segunda-feira, 13 de março de 2017

O que Deus pode fazer com você

"Acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos." (Atos 2:47)

Não havia, nos apóstolos de nosso Senhor, coisa alguma que lhes trouxesse glória. Era evidente que o êxito de seus esforços se devia unicamente a Deus. A vida dessas pessoas, o caráter transformado e a poderosa obra por Deus operada por intermédio delas são testemunhos do que Ele fará por todos quantos estiverem dispostos a aprender e obedecer.

Aquele que mais ama a Cristo, maior soma de bem fará. Não há limites à utilidade de uma pessoa que teve sua alma transformada pelo Espírito Santo, e vive uma vida de inteira consagração a Deus. Caso as pessoas suportem a necessária disciplina, sem queixa ou desfalecimento ao longo do caminho, Deus as ensinará a cada hora, a cada dia. Revelará Sua graça. O Senhor derramará as águas da salvação em torrentes, mediante a fé e a capacitará para a Sua obra.

Deus toma as pessoas como são e educa-as para Seu serviço. O Espírito de Deus, recebido na mente, vivificará todas as suas faculdades. Sob a direção do Espírito Santo, o intelecto é fortalecido não apenas para compreender, mas para cumprir a vontade de Deus. O caráter fraco e vacilante transforma-se em outro forte e firme. O relacionamento contínuo estabelece uma relação tão íntima entre Jesus e Seu discípulo, que o cristão se torna como Ele em espírito e caráter. Mediante ligação com Cristo, terá visão mais clara e ampla. O discernimento se tornará mais penetrante, mais equilibrado o juízo. Aquele que é chamado para ser útil a Cristo é tão vivificado pelo poder do Sol da Justiça, que é habilitado a produzir muito fruto para glória de Deus.

Pessoas da mais elevada educação em ciências e artes têm aprendido preciosas lições de cristãos de condição humilde, classificados pelo mundo como ignorantes. Contudo, esses obscuros discípulos de Cristo haviam recebido educação na mais alta das escolas. Tinham sentado aos pés dAquele que falava como “jamais alguém falou” (João 7:46)

segunda-feira, 6 de março de 2017

Somente pela graça

"Minha graça é suficiente para você, pois o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza." (2 Coríntios 12:9)

Por nós mesmos, é impossível escapar ao abismo do pecado em que estamos afundados. Nosso coração é mau, e não podemos mudá-lo. “Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém!” (Jó 14:4). “O pendor da carne é inimizade contra Deus” (Romanos 8:7). A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todas essas coisas têm sua importância; porém, nesse caso, não têm poder para mudar a situação. Podem até produzir um comportamento aparentemente correto, mas não transformar o coração nem purificar as fontes da vida. É preciso que haja um poder no interior, uma vida nova vinda do alto, para que as pessoas passem do estado pecaminoso para a santidade. Esse poder é Cristo. Somente Sua graça poderá vitalizar as inertes faculdades espirituais e atrair a pessoa para Deus, para a santidade.

O Salvador disse: “Se alguém não nascer de novo”, ou seja, a menos que receba um novo coração, novos desejos, propósitos e motivos, e passe a viver uma vida nova, “não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). A ideia de que é preciso apenas desenvolver o bem que existe naturalmente dentro da pessoa é um engano fatal. “O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”(1 Coríntios 2:14). “Não te admires de Eu te dizer: importa-vos nascer de novo” (João 3:7). Está escrito acerca de Cristo: “A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens” (João 1:4). Ele é o único “nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

Não basta perceber o compassivo amor de Deus, enxergar a benevolência, a bondade paternal do Seu caráter. Não basta discernir a sabedoria e justiça da Sua lei para ver que ela está alicerçada sobre o eterno princípio do amor. O apóstolo Paulo viu tudo isso quando exclamou: “Consinto com a lei, que é boa”. “A lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.” Porém, em desespero, acrescentou com o coração amargurado: “Sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Romanos 7:16, 12-14). Ele anelava a pureza, a justiça, coisas que, por si mesmo, não tinha forças para alcançar e clamou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24). Esse é o clamor que vem de corações atribulados em todas as terras e em todas as épocas. Para todos, existe uma resposta: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29)