domingo, 27 de setembro de 2015

Não se desvie

"Não Se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas." (Provérbios 7:25)

Os anos que vivi na selva cumprindo parte do meu ministério me ensinaram a importância de não desviar-me do caminho. Quantas vezes escolhi caminhos errados querendo encurtar distâncias e me dei mal. Na selva isso pode ser fatal.

A vida está cheia de caminhos. Sedutores, mentirosos, falsos e enganadores. A insensatez é apresentada no livro de provérbios como uma mulher bonita que pretende levar você ao almejado vale da felicidade. A isca que ela usa é o prazer. Não existe nada de errado com o prazer porque está relacionado com os sentidos e estes foram estabelecidos pelo Criador. A felicidade envolve prazer, mas o prazer nem sempre envolve felicidade. A busca do prazer pelo prazer é loucura. O fim é perdição e morte. A realidade, no entanto, é que vivemos num mundo em que as pessoas confundem felicidade com prazer.

Provérbios trás a advertência divina sobre o perigo de desviar-se. “Não andes perdido nas suas veredas” diz, referindo-se aos caminhos sedutores da nescidade.

Não sei se você andou perdido alguma vez. Um sentimento de solidão e medo apodera-se do coração. A medida que o tempo passa e o medo aumenta, parece que você fica anestesiado. Nada mais importa. Caminha sem cuidado, não mede consequências e aproxima-se temerariamente do perigo.

Esta é a figura que o sábio descreve em Provérbios. Cada vez que o ser humano se desvia voluntariamente dos caminhos de Deus, vai caindo imperceptivelmente no terreno do cinismo. A consciência não dói mais. A pessoa fica insensível e avança perigosamente na senda de sua auto destruição.

Viva com sabedoria. Reviva seus sonhos, lute pelas pessoas que você ama, pelos valores e princípios que vem do Senhor e caminhe vitorioso na conquista dos seus ideais.

Não saia hoje para cumprir a sua agenda sem ter a certeza de que está andando nos caminhos de Deus. Aprenda a desconfiar de seus “instintos” e a ser mais obediente aos conselhos divinos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Consolai-vos

“Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.” (1 Tessalonicenses 5:11)

Esta semana, a nossa repartição preparou uma homenagem com um belo mural contendo várias frases de apreço para expressar a um colega o nosso carinho e o nosso agradecimento pelo seu trabalho. Ao mesmo tempo, o gesto também tem como objetivo encorajá-lo a continuar sendo um funcionário exemplar.

Algumas das frases escritas em letras garrafais com os dizeres: “Você é incrível” ou “grande trabalho” e um texto contendo uma linda mensagem expressam os sentimentos da equipe e demonstram ao colega o quanto ele é importante. Esse tipo de homenagem faz uma diferença muito grande na motivação pessoal.

Muitas vezes, o mandamento cristão de incentivar-nos uns aos outros se torna algo que ignoramos ou esquecemos. Entretanto, este tema é encontrado em toda a Bíblia, como em Hebreus 10:24-25: “E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.” Outro exemplo pode ser encontrado em 1 Tessalonicenses 5: 9-11: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele morreu por nós para que, quer estejamos acordados quer dormindo, vivamos unidos a ele. Por isso, exortem-se e edifiquem-se uns aos outros, como de fato vocês estão fazendo.”

Nós todos sabemos como é triste passar por um momento difícil ou simplesmente ter um dia ruim. Mas a maioria de nós concordaria que nada é mais útil para melhorar o nosso humor do que uma palavra amiga, de encorajamento. Pode até mesmo partir de um estranho, mas a palavra abençoada recebida de um amigo, ou de um membro da família, ou de um colega de trabalho é muito especial.

Por outro lado, jamais permita a si mesmo emitir palavras desagradáveis. Este também é um mandamento: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.” (Efésios 4:29)

Portanto, sempre que você tiver uma chance, tenha um momento para consolar e edificar alguém que esteja passando por momentos de aflição, pois “o coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa o anima.” (Provérbios 12:25)

E então, quem você pode consolar hoje?

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Decisão

"A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda decisão." (Provérbios 16:33)

Quando buscamos a orientação divina, tomamos a melhor decisão. 

Como deve ser difícil para um juiz dar um veredicto sobre uma determinada ação judicial. Um caso especial envolve a disputa de filhos pelos pais ou responsáveis. Isso exige uma profunda análise da situação particular da família e das leis referentes ao assunto, formando a base para a compreensão do caso. Algumas vezes a decisão é rápida; em outras, o juiz pode precisar de um prazo maior para dar a sentença. 

O rei Salomão também teve de julgar uma questão difícil. No texto lido hoje, vemos a descrição de uma situação complexa: duas mulheres disputando um bebê, ambas alegando ser a mãe dele - numa época em que não havia exames de DNA. Na verdade, cada uma tinha um filho, mas um deles morreu. Uma das mulheres acusava a outra, alegando que esta trocara o bebê morto pelo vivo. Não havia testemunhas para depor a favor de qualquer uma das duas. 

Pois bem, o jovem Salomão ouviu a história e propôs que o corpo da criança fosse dividido. Ele fez isso para identificar quem era a verdadeira mãe, pois esta nunca permitiria tal crueldade. E assim aconteceu: enquanto uma delas teve compaixão do bebê, a outra demonstrou que não queria saber de responsabilidade e que era movida pelo ódio. Com tal proposta, Salomão pode dar um sábio veredicto. Todos que souberam disso passaram a respeitá-lo. Sua sabedoria, reconhecida depois até em outros reinos, fora dada por Deus, a pedido do próprio Salomão. Foi devido a esta sabedoria que ele pôde agir com justiça no caso da disputa pelo bebê. 

Em nossa vida, frequentemente temos de tomar decisões e nelas precisamos de sabedoria. Você está preparado para a decisão que vai tomar hoje? Se não está, Deus nos aconselha em sua Palavra a pedirmos ajuda a ele: "Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida" (Tiago 1.5).

Por Elias Torres da Silva, São Bernardo do Campo - SP

Nas mãos de Deus

Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá. (Provérbios 19:21)

Saulo de Tarso, educado aos pés dos mais extraordinários mestres de seu tempo, cavalgava aquela noite, caminho de Damasco, perseguindo pessoas cujo único delito era acreditar em Jesus. Jovem ainda se integrara às forças armadas de seu país e pensava que se conseguisse exterminar os “rebeldes”, acrescentaria esta vitória na sua folha de serviço. O que ele ignorava é que “muitos são os propósitos dos homens”, mas o desígnio do Senhor é soberano.

A escuridão daquela noite foi rasgada por um brilho estranho. Ninguém sabia definir de onde provinha àquela luz. O terror apoderou-se do batalhão, soldados caíram por todo lado, entre eles o capitão Saulo, beijou o chão, comeu pó e em meio ao susto ouviu uma voz doce: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” – Quem és, tu, Senhor – perguntou o atônito perseguidor, e a voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues”.

Aquela noite morreu Saulo. Seus planos humanos, seus projetos, suas aspirações na carreira militar, tudo foi enterrado nas areias do deserto. Aquela noite nasceu Paulo, o servo humilde, o missionário incansável, o pioneiro, o mártir, o homem que deixando a glória deste mundo, escolheu fazer parte da história do cristianismo.

O verso de hoje descreve este fato que se repete cotidianamente na vida do ser humano. O homem faz planos. Desde o seu ponto de vista esses projetos tem tudo para dar certo. Sonha, imagina o futuro, começa até a viver antecipadamente as glórias de um futuro que não chegou e de repente, tudo dá um giro inesperado. E as coisas não acontecem como esperava.

Salomão não está afirmando que a criatura não deva viver sem planos. Muitas vezes ele enfatiza a necessidade de planejar. Fazer planos é saber para onde ir. Sem isso ninguém chega a lugar nenhum. O que o verso de hoje enfatiza é a fragilidade dos planos humanos. Tudo precisa ser depositado nas mãos de Deus porque Ele, inspirando, ou permitindo, está no controle do Universo e da vida de cada homem e mulher.

Faça planos de acordo com a vontade divina. Consulte com Deus porque “muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor, permanecerá”.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pense nEle

"Os meus olhos se elevam continuamente ao Senhor, pois Ele me tirará os pés do laço." (Salmos 25:15)

Poesia é poesia, vida é vida. Felizes aqueles que conseguem juntar ambas e fazer da vida uma poesia.

Davi era um poeta. Seus salmos são obras primas da literatura hebraica. É uma pena que as traduções tiveram que sacrificar a forma, em favor da exatidão do conteúdo.

No salmo de hoje, o salmista usa uma figura poética para expressar a importância da comunhão diária com Deus. “Meus olhos se elevam continuamente ao Senhor,” diz o salmo. Mas que significa isto em termos práticos? Devemos ficar o dia todo em estado de contemplação? Devemos sair da realidade da vida para entrar na dimensão romântica do misticismo?

Elevar os olhos ao Senhor, quer dizer: separar todos os dias, um tempo para orar, estudar a Bíblia e contar para outros, o que Ele fez em nossa vida. Isto requer esforço, porque o ser humano natural não gosta de buscar a Deus. Foge dEle. É independente. Tenta viver só, achar o seu caminho só, e nesta tentativa, acaba se machucando e machucando aos que vivem próximo dele.

Portanto, separar todos os dias tempo para a oração, a testificação e o estudo da Bíblia, requer uma atitude premeditada, direcionada e trabalhada.

É mais fácil fazer o sinal da cruz e sair correndo. Muito mais fácil é repetir uma oração de trinta segundos enquanto se dirige ao carro para ir ao trabalho e muito mais fácil ainda, é viver como se Deus não existisse.

Esta vida está cheia de arapucas. Como chegar a salvo ao destino sem a orientação divina? Nessas horas de meditação diária, recebemos o conselho divino que nos abre os olhos para enxergar o perigo e “tira os nossos pés do laço.”

Separe todos os dias um tempo para Deus. Tenha-O presente de manhã, de tarde e a noite. Acorde e durma com os pensamentos direcionados a Ele. Inclua-o em todos os seus planos, projetos e sonhos. Deixe-o participar de suas atividades diárias. Faça dEle seu sócio. Em todo tempo. Sempre. Cada minuto do dia e você começará a viver uma nova dimensão da vida.

Antes de sair hoje para o trabalho ou para a escola, repita com Davi: “Os meus olhos se elevam continuamente ao Senhor, pois Ele me tirará os pés do laço.”

Por Alejandro Bullón

domingo, 13 de setembro de 2015

Meus filhos escorregaram de minhas mãos

"Chegada a tardinha, estava o barco no meio do mar, e ele sozinho em terra. E, vendo-os fatigados a remar, porque o vento lhes era contrário, pela quarta vigília da noite, foi ter com eles, andando sobre o mar; e queria passar-lhes adiante; eles, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e gritaram; porque todos o viram e se assustaram; mas ele imediatamente falou com eles e disse-lhes: Tende ânimo; sou eu; não temais. E subiu para junto deles no barco, e o vento cessou; e ficaram, no seu íntimo, grandemente pasmados;" (Marcos 6:47-51)

Quando um barco lotado de refugiados, a 500 metros da praia, começou a afundar, Abdullah Kurdi tentou salvar a sua família, mas, segundo as suas próprias palavras, meus filhos escorregaram de minhas mãos.

Posso imaginar, com o coração de pai e de avô, o desespero de Abduliah. Mais tarde, o corpo de um dos seus filhos, o pequeno Aylan Kurdi, de apenas três anos, foi achado morto na praia. Uma foto que chocou o mundo. E foi pensando nisso que entendi: estamos todos no mesmo barco de Abdullah Kurdi. 

Um barco açoitado por ondas bravias e ventos impetuosos, lotados de pais desesperados, tentando salvar seus filhos das drogas, da gravidez na adolescência, do alcoolismo, da mentira, da violência urbana, das más companhias e da perdição eterna. Olhamos para a foto de Aylan, morto na praia, e nos emocionamos ao pensarmos na hipótese de, se no lugar dele, estivesse um filho, neto ou sobrinho. 

A dor é tão grande que nos esquecemos que, pior, incomparavelmente pior, é a morte eterna. Nossos filhos não podem escorregar das nossas mãos. 

Não geramos filhos para povoar o inferno. Eles foram entregues a nós pelo Senhor e nós iremos entregá-los de volta ao Pai (Nosso). Quando os filhos começam a escorregar das nossas mãos? 

1. Quando não oramos por eles e com eles. 

2. Quando nossas atitudes negam as nossas palavras. 

3. Quando permitimos que eles desobedeçam a Deus, de forma sistemática, dentro das nossas casas. 

4. Quando não colocamos limites para suas ações e palavras. 

5. Quando confundimos fidelidade com cumplicidade. 

6. Quando existem tios demais e pais de menos. 

7. Quando terceirizamos apenas para a igreja o ensino bíblico. 

8. Quando não temos tempo para ouvi-los. 

9. Quando qualquer desculpa é aceita para que eles se ausentem da igreja. 

10. Quando ensinamos nossos filhos a decidirem por dinheiro. 

Onde estava Deus quando Aylan caiu no mar? 

Ele estava onde sempre esteve. 

Antes mesmo do soldado carregar seu corpo frio na praia turca, o Senhor já o havia levado no colo para casa. 

Onde está Deus agora, quando o barco da nossa casa está açoitado por ventos e ondas tão ameaçadoras, e nossos filhos estão escorregando das nossas mãos, prestes a caírem no mar? 

Ele está onde sempre esteve, pronto para vir ao nosso encontro, andando por cima das ondas, enfrentando ventos impetuosos e dizendo: 

Tende bom ânimo. Sou eu. Não temais. (Marcos 6:50) 

Por Pastor Marcelo Gualberto, diretor nacional da MPC (Mocidade para Cristo)

sábado, 12 de setembro de 2015

Façam o possível

Façam o possível para estar em paz com Deus, sem mancha e sem culpa diante dele. (2Pe 3.14)

Esse “façam o possível” de Pedro é mais brando do que o “sejam santos” do Senhor (Lv 20.7). Em vez de “façam o possível”, outras versões preferem traduzir “esforcem-se” ou “empenhem-se”.

Há um significativo contraste na carta de Pedro: no capítulo 3, ele pede aos crentes que “esforcem-se para viver sem pecar” (2Pe 3.14, CV) e no capítulo anterior ele diz que os tais falsos mestres “nunca param de pecar” (2Pe 2.14, NVI).

Outra face do contraste é que os falsos mestres são “nódoas e manchas” (2Pe 2.13, NVI) e os crentes devem se manter “sem mancha e sem culpa diante de Deus” (2Pe 3.14).

O “façam o possível” de Pedro é muito humano. Como é também humana a palavra de João na página seguinte: “Escrevo estas coisas para vos ajudar a fugir do pecado, mas se alguém pecar, lembre-se que o nosso advogado diante de Deus é Jesus Cristo” (1Jo 2.1, CIN).

O “purifica-se a si mesmo” de João (1Jo 3.3) deve estar conectado com o “esforcem-se para viver sem pecar” de Pedro (2Pe 3.14, CV). É muito melhor não se sujar, mas se isso acontecer, é muito melhor purificar-se do que continuar sujo ou desistir de vez de ser santo como Deus é santo.

Fazer o possível ou empenhar-se para estar diante de Deus sem mancha nem culpa requer muita humildade para se sentir vulnerável, muita oração para obedecer à intervenção de Deus e muito domínio próprio para negar-se a si mesmo vez após vez. O convite ao pecado (tentação) é insistente. Charles H. Spurgeon declarou há mais de 120 anos: “Estou convencido de que não há nenhuma pessoa que entrará no céu sem ter sofrido tentação”.

Deus é rico em perdoar e pronto para me dar uma oportunidade atrás da outra!

>> Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O propósito da disciplina

O que rejeita a disciplina menospreza sua alma, porém o que atende a repreensão adquire entendimento. (Provérbios 15:32)

Quando o fogo cai sobre a madeira a destrói, quando cai sobre o ouro o purifica. O fogo é símbolo da disciplina divina, das provações e adversidades que aparecem na vida.

Precisamos entender que a disciplina divina não é como o castigo humano. Nada que trás dor, lágrimas e tristeza, nasce na mente divina. Deus só é o autor de coisas boas. Se eu rejeitar a disciplina, coloco-me numa estrada perigosa. “Menospreza a sua alma”, adverte Salomão.

Nada acontece neste mundo, sem a permissão divina e se Ele permite que a adversidade bata à porta do coração, é porque deseja que escrevamos capítulos mais brilhantes de nossa própria história. Teologicamente, a adversidade chega na vida do filho de Deus, porque o Senhor quer despertá-lo diante do perigo que se aproxima.

O verbo hebraico ma’as que Salomão usa, e que é traduzido como “rejeita”, em português, significa literalmente sentir-se revoltado, incomodado, não estar de acordo. Não é assim que nos sentimos cada vez que as coisas não saem como queremos? E no entanto essa aparente adversidade é o instrumento que Deus usa para livrar-nos de tragédias maiores.

Se aceitarmos a prosperidade e a alegria, dons preciosos de Deus para fazer-nos felizes, não deveríamos também aceitar que o Senhor nos acorde para a realidade, quando a nossa humanidade nos leva a adormecer no volante das circunstâncias favoráveis?

Nenhuma dor é permanente. Nenhuma adversidade dura para sempre. Não para os filhos de Deus. Porque o objetivo não é destruir, senão educar e edificar. A dor que você vive neste momento é passageira. Amanhã será um novo dia. O sol brilhará de novo e você terá crescido na sua maneira de ver a vida. Atenda a repreensão com humildade.

Por isso hoje, mesmo que as coisas não estejam todas, cor de rosa, mesmo que no céu haja nuvens ameaçadoras, vale a pena lembrar o conselho divino: “O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende a repreensão adquiri entendimento.”

Por Alejandro Bullón

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Infantolatria

Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele. (Provérbios 22:6)

Amo muito as crianças. Tenho três filhos maravilhosos e aguardo ansiosamente a chegada dos netos. Uma colega de trabalho me falou que eu preciso arranjar um neto para ter coragem de me aposentar. Achei ótima a ideia. Portanto, não me interpretem mal, pois o que escrevi a seguir é para refletirmos um pouco na nossa condição de país e avós. Acho que alguns exageram no agrado às crianças.

Em alguns lares, as atividades da família são definidas em função dos filhos, assim como o cardápio de qualquer refeição. As músicas ouvidas no carro e os programas assistidos na televisão precisam acompanhar o gosto dos pequenos, nunca dos adultos. Em resumo, são as crianças que comandam o que acontece e o que deixa de acontecer em casa. Quando isso acontece e elas já têm mais de dois anos de idade, é hora de acender uma luz de alerta. Eis aí um caso de infantolatria.

"Muitos afirmam que a mulher venceu, pois emancipou-se e foi para o mercado de trabalho, mas não: é a criança que entra no século 21 como a vitoriosa. Esta é a semente da infantolatria", explica a psicanalista Márcia Neder, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Psicanálise e Educação da Universidade de São Paulo (Nuppe-USP) e autora do livro "Déspotas Mirins – O Poder nas Novas Famílias", da editora Zagodoni.

Em poucas palavras, Márcia define infantolatria como "a instituição da mãe como súdita do filho e o adulto se colocando absolutamente disponível para a criança. [...] Um bebê não tem poder para determinar como será a dinâmica familiar. Se isso acontece, é porque os pais promovem".

A verdade é que existe um período em que os filhos podem reinar na família, mas ele é curto. "Quando o bebê nasce e chega em casa, precisa ser colocado no centro das ações, pois precisa ser decifrado, entendido. Ele deve perder o trono no final do primeiro, no máximo ao longo do segundo ano de vida, para entender que existe o outro, com necessidades e vontades diferentes das dele", esclarece Vera Blondina Zimmermann, psicóloga do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A infantolatria ganha espaço quando os pais não sabem ou não conseguem fazer essa adequação da criança à realidade que a cerca e a mantêm no centro das atenções por tempo indefinido. "Em uma família com relacionamento saudável, o filho entra e tem que ser adaptado à dinâmica da casa, à rotina dos adultos", afirma a psicóloga.

Sabendo disso tudo, os pais têm condições de se preparar para evitar os estragos na criação dos filhos. O melhor caminho é seguir os princípios divinos registrados nas Escrituras Sagradas, especialmente no livro de Provérbios. 

Que Deus possa abrir os nossos olhos para entendermos isso.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Adoradores do Pai

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4.23)

Quero parabenizar a todos que contribuíram para que o Coro IPN (e orquestra) pudesse alegrar a igreja e a comunidade em geral ao apresentar, no dia 30/8/2015, a linda cantata em celebração aos seus 55 anos. De fato, foi um trabalho de excelência e muito gratificante no qual cada um (maestro, corista, instrumentista, sonoplasta, na maioria amadores, e diretoria) pode oferecer o seu melhor para Deus. Quero agradecer a todos que nos honraram com sua presença e também àqueles que assistiram a apresentação pela Internet

Embora o pouco tempo de convívio com a equipe, senti-me muito honrado em ter participado da festividade ao lado de irmãos fundadores e de outros que há anos veem contribuindo para a existência desse maravilhoso Coro. A comunhão com eles me proporcionou grande alegria e júbilo. Os momentos de ensaios e confraternizações me fizeram sentir integrado ao corpo de Cristo. Foram momentos nos quais pude observar a compreensão e o apoio mútuos enquanto vencíamos as dificuldades técnicas. O exercício dessa comunhão foi muito importante para o fortalecimento espiritual do grupo e certamente refletiu-se na boa apresentação. Os corais de igreja têm como objetivo principal glorificar a Deus, pregar a Palavra por meio dos cânticos e propagar a arte musical como incentivo ao louvor congregacional. 

Os amantes da arte procuram ressaltar, porém, que a comunhão só não basta para a perfeita realização do ministério musical na igreja. Argumentam que é necessária a devida vocação. De certo, o canto coral oferece maior prazer a quem o executa com habilidade. É muito gratificante fazer parte de um grupo sabendo que sua presença ali contribui para uma boa apresentação. Por isso, a atenção ao lado artístico é importante. Frequentar assiduamente aos ensaios, ouvir e aprender bem a música, e assistir às aulas de canto são obrigações de um bom corista. Afinal, o coral executa música, que é uma arte. Desprezar as indicações artístico-musicais dos maestros é fazer o trabalho de forma relaxada, não oferecendo o melhor para Deus. Coral que não canta com esmero está exposto à crítica, e nunca consegue transmitir plenamente a mensagem de seus hinos, além do que, seus componentes se sentem desmotivados em dele participar.

Entretanto, quero destacar que cantar, mesmo sendo com a maior perfeição, sem demonstrar o verdadeiro amor ao companheiro de conjunto transforma essa atividade em apenas uma recreação. Na igreja, é preciso equilíbrio entre o espiritual e o técnico. O corista não pode deixar que a preocupação excessiva com a técnica o transforme exclusivamente em um artista na Casa de Deus. Em vez disso, ele deve ter paciência e, se possível, estar pronto a transmitir com amor o seu conhecimento musical àqueles que se encontram em dificuldade. Não cabe ao corista opinar sobre a vocação do outro. Isso é função do maestro.

Não obstante, reconhecer a responsabilidade de executar o dom musical da melhor maneira possível, e de forma consagrada, é a performance mais apresentável do corista que se propõe ser adorador do Pai. Ele deve saber que é um instrumento e, portanto, deve estar afinado e consagrado, pronto para ser usado pelo Espírito Santo. O corista adorador é humilde, obediente, trabalha com o sentimento de conjunto e procura sempre ajudar ao outro. Para ele, o templo não é apenas um lugar de ajuntamento social, mas de comunhão, de oferta viva, santa e agradável a Deus. O espaço reservado para o coral no dia da apresentação não é apenas um palco, mas, o lugar lhe confiado para pregar, exortar, consolar e adorar. É assim que a música cantada fala ao mundo, à igreja e ao próprio Deus! É assim que se comportam os adoradores do Pai.