terça-feira, 10 de julho de 2018

Derrota ou vitória

"…o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1 João 5:4)

Todos os anos, a grande batalha de Waterloo é lembrada na Bélgica, lugar onde ela aconteceu. No dia 18 de junho de 1815, o exército francês de Napoleão foi derrotado por uma força multinacional comandada pelo duque de Wellington. Desde então, a frase “encontrar sua Waterloo” passou a significar “ser derrotado por alguém forte demais para você enfrentar ou por um problema muito difícil para você”. 


No tocante à nossa vida espiritual, algumas pessoas sentem que o fracasso final é inevitável e é apenas uma questão de tempo até que cada um de nós “encontre a sua própria Waterloo”. Porém, João refutou essa visão pessimista ao escrever aos seguidores de Jesus: “…todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”.

João tece esse tema de vitória espiritual ao longo da sua primeira carta ao nos exortar a não amar as coisas que este mundo oferece e que logo desaparecerão (2:15-17). Em vez disso, devemos amar e agradar a Deus, “e esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna” (2:25).

Embora possamos ter altos e baixos na vida, e até mesmo algumas batalhas que parecem ser derrotas, a vitória definitiva é nossa em Cristo ao confiarmos em Seu poder. — David C. McCasland

A saída para os problemas é confiar em Deus o tempo todo.

domingo, 1 de julho de 2018

Honestidade chocante

"…tratai-a com dignidade […] para que não se interrompam as vossas orações." (1 Pedro 10:7)

Quando o pastor pediu a um dos presbíteros para conduzir a congregação em oração, o homem chocou a todos. “Sinto muito, pastor”, disse ele, “mas estive discutindo com minha mulher ao longo de todo o caminho até a igreja e não tenho condições de orar”. O momento seguinte foi incômodo. O ministro orou. O culto seguiu em frente. Mais tarde, o pastor prometeu nunca mais pedir a alguém para orar publicamente sem antes perguntar em particular. 

Aquele homem demonstrou uma surpreendente honestidade num lugar em que teria sido mais fácil ser hipócrita. Mas aqui há uma lição maior acerca de oração. Deus é um Pai amoroso. Se eu, como marido, não respeitar e honrar a minha mulher — uma filha querida de Deus —, por que seu Pai celestial ouviria as minhas orações? 

O apóstolo Pedro fez uma observação interessante acerca disso. Ele instruiu os maridos a tratarem suas esposas com respeito e como herdeiras iguais em Cristo, “…para que não se interrompam as vossas orações” (1 Pedro 3:7). O princípio subjacente é que os nossos relacionamentos afetam a nossa vida de oração. 

O que aconteceria se trocássemos os sorrisos de domingo e a fachada de religiosidade por uma refrescante honestidade com nossos irmãos e irmãs? O que Deus poderá fazer por meio de nós quando orarmos e aprendermos a amar uns aos outros como amamos a nós mesmos? — Tim Gustafson 

A oração é simplesmente uma conversa honesta com Deus.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Remando para casa

"…esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão…" (Filipenses 3:13) 

Eu gosto de Ripchip, o ratinho falante durão na série As crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, (Ed. Martins Fontes 2005). Determinado a alcançar o “Oriente absoluto” e juntar-se ao grande leão Aslan [simbólico de Cristo], Ripchip declara sua determinação: “Enquanto eu puder, navegarei para leste no Peregrino da Alvorada. Quando ele me falhar, remarei para leste em meu barquinho de vime. Quando ele afundar, remarei para leste com minhas quatro patas. Então, quando não mais conseguir nadar, se ainda não tiver atingido o País de Aslam, afundarei com meu nariz apontando para o nascer do sol.” 

Paulo disse de outro modo: “Prossigo para o alvo…” (Filipenses 3:14). Seu objetivo era ser como Jesus. Nada mais importava. Ele admitia ter muito terreno a cobrir, mas não desistiria até atingir aquilo para o que Jesus o havia chamado.

Nenhum de nós é o que deveria ser, mas podemos, como o apóstolo, nos esforçar e orar por esse objetivo. Como Paulo, sempre diremos: “Ainda não cheguei.” Não obstante, a despeito de fraqueza, fracasso e cansaço, precisamos prosseguir (v.12). Mas tudo depende de Deus. Sem Ele, nada podemos fazer!

Deus está com você, chamando-o para seguir em frente. Continue remando! — David H. Roper

Deus provê o poder de que necessitamos para perseverar.

sábado, 9 de junho de 2018

Há um propósito para a sua vida

"…se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado…" (1 Pedro 4:11)


Em um dia ensolarado, eu vi de longe uma mulher em pé ao lado de um semáforo, segurando uma placa. Ao aproximar-me com o carro, tentei ler o que a placa dizia, presumindo ser um pedido de comida ou dinheiro. Em vez disso, me surpreendi ao ver estas palavras:

“Há um propósito para a sua vida.”

Deus criou cada um de nós para um propósito específico. Em primeiro lugar, esse propósito deve trazer-lhe honra, e uma maneira de fazer isso é satisfazer às necessidades dos outros (1 Pedro 4:10,11).

Uma mãe de crianças pequenas pode encontrar um propósito ao limpar narizes escorrendo e contar aos seus filhos sobre Jesus. Um funcionário num emprego insatisfatório pode encontrar o seu propósito fazendo seu trabalho diligentemente, lembrando-se de que é ao Senhor que está servindo (Colossenses 3:23,24). Uma mulher que perdeu a visão ainda encontra propósito em orar por seus filhos e netos e influenciá-los a confiarem em Deus. Numa comunidade, em uma igreja, em um clube social, onde você estiver, você pode servir e ajudar alguém necessitado próximo de você.

O Salmo 139 afirma que, antes de nascermos, “…no teu livro foram escritos todos os meus dias…” (v.16). Somos formados “…por modo assombrosamente maravilhoso…” para trazer glória ao nosso Criador (v.14). Certamente, servirmos ao próximo é um motivo de glória para Deus.

Jamais esqueça: Há um propósito para a sua vida!

Mesmo quando tudo parece não ter significado, Deus tem um propósito para a sua vida. 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Desapegue-se

Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês. (Lucas 12:34)

“O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colmeia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.

Na vida das abelhas temos uma grande lição. Em geral o homem constrói para si, pensa no valor da propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que ‘lutou’ para adquirir. Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade.

Essa teia não o deixa alçar voo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como ‘para quem vai ficar a minha casa?’ é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.

Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.

A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for – o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.

Se quisermos ser livres e pararmos de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos cultivar em nós a virtude do desapego. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda, mas adquirimos a visão mais ampla.

O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?”

Há hora para se apegar e hora para se desapegar. Mas quanto maior for o desapego, menor será o sofrimento na reta final da vida.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O pão que satisfaz


"…o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia." (Lucas 10:3)

Aprendi a recitar a Oração do Senhor na escola, quando menino. Sempre que eu dizia: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mateus 6:11), não conseguia deixar de pensar no pão que, nem todo dia, tínhamos em casa. Somente quando eu conseguia algumas gorjetas no meu trabalho de empacotador de supermercado tínhamos pão no dia seguinte. Por isso, pedir a Deus para nos dar o pão nosso de cada dia era uma oração relevante para mim.

Anos mais tarde, fiquei muito curioso ao ouvir um sermão sobre o pão que satisfaz. Eu sabia que o título provinha da Oração do Senhor, mas também sabia que ele não poderia estar falando do pão de padaria. Pela leitura regular do livreto, descobri que esse “pão”, repleto de partes das Escrituras e notas úteis, era um alimento espiritual para a alma.

Alimento espiritual foi o que Maria escolheu ao sentar-se aos pés de Jesus e escutar atentamente as Suas palavras (Lucas 10:39). Enquanto Marta se desgastava preocupando-se com o alimento físico, Maria dedicava o seu tempo para estar próxima de seu hóspede, o Senhor Jesus, e a escutá-lo. Que também lhe dediquemos esse tempo. Ele é o Pão da Vida (João 6:35) e alimenta os nossos corações com alimento espiritual. Ele é o Pão que satisfaz. —

“Eu sou o pão da vida.” Jesus

segunda-feira, 28 de maio de 2018

É tempo de crescer

"…a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos…" (Gálatas 6:9)

Em sua nova casa, Débora descobriu uma planta abandonada num canto escuro da cozinha. As folhas empoeiradas e irregulares pareciam as de uma orquídea Phalaenopsis, e ela imaginou como a planta seria bonita quando soltasse novas hastes com flores. Ela mudou o vaso para um local perto da janela, cortou as folhas mortas e regou-a bem; comprou fertilizante e aplicou-o nas raízes. Semana após semana, ela inspecionou a planta, mas nenhum novo broto apareceu. “Darei a ela mais um mês” — disse ela ao marido — “e, se nada tiver acontecido até então, irá para o lixo”.


Quando chegou esse dia, ela mal podia acreditar em seus olhos. Duas pequenas hastes estavam aparecendo por entre as folhas! A planta da qual ela quase havia desistido ainda estava viva.

Você fica desanimado com sua aparente falta de crescimento espiritual? Talvez você costume perder a calma ou gostar daquele bocado picante de fofoca que você simplesmente não consegue resistir a repassar. Ou talvez você se levante tarde demais para ter tempo de orar e ler a Bíblia, apesar da resolução de ligar o alarme para mais cedo.

Por que não contar a um amigo de confiança sobre as áreas de sua vida em que você quer crescer espiritualmente e pedir-lhe para orar e incentivá-lo a ser responsável? Seja paciente. Você crescerá à medida que permitir que o Espírito Santo opere em você. — Marion Stroud

Cada pequeno passo de fé é um passo gigante de crescimento.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Continue escalando!

"…exortai-vos mutuamente cada dia…" (Hebreus 3:13)


Ricardo precisava de um empurrão e o recebeu, numa escalada que fez com seu amigo Fábio, que era o seu assegurador. Exausto e pronto para desistir, Ricardo pediu a Fábio para descê-lo até o chão. Mas Fábio insistiu com o amigo, dizendo-lhe que havia chegado longe demais para desistir. Balançando no ar, Ricardo decidiu continuar tentando. Incrivelmente, ele conseguiu se reconectar à rocha e completar a escalada, com o incentivo de seu amigo.

Na igreja primitiva, os seguidores de Jesus se encorajavam mutuamente a continuar a seguir o seu Senhor e a demonstrar compaixão. Em uma cultura repleta de imoralidade, eles apaixonadamente apelavam uns aos outros para viverem uma vida pura (Romanos 12:1;1 Tessalonicenses 4:1). Os cristãos se encorajavam uns aos outros diariamente, como Deus os inspirou a fazer (Atos 13:15). Eles encorajavam uns aos outros a interceder pelo corpo (Romanos 15:30), a ajudar as pessoas a permanecerem conectadas à Igreja (Hebreus 10:25), e a amar cada vez mais (1 Tessalonicenses 4:10).

Por meio de Sua morte e ressurreição, Jesus nos conectou uns aos outros. Portanto, temos a responsabilidade e o privilégio, com capacitação de Deus, de encorajar outros cristãos a prosseguir e finalizar a escalada da confiança e obediência a Ele. — Marvin Williams

Consolai-vos […] uns aos outros e edificai-vos reciprocamente… 1 Tessalonicenses 5:11

A escalada da vida se torna mais fácil quando consolamo-nos uns aos outros.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Resistindo à armadilha

"…o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo." (Gênesis 4:7)

A planta carnívora Vênus pode digerir um inseto em cerca de 10 dias. O processo começa quando um inseto desavisado sente o cheiro do néctar das folhas que formam a armadilha. Ao investigar, ele se arrasta para dentro das mandíbulas da planta. As folhas se fecham em meio segundo e sucos digestivos dissolvem o inseto.


Essa planta carnívora me lembra da maneira como o pecado pode nos devorar se formos atraídos a ele. O pecado tem fome de nós. Gênesis 4:7 diz: “…Se […] procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti…”. Deus disse essas palavras a Caim antes de este matar seu irmão Abel.

O pecado pode tentar nos seduzir apresentando-nos uma nova experiência aparentemente agradável, convencendo-nos de que viver corretamente não importa ou apelando aos nossos sentidos físicos. Todavia, há uma maneira de dominarmos o pecado em vez de deixá-lo consumir a nossa vida. A Bíblia diz: “…andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gálatas 5:16). Quando enfrentamos uma tentação, não a enfrentamos sozinhos. Temos ajuda sobrenatural. Confiar no Espírito de Deus fornece o poder para vivermos para Ele e para os outros. — Jennifer Benson Schuldt

Caímos em tentação, quando não nos afastamos dela.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Para quem estou trabalhando?

"…Para quem trabalho eu, se nego à minha alma os bens da vida?…" (Eclesiastes 4:8)


Henry trabalhava 70 horas por semana. Ele amava seu trabalho e seu bom salário proporcionava coisas boas à sua família. Sempre teve planos de desacelerar, mas nunca o fez. Certa noite, voltou a casa com uma ótima notícia — fora promovido ao cargo mais alto de sua empresa. Mas ninguém estava em casa. Ao longo dos anos, seus filhos cresceram e se mudaram, sua esposa encontrou uma carreira para si e, agora, a casa estava vazia. Não havia com quem compartilhar a boa notícia.

Salomão escreveu sobre a necessidade de manter um equilíbrio entre a vida e o nosso trabalho: “O tolo cruza os braços e come a própria carne…” (Eclesiastes 4:5). Não queremos ir ao extremo de ser preguiçosos, mas também não queremos cair na armadilha de sermos viciados em trabalho. “Melhor é um punhado de descanso do que ambas as mãos cheias de trabalho e correr atrás do vento” (v.6). Em outras palavras, é melhor ter menos e aproveitar mais. Sacrificar os relacionamentos pelo sucesso é insensato. A conquista é passageira, mas os relacionamentos tornam a nossa vida significativa, gratificante e agradável (vv.7-12).

Podemos aprender a trabalhar para viver, e não viver para trabalhar, escolhendo repartir o tempo com sabedoria. O Senhor pode nos dar essa sabedoria quando o buscamos e confiamos nele para ser o nosso Provedor. — Poh Fang Chia

Para empregar o tempo com sabedoria, invista-o na eternidade. 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Saíndo das ruínas

"…não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu […] misericórdia, […], para restaurar as suas ruínas…" (Esdras 9:9)

No lado judeu de Jerusalém se encontra a Sinagoga Tiferet Yisrael. Construída no século 19, a sinagoga foi dinamitada durante a guerra árabe-israelense de 1948.
Durante anos, o local ficou em ruínas. Porém, em 2014, iniciou-se a reconstrução. Quando as autoridades municipais instalavam um pedaço de escombro como pedra angular, um deles citou Lamentações: “Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes” (5:21).

Lamentações é a canção fúnebre de Jeremias para Jerusalém. Com imagens vívidas, o profeta descreve o impacto da guerra sobre a sua cidade. O versículo 21 é a sua oração sincera para Deus intervir. Ainda assim, o profeta se questiona se isso é sequer possível. E conclui sua canção angustiada com a temerosa ressalva: “Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros?” (v.22). Décadas depois, Deus respondeu a essa oração quando os exilados voltaram a Jerusalém.

A nossa vida também pode parecer estar em ruínas. Criamos problemas por nós mesmos e os conflitos que nos são inevitáveis podem nos deixar devastados. Mas temos um Pai que compreende. Suave e pacientemente, Ele limpa todo o entulho, nos dá um novo propósito e constrói algo melhor. Isso leva tempo, mas podemos sempre confiar nele. Ele é especialista em projetos de reconstrução. — Tim Gustafson

Temos um Deus que nos tira das ruínas e restaura a beleza perdida.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Ridícula prepotência

"…devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo." (Tiago 4:15) 

No filme Advogado do diabo (1998) Kevin, um jovem advogado, movido por orgulho, vende sua alma ao diabo. Na cena final, a história volta ao começo, e Kevin decide que jamais se corromperia novamente, abrindo mão de vencer no tribunal. O diabo reaparece apelando para outro tipo de orgulho: o de fazer o certo; e Kevin cede. Ou seja, a natureza humana tende sempre à arrogância.

Nossa ridícula prepotência nos leva a nos esforçarmos para planejar as coisas achando que temos o controle. E essa arrogância, muitas vezes, se manifesta em forma de ansiedade.

Em Tiago 4:13, vemos alguém traçando um plano: quando viajaria, o prazo que ficaria fora, a estratégia e os resultados. Tiago afirma: nada disso está no seu controle. Ninguém sabe se estará vivo amanhã. Ele não é contra o planejamento, mas contra o pensamento de que nossos planos são finais.

A arrogância se agrava quando possuímos os instrumentos que nos fazem acreditar nesse controle (5:1-11), pois desconsideramos as coisas que são eternas. Porém, Tiago propõe que sejamos como o agricultor que reconhece não ter o controle sobre sua plantação e confia em Deus (5:7).

Descansemos na benignidade do Senhor. Ele é bom e tudo o que faz por nós é bom, inclusive nossas dores. Isso nos livra da ansiedade e da prepotência. — Davi Charles Gomes

A esperança e a confiança do que Deus vai fazer devem nos mover.

sábado, 28 de abril de 2018

Há beleza nas suas cicatrizes

"Ele fica perto dos que estão desanimados e salva os que perderam a esperança." (Salmos 34:18 - NTLH)

Durante a trajetória da nossa vida sempre teremos momentos bons e ruins para recordar. Às vezes passamos por dias tão difíceis, que acreditamos que somos os únicos a enfrentar determinada situação.

No meio cristão existe pressão para que você seja uma pessoa forte, alguém que não se abata, e que nunca fica triste. Talvez seja por isso que a Igreja esteja tão falha em relação à santidade, pois Deus só aperfeiçoa o seu poder em nós quando somos fracos. Assumir as nossa falhas e nos orgulhar das nossas cicatrizes pode ser algo muito difícil e demorado, mas vale a pena.

A vida inteira ensinaram a esconder nossas marcas. Cristo escolheu morrer numa cruz e fez questão de deixar as marcas causadas por essa escolha. Já parou para pensar por que? Porque através da sua dor a nossa dor é curada. Através das suas cicatrizes nós somos consolados e temos esperança em Jesus.

Talvez você tenha agido como um super crente durante todo esse tempo, achando que isso serve de inspiração para as pessoas quererem estar por perto, quando na verdade isso as afasta de você. E elas, ao invés de serem motivadas a terem um relacionamento com Deus, sente-se inferiores, achando que nunca vão conseguir ter a mesma intimidade com Deus que você tem.

Jesus veio para mostrar que Deus age na vulnerabilidade, pois mesmo sendo Rei, o Leão da tribo de Judá, ele se entregou como Cordeiro pelos nossos pecados, para que nós pudéssemos amá-lo enquanto damos a vida pelos nossos irmãos como cordeiros vulneráveis mostrando nossas cicatrizes, não fingindo serem super cristãos, mas agindo com humildade, reconhecendo que não temos nada de bom, e tudo que temos vem unicamente de Deus.


Existe beleza nas suas cicatrizes. Elas fazem as pessoas entenderem que não é mérito humano ser amado por Deus, mas que o Senhor nos ama mesmo assim, e que não há jeito de apagar o sacrifício que foi feito na cruz, nos deixando uma única opção: ter a vida que Jesus propõe a nós.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Os planos dele ou os nossos?

"…Quem sou eu, Senhor Deus, […] para que me tenhas trazido até aqui?" (1 Crônicas 17:16)

Aos 18 anos, Jorge começou um negócio de limpeza de carros. Ele alugou uma garagem, contratou ajudantes e criou folhetos publicitários. O negócio prosperou. Sua intenção era vendê-lo e usar a receita para pagar a faculdade; por isso, ficou empolgado quando um comprador manifestou interesse. Após algumas negociações, parecia que a transação iria ocorrer. Mas, no último minuto, o acordo desmoronou. Passaram-se vários meses até o seu plano de vender o negócio ter sucesso.


É normal ficar desapontado quando o tempo e o projeto de Deus para a nossa vida não corresponde às nossas expectativas. Quando Davi quis construir o templo do Senhor, ele tinha a motivação correta, a capacidade de liderança e os recursos. Contudo, Deus disse que ele não poderia realizar o projeto porque havia matado pessoas demais em batalhas (1 Crônicas 22:8).

Davi poderia ter brandido o punho para o céu com raiva. Poderia ter feito beicinho ou seguido em frente com os seus próprios planos. Porém, humildemente, disse: “…Quem sou eu, Senhor Deus, […] para que me tenhas trazido até aqui?” (17:16). Davi passou a louvar a Deus e a declarar sua devoção a Ele. Valorizava mais o seu relacionamento com Deus do que a sua ambição.

O que é mais importante — realizar nossas esperanças e sonhos, ou nosso amor a Deus? — Jennifer Benson Schuldt

A verdadeira satisfação é encontrada quando nos rendemos à vontade de Deus.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Não desanime

"…No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16:33) 

Eu gosto de observar os pássaros brincando; por isso, anos atrás, construí um pequeno santuário em nosso quintal para atraí-los. Durante vários meses, desfrutei da visão dos meus amigos emplumados se alimentando e sobrevoando ao redor — até um falcão achar que o meu refúgio de pássaros era a sua reserva particular de caça.

Assim é a vida: Bem quando nos assentamos para descansar, algo ou alguém vem para perturbar os nossos ninhos. Por que, perguntamos, a vida precisa ser um vale de lágrimas?

Ouvi muitas respostas a essa antiga pergunta, mas ultimamente, me satisfaço com apenas uma: “Toda a disciplina do mundo é fazer [de nós] filhos, para que Deus possa ser revelado a [nós]” (George MacDonald). Quando nos tornamos como crianças, começamos a confiar, descansando unicamente no amor do nosso Pai celestial, procurando conhecê-lo e ser como Ele.

Preocupações e tristezas podem nos seguir todos os dias de nossa vida, mas “…não desanimamos […] porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:16-18).

Então, como não nos regozijarmos com tal fim em vista? — David H. Roper

As delícias do céu excederão em muito as dificuldades deste mundo

quarta-feira, 14 de março de 2018

Deus cuida de nós

"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8:28)

Deus está nas nossas vidas. Ele está trabalhando neste momento, arrumando as bagunças destrutivas de Satanás e nos guiando aos lugares que Ele quer que vamos. Isso é verdade em tudo que fazemos e em todo lugar que vamos. A chave é buscarmos o Seu propósito, vivermos na vontade dEle. Se isso for o nosso alvo, então podemos ter certeza que nosso Deus está conosco em cada passo da nossa jornada.

Por isso oramos assim: "Obrigado, Deus, por estar trabalhando na minha vida. Obrigado por não me deixar sozinho, com meus esforços, percepções e escolhas limitados. Obrigado por ter um plano para mim e por assegurar que não estragarei esse plano, enquanto estiver buscando a sua vontade. Obrigado por ser meu Deus, meu Pai e meu Parceiro em toda minha vida. Em nome de Jesus eu oro. Amém."

domingo, 4 de março de 2018

Durante o seu tempo

"Nas tuas mãos, estão os meus dias…" (Salmo 31:15)

Quando o pastor sul-africano Andrew Murray visitava a Inglaterra em 1895, ele começou a sofrer a dor de uma antiga lesão nas costas. Enquanto se recuperava, sua anfitriã lhe falou de uma mulher que estava em grande dificuldade e queria saber se ele tinha algum conselho para ela. Murray lhe disse: “Dê-lhe este papel que tenho escrito para o meu próprio encorajamento. Talvez ela o considere útil.” Isso foi o que Murray escreveu:


“Em tempo de angústia, diga:

Primeiro — Deus me trouxe aqui. É por Sua vontade que estou assim. Nisso descansarei.

A seguir — Ele me guardará em Seu amor e me dará graça nesta provação para eu agir como Seu filho.

Depois — Ele fará desta provação uma bênção, ensinando-me o que desejar que eu aprenda, e operando em mim a graça que Ele pretende conceder.

E por último — No Seu tempo perfeito, Ele pode me restaurar — como e quando, Ele sabe.

Estou aqui — por determinação de Deus, guardado por Ele, sob a Sua instrução, durante o Seu tempo.”

Queremos a solução imediata, a correção rápida, mas algumas coisas não podem ser eliminadas tão facilmente; elas só podem ser aceitas. Deus nos guardará em Seu amor. Por Sua graça, podemos descansar nele. — David H. Roper

Quando Deus permite o sofrimento, Ele também proporciona o conforto.

Retirado do Pão Diário

sexta-feira, 2 de março de 2018

Percebendo

"Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?…" (Jó 38:4) 


Quando limpo minha casa para um evento especial, fico desanimada por pensar que os convidados não perceberão o que limpei, apenas o que deixei de limpar. Isto traz à mente uma questão filosófica e espiritual mais ampla: Por que os seres humanos veem mais rapidamente o que está errado do que o que está certo? Somos mais propensos a lembrar-nos da grosseria do que da gentileza. Os crimes parecem receber mais atenção do que os atos de generosidade. E os desastres chamam nossa atenção mais rapidamente do que a profunda beleza à nossa volta.

Mas, então, percebo que faço o mesmo em relação a Deus. Tendo a concentrar-me no que Ele não fez e não no que Ele fez, no que eu não tenho ao invés do que tenho, nas situações que Ele ainda não resolveu, em vez das muitas que Ele já resolveu.

Quando leio o livro de Jó, lembro-me de que o Senhor não gosta disso mais do que eu. Após anos de prosperidade, Jó sofreu uma série de reveses. De repente, eles se tornaram o foco de sua vida e suas conversas. Finalmente, Deus interveio e fez a Jó algumas perguntas difíceis, lembrando-o de Sua soberania e de tudo que Jó não sabia e não havia visto (Jó 38–40).

Sempre que começar a concentrar-me no negativo, espero lembrar-me de parar, considerar a vida de Jó e perceber todas as maravilhas que Deus fez e continua a fazer. — Julie Ackerman Link

Quando você pensar em tudo o que é bom, agradeça a Deus.

Retirado do Pão Diário

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A vista da montanha

"Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto…" (Colossenses 3:1)


No vale onde David mora pode ser muito frio no inverno. As nuvens e o nevoeiro isolam o chão, mantendo o ar gelado sob as camadas mais quentes acima. Mas você pode subir desse vale. Há uma estrada próxima que acaba ao lado de uma montanha de 2.286 metros que se eleva nessa região. A poucos minutos de carro, você sai do nevoeiro e emerge no calor e brilho de um dia ensolarado. Você pode olhar para baixo e ver as nuvens que encobrem o vale abaixo, e vê-lo por um ponto de vista diferente.

Às vezes, a vida é assim. As circunstâncias parecem nos cercar de um nevoeiro que a luz solar não consegue penetrar. Contudo, a fé é a nossa maneira de subir o vale — os meios pelos quais “[buscamos] as coisas lá do alto…” (Colossenses 3:1). Ao fazermos isso, o Senhor nos capacita a superar nossas circunstâncias e encontrar coragem e tranquilidade para o dia. Como escreveu o apóstolo Paulo: “…aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4:11).

Podemos sair de nossa angústia e tristeza. Podemos sentar um pouco na encosta da montanha e, por meio de Cristo, que nos dá força (v.13), obter uma perspectiva diferente. — David H. Roper

A fé pode elevá-lo acima dos seus medos.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Febre do partir

"Descansa no Senhor e espera nele…" (Salmo 37:7)

Em 1986, após cinco atrasos motivados pelo clima, o ônibus espacial Challenger subiu ao céu numa estrondosa sinfonia de ruído e chamas. Apenas 73 segundos mais tarde, uma falha no sistema o despedaçou e os sete tripulantes morreram.

O desastre foi atribuído a um anel de vedação sabidamente vulnerável. Os especialistas referiram-se a esse erro fatal como “a febre do partir” — a tendência de ignorar as precauções vitais na corrida por uma meta grandiosa.

Nossa ambiciosa natureza humana sempre nos tenta a fazer escolhas imprudentes. Entretanto, somos também propensos a um medo que pode nos tornar excessivamente cautelosos. Os israelitas demonstravam os dois traços. Quando os 12 batedores voltaram de espiar a Terra Prometida, dez deles só viam obstáculos (Números 13:26-33). “…Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós”, disseram eles (v.31). Após uma temerosa rebelião contra o Senhor, que levou à morte dos dez, de repente o povo sucumbiu à “febre do partir”. Eles disseram: “…Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido…” (14:40). Sem Deus, a invasão inoportuna falhou miseravelmente (vv.41-45).

Quando tiramos os nossos olhos do Senhor, deslizamos para um de dois extremos. Avançaremos impacientemente sem Ele ou nos acovardaremos e nos queixaremos amedrontados. Focar-se em Cristo traz coragem temperada com Sua sabedoria. — Tim Gustafson

Um momento de paciência pode evitar um enorme desastre.

Retirado do Pão Diário.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Quatro maneiras de olhar

"Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios." (Salmo 77:12)

Joana enfrentava problemas difíceis com os filhos, quando se sentou para participar do culto. Exausta, queria “renunciar” à maternidade. Então, o pregador começou a ministrar encorajamento aos que desejam desistir. Os quatro tópicos que ela ouviu naquela manhã a ajudaram a seguir em frente:

Olhe para cima e ore. Asafe orou a noite toda e até expressou o sentimento de que Deus o tinha esquecido e rejeitado (Salmo 77:9,10). Podemos dizer tudo a Deus e ser honestos sobre os nossos sentimentos. Podemos pedir-lhe qualquer coisa. Sua resposta pode não vir imediatamente ou na forma que queremos ou esperamos, mas Ele não nos criticará por pedir.

Lembre-se do que Deus já fez por você e por outros. Asafe não falou a Deus apenas sobre a dor; também relembrou Seu poder e grandes obras por ele e pelo povo de Deus. E escreveu: “Recordo os feitos do Senhor, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade” (v.11).

Aguarde com expectativa. Pense sobre o bem que poderá decorrer da situação. O que você poderá aprender? O que Deus quer fazer? O que você sabe que Ele fará, porque os Seus caminhos são perfeitos? (v.13).

Olhe novamente. Desta vez, olhe para as suas circunstâncias com os olhos de fé. Lembre-se de que Ele é o Deus de grandes maravilhas e podemos confiar nele (v.14).

Que essas ideias nos ajudem a ganhar perspectiva e a avançar em nossa caminhada de fé com Jesus. — Anne Cetas

Nossos problemas são as oportunidades que temos para descobrir as soluções de Deus.

Retirado do Pão Diário

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A voz da fé

"Ainda que a figueira não floresça, […] eu me alegro no Senhor…" (Habacuque 3:17,18)

A notícia foi entorpecedora. As lágrimas vieram tão rapidamente que ela não conseguiu evitá-las. Sua mente se encheu de perguntas e o medo ameaçou dominá-la. A vida estava indo tão bem, quando foi abruptamente interrompida e mudou para sempre sem aviso.

A tragédia pode se apresentar de várias formas — a perda de um ente querido, uma doença, a perda de riqueza ou de nossa subsistência. E isso pode acontecer a qualquer pessoa, a qualquer momento.

Embora o profeta Habacuque soubesse que a tragédia estava por vir, ainda assim, trazia medo em seu coração. Enquanto esperava pelo dia em que a Babilônia invadiria o reino de Judá, seu coração batia forte, seus lábios e suas pernas tremiam (Habacuque 3:16).

O medo é uma emoção legítima em face de tragédia, mas não deve nos imobilizar. Quando não compreendemos as provações por que estamos passando, podemos rever como Deus operou na história (vv.3-15). Foi o que Habacuque fez. Isso não dissipou seu medo, mas lhe deu a coragem para seguir em frente escolhendo louvar o Senhor (v.18).

Nosso Deus, que se provou fiel ao longo dos anos, está sempre conosco. Pelo fato de o Seu caráter não mudar, quando amedrontados podemos dizer, com a confiante voz da fé: “O Senhor Deus é a minha fortaleza…” (v.19). — Poh Fang Chia

Podemos aprender a lição da confiança na escola da provação.

Retirado do Pão Diário

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Flores nos flocos de gelo

"…os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo." (1 Corintioos 12:4)

Wilson Bentley tinha 15 anos, quando se sentiu cativado pela intrincada beleza dos flocos de neve. Ele os observava fascinado com um velho microscópio que sua mãe lhe havia dado e fez centenas de esboços de seus notáveis contornos, mas eles derretiam rápido demais para capturar seus detalhes. Vários anos depois, em 1885, ele acoplou uma câmera de fole ao microscópio e, depois de tentativas e erros, fotografou um floco de neve pela primeira vez. Bentley capturou 5 mil imagens de flocos de neve e cada um deles tinha um desenho único. Ele os descreveu como “pequenos milagres de beleza” e “flores de gelo”.

Não há dois flocos de neve iguais, mas todos vêm da mesma fonte. Como seguidores de Cristo, todos nós vimos do mesmo Criador e Redentor, no entanto, somos diferentes. Em Seu glorioso plano, Deus escolheu reunir uma variedade de pessoas num todo unificado e nos deu dons diversos. Ao descrever a diversidade de dons aos cristãos, Paulo escreve: “…os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (1 Coríntios 12:4-6).

Agradeça a Deus pela contribuição única que você pode oferecer ao ajudar e servir aos outros. — Dennis Fisher

Cada pessoa é uma expressão única do projeto amoroso de Deus.

Retirado do Pão Diário

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Deixe um legado

"…o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir…" (Marcos 10:45)
Quando um supervisor de rodovias morreu num acidente, sua família, colegas de trabalho e comunidade sofreram enorme perda. Sua igreja rural não podia acomodar todos os enlutados; por isso, o culto foi transferido para um prédio muito maior. Os amigos e familiares lotaram o auditório! A mensagem era clara: Ele tocou muitas vidas de maneira singularmente sua. Muitos sentiriam saudade de sua bondade, senso de humor e entusiasmo pela vida.

Ao voltar do funeral, pensei sobre a vida do rei Jeorão. Que contraste! Seu breve reinado de terror é traçado em 2 Crônicas 21. Para solidificar seu poder, ele matou seus próprios irmãos e outros líderes (v.4). Depois, levou Judá a adorar ídolos. O registro diz: “…E se foi sem deixar de si saudades…” (v.20). Jeorão pensava que a força bruta garantiria o seu legado. E garantiu mesmo. Nas Escrituras, ele é sempre lembrado como um homem mau e líder egocêntrico.

Embora também fosse rei, Jesus veio à Terra para ser servo. Enquanto fazia o bem, suportava o ódio daqueles que se agarravam ao poder. No processo, esse Rei-Servo entregou a Sua própria vida.

Hoje, Jesus vive e o Seu legado permanece, o que inclui os que compreendem que a vida não diz respeito apenas a si mesmos. Ela diz respeito a Jesus — Aquele que anseia por envolver com Seus braços fortes e perdoadores qualquer um que se volte a Ele. — Tim Gustafson

Uma vida dedicada a Deus deixa um legado duradouro.

Retirado do Pão Diário

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Não mais prisioneiros

"…nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto." (Romanos 7:15)

Um homem de meia-idade se aproximou de mim após eu conduzir uma oficina em seu local de trabalho e perguntou: “Tenho sido cristão quase toda a minha vida, mas constantemente me decepciono comigo mesmo. Por que sempre pareço continuar fazendo aquilo que gostaria de não ter feito e nunca pareço fazer o que sei que deveria? Deus não está ficando cansado de mim?” Dois homens de pé próximos a mim também pareciam ansiosos para ouvir a resposta.

Essa é uma luta comum que até o apóstolo Paulo experimentou. “…[nem] mesmo compreendo o meu próprio modo de agir”, disse ele, “pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Romanos 7:15). Mas eis aqui uma boa notícia: Não temos de permanecer nessa armadilha de desânimo. Parafraseando Paulo ao escrever em Romanos 8, a chave é parar de preocupar-se com a lei e fixar os pensamentos em Jesus. Nada podemos fazer a respeito de nossa pecaminosidade por nossa própria força. A resposta não é “esforce-se mais para ser bom em cumprir as regras”. Em vez disso, devemos nos focar naquele que nos mostra misericórdia e cooperar com o Espírito que nos transforma.

Quando nos fixamos na lei, somos constantemente lembrados de que nunca seremos suficientemente bons para merecer a graça de Deus. Mas quando nos firmamos em Jesus, tornamo-nos mais semelhantes a Ele. — Randy Kilgore

Firme-se na Rocha eterna — o Senhor Jesus.

Extraído do Pão Diário

domingo, 21 de janeiro de 2018

Pessoas reais, Deus verdadeiro

"Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós." (Filipenses 3:17) 


Vários anos atrás, recebi uma carta de um leitor de Pão Diário após eu ter escrito sobre uma tragédia familiar. “Quando você contou sua tragédia”, escreveu esta pessoa, “percebi que os autores eram pessoas reais com problemas reais”. Como isso é verdadeiro! Olho toda a lista de homens e mulheres que escrevem estes artigos e vejo câncer, filhos rebeldes, sonhos não realizados e muitos outros tipos de perda. Somos realmente apenas pessoas reais e comuns, escrevendo sobre um Deus verdadeiro, que entende os nossos problemas reais.

O apóstolo Paulo se destaca na Galeria da Fama das Pessoas Reais. Ele teve problemas físicos, legais, e precisou lidar com problemas de relacionamento interpessoal. E, em toda essa realidade confusa, ele estava nos dando um exemplo. Em Filipenses 3:17, Paulo nos aconselhou: “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós.”

Aqueles ao nosso redor que necessitam do evangelho — que necessitam de Jesus — estão à procura de pessoas críveis que possam conduzi-las ao nosso perfeito Salvador. E isso significa que precisamos ser verdadeiros. — Dave Branon

Se somos verdadeiros com Deus, não seremos falsos com as pessoas.

Extraído do Pão Diário

Bem-vindo ao lar!

"…Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou…" (Mateus 14:20)

Quando passávamos por um momento particularmente difícil com nosso filho, um amigo me chamou de lado após uma reunião da igreja. “Quero que saiba que eu oro por você e seu filho todos os dias”, disse ele. E acrescentou: “Sinto-me tão culpado.”

“Por quê?”, perguntei.

“Porque nunca tive de lidar com filhos esbanjadores, disse ele. “Meus filhos praticamente cumpriam as regras. Mas não foi por causa de algo que fiz ou deixei de fazer.” Ele deu de ombros: “Os filhos fazem as suas próprias escolhas.”

Eu quis abraçá-lo. Sua compaixão foi um lembrete, um presente de Deus, comunicando-me a compreensão do Pai por minha luta com meu filho.

Ninguém entende a luta com os pródigos melhor do que o nosso Pai celestial. A história do filho pródigo, em Lucas 15, é a nossa história e a de Deus. Jesus a contou pelo bem de todos os pecadores que, tão desesperadamente, precisam voltar ao seu Criador e descobrir o calor de um relacionamento amoroso com Ele.

Jesus é Deus encarnado nos avistando ao longe e nos observando com compaixão. Ele é Deus correndo a nós e nos envolvendo em Seus braços. Ele é o beijo de boas-vindas do céu ao pecador arrependido (v.20).

Deus não apenas deixou a luz da varanda acesa para nós, mas está ali, observando, esperando, e nos chamando para casa. — JB

Nossos entes queridos […] não têm chance contra as nossas orações. J. Sidlow Baxter

Extraído do Pão Diário

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O melhor tipo de felicidade

"…Se vós permanecerdes na minha palavra, […] conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:31,32) 

Quando eu era mais jovem, a expressão “todos fazem isso” parecia um argumento imbatível, mas não era. Meus pais nunca cederam, por mais desesperada que eu estivesse pela permissão para fazer algo que eles consideravam inseguro ou imprudente.

À medida que envelhecemos, somamos desculpas e racionalizações aos nossos argumentos para fazer ao nosso modo: “Ninguém se ferirá.” “Não é ilegal.” “Ele me fez isso primeiro.” “Ela não descobrirá.” Cada argumento diz que o que queremos é o mais importante de tudo.

Com o tempo, esta maneira errônea de pensar acaba se tornando a base para as nossas crenças sobre Deus. Uma das mentiras em que, por vezes, acreditamos, é que o centro do universo somos nós, não Deus. Pensamos que só seremos despreocupados e felizes quando reordenarmos o mundo segundo os nossos desejos. Esta mentira é convincente porque promete uma maneira mais fácil e rápida de conseguirmos o que queremos. Ela argumenta: “Deus é amor, portanto Ele quer que eu faça o que me fará feliz.” Mas este modo de pensar leva ao pesar, não à felicidade.

Jesus disse, aos que creram nele, que a verdade os libertaria verdadeiramente (João 8:31,32). E também advertiu: “…Todo o que comete pecado é escravo do pecado” (v.34).

O melhor tipo de felicidade vem da liberdade ao aceitar a verdade de que Jesus é o caminho para uma vida plena e satisfatória. — Julie Ackerman Link

Não há atalhos para a verdadeira felicidade. 

Retirado do Pão Diário

sábado, 6 de janeiro de 2018

Lembretes sonoros

"...se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão." (Salmos 37:24)

A torre do relógio de Westminster, que contém o sino conhecido como Big Ben, é um marco icônico de Londres, Inglaterra. Tradicionalmente, acredita-se que a melodia dos sinos da torre foi tomada da sinfonia do Messias de Händel: "Eu sei que o meu Redentor vive." Com o tempo foi acrescentada a letra e colocada em exposição na sala do relógio:

Senhor, neste momento, sê o nosso guia; para que pelo Teu poder nenhum pé vacile.

Essas palavras fazem alusão ao Salmo 37: "O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão" (vv.23,24). Perceba como Deus está intimamente envolvido com a vida dos Seus filhos: "…no seu caminho se compraz" (v.23). "No coração, tem ele a lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão" (v.31).

Que extraordinário! O Criador do Universo não só nos sustenta e nos ajuda, mas também se preocupa profundamente com cada momento que vivemos. Não admira o apóstolo Pedro ter sido capaz de nos convidar com confiança a lançar "…sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pedro 5:7). À medida que a segurança de estar sob Seus cuidados ressoa em nosso coração, encontramos coragem para enfrentar o que vier a acontecer. — Bill Crowder


Ninguém está mais seguro do que quem é sustentado pela mão de Deus.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A visão correta

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança [...] porque as suas [de Deus] misericórdias não têm fim.” (Lamentações 3:21,22)

Um novo ano se inicia, o futuro se torna presente e uma pergunta nos vem à mente: como devemos viver esses dias que virão? Qual é a nossa motivação para planejar, agir e reagir?

Para responder a essas perguntas destacamos dois elementos inseparáveis: ser realista e ter esperança. Para muitos, ser realista demais com a vida os leva à desesperança. Para outros, ser esperançoso é quase sempre ser irrealista.

Na leitura de hoje, o profeta Jeremias nos ensina como devemos olhar para dia de amanhã. Note como ele é, ao mesmo tempo, realista e autenticamente esperançoso. Mesmo descrevendo toda a ruína e angústia da situação do seu povo e de Jerusalém, ele ainda concentra seu pensamento na bondade de Deus. Sem fechar os olhos para o que estava ruim e errado, projeta seu olhar para aquilo que Deus pode fazer e transformar. Fundamenta sua esperança no Senhor. “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele” (v.24). Reconhece que Deus é bom para os que o buscam e nele esperam.

Devemos olhar para o futuro da mesma maneira, sabendo que podemos ser realistas e fazer uma avaliação honesta daquilo que precisamos entregar e corrigir, e que também podemos descansar com confiança e esperança no poder do Deus Eterno. — LRS

Que o novo ano seja cheio de esperança entrelaçada à sua realidade de vida!

Um 2018 com muito amor!

Retirado do Pão Diário