sexta-feira, 11 de março de 2016

Síndrome do orgulho

Acaso não é esta a grande Babilônia que eu construí como capital do meu reino, com o meu enorme poder e para a glória da minha majestade? (Daniel 4:30)

A palavra “síndrome” existe desde o tempo do médico grego Galeno, que viveu no 2º século d.C. O termo não descreve uma doença específica, mas indica um grupo de sinais, sintomas e fenômenos de uma condição médica. Conhecemos bem expressões como “síndrome de Down” e “síndrome do pânico”. Porém, existem outras síndromes. Uma delas é a “síndrome do orgulho”. Sabe o que isso significa?

Laurence Turner, professor de homilética no Newbold College, ilustra essa síndrome. Ele conta que do lado de fora da porta de seu escritório se encontrava um nervoso estudante de teologia. O rapaz hesitava em bater. Sabia que do outro lado existia um aparelho de vídeo. E lá estava o professor. Dias antes, diante de uma sala lotada de colegas e uma câmera, ele pregara um sermão. Agora era a hora do julgamento. Como o próprio aluno avaliaria seu desempenho?

Esse tipo de experiência produz uma humildade quase universal entre os estudantes. Um deles, de fato, disse: “Esse não sou eu!” Um dia, porém, chegou à sala do professor um jovem estudante cheio de alegria e sentou-se para a autoavaliação. Enquanto assistia à sua própria mensagem, ele proferiu vários “améns”. Então o professor perguntou: “Como você avaliaria essa pregação?” Ele virou-se, radiante, e disse: “Excelente! Absolutamente magnífica!”

Mudemos o foco para a cena de um poderoso governante em pé diante dos jardins suspensos de seu palácio. Ele contempla a obra que mandara construir e a acha esplendorosa. Olha para o caminho processional sagrado, vê o muro de um quilômetro de cumprimento, decorado com 575 animais mitológicos, e o acha magnífico. Congratula-se por sua própria grandeza.

Um ano antes, ele tivera um sonho com uma árvore majestosa que havia crescido até o céu. Essa árvore, que simbolizava ele mesmo, seria derrubada por causa de seu orgulho e sua arrogância. Apesar do conselho do intérprete do sonho, ele não se humilhou.

As palavras de autocongratulação ainda estavam em sua boca quando uma voz vinda do céu decretou o fim de sua autoridade real. Ele “passou a comer capim como os bois. Seu corpo molhou-se com o orvalho do céu”, os “cabelos e pelos cresceram como as penas de uma águia, e as suas unhas como as garras de uma ave” (Daniel 4:33).

Finalmente, num lampejo de bom senso, esse ex-poderoso governante olhou para o céu, glorificou o Altíssimo e recuperou a majestade.

Você sofre da síndrome do orgulho? Se sim, olhe para o céu com humildade antes que sua árvore seja derribada e sua autoridade seja tirada.