jesus. Em sua carta aos filipenses, Paulo escreveu: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Filipenses 2:3,4).

As pessoas não devem ser usadas para o nosso próprio benefício. Por serem amadas por Deus e nós também sermos amados por Ele, nós nos amamos uns aos outros. O amor de Deus é o maior amor de todos. — Bill Crowder

Há alegria quando colocamos as necessidades dos outros acima das nossas.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Muito melhor

"…[tenho] o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor." (Filipenses 1:23)

Uma sirene tocava fora da casa de um menino. Não conhecendo o som, ele perguntou a sua mãe o que era. Ela explicou que a sirene servia para alertar as pessoas sobre uma tempestade perigosa. E explicou que, se as pessoas não se escondessem, poderiam morrer em consequência do furacão. O menino respondeu: “Mamãe, por que isso é ruim? Se morremos, não encontramos Jesus?” 


As crianças nem sempre entendem o que significa morrer. Mas Paulo, que tinha uma vida inteira de experiência, escreveu algo semelhante: “…[tenho] o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Filipenses 1:23). O apóstolo estava sob prisão domiciliar no momento, mas sua declaração não fora por desespero. Ele se regozijava porque o seu sofrimento estava promovendo a difusão do evangelho (vv.12-14).

Então, por que Paulo ficaria dividido entre o desejo de vida e de morte? Porque continuar a viver significaria “trabalho frutífero”. Mas ele sabia que, se morresse, desfrutaria de um tipo especial de proximidade com Cristo. Estar ausente do nosso corpo é estar em casa com o Senhor (2 Coríntios 5:6-8).

As pessoas que creem no poder salvífico da morte e ressurreição de Jesus estarão com Ele para sempre. Já se disse: “Tudo está bem quando acaba no céu”. Quer vivamos ou morramos, nós ganhamos, pois “…o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21). — Jennifer Benson Schuldt

Crer na morte e ressurreição de Jesus traz a certeza da vida eterna com Ele.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Sem preocupações

"…Passemos para a outra margem." (Marcos 4:35)

Uma confortável viagem de avião estava prestes a ficar instável. A voz do capitão interrompeu o serviço a bordo e pediu aos passageiros para atarem seus cintos de segurança. Logo depois, o avião começou a inclinar-se em todas as direções, como um navio em um oceano acossado pelo vento. Enquanto os demais passageiros faziam o possível para lidar com a turbulência, uma menina ficou sentada o tempo todo, lendo seu livro. Após o avião pousar, perguntaram-lhe como ela havia conseguido ficar tão calma. Ela respondeu: “Meu pai é o piloto e ele está me levando para casa.”

Embora fossem pescadores experientes, os discípulos de Jesus ficaram aterrorizados no dia em que uma tempestade ameaçou afundar seu barco. Eles seguiam as instruções de Jesus. Por que aquilo estava acontecendo? (Marcos 4:35-38). Jesus estava com eles, mas dormindo na popa da embarcação. Naquele dia eles aprenderam que não é verdade que, quando fazemos o que o nosso Senhor diz, não haverá tempestades em nossa vida. Contudo, por Jesus estar com os discípulos, eles aprenderam que as tempestades não nos impedem de chegar até onde o nosso Senhor quer que vamos (5:1).

Se a tempestade que enfrentamos hoje resulta de um trágico acidente, uma perda de emprego ou alguma outra provação, podemos estar confiantes de que nem tudo está perdido. — C. P. Hia

Não precisamos temer a tempestade com Jesus sendo o nosso âncora.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Em risco de queda

"Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia." (1 Coríntios 10:12)




Quando minha amiga Elaine se recuperava após uma forte queda, um funcionário do hospital colocou-lhe uma pulseira amarela que dizia: Risco de queda, e significava: Observe esta pessoa com cuidado. Ela pode desequilibrar-se. Ajude-a a ir de um lugar a outro.

Em 1 Coríntios 10 lemos algo como um aviso de “Risco de queda” para os cristãos. Observando seus antepassados, Paulo notou o potencial humano para cair em pecado. Os israelitas murmuravam, adoravam ídolos e tinham relacionamentos imorais. Deus ficou insatisfeito e lhes permitiu sofrer consequências por sua transgressão. Entretanto, Paulo disse: “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa […]. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (vv.11,12).

É fácil nos enganarmos e pensar que não cometemos mais certo tipo de pecado. Mesmo tendo passado pelo pior de tudo — admitido nosso problema, nos arrependido e nos comprometido a seguir os caminhos de Deus —, a tentação pode nos chamar. Deus nos possibilita evitar recair nos mesmos padrões, e fornece uma saída para o ato pecaminoso que estamos considerando. Nossa parte é responder à Sua oferta de fuga. — Jennifer Benson Schuldt

As grandes bênçãos, com frequência, são seguidas por grandes tentações.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Olhe para cima

"…peço-te que lhe abras os olhos para que veja…" (2 Reis 6:17)

Emil era um sem-teto que passou um ano inteiro olhando para a calçada enquanto caminhava penosamente pela cidade dia após dia. Ele tinha vergonha de olhar nos olhos dos outros, caso o reconhecessem, pois nem sempre vivera nas ruas. Mais do que isso, ele procurava encontrar uma moeda caída ou um cigarro pela metade. Seu constante olhar para o chão se tornou um hábito tão forte, que os ossos de sua coluna começaram a se fixar naquela posição e ele tinha grande dificuldade para ficar ereto.

O servo do profeta Eliseu olhou em direção errada e apavorou-se com o enorme exército que o rei da Síria havia enviado para capturar seu mestre (2 Reis 6:15). Mas Eliseu sabia que ele via apenas o perigo e a quantidade de oponentes. Seus olhos precisavam se abrir para ver a proteção divina que os rodeava, que era muito maior do que qualquer coisa que os sírios poderiam trazer contra Eliseu (v.17).

Quando a vida é difícil e nos sentimos sob pressão, é muito fácil ver apenas os nossos problemas. Mas o autor da carta aos Hebreus sugere uma maneira melhor. Ele nos lembra de que Jesus passou por um sofrimento inimaginável em nosso lugar e que, se fixarmos nossos olhos nele (12:2), Ele nos fortalecerá. — Marion Stroud

Com Cristo no centro de nossa vida, estamos no rumo certo.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A lixa divina

"Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo." (Provérbios 27:17) 

As palavras de meu amigo me magoaram. Tentei não remoer seus comentários sobre as minhas fortes opiniões e pedi pela sabedoria e paz de Deus. Semanas depois, ainda preocupado, orei: “Estou ferido, Senhor, mas mostra-me onde preciso mudar e em que parte ela está certa.” 


Isso serviu como uma lixa divina em minha vida. Com os nervos à flor da pele, sentia que minha reação desenvolveria ou não o meu caráter. Escolhi me submeter ao processo de suavização, confessando o meu orgulho e teimosia. Eu percebia que os meus solavancos e imperfeições não glorificavam o Senhor. 

O rei Salomão sabia que a vida em comunidade poderia ser difícil, e ele abordou esse tema no livro de Provérbios. No capítulo 27, vemos a sua sabedoria aplicada aos relacionamentos. Ele compara as palavras afiadas entre amigos como ferro afiando ferro: “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (v.17), aparando as arestas no comportamento do outro. Este processo pode causar ferimentos, tais como a dor que senti com as palavras do meu amigo (v.6), mas no final o Senhor pode usar estas palavras para ajudar e encorajar-nos a fazer as mudanças necessárias em nossa atitude e comportamento. 

Como o Senhor pode aparar suas arestas para a glória dele? — Amy Boucher Pye

O Senhor permite que as arestas sejam aparadas e nos molda em meio às experiências de vida.

sábado, 21 de julho de 2018

De volta do campo missionário

"…enviou-me […] a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto…" (Isaías 61:1,3)

Estamos voltando de mais uma viagem missionária. Estávamos na cidade de Nova Ponte (MG) evangelizando as pessoas de casa em casa. Juntamente com mais de 200 missionários voluntários levamos o amor de Deus por meio de palavra e ações. Além de explicar a cada uma o plano de salvação da alma, oferecemos também cursos profissionalizantes, atendimento médico-ambulatorial e vestuário. Cremos que Deus é soberano e tem um propósito especial com cada vida, por isso pagamos o preço da obediência ao mandado de Jesus Cristo de ir "por todo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura...". É muito gratificante voltarmos para casa sabendo que nosso trabalho no Senhor não é em vão, pois vemos a alegria em que somos recebidos pelas pessoas naquela cidade e quanta experiência cristã podemos trazer conosco. É maravilhoso ser um vaso nas mãos de Deus. Parabéns aos Missionários Voluntários!


É verdade também que sofremos retaliações espirituais e físicas, pois frequentemente adentramos o território de Satanás. Mas podemos contar com a fidelidade de Deus que está em nossa frente. Muitas provações nos advém nesse período e algumas delas nos deixam tristes e outras nos trazem dores e lutos. Mas temos a certeza de que Deus pode transformar nosso pranto em alegria, ainda mais quando temos em nossa retaguarda uma igreja em oração em favor da obra que está sendo realizada no campo missionário. Não só abençoamos as pessoas que nos ouvem, mas somos também ricamente abençoados.

Por outro lado, apesar de vivermos num mundo decaído onde enfrentamos dor e decepções, quando atendemos ao chamado de Deus, Ele pode nos levar do desespero ao louvor, como vemos na profecia de Isaías sobre a vinda de Jesus (Isaías 61:1-3). Ele nos dá esperança quando não a temos; nos ajuda a perdoar quando pensamos não poder; ensina que nossa identidade está nele e não no que fazemos. Ele nos dá coragem para enfrentar o futuro incerto. Ao vestirmos os trapos de “cinzas”, nos dá vestes de louvor.

Ao enfrentarmos perdas, não devemos fugir da tristeza, mas também não queremos nos tornar amargos ou inflexíveis. Ao pensarmos sobre a fidelidade de Deus, sabemos que Ele está disposto e pode transformar o luto em alegria novamente — nos dar graça suficiente nesta vida e plena alegria no céu.

Somos também ricamente abençoados quando abençoamos as pessoas.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Derrota ou vitória

"…o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1 João 5:4)

Todos os anos, a grande batalha de Waterloo é lembrada na Bélgica, lugar onde ela aconteceu. No dia 18 de junho de 1815, o exército francês de Napoleão foi derrotado por uma força multinacional comandada pelo duque de Wellington. Desde então, a frase “encontrar sua Waterloo” passou a significar “ser derrotado por alguém forte demais para você enfrentar ou por um problema muito difícil para você”. 


No tocante à nossa vida espiritual, algumas pessoas sentem que o fracasso final é inevitável e é apenas uma questão de tempo até que cada um de nós “encontre a sua própria Waterloo”. Porém, João refutou essa visão pessimista ao escrever aos seguidores de Jesus: “…todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”.

João tece esse tema de vitória espiritual ao longo da sua primeira carta ao nos exortar a não amar as coisas que este mundo oferece e que logo desaparecerão (2:15-17). Em vez disso, devemos amar e agradar a Deus, “e esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna” (2:25).

Embora possamos ter altos e baixos na vida, e até mesmo algumas batalhas que parecem ser derrotas, a vitória definitiva é nossa em Cristo ao confiarmos em Seu poder. — David C. McCasland

A saída para os problemas é confiar em Deus o tempo todo.

domingo, 1 de julho de 2018

Honestidade chocante

"…tratai-a com dignidade […] para que não se interrompam as vossas orações." (1 Pedro 10:7)

Quando o pastor pediu a um dos presbíteros para conduzir a congregação em oração, o homem chocou a todos. “Sinto muito, pastor”, disse ele, “mas estive discutindo com minha mulher ao longo de todo o caminho até a igreja e não tenho condições de orar”. O momento seguinte foi incômodo. O ministro orou. O culto seguiu em frente. Mais tarde, o pastor prometeu nunca mais pedir a alguém para orar publicamente sem antes perguntar em particular. 

Aquele homem demonstrou uma surpreendente honestidade num lugar em que teria sido mais fácil ser hipócrita. Mas aqui há uma lição maior acerca de oração. Deus é um Pai amoroso. Se eu, como marido, não respeitar e honrar a minha mulher — uma filha querida de Deus —, por que seu Pai celestial ouviria as minhas orações? 

O apóstolo Pedro fez uma observação interessante acerca disso. Ele instruiu os maridos a tratarem suas esposas com respeito e como herdeiras iguais em Cristo, “…para que não se interrompam as vossas orações” (1 Pedro 3:7). O princípio subjacente é que os nossos relacionamentos afetam a nossa vida de oração. 

O que aconteceria se trocássemos os sorrisos de domingo e a fachada de religiosidade por uma refrescante honestidade com nossos irmãos e irmãs? O que Deus poderá fazer por meio de nós quando orarmos e aprendermos a amar uns aos outros como amamos a nós mesmos? — Tim Gustafson 

A oração é simplesmente uma conversa honesta com Deus.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Remando para casa

"…esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão…" (Filipenses 3:13) 

Eu gosto de Ripchip, o ratinho falante durão na série As crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, (Ed. Martins Fontes 2005). Determinado a alcançar o “Oriente absoluto” e juntar-se ao grande leão Aslan [simbólico de Cristo], Ripchip declara sua determinação: “Enquanto eu puder, navegarei para leste no Peregrino da Alvorada. Quando ele me falhar, remarei para leste em meu barquinho de vime. Quando ele afundar, remarei para leste com minhas quatro patas. Então, quando não mais conseguir nadar, se ainda não tiver atingido o País de Aslam, afundarei com meu nariz apontando para o nascer do sol.” 

Paulo disse de outro modo: “Prossigo para o alvo…” (Filipenses 3:14). Seu objetivo era ser como Jesus. Nada mais importava. Ele admitia ter muito terreno a cobrir, mas não desistiria até atingir aquilo para o que Jesus o havia chamado.

Nenhum de nós é o que deveria ser, mas podemos, como o apóstolo, nos esforçar e orar por esse objetivo. Como Paulo, sempre diremos: “Ainda não cheguei.” Não obstante, a despeito de fraqueza, fracasso e cansaço, precisamos prosseguir (v.12). Mas tudo depende de Deus. Sem Ele, nada podemos fazer!

Deus está com você, chamando-o para seguir em frente. Continue remando! — David H. Roper

Deus provê o poder de que necessitamos para perseverar.

sábado, 9 de junho de 2018

Há um propósito para a sua vida

"…se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado…" (1 Pedro 4:11)


Em um dia ensolarado, eu vi de longe uma mulher em pé ao lado de um semáforo, segurando uma placa. Ao aproximar-me com o carro, tentei ler o que a placa dizia, presumindo ser um pedido de comida ou dinheiro. Em vez disso, me surpreendi ao ver estas palavras:

“Há um propósito para a sua vida.”

Deus criou cada um de nós para um propósito específico. Em primeiro lugar, esse propósito deve trazer-lhe honra, e uma maneira de fazer isso é satisfazer às necessidades dos outros (1 Pedro 4:10,11).

Uma mãe de crianças pequenas pode encontrar um propósito ao limpar narizes escorrendo e contar aos seus filhos sobre Jesus. Um funcionário num emprego insatisfatório pode encontrar o seu propósito fazendo seu trabalho diligentemente, lembrando-se de que é ao Senhor que está servindo (Colossenses 3:23,24). Uma mulher que perdeu a visão ainda encontra propósito em orar por seus filhos e netos e influenciá-los a confiarem em Deus. Numa comunidade, em uma igreja, em um clube social, onde você estiver, você pode servir e ajudar alguém necessitado próximo de você.

O Salmo 139 afirma que, antes de nascermos, “…no teu livro foram escritos todos os meus dias…” (v.16). Somos formados “…por modo assombrosamente maravilhoso…” para trazer glória ao nosso Criador (v.14). Certamente, servirmos ao próximo é um motivo de glória para Deus.

Jamais esqueça: Há um propósito para a sua vida!

Mesmo quando tudo parece não ter significado, Deus tem um propósito para a sua vida. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Desapegue-se

Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês. (Lucas 12:34)

“O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colmeia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.

Na vida das abelhas temos uma grande lição. Em geral o homem constrói para si, pensa no valor da propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que ‘lutou’ para adquirir. Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade.

Essa teia não o deixa alçar voo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como ‘para quem vai ficar a minha casa?’ é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.

Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.

A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for – o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.

Se quisermos ser livres e pararmos de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos cultivar em nós a virtude do desapego. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda, mas adquirimos a visão mais ampla.

O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?”

Há hora para se apegar e hora para se desapegar. Mas quanto maior for o desapego, menor será o sofrimento na reta final da vida.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O pão que satisfaz


"…o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia." (Lucas 10:3)

Aprendi a recitar a Oração do Senhor na escola, quando menino. Sempre que eu dizia: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mateus 6:11), não conseguia deixar de pensar no pão que, nem todo dia, tínhamos em casa. Somente quando eu conseguia algumas gorjetas no meu trabalho de empacotador de supermercado tínhamos pão no dia seguinte. Por isso, pedir a Deus para nos dar o pão nosso de cada dia era uma oração relevante para mim.

Anos mais tarde, fiquei muito curioso ao ouvir um sermão sobre o pão que satisfaz. Eu sabia que o título provinha da Oração do Senhor, mas também sabia que ele não poderia estar falando do pão de padaria. Pela leitura regular do livreto, descobri que esse “pão”, repleto de partes das Escrituras e notas úteis, era um alimento espiritual para a alma.

Alimento espiritual foi o que Maria escolheu ao sentar-se aos pés de Jesus e escutar atentamente as Suas palavras (Lucas 10:39). Enquanto Marta se desgastava preocupando-se com o alimento físico, Maria dedicava o seu tempo para estar próxima de seu hóspede, o Senhor Jesus, e a escutá-lo. Que também lhe dediquemos esse tempo. Ele é o Pão da Vida (João 6:35) e alimenta os nossos corações com alimento espiritual. Ele é o Pão que satisfaz. —

“Eu sou o pão da vida.” Jesus

segunda-feira, 28 de maio de 2018

É tempo de crescer

"…a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos…" (Gálatas 6:9)

Em sua nova casa, Débora descobriu uma planta abandonada num canto escuro da cozinha. As folhas empoeiradas e irregulares pareciam as de uma orquídea Phalaenopsis, e ela imaginou como a planta seria bonita quando soltasse novas hastes com flores. Ela mudou o vaso para um local perto da janela, cortou as folhas mortas e regou-a bem; comprou fertilizante e aplicou-o nas raízes. Semana após semana, ela inspecionou a planta, mas nenhum novo broto apareceu. “Darei a ela mais um mês” — disse ela ao marido — “e, se nada tiver acontecido até então, irá para o lixo”.


Quando chegou esse dia, ela mal podia acreditar em seus olhos. Duas pequenas hastes estavam aparecendo por entre as folhas! A planta da qual ela quase havia desistido ainda estava viva.

Você fica desanimado com sua aparente falta de crescimento espiritual? Talvez você costume perder a calma ou gostar daquele bocado picante de fofoca que você simplesmente não consegue resistir a repassar. Ou talvez você se levante tarde demais para ter tempo de orar e ler a Bíblia, apesar da resolução de ligar o alarme para mais cedo.

Por que não contar a um amigo de confiança sobre as áreas de sua vida em que você quer crescer espiritualmente e pedir-lhe para orar e incentivá-lo a ser responsável? Seja paciente. Você crescerá à medida que permitir que o Espírito Santo opere em você. — Marion Stroud

Cada pequeno passo de fé é um passo gigante de crescimento.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Continue escalando!

"…exortai-vos mutuamente cada dia…" (Hebreus 3:13)


Ricardo precisava de um empurrão e o recebeu, numa escalada que fez com seu amigo Fábio, que era o seu assegurador. Exausto e pronto para desistir, Ricardo pediu a Fábio para descê-lo até o chão. Mas Fábio insistiu com o amigo, dizendo-lhe que havia chegado longe demais para desistir. Balançando no ar, Ricardo decidiu continuar tentando. Incrivelmente, ele conseguiu se reconectar à rocha e completar a escalada, com o incentivo de seu amigo.

Na igreja primitiva, os seguidores de Jesus se encorajavam mutuamente a continuar a seguir o seu Senhor e a demonstrar compaixão. Em uma cultura repleta de imoralidade, eles apaixonadamente apelavam uns aos outros para viverem uma vida pura (Romanos 12:1;1 Tessalonicenses 4:1). Os cristãos se encorajavam uns aos outros diariamente, como Deus os inspirou a fazer (Atos 13:15). Eles encorajavam uns aos outros a interceder pelo corpo (Romanos 15:30), a ajudar as pessoas a permanecerem conectadas à Igreja (Hebreus 10:25), e a amar cada vez mais (1 Tessalonicenses 4:10).

Por meio de Sua morte e ressurreição, Jesus nos conectou uns aos outros. Portanto, temos a responsabilidade e o privilégio, com capacitação de Deus, de encorajar outros cristãos a prosseguir e finalizar a escalada da confiança e obediência a Ele. — Marvin Williams

Consolai-vos […] uns aos outros e edificai-vos reciprocamente… 1 Tessalonicenses 5:11

A escalada da vida se torna mais fácil quando consolamo-nos uns aos outros.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Resistindo à armadilha

"…o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo." (Gênesis 4:7)

A planta carnívora Vênus pode digerir um inseto em cerca de 10 dias. O processo começa quando um inseto desavisado sente o cheiro do néctar das folhas que formam a armadilha. Ao investigar, ele se arrasta para dentro das mandíbulas da planta. As folhas se fecham em meio segundo e sucos digestivos dissolvem o inseto.


Essa planta carnívora me lembra da maneira como o pecado pode nos devorar se formos atraídos a ele. O pecado tem fome de nós. Gênesis 4:7 diz: “…Se […] procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti…”. Deus disse essas palavras a Caim antes de este matar seu irmão Abel.

O pecado pode tentar nos seduzir apresentando-nos uma nova experiência aparentemente agradável, convencendo-nos de que viver corretamente não importa ou apelando aos nossos sentidos físicos. Todavia, há uma maneira de dominarmos o pecado em vez de deixá-lo consumir a nossa vida. A Bíblia diz: “…andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gálatas 5:16). Quando enfrentamos uma tentação, não a enfrentamos sozinhos. Temos ajuda sobrenatural. Confiar no Espírito de Deus fornece o poder para vivermos para Ele e para os outros. — Jennifer Benson Schuldt

Caímos em tentação, quando não nos afastamos dela.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Para quem estou trabalhando?

"…Para quem trabalho eu, se nego à minha alma os bens da vida?…" (Eclesiastes 4:8)


Henry trabalhava 70 horas por semana. Ele amava seu trabalho e seu bom salário proporcionava coisas boas à sua família. Sempre teve planos de desacelerar, mas nunca o fez. Certa noite, voltou a casa com uma ótima notícia — fora promovido ao cargo mais alto de sua empresa. Mas ninguém estava em casa. Ao longo dos anos, seus filhos cresceram e se mudaram, sua esposa encontrou uma carreira para si e, agora, a casa estava vazia. Não havia com quem compartilhar a boa notícia.

Salomão escreveu sobre a necessidade de manter um equilíbrio entre a vida e o nosso trabalho: “O tolo cruza os braços e come a própria carne…” (Eclesiastes 4:5). Não queremos ir ao extremo de ser preguiçosos, mas também não queremos cair na armadilha de sermos viciados em trabalho. “Melhor é um punhado de descanso do que ambas as mãos cheias de trabalho e correr atrás do vento” (v.6). Em outras palavras, é melhor ter menos e aproveitar mais. Sacrificar os relacionamentos pelo sucesso é insensato. A conquista é passageira, mas os relacionamentos tornam a nossa vida significativa, gratificante e agradável (vv.7-12).

Podemos aprender a trabalhar para viver, e não viver para trabalhar, escolhendo repartir o tempo com sabedoria. O Senhor pode nos dar essa sabedoria quando o buscamos e confiamos nele para ser o nosso Provedor. — Poh Fang Chia

Para empregar o tempo com sabedoria, invista-o na eternidade. 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Saíndo das ruínas

"…não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu […] misericórdia, […], para restaurar as suas ruínas…" (Esdras 9:9)

No lado judeu de Jerusalém se encontra a Sinagoga Tiferet Yisrael. Construída no século 19, a sinagoga foi dinamitada durante a guerra árabe-israelense de 1948.
Durante anos, o local ficou em ruínas. Porém, em 2014, iniciou-se a reconstrução. Quando as autoridades municipais instalavam um pedaço de escombro como pedra angular, um deles citou Lamentações: “Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes” (5:21).

Lamentações é a canção fúnebre de Jeremias para Jerusalém. Com imagens vívidas, o profeta descreve o impacto da guerra sobre a sua cidade. O versículo 21 é a sua oração sincera para Deus intervir. Ainda assim, o profeta se questiona se isso é sequer possível. E conclui sua canção angustiada com a temerosa ressalva: “Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros?” (v.22). Décadas depois, Deus respondeu a essa oração quando os exilados voltaram a Jerusalém.

A nossa vida também pode parecer estar em ruínas. Criamos problemas por nós mesmos e os conflitos que nos são inevitáveis podem nos deixar devastados. Mas temos um Pai que compreende. Suave e pacientemente, Ele limpa todo o entulho, nos dá um novo propósito e constrói algo melhor. Isso leva tempo, mas podemos sempre confiar nele. Ele é especialista em projetos de reconstrução. — Tim Gustafson

Temos um Deus que nos tira das ruínas e restaura a beleza perdida.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Ridícula prepotência

"…devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo." (Tiago 4:15) 

No filme Advogado do diabo (1998) Kevin, um jovem advogado, movido por orgulho, vende sua alma ao diabo. Na cena final, a história volta ao começo, e Kevin decide que jamais se corromperia novamente, abrindo mão de vencer no tribunal. O diabo reaparece apelando para outro tipo de orgulho: o de fazer o certo; e Kevin cede. Ou seja, a natureza humana tende sempre à arrogância.

Nossa ridícula prepotência nos leva a nos esforçarmos para planejar as coisas achando que temos o controle. E essa arrogância, muitas vezes, se manifesta em forma de ansiedade.

Em Tiago 4:13, vemos alguém traçando um plano: quando viajaria, o prazo que ficaria fora, a estratégia e os resultados. Tiago afirma: nada disso está no seu controle. Ninguém sabe se estará vivo amanhã. Ele não é contra o planejamento, mas contra o pensamento de que nossos planos são finais.

A arrogância se agrava quando possuímos os instrumentos que nos fazem acreditar nesse controle (5:1-11), pois desconsideramos as coisas que são eternas. Porém, Tiago propõe que sejamos como o agricultor que reconhece não ter o controle sobre sua plantação e confia em Deus (5:7).

Descansemos na benignidade do Senhor. Ele é bom e tudo o que faz por nós é bom, inclusive nossas dores. Isso nos livra da ansiedade e da prepotência. — Davi Charles Gomes

A esperança e a confiança do que Deus vai fazer devem nos mover.

sábado, 28 de abril de 2018

Há beleza nas suas cicatrizes

"Ele fica perto dos que estão desanimados e salva os que perderam a esperança." (Salmos 34:18 - NTLH)

Durante a trajetória da nossa vida sempre teremos momentos bons e ruins para recordar. Às vezes passamos por dias tão difíceis, que acreditamos que somos os únicos a enfrentar determinada situação.

No meio cristão existe pressão para que você seja uma pessoa forte, alguém que não se abata, e que nunca fica triste. Talvez seja por isso que a Igreja esteja tão falha em relação à santidade, pois Deus só aperfeiçoa o seu poder em nós quando somos fracos. Assumir as nossa falhas e nos orgulhar das nossas cicatrizes pode ser algo muito difícil e demorado, mas vale a pena.

A vida inteira ensinaram a esconder nossas marcas. Cristo escolheu morrer numa cruz e fez questão de deixar as marcas causadas por essa escolha. Já parou para pensar por que? Porque através da sua dor a nossa dor é curada. Através das suas cicatrizes nós somos consolados e temos esperança em Jesus.

Talvez você tenha agido como um super crente durante todo esse tempo, achando que isso serve de inspiração para as pessoas quererem estar por perto, quando na verdade isso as afasta de você. E elas, ao invés de serem motivadas a terem um relacionamento com Deus, sente-se inferiores, achando que nunca vão conseguir ter a mesma intimidade com Deus que você tem.

Jesus veio para mostrar que Deus age na vulnerabilidade, pois mesmo sendo Rei, o Leão da tribo de Judá, ele se entregou como Cordeiro pelos nossos pecados, para que nós pudéssemos amá-lo enquanto damos a vida pelos nossos irmãos como cordeiros vulneráveis mostrando nossas cicatrizes, não fingindo serem super cristãos, mas agindo com humildade, reconhecendo que não temos nada de bom, e tudo que temos vem unicamente de Deus.


Existe beleza nas suas cicatrizes. Elas fazem as pessoas entenderem que não é mérito humano ser amado por Deus, mas que o Senhor nos ama mesmo assim, e que não há jeito de apagar o sacrifício que foi feito na cruz, nos deixando uma única opção: ter a vida que Jesus propõe a nós.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Os planos dele ou os nossos?

"…Quem sou eu, Senhor Deus, […] para que me tenhas trazido até aqui?" (1 Crônicas 17:16)

Aos 18 anos, Jorge começou um negócio de limpeza de carros. Ele alugou uma garagem, contratou ajudantes e criou folhetos publicitários. O negócio prosperou. Sua intenção era vendê-lo e usar a receita para pagar a faculdade; por isso, ficou empolgado quando um comprador manifestou interesse. Após algumas negociações, parecia que a transação iria ocorrer. Mas, no último minuto, o acordo desmoronou. Passaram-se vários meses até o seu plano de vender o negócio ter sucesso.


É normal ficar desapontado quando o tempo e o projeto de Deus para a nossa vida não corresponde às nossas expectativas. Quando Davi quis construir o templo do Senhor, ele tinha a motivação correta, a capacidade de liderança e os recursos. Contudo, Deus disse que ele não poderia realizar o projeto porque havia matado pessoas demais em batalhas (1 Crônicas 22:8).

Davi poderia ter brandido o punho para o céu com raiva. Poderia ter feito beicinho ou seguido em frente com os seus próprios planos. Porém, humildemente, disse: “…Quem sou eu, Senhor Deus, […] para que me tenhas trazido até aqui?” (17:16). Davi passou a louvar a Deus e a declarar sua devoção a Ele. Valorizava mais o seu relacionamento com Deus do que a sua ambição.

O que é mais importante — realizar nossas esperanças e sonhos, ou nosso amor a Deus? — Jennifer Benson Schuldt

A verdadeira satisfação é encontrada quando nos rendemos à vontade de Deus.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Não desanime

"…No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16:33) 

Eu gosto de observar os pássaros brincando; por isso, anos atrás, construí um pequeno santuário em nosso quintal para atraí-los. Durante vários meses, desfrutei da visão dos meus amigos emplumados se alimentando e sobrevoando ao redor — até um falcão achar que o meu refúgio de pássaros era a sua reserva particular de caça.

Assim é a vida: Bem quando nos assentamos para descansar, algo ou alguém vem para perturbar os nossos ninhos. Por que, perguntamos, a vida precisa ser um vale de lágrimas?

Ouvi muitas respostas a essa antiga pergunta, mas ultimamente, me satisfaço com apenas uma: “Toda a disciplina do mundo é fazer [de nós] filhos, para que Deus possa ser revelado a [nós]” (George MacDonald). Quando nos tornamos como crianças, começamos a confiar, descansando unicamente no amor do nosso Pai celestial, procurando conhecê-lo e ser como Ele.

Preocupações e tristezas podem nos seguir todos os dias de nossa vida, mas “…não desanimamos […] porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:16-18).

Então, como não nos regozijarmos com tal fim em vista? — David H. Roper

As delícias do céu excederão em muito as dificuldades deste mundo