segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Teimosia e persistência: Você sabe a diferença?

"O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor." (Provérbios 16:1)

Ano novo, vida nova, novos planos! Se continuarmos a fazer as mesmas coisas, não podemos esperar que a situação mude, pois chegaremos ao final do ano do mesmo jeito que iniciamos. O segredo é não confundir teimosia com persistência.

Há uma linha muito tênue, quase invisível, que divide a persistência da teimosia. Nem todos conseguem enxergá-la. Alguns, na verdade, parecem não querer enxergá-la. Esse provérbio pode ser usado como um excelente teste para saber em qual das duas categorias nos encaixamos. Primeiro, veja que o provérbio faz uma separação entre aquilo que é responsabilidade do ser humano e aquilo que é prerrogativa do Senhor. Ao ser humano cabe o privilégio (e às vezes a necessidade) de planejar o que pretende fazer, enquanto que ao Senhor cabe o direito de enviar a resposta por meio de lábios de quem ele quiser.

Já encontrei várias pessoas que não tinham atentado para o fato de o provérbio não dizer que "a resposta certa vem dos lábios do Senhor", mas "a resposta certa dos lábios vem do Senhor". Percebe a diferença na colocação das palavras? Esse pequeno detalhe é a chave para entender a mensagem do texto. O fato de termos o privilégio e a liberdade de planejar não limita ou condiciona a resposta que Deus enviará. Deus poderia, se ele quisesse, enviar a resposta aos nossos planos diretamente a nós, mas, ao fazer isso por meio de lábios de outros, ele nos sugere a submeter nossos planos à apreciação de terceiros.

É precisamente nesse ponto que identificamos quem é o teimoso e quem é o persistente. O teimoso não gosta de submeter seus planos à apreciação de outros, temendo ser dissuadido daquilo que ele já decidiu fazer. O persistente submete seus planos ao parecer de outros, desejando ser avaliado e até dissuadido, se for o caso. O teimoso tem dificuldade em aceitar, como resposta de Deus, aquilo que ameaça a execução de seus planos. O persistente faz tudo o que é solicitado, do modo como foi solicitado e na hora em que foi solicitado (daí a sua persistência), mas ele sabe quando é o momento de parar. O teimoso tem dificuldade em separar seus planos da sua própria pessoa; quando seus projetos são criticados, ele toma isso como crítica à sua pessoa. O persistente não desiste diante da necessidade contínua de revisar os seus planos a cada crítica que recebe.

Você costuma mostrar a outras pessoas o que você planejou, buscando receber um comentário ou crítica? Qual é a resposta mais provável que você daria, caso alguém lhe dissesse: “Você quer meu conselho? Larga mão disso”. Quanto daquilo que você planeja depende somente de você a execução?

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Lembre-se do embrulho

"Antes, a si mesmo se esvaziou [...] tornando-se em semelhança de homens." (Filipenses 2:7)

Em nossa casa, alguns costumes relacionados ao Natal são os mesmos a cada ano. Entre eles está o apelo de Marta, minha esposa, aos filhos e netos quando eles abrem seus presentes: "Guardem o papel, podemos usá-lo no próximo ano!" Marta adora dar belos presentes, mas ela também aprecia a embalagem. A apresentação faz parte da beleza do presente.

Isso me faz pensar no embrulho que Cristo escolheu quando veio como um presente redentor para nos resgatar de nossos próprios pecados. Jesus poderia ter vindo envolto em uma alucinante demonstração de poder, iluminando o céu com Sua presença em um show de glória celestial. Em vez disso, numa bela retrospectiva ao que diz o livro de Gêne­sis 1:26, Ele escolheu vir embrulhado "em semelhança de homens" (Filipenses 2:7).

Então por que este embrulho é tão importante? Porque, sendo como nós, Ele não ignora nossas lutas. Experimentou a solidão profunda e a traição de um amigo querido. Foi envergonhado publicamente, incompreendido e acusado falsamente. Em suma, Ele sente a nossa dor. Com base nisso, o escritor de Hebreus nos diz: "Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hebreus 4:16).

Quando você pensar no presente de Jesus neste Natal, lembre-se de ter o "embrulho" em mente! - JMS 

Não desconsidere o embrulho do melhor presente de Natal de todos os tempos.

Retirado do Pão Diário - volume 19

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Um Natal ucraniano


"Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem." (Lucas 2:14)

Ao comemorar o Natal, os ucranianos incluem muitos elementos maravilhosos, mas simples, à sua celebração. Às vezes tufos de feno são colocados sobre a mesa de jantar como um lembrete da manjedoura em Belém. Em outros momentos de sua celebração, evocam os eventos da noite em que o Salvador entrou no mundo. Fazem uma oração de Natal e, em seguida, o pai da família faz a saudação: "Cristo nasceu!" A família, então, responde: "Vamos glorificá-lo!"

Estas palavras me fazem imaginar a cena dos anjos do céu sobre Belém na noite em que Cristo nasceu. O anjo do Senhor declarou: "é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:11). O exército celeste respondeu: "Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem" (v.14).

Estas duas mensagens dão um significado muito profundo a essa maravilhosa época do ano. O Salvador veio trazer perdão e esperança — e Ele é merecedor de toda a adoração que podemos lhe dar.

Que todos que conhecem a maravilha do dom da vida eterna possam se juntar às vozes das hostes angelicais, declarando: "Glória a Deus nas alturas!" —WEC

A glória espetacular do amor de Deus por nós nos foi revelada na vinda de Jesus.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Não quero ser indeciso

"Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abrão numa visão, dizendo: Não temas, Abrão; eu sou o teu escudo, o teu galardão será grandíssimo." (Gênesis 15:1) 

Não são poucos os exemplos de pessoas de atitude na Bíblia. Posicionar-se e dar o primeiro passo em direção a missões desafiadoras não pareceu problema a Salomão, Joás, Daniel ou Paulo. Por que, então, temos tanta dificuldade em nos posicionar?

Sei que às vezes não estou suficientemente maduro para tomar uma decisão, pois não conheço bem os dois lados que chamam a minha atenção, que acenam para mim, que tentam me atrair. Porém, na maioria das vezes, a minha indecisão não é sinônimo de prudência. Ela existe por causa do medo, da tradição, do comodismo, da correnteza em sentido contrário, do engano, do acanhamento, da opinião pública, da preguiça.

A história do filho pródigo, na parábola de Jesus, sempre me impressionou. O evangelho registra que, em uma terra distante, o rapaz reconheceu seu erro e tomou a decisão de voltar para casa. O versículo seguinte mostra que a decisão era para valer, pois “‘levantando-se’, foi para seu pai” (Lc 15.20). Encanta-me a decisão tomada por Zaqueu logo após a conversa que Jesus teve com ele. Como o filho pródigo, o coletor de impostos se levantou e disse a Jesus: “Senhor, ‘de agora em diante’ eu darei a metade da minha riqueza aos pobres” (Lc 19.8).

Confesso que tenho uma ponta de inveja quando leio o discurso de Josué perante o povo indeciso quanto à escolha do caminho a seguir: “Quanto a mim, ouçam bem: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15).

Para que haja alguma mudança, para iniciar qualquer empreendimento, não posso ser indeciso. Exemplos não me faltam. A Bíblia me encoraja quando diz que Salomão “resolveu” edificar a casa ao nome do Senhor (2Cr 2.1), que Joás “resolveu” restaurar o mesmo templo (2Cr 24.4), que Daniel “resolveu” não contaminar-se com as iguarias da mesa de Nabucodonosor (Dn 1.8), que Paulo “resolveu” ir a Jerusalém, onde o esperavam sofrimentos e prisões (At 19.21).

Os heróis da fé são pessoas que não ficam paradas, deixando o tempo e as oportunidades passarem por conta da eterna indecisão. Por misericórdia, não quero mais atrasar o que é necessário, o que é certo, o que é bom para mim e para os outros, inclusive para minha família. Não quero ser culpado de alguma dor, infelicidade ou tragédia por falta de decisão da minha parte. Abraão não ficou a vida inteira decidindo se sairia ou não de Ur dos caldeus e se ofereceria ou não seu único e amado filho em sacrifício ao Senhor. Pela fé, fez ambas as coisas sem perder tempo (Hb 11.8, 17). Entre dois caminhos opostos a tomar, Moisés fez logo a sua escolha: abandonar a casa de Faraó, os prazeres transitórios do pecado e os tesouros do Egito, para ser maltratado junto com o povo de Deus (Hb 11.24-26).

Quero ter a firmeza de Paulo quando escreveu a Tito: “Resolvi passar o inverno lá [em Nicópolis]” (Tt 3.12). De hoje em diante, com o auxílio de Deus, será assim comigo.

Por Elben César, editor da Revista Ultimato, in memoriam

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Boa aparência

“...limpa primeiro o interior...” (Mateus 23:26)

“Seus cabelos são muito saudáveis", disse meu cabelereiro ao cortá-los. "Espero que seja porque você usa nossos produtos." "Não. Sinto muito", respondi. "Simplesmente uso qualquer produto barato e com perfume agradável." Mas acrescentei: "Eu também tento me alimentar bem. Acho que isso faz uma grande diferença."

Quando penso nas coisas que fazemos para termos boa aparência física, lembro-me de algumas coisas que devemos fazer para termos boa aparência espiritual. Jesus tratou desta questão com os líderes religiosos de Jerusalém (Mateus 23). Eles seguiam um conjunto de regras religiosas bem elaboradas que iam muito além daquelas que Deus havia dado. Eles trabalhavam muito para ter boa aparência entre seus semelhantes, para provar que eram melhores que outros. Mas seu trabalho árduo não impressionava a Deus. Jesus lhes disse: "...porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança!" (v.25). O que os fariseus faziam para ter boa aparência aos olhos dos outros, na verdade, revelava que eles não eram nada bons.

Cada cultura valoriza diferentes tradições e comportamentos religiosos, mas os valores divinos transcendem culturas. E o que Deus valoriza não é medido pelo que os outros veem. Ele valoriza um coração limpo e motivações puras. A saúde espiritual se expressa de dentro para fora. —JAL

Podemos ter boa aparência externa, mas as aparências enganam.

Retirado do Pão Diário

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Saída

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças...” (1 Coríntios 10:13)

Quando estive em Londres, recentemente, decidi pegar o metrô até o lugar onde queria chegar. Paguei então a tarifa e desci às profundezas de Londres para apanhar o trem. Mas sair da estação pode ser uma experiência assustadora para quem não está familiarizado com o sistema. Se você não encontrar a saída, pode facilmente ficar perdido nos túneis.

Estar sozinho em um metrô com poucas pessoas é um sentimento inquietante, então acredite em mim: você não vai gostar de se perder. É desnecessário afirmar que fiquei contente quando encontrei a placa que dizia, “SAÍDA” e segui caminho até encontrar segurança.

Paulo nos lembra de que, quando estamos vulneráveis a cair no pecado, o Senhor afirma: “...Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento...” (1 Coríntios 10:13). É fácil presumir que Deus não está conosco quando somos tentados a pecar. Mas este versículo nos garante que Ele está presente e não simplesmente parado à toa. Pelo contrário, Ele está provendo de modo ativo uma saída para que possamos suportar.

Então, na próxima vez em que você se sentir tentado, lembre-se de que você não está desamparado. Há uma “saída” providenciada divinamente! Procure a placa e siga-a até encontrar segurança. - JMS

Deus está trabalhando ativamente para manter você longe do perigo de perder-se no pecado. 

Retirado do Pão Diário - Volume 19

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Assim como está

“...porque foste morto e com o teu sangue [nos] compraste para Deus...” (Apocalipse 5:9)

Uma casa colocada à venda “assim como está” geralmente significa que o vendedor não pode ou não quer gastar mais qualquer valor para reparar a casa ou melhorar o seu visual. Qualquer conserto necessário ou melhorias desejadas são responsabilidade do comprador quando a venda estiver efetuada. “Assim como está” equivale a dizer: “Comprador tome cuidado. A casa pode precisar de investimentos adicionais significativos.”

É digno de nota que Jesus ao morrer pagou o mais alto preço por todos nós, independentemente de nossa condição. O livro de Apocalipse 5 descreve uma cena no céu onde apenas “o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi” é digno de ler e selar o rolo (vv.3-5). Ele aparece como um cordeiro e se torna objeto de louvor em uma nova canção, “...porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (vv.9,10).

Jesus Cristo deliberadamente nos comprou para Deus com Seu sangue. Fomos comprados “assim como estamos”, com falhas, com defeitos, carentes de transformação. Por fé estamos agora sob Sua propriedade, no processo de reforma para a glória de Deus. Que maravilhoso! Deus nos conhecia, nos amava e nos comprou exatamente como somos. —DCM

Deus nos conhece por dentro e por fora. Nenhuma restauração é complicada demais para Ele.

Retirado do Pão Diário – Uma meditação para cada dia do ano – Volume 19