segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A questão do feminismo

“Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela” (Efésios 5:25)

Diante da Bíblia, o feminismo é certo ou errado? Sobre o assunto, uma leitora me escreveu que “o problema do feminismo é que os homens cristãos acham que sabem exatamente qual é o jeito de tratar as mulheres. Não fazem nenhuma autocrítica ou reflexão sobre isso. Para muitos homens cristãos, eles podem pecar em qualquer outro aspecto da vida, menos nesse. Eles sabem exatamente qual é o jeito de tratar as mulheres. Nunca erraram, nunca erram, nunca errarão. Cometem qualquer pecado, menos esse”. Eu a respondi que, na verdade, muitos homens são os verdadeiros culpados pelo feminismo nesse sentido que ela relatou, porque não amam as suas esposas como Cristo amou a igreja. E eles irão responder diante de Deus pelas suas atitudes más. Se todos os homens cumprissem o seu dever bíblico de marido e pais, certamente a grande maioria dos problemas na vida familiar poderiam ser evitados.

Mas existem outras questões com relação ao feminismo que os homens não são parte ativa. Segundo o Pe Paulo Ricardo, a sociedade moderna está mergulhada no conceito de igualdade. Cada vez mais luta-se para equiparar o homem à mulher e vice-versa. Se a igualdade pretendida fosse em relação aos direitos civis, cuja necessidade é inegável, não seria, de fato, um problema. Porém, o que acontece é que esta sociedade moderna, eivada do relativismo cultural, quer transformar a mulher no novo homem e o homem na nova mulher, invertendo e pervertendo os valores mais elementares.

Deus criou o homem e a mulher em igual dignidade, mas quis que houvesse uma diferença entre os dois sexos. Esta diferença em “ser homem” e “ser mulher” faz com que exista uma complementariedade entre eles. Foram criados por Deus para formarem um conjunto, não um se sobrepondo ao outro, mas em perfeita sintonia um com outro. Lutar contra esse projeto, fazendo com que a mulher tente, por todos os meios, ocupar o lugar do homem é lutar diretamente contra o projeto de Deus, contra a natureza humana.

A liberação sexual promovida pelos métodos anticoncepcionais, longe de trazer a sensação de igualdade entre o homem e mulher, transformou a mulher numa máquina de prazer, pois agora ela sabe que pode ter uma vida sexual ativa sem a consequente gravidez. Não precisa ter compromisso com o parceiro, não precisa sentir-se segura ou amada. Ledo engano. O que se vê são cada vez mais mulheres frustradas, depressivas, ansiosas, correndo contra o tempo para manterem-se jovens, pois nada mais têm a oferecer que não o invólucro. É verdade que muitas delas tornam-se amantes do trabalho e assim se realizam profissional e financeiramente. Não obstante, olham para trás e percebem que ainda estão incompletas.

A liberdade da mulher, na verdade, transformou-se numa prisão. Hoje, elas se veem presas a estereótipos ditados pela agenda feminista, cujo maior objetivo é destruir a essência da mulher, igualando-a ao homem. Transformando seus úteros em lugares estéreis e varrendo para debaixo do tapete o instinto natural da espécie: a maternidade. Infelizmente, nesse sentido o feminismo não é bíblico.

Portanto, urge que cada mulher, criada à semelhança de Deus, recupere o seu lugar na Criação. Que a mulher seja mulher em toda sua plenitude! E que marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela.