sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A união entre povos

“Pela sua morte na cruz, Cristo destruiu a inimizade que havia entre os dois povos. Por meio da cruz, ele os uniu em um só corpo e os levou de volta para Deus” (Efésios 2:16)

O Movimento Olímpico utiliza símbolos para representar os ideais consagrados na Carta Olímpica. O símbolo olímpico mais conhecido, os anéis olímpicos, é composto por cinco anéis entrelaçados representando a união dos cinco continentes habitados. A versão colorida dos anéis, azul, amarelo, preto, verde e vermelho sobre um fundo branco, forma a bandeira olímpica. As cores foram escolhidas porque cada nação tinha pelo menos uma delas em sua bandeira nacional. A bandeira foi adotada em 1914, mas foi hasteada pela primeira vez apenas em 1920 nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, na Bélgica. Desde então, é hasteada em cada celebração dos Jogos.

Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin, foi um pedagogo e historiador francês que ficou para a história como o fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna. Os ideais de Coubertin são melhores expressos no juramento olímpico:

“A coisa mais importante nos Jogos Olímpicos não é vencer, mas participar, assim como a coisa mais importante na vida não é o triunfo, mas a luta. O essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem”

Os Jogos Olímpicos da era moderna foram idealizados para competição entre atletas por meio de diversas modalidades esportivas. Mas bem que poderiam também ser utilizados para a confraternização entre os povos. Ocorre que essa tão sonhada confraternização jamais será possível. Não existe o “espírito olímpico” como querem fazer crer a mídia internacional.

Sob a manchete “Perdeu a luta e o espírito olímpico”, o Jornal O Globo noticiou que na Rio2016, o judoca egípcio Islam El Shehaby (+100kg) protagonizou uma das cenas mais constrangedoras destes Jogos Olímpicos. Após perder sua primeira luta por ippon para o israelense Or Sasson, ele se recusou a cumprimentar o adversário. Para piorar, Islam estava saindo do tatame sem fazer o cumprimento final.
Islam (de azul) esperou o israelense deixar a área de competição para, então, voltar e fazer o cumprimento final sob olhar de reprovação do árbitro. A atitude lhe rendeu uma vaia fenomenal na Arena Carioca 2.

Dias antes da luta, Shehaby — conhecido por suas opiniões contrárias à Israel — foi pressionado por compatriotas nas redes sociais a não aparecer para lutar com o adversário. Inicialmente, a mídia internacional noticiava que o egípcio abandonaria a luta, fato que não se concretizou.

Esta não é a primeira vez que um judoca israelense passa por uma cena constrangedora no torneio. A judoca Joud Fahmy (52kg), da Árabia Saudita, não apareceu para sua luta, no último domingo, para o confronto contra a romena Christianne Legentil.

Segundo o comitê olímpico de seu país, a judoca não compareceu ao tatame porque estava com lesões nas pernas e nos braços, que teriam acontecido durante o treinamento.

No entanto, jornais israelenses afirmam que o motivo teria sido outro. Caso passasse de fase, a árabe teria que enfrentar a israelense Gili Cohen na fase seguinte. E, devido as discordâncias políticas entre os dois países, a judoca preferiu evitar o confronto. A israelense, que era cabeça de chave, acabou perdendo para a romena.

Na Cerimônia de Abertura, atletas da delegação do Líbano já haviam recusado a dividir ônibus com atletas israelenses.

Não existe espírito olímpico. Algo impessoal e criado por homens não pode reformar almas. Apenas o Espírito Santo pode quebrar paredes preconceituosas e racistas entre seres humanos. Isso transcende os homens, pois só o Criador da humanidade pode fazê-lo.

É isso que Paulo quis dizer no capítulo 2 de Efésios. Havia naquela época uma inimizade entre os judeus e os não-judeus. Como é sabido, essa inimizade existe até os dias de hoje, mas não é por falta de solução proposta pelo Criador.

O mundo precisa crer Jesus Cristo acabou com a lei, juntamente com os seus mandamentos e regulamentos que separavam os povos; e dos dois formou um só povo, novo e unido com ele. Foi assim que ele trouxe a paz. (Efésios 2:15)

Se o mundo crer nesse ato de Cristo, certamente cenas como as dos dois judocas podem ser evitadas. Não somente entre aqueles dois povos, mas entre todos os povos do mundo.