quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A divindade necessitava da humanidade

"E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós." (João 1:14)

Cristo não escolheu, para Seus representantes entre as pessoas, anjos que nunca pecaram, mas seres humanos, indivíduos semelhantes em paixões àqueles a quem buscavam salvar. Cristo tomou sobre Si a humanidade, a fim de chegar à humanidade. A divindade necessitava da humanidade, pois era necessário tanto o divino como o humano para trazer salvação ao mundo. A divindade necessitava da humanidade, a fim de que esta proporcionasse meio de comunicação entre Deus e o ser humano. O mesmo se dá com os servos e mensageiros de Cristo. As pessoas necessitam de um poder fora e acima delas para restaurá-las à semelhança com Deus e habilitá-las a fazer Sua obra. Isso, porém, não faz com que o instrumento humano deixe de ser essencial. A humanidade se apodera do poder divino. Cristo habita no coração pela fé; e, por meio da cooperação com o divino, o poder do ser humano se torna eficiente para o bem.

Aquele que chamou os pescadores da Galileia ainda chama pessoas a Seu serviço. Ele está tão disposto a manifestar Seu poder por nosso intermédio, assim como por meio dos primeiros discípulos. Por mais imperfeitos e pecadores que possamos ser, o Senhor oferece-nos Sua comunhão e o aprendizado com Ele. Convida-nos a colocar-nos sob as instruções divinas, para que, unindo-nos a Cristo, possamos realizar as obras de Deus.

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Coríntios 4:7). Foi por isso que a pregação do evangelho foi confiada a indivíduos falíveis e não aos anjos. Fica evidente que o poder que opera por meio das fraquezas da humanidade é o poder divino; e somos assim animados a crer que o poder que auxilia a outros, tão fracos como nós, também pode nos ajudar. Os que se acham rodeados de fraqueza devem “compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados” (Hebreus 5:2). Por terem eles mesmos estado em perigo, acham-se familiarizados com os riscos e dificuldades do caminho e, por esse motivo, são chamados a esforçar-se por outros em perigo idêntico. Existem pessoas perplexas pela dúvida, oprimidas pelas fraquezas, fracas na fé, incapazes de se apegar ao Invisível; mas um amigo a quem podem ver, aproximando-se dessas pessoas em lugar de Cristo, pode ser um elo para firmar sua fé vacilante no Filho de Deus.

Devemos trabalhar em unidade com os anjos celestiais para apresentar Jesus ao mundo.