sábado, 13 de fevereiro de 2016

A família em crise

Conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono. (Romanos 13:11)

A desintegração da família moderna está também relacionada com a mudança do papel da mulher. As aspirações das modernas filhas de Eva estão agora focalizadas fora do lar. O número de mulheres empregadas é assustador. Atrelado a isso está o materialismo. A afluência e a propaganda em nossa sociedade têm tornado mais fácil que as famílias tenham mais coisas. Isso cria apetite para termos ainda mais, o que demanda mais renda, mais trabalho, mais separação da família. Como resultado dessa enorme babilônia, vivemos numa cultura em que as pessoas presenteiam coisas uns aos outros, mas dão menos de si. E dar coisas se tornou uma forma de acalmar a consciência, por falta de tempo para os filhos, esposa, esposo.

Além disso, convivemos com um sistema social de apoio enfraquecido. A batalha hoje é entre a família, de um lado, e a cultura, do outro. Quase todas as forças na sociedade estão em oposição à família. Precisando de ajuda para fortalecer seu lar, não olhe para a sociedade. As pessoas que são consideradas mais inteligentes, as mais invejadas, as mais bem-sucedidas, belas e famosas, todas elas agem como se estivessem organizadas por uma grande força opositora para vulgarizar e ridicularizar a família. Observe os programas de TV, as novelas, os “medalhões” da sociedade, os considerados mais espertos, altamente pagos, caricaturando a importância dos pais.

É claro que não é possível destruir a família e preservar seus valores. Portanto, à fragilidade da família moderna acrescente o enfraquecimento da moralidade. A sociedade em geral, por intermédio dos meios de comunicação, tem praticamente forçado as pessoas a aceitar como normal os comportamentos mais bizarros. O conceito de pecado, se não desapareceu completamente, é tratado como uma ficção. Bem e mal são determinados pela cultura, não por uma norma moral imutável, independentemente do homem.

O que fazer? Talvez a necessidade primária seja fortalecer a liderança espiritual masculina. Deve haver um reavivamento espiritual entre cônjuges e pais. Se a família deve sobreviver intacta nessa selva, é necessário que haja líderes apontados e treinados por Deus. Há necessidade de homens que saibam efetivamente guiar o lar através do território inimigo, minado de todos os lados.

A você pai, conclamo: desperte-se e assuma a liderança espiritual de sua família. Diante de Deus, somos o cabeça do lar. É possível vencer a crise que hoje assola a família.