domingo, 26 de julho de 2015

Rendei graças

Eu, porém, renderei graças ao Senhor, segunda a Sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor Altíssimo. (Salmo 7:17)

É comum agradecer por algo bom que lhe aconteceu, mas agradecer por um favor que não recebeu? O Salmista David diz: “renderei graças ao Senhor, segundo a Sua justiça.” Ele não agradecia pelo que achava que era motivo de gratidão. Agradecia segundo a “justiça” de Deus. E a justiça divina nem sempre é como a justiça dos homens, porque “o homem vê o que está diante dos seus olhos, mas o Senhor vê o coração”.

Imagine o seu filho no hospital, entre a vida e a morte, por causa de um acidente de trânsito. Você acredita que Deus tem poder para lhe salvar a vida. Então ajoelha-se e derrama a sua alma perante o Senhor. Ora a noite toda. Chora e espera. No dia seguinte, os médicos dão-lhe a triste notícia de que o seu filho faleceu. Isso é motivo de gratidão? Porque é que Deus não o curou? Você não entende. Hoje não. Nesta vida, talvez não. Mas há uma coisa certa. Nada acontece sem a permissão divina. E Deus é um Deus justo. A Sua justiça é sempre para o seu bem, embora não o compreenda. Isto é motivo de gratidão, a despeito de quão difícil seja agradecer em circunstâncias adversas.

Quando o Salmista escreveu a mensagem do Salmo 7, estava a atravessar um momento tão doloroso que o levou a pensar: “Se eu fiz aquilo de que me culpam, que o inimigo espezinhe no chão a minha vida!” Ele pensava que por trás de todo aquele sofrimento tinha que haver um motivo. De alguma maneira, sentia-se culpado. Porém, a despeito das dificuldades, agradecia a Deus porque sabia que Deus nunca erra, os Seus juízos são sempre justos e Ele está sempre no controle de tudo o que acontece debaixo do sol.

Agradecer significa reconhecer-se devedor. Em português, diz-se: “Obrigado” porque nos sentimos n a obrigação de devolver o favor. Neste contexto, o que é que Deus espera de si? Nada, simplesmente que confie n’Ele, que acredite que Ele é o seu Pai amoroso e que não o abandonou.

Então, seja o que for que lhe aconteça, bem ou mal, agradeça a Deus sempre! É difícil, mas futuramente você entenderá.

domingo, 19 de julho de 2015

Sete motivos para não se preocupar

"Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido." (Filipenses 4:6)

Existe um pecado que bons cristãos de classe média cometem mais do que o pecado da preocupação?

Você acorda dez minutos depois do que esperava e a ansiedade já começa a tomar conta de você: e se eu estiver atrasado? E o tráfego? Como está o clima? Você passa na frente do espelho e se preocupa que seu rosto tem mais rugas do que costumava ter. Desce as escadas correndo e, porque está com pressa, deixa seus filhos comerem qualquer coisa que queiram, e aí, então, você começa a se preocupar se o açúcar realmente causa câncer. Enquanto arruma as crianças, você se dá conta que um de seus garotos não fez o dever de casa, de novo. Você se preocupa por não saber se ele algum dia vai ter juízo e, enquanto deixa seus filhos na escola, você se preocupa com a possibilidade deles se envolverem com a galera errada ou se vão cair da escada horizontal.

Assim que chega em casa, você checa o Facebook apenas para relaxar. Lá você lê sobre quão incríveis são as crianças de todas as outras pessoas e sobre todos os fantásticos cupcakes que suas amigas fazem e você se preocupa com a possibilidade de ser um fracasso como mãe. Mais tarde, nessa mesma manhã, você sente aquela dor no seu joelho novamente. Você se preocupa com a possibilidade de ter que fazer uma cirurgia de substituição total da junta do joelho e se o seguro irá cobrir e como você irá pagar por isso e quem irá tomar conta das crianças se você estiver imobilizada por um mês. Então você se preocupa com a dor que talvez esteja um pouco pior, assim você checa todos os sites médicos e se dá conta de que você provavelmente tem um caso raro de coqueluche que se espalhou para seus membros.

Horas mais tarde, quando seus filhos estão na cama, você liga a televisão para se esquecer do que aconteceu no dia. À medida que passa os canais e se envolve com as notícias, você começa a se preocupar com a economia e o vórtice polar e o aumento da criminalidade na sua cidade. Você se preocupa com as divisões raciais no país e como irá falar com seu amigo que vê as coisas de modo pouco diferente e, talvez, você se preocupa por não saber se a polícia a trataria com justiça ou se preocupa com a segurança de seu irmão que é policial. Então, você desliga a TV e fala com seu esposo e se preocupa com a tosse dele que não parece melhorar e se preocupa com as demissões que estão acontecendo no trabalho. E, finalmente, ao se deitar para dormir você sente uma tremenda sensação de ansiedade e nem sequer sabe o porquê. Por razões que não consegue sequer entender, você começa a se preocupar com sua vida e seus filhos e seus pais e sua igreja e sua saúde e com voar e dirigir e dormir e comer e um medo generalizado de que os dias futuros poderiam ser realmente ruins.

Consegue se identificar?

Jesus pode ajudar.

Preocupação pode ser o pecado mais comum entre as pessoas “normais” da igreja. Agora, você pode achar que isso não é muito encorajador. “Ótimo, eu me preocupo com tudo. E agora, além da minha preocupação, eu vou me sentir mal por me preocupar e vou me preocupar com isso.” Mas seja encorajado: Se preocupação é apenas uma parte de sua personalidade ou parte do que envolve ser mãe (ou um estudante ou um empresário ou o que quer que seja), Deus pode não fazer nada para ajudá-lo. Mas se preocupação é um pecado, então Deus pode perdoá-lo por isso e ajudá-lo a superar isso.

Mateus 6.25-34 é uma das grandes passagens da Bíblia sobre preocupação. Jesus diz três vezes “não andeis ansiosos” (25, 31, 34). Mas ele não para aí. Jesus está interessado em mais do que transmitir comandos. Ele quer trabalhar com os nossos corações. E então ele dá sete razões por que não deveríamos ser ansiosos.

Razão #1: A vida é importante demais (Mateus 6.25). Nós precisamos endireitar nossas prioridades. Realmente importa que você tenha as coisas boas da vida; comida, bebidas extravagantes, roupas luxuosas? Você está vivendo toda sua vida por uma etiqueta na parte de trás de suas calças ou no interior de sua camisa que a faz se sentir a “tal”? Você vai olhar para o seu passado e desejar ter sido mais exigente quanto às suas escolhas de vestuário? A vida não é mais do que um aglomerado de células tentando conseguir seu sustento, tentando se sentir bem, tentando ter uma boa aparência?

Vivemos em uma era na qual as pessoas enlouquecem por causa de comida. Enquanto a maioria das pessoas ao longo da história mundial tem se preocupado em saber se conseguirão alguma coisa para comer, nós nos preocupamos com o tipo de vida que a galinha teve antes de a comermos. Eu não estou dizendo que não deveríamos nos preocupar com a maneira como os animais são tratados. Porém, vamos nos lembrar de que a vida é mais do que o alimento e o corpo é mais do que as vestes.

Razão #2: Você é importante demais (Mateus 6.26). Nós não apenas insultamos Deus quando nos preocupamos com comida e roupas e dinheiro, insultamos nós mesmos. A preocupação diz ao mundo, “Eu não tenho valor”. A ansiedade é uma afronta a bondade de Deus e ao valor do homem e da mulher feitos à sua imagem. Deixem os pássaros e esquilos serem seus pregadores. Deus os está alimentando. Quando os vir a encarando através da janela, eles estão dizendo: “O que você está olhando? Confie em Deus.” Quando você ouvir os pássaros cantando, eles estão cantando uma canção para lembrá-lo da provisão de Deus. Deus cuida dos pequenos animais; ele cuidará de você.

Razão #3: Não faz bem algum (Mateus 6.27). Você já refletiu sobre os tempos difíceis da vida e pensou: “Não sei como teria conseguido fazer aquilo se não tivesse me preocupado?” Ninguém reflete sobre o passado e conclui: “O dinheiro estava curto, mas a preocupação realmente me fez superar.” “O ensino fundamental foi difícil. Eu apenas gostaria de ter me preocupado mais.” “O diagnóstico foi assustador, mas então eu consegui que todos os meus amigos se preocupassem juntamente comigo.”

Se agora todos nós fizéssemos uma pausa por alguns segundos e nos preocupássemos com o pagamento do carro, o pagamento da hipoteca ou com a possibilidade de estarmos sem seguro, não viveríamos nem um segundo a mais. Eu não chequei isso com os médicos que conheço, mas não acho que eles, em momento algum, se aproximem do leito e digam ao paciente: “Bem, senhora, o quadro não parece bom. Tudo que podemos fazer neste momento é nos preocuparmos.”

O homem não sabe sua hora. Não cabe a nós dirigirmos os nossos passos (Jeremias 10.23). Todos os nossos dias foram escritos no livro de Deus quando nem um deles havia ainda (Salmo 139.16). Você e eu precisamos admitir que somos impotentes com relação a certas coisas. Eu sou impotente para fazer todo tipo de coisa. Não posso fazer alguém crer no evangelho. Não posso ressuscitar os mortos. Não posso sentar ao lado do berço por toda uma noite para garantir que o bebê continue respirando. E certamente não posso viver nem mais um nanossegundo além do que devo viver. Ninguém jamais viveu uma hora a mais por ter se preocupado com quando iria morrer.

Razão #4: Deus se importa com você (Mateus 6.28-30). Deus faz as flores do campo crescerem. Por quê? Porque ele quer. Porque elas são bonitas. Porque ele é criativo. Porque ele gosta de beleza. Porque ele quer que as pessoas desfrutem delas. Porque ele se importa com as flores. E ele cuida até mesmo da relva. A relva vai morrer. Seu gramado ficará marrom. Vai ficar frio, congelado, morto – provavelmente já está. Mas em alguns meses, tudo vai reverdecer. E você não terá nada a ver com isso. Talvez você plante algumas outras sementes. Talvez você contrate um especialista em cuidado de gramados para ajudar a deixar tudo excelente. Mas mesmo se você não fizer nada, a relva voltará a crescer. Porque Deus é Deus e ele gosta de grama verde.

Você vê o que Jesus chama de preocupações? Ele nos chama de “os de fé pequena.” Nossa preocupação é um insulto para o caráter de Deus. Quando nos preocupamos, não estamos acreditando na verdade sobre Deus. Nós estamos duvidando que ele vê, que ele sabe, que ele se importa, que ele é mais do que capaz. Fé é mais do que uma vaga noção de que Jesus existiu e que vamos para o céu se pedirmos para ele entrar em nossos corações. Fé é uma maneira prática de olhar para o mundo. A fé bíblica se estende para toda a vida, não meramente a salvação de nossas almas. Quando nos preocupamos, estamos dizendo a Deus: “Não confio em você para conduzir a minha vida. Eu não acho que você realmente esteja no controle. É melhor eu me preocupar com essas coisas. Preciso fazer tudo para tomar conta de mim mesmo porque não tenho certeza de que você irá.” Mas pense sobre isso: Deus cuida de animais selvagens. Ele toma conta de flores do campo. Ele cuida até mesmo da relva. Por que ele não cuidaria de você?

Razão #5: Os pagãos se preocupam (Mateus 6.30-32a). Alguns de nós nos preocupamos tanto que podemos até ser ateus. Estamos vivendo como se Deus realmente não existisse. É isso que os pagãos fazem.

Um pagão não tem que ser alguém que adora ídolos e sacrifica sapos. Um pagão é alguém que acha que a vida consiste em que se vai comer, em que se vai beber, em que se vai vestir. Pagãos pensam que a vida consiste na abundância de suas posses. Pagãos gastam e acumulam seu dinheiro como se não houvesse um Deus no universo os protegendo e cuidando deles.

Deixe-me pausar aqui porque alguns de vocês estão fazendo a pergunta que o resto de nós tem medo de dizer: “Mas e se Deus não cuidar de mim? E os cristãos morrendo de fome? E os cristãos sendo expulsos de suas casas? E os milhares de bons cristãos que, nesse ano, irão morrer de câncer e por causa de acidentes de carro ou ataques cardíacos? Deus não promete cuidar deles também?”

Essas são perguntas aceitáveis – e perguntas que não iriam surpreender Jesus ou qualquer dos escritores da Bíblia. O livro do Apocalipse fala sobre um determinado número de mártires. Paulo disse aos Romanos que mesmo em meio à tribulação, perseguição, fome, nudez, perigo, espada e matança, nós seríamos mais do que vencedores. Jesus disse aos seus discípulos: “E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos; e matarão alguns dentre vós. De todos sereis odiados por causa do meu nome. Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça. É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.” (Lucas 21.16-19). Jesus nunca disse aos seus discípulos que ser um cristão era um vale gratuito para sair do sofrimento.

Então, podemos contar com Deus ou não?

Primeiro, precisamos nos lembrar do contexto. Jesus está falando sobre pessoas que servem a Mamom ao invés de servirem a Deus (Mateus 6:24). No relato de Lucas 12, Jesus está falando sobre ricos tolos construindo celeiros maiores e sobre pessimistas preocupados acumulando tesouros na terra. O que ele está tentando provar é que nós não morreremos por causa de generosidade elevada. Essa é a primeira coisa a notar.

Mas isso é apenas parte da resposta. Eu acho que o resto da resposta é encontrado no versículo 32: “Vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas”. O que são “elas”? Os versículos 30 e 31 sugerem que “elas” sejam comida e bebida. E para quê nós precisamos dessas coisas? Para viver. Deus sabe o que nós precisamos para continuar a viver… tão longo ele quer que vivamos. Deus sabe que precisamos de roupas, comida e bebida para viver e nos dará todas as roupas, comida e bebida para vivermos até que ele queira que morramos.

Isso é baseado em uma profunda verdade teológica: Deus não é estúpido. Deus nos vê. Ele sabe que estamos aqui. Ele não saiu para almoçar. Ele não está tirando um cochilo. Ele não é como um pai que perde um filho em alguma outra parte do supermercado. Ele é por você, não contra você. Jesus não promete que todos os seus sonhos mais mirabolantes irão se concretizar, mas promete que Deus irá lhe dar o que você precisa para glorificá-lo e para viver todos os dias que ele escreveu em seu livro.

Isso pode soar meio bobo, mas é realmente profundo. Há mais na vida, Jesus está dizendo, do que viver. Nós iremos morrer. Então, não faça com que seu objetivo na vida seja simplesmente permanecer vivo; você irá falhar nesse aspecto. Nós estamos aqui para fazer mais do que evitar a morte. “Deus lhes dará toda a comida e bebida e roupas que vocês precisam para viver”, diz Jesus. “E quando eu quiser que parem de viver, vocês irão parar de viver. Eu estou no controle. Vocês foram colocados aqui por uma razão maior do que apenas viver.” Seja consumido, diz o v. 33, com o reino. Seja consumido com o vislumbre do reinado e do domínio de Deus sobre sua vida, sua família, sua igreja, e os povos perdidos do mundo. Afinal de contas, você não é um pagão.

Razão #6: O reino é mais importante (Mateus 6:33). Jesus quer libertar os pessimistas preocupados. Quando nós temos carros, barcos, tratores e casas bacanas, nós nos preocupamos com eles. E se um acidente acontecer, ou um raio cair, ou um ladrão invadir a casa? Jesus diz “Que tal um tesouro melhor? Por que não perder sua vida pelas coisas que permanecem?” Como diz Randy Alcorn, “Você não pode levar o dinheiro com você, mas pode enviá-lo antecipadamente.”

Não se livre de todos os seus alvos: substitua seus alvos pagãos por alvos piedosos. Seja consumido com o reino. Seja consumido com o vislumbre do reinado e do domínio de Deus sobre sua vida, sua família e sua igreja. Gaste-se pelos povos perdidos do mundo. Faça de sua prioridade apresentar mais pessoas ao Rei, traga mais pessoas para o reino, treine pessoas para viverem sob a autoridade desse Rei e de seu reino.

Jesus pode não tornar sua vida fácil, mas ele fará sua vida feliz. Ele quer nos libertar da busca por becos sem saída aos quais temos nos metido. Se você vive por causa do dinheiro, tem razão de estar ansioso. Se a coisa mais importante em sua vida é sua carreira, isso pode dar errado. Se sua saúde ou sua aparência ou seus filhos são suas paixões reais, você pode se decepcionar grandemente. Você tem razão para se inquietar. Mas se você busca o reino em primeiro lugar, você não pode perder.

Razão #7: O amanhã estará ansioso por si mesmo (Mateus 6:34). A graça de hoje foi para as provações de hoje. E quando as provações de amanhã chegarem, então Deus terá uma nova graça esperando por você.

Ansiedade é viver o futuro antes que ele chegue. “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.” (Lamentações 3:22-24).

O que irá acontecer amanhã?

Eu posso lhe dar mil exemplos de coisas que não sabemos – diagnósticos, acidentes, empregos, testes, encontros, bebês, críticas, conversas difíceis, até a morte. Nós não sabemos o que irá acontecer amanhã. Mas aqui está uma coisa com a qual você e eu podemos contar: haverá novas misericórdias do Senhor quando chegarmos lá.

Como posso parar de me preocupar? Conte com o apoio de Jesus. Mas também olhe para Jesus. Ele vê. Ele sabe. Ele se importa. Ele é um compassivo sumo sacerdote. E ele nunca irá deixá-lo nem abandoná-lo.

Por: Kevin DeYoung. © 2015 The Gospel Coalition. Original: 7 Reasons Not To Worry.

Tradução: Márcio Faleiro. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: 7 motivos para não se preocupar.

domingo, 12 de julho de 2015

Fim do tratamento

"Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo." (Salmos 116:7)

Queridas e queridos.

Hoje eu concluo o tratamento quimioterápico adjuvante contra o câncer de cólon. É com muita alegria que os informo desta notícia. Não poderia deixar de ser grato à minha família, especialmente à minha mãe, que lutou comigo diretamente, me acompanhando às consultas médicas e às sessões de quimioterapia. Muito obrigado também às amigas e amigos, às irmãs e irmãos em Cristo, pelas orações, pela força, pelo carinho e pelo apoio espiritual nesses sete meses de tratamento. 

Agradeço também aos meus médicos, cirurgião Dr. Luis Lobato e oncologista Dra. Marcela Crossara e aos enfermeiros e para-médicos pelo empenho e dedicação. Dou graças a Deus que tem capacitado os cientistas para nos prover das mais avançadas técnicas de cura do câncer. Ainda estarei em acompanhamento médico nos próximos cinco anos até que finalmente, com a graça de Deus, eu serei clinicamente considerado curado da doença. 

Sabemos que Deus sempre esteve e estará no controle de tudo. Ele tem sido muito generoso para com todos nós. Por isso o louvamos e o exaltamos pelo que tem nos proporcionado, seja bem ou mal. Deus sempre será exaltado em toda a sua providência para comigo e para com a minha família.

Quero deixar convosco uma porção da Palavra de Deus no salmo 116. Creio que vos servirá como devocional.

Esse é um dos mais extraordinários salmos da Bíblia. Alguns expositores acreditam que é tão grandioso, quanto o salmo vinte e três. É um hino de gratidão a Deus por causa de suas obras maravilhosas de libertação.

No início do salmo há um momento em que o salmista parece não ter forças para resistir as provações. “laços de morte, me cercam, e angústias do inferno se apoderam de mim; cai em tribulação e tristeza”, se lamenta no verso quatro. Mas se você continuar lendo, verá que em meio ao desespero o salmista clama a Deus, e o Pai ouve o clamor do filho sincero.

No verso sete, o salmista encontra-se de novo frente ao perigo, mas desta vez, não cai em desespero. Sabe por experiência, o que Deus é capaz de fazer, e fala para si mesmo: “Volta a minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo.”

A palavra “generosidade” é chave. Tem a ver com misericórdia. Relaciona-se com um amor sem medidas. É desse modo que Deus nos ama. A proteção divina na hora da angústia não é um direito conquistado. Nada fizemos para merecer, mas Deus por sua generosidade, estende a mão em nossa direção.

Deus prometeu cuidar de nós e, nas horas mais difíceis, Ele sempre cumpre as suas promessas. Portanto, qual é o motivo para viver ansioso? Se Ele fez maravilhas no passado, por que não pode fazê-las hoje?

“Volta minha alma ao teu sossego.” Veja como o autor se dirige a si mesmo. Volta. Retorna. Há algo de errado com esta alma. Voou como pomba para longe do ninho, fugiu procurando socorro. As almas ansiosas sempre são almas fujonas. Fogem de Deus e da realidade. Criam fantasmas imaginários, desesperam-se, entram em pânico e cometem tolices.

Voltar ao sossego é voltar ao ninho. O ninho são os braços do Pai que estão sempre esperando. Sei que o drama que você está vivendo é grande. Mas em Cristo você terá a capacidade de enxergar a dimensão verdadeira do drama que vive e a partir daí achar a saída.

Portanto não desespere. Este pode ser o grande dia da virada. Com Cristo, todo dia é um dia de vitória. Por isso, todos nós podemos dizer como o salmista: “Volta, minha alma, ao teu sossego, pois, o Senhor tem sido generoso para contigo.”

Um forte abraço,

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Leva-me para a rocha

"Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim." (Salmos 61:2)

Há momentos em que nos sentimos longe de Deus. A vida espiritual pode estar bem. Não existe motivo aparente para sentirmos derrotado, mas a sensação de um Deus distante, perturba a alma. Isso é fruto da natureza pecaminosa que carregamos mesmo depois da conversão. Esse tipo de sentimento estará dentro de nós até que chegue o dia em que finalmente possamos ver cara a cara a Jesus.

O versículo acima apresenta uma oração feita de todo coração. As orações devem ser assim. O formalismo é uma barreira intransponível para aproximarmos de Deus. Devemos dizer a Deus na nossa oração o que estamos sentindo e não apenas o que achamos que devemos dizer.

Quando oramos de todo coração uma das primeiras coisas que reconhecemos é quão pequenos e finitos somos, e quão grande e poderoso é o Senhor. Isso cria em nós o senso de dependência e não de insignificância. É um cristianismo doente aquele que leva a criatura sentir-se distante de Deus.

Davi sentia que estava “nos confins” da Terra. Mas a criatura deseja sentir-se perto do Criador e por isso suplica: “leva-me para a rocha que está alta demais para mim.”

Os padrões da vida cristã sempre estarão altos demais para nós e no entanto é justamente a obediência a esses padrões o que garante a felicidade nesta terra. Que situação contraditória. O salmista quer chegar perto, mas sente que a rocha é alta demais.

O que fez Deus para vir ao nosso encontro? “O Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (João 1:14) Referindo-se ao povo de Israel, Paulo afirma: “Todos eles beberam da mesma fonte espiritual, porque bebiam de uma Rocha espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. (I Coríntios 10:4)

A palavra pedra no texto original é ‘petra’ (rocha) e não ‘lithos’ (piedra). Jesus é a rocha eterna e não “é alta demais”, no sentido de inatingível. Ele se fez homem, veio a este mundo para guiar os nossos passos e ser o nosso refúgio constante.

Antes de sairmos para a luta da vida, digamos hoje no nosso coração: “Desde os confim da terra clamo por ti, no abatimento do coração: leva-me para a rocha que é alta demais para mim.”

terça-feira, 7 de julho de 2015

Posicionamento sobre família

Pastores americanos, comprometidos com a Palavra, se posicionam diante da aprovação do casamento homossexual ocorrido nestes dias nos EUA. 

Como cristãos evangélicos, discordamos da decisão da Suprema Corte que redefine o casamento. 0 Estado não criou a família, e não deveria tentar recriar a família à sua própria imagem. Não capitularemos quanto ao casamento, pois a autoridade bíblica exige que não o façamos. O desfecho da decisão da Suprema Corte de redefinir o casamento representa o que parece ser resultado de meio século de testemunhar o declínio do casamento através do divórcio, coabitação e uma cosmovisão de liberdade sexual quase sem limites. As ações da Suprema Corte representam riscos incalculáveis para um tecido social já volátil ao alienar aqueles cujas crenças a respeito do casaménto são motivadas por profundas convicções bíblicas e preocupação pelo bem comum. 

A Bíblia claramente ensina a verdade permanente de que o casamento consiste de um homem e uma mulher. De Gênesis a Apocalipse, a autoridade da Escritura testifica da natureza do casamento bíblico corno especificamente limitado à complementaridade de homem e mulher. Tal verdade não é negociável. O próprio Senhor Jesus disse que o casamento existe desde o princípio (Mt 19.4-6), portanto, nenhuma instituição humana tem a autoridade de redefinir o casamento assim como nenhuma instituição humana tem a autoridade de redefinir o evangelho, que o casamento misteriosamente reflete (Ef 5.32). A decisão da Suprema Corte de redefinir o casamento demonstra um discernimento equivocado ao desconsiderar o que a história e incontáveis civilizações passaram adiante até chegar - a nós, mas também representa um resultado com o qual os próprios evangélicos, infelizmente, não são inocentes de ter contribuído. Muitas vezes, evangélicos professos falharam em ser modelos dos ideais que tão preciosamente estimamos e cremos serem centrais para a proclamação do evangelho. 

Igrejas evangélicas devem ser fiéis ao testemunho bíblico do casamento, independentemente de mudanças culturais. As igrejas evangélicas dos Estados Unidos encontram-se agora em uma nova paisagem moral que nos chama a ministrar em um contexto cada vez mais hostil à ética sexual bíblica. Isso não é novo na história da igreja. Desde seus primórdios, quer fosse na margem da sociedade ou em uma posição de influência, a igreja é definida pelo evangelho. Nós insistimos que o evangelho traz boas novas a todas as pessoas, independentemente de a cultura considerar ou não as novas boas. 

O evangelho deve informar nossa abordagem ao testemunho público. Como evangélicos animados pelas boas novas de que Deus oferece reconciliação através da vida, morte e ressurreição do seu Filho, 

Jesus, nós nos comprometemos a: 

• Respeitar e orar pelas nossas autoridades governantes, mesmo enquanto passamos pelo processo democrático de reconstruir uma cultura de casamento (Rm 13.1-7); 

* Comunicar a verdade a respeito do casamento bíblico de uma maneira que traga cura para uma cultura sexualmente doente; 

• Afirmar o mandato bíblico de que todas as pessoas, incluindo Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) e pessoas de quaisquer outras orientações sexuais, são criadas à imagem de Deus e merecem dignidade e respeito; 

• Amar os nossos próximos independentemente de quaisquer desacordos que surjam como resultado de crenças conflitantes a respeito do casamento; 

• Conviver de maneira respeitosa e cívica com aqueles que possam discordar de nós, em nome do bem comum; 

• Cultivar uma cultura comum de liberdade religiosa que permita que prospere a liberdade de viver e crer de maneira diferente. 

A redefinição do casamento não deveria ocasionar a erosão da liberdade religiosa. Nos anos que se seguirão, pode ser que instituições evangélicas sejam pressionadas a sacrificar suas sagradas crenças a respeito do casamento e da sexualidade a fim de acomodar quaisquer exigências que a cultura e a lei exijam. Nós não temos a opção de nos adequarmos a tais exigências sem violar nossas consciências e abrir mão do evangelho. Nós não permitiremos que o governo nos coaja ou infrinja os direitos de instituições de viver de acordo com a sagrada crença de que apenas homens e mulheres podem se unir em casamento. 

O evangelho de Jesus Cristo determina a forma e o tom do nosso ministério. A teologia cristã considera seus ensinos sobre o casamento atemporais e imutáveis, e assim, devemos nos posicionar firmemente de acordo com tal crença. Ultraje e pânico não são reações dignas daqueles que confiam nas promessas de um Cristo Jesus que reina. Embora creiamos que a Suprema Corte tenha errado em sua decisão, nós nos comprometemos a nos posicionarmos de maneira inabalável e fiel, testificando do ensino bíblico de que o casamento é o pilar principal da sociedade, designado a unir homens, mulheres e crianças. Prometemos proclamar e viver essa verdade a todo custo, com convicções que são comunicadas com bondade e amor. 

IPN 2015 - Construindo Vidas

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Salva-me ó Deus

"Salva-me ó Deus, porque as águas me sobrem até a alma." (Salmos 69:1)

Este salmo é o segundo mais citado pelos escritores do Novo Testamento. João, Lucas, Mateus, Marcos e o aposto São Paulo, usaram várias referências deste maravilhoso poema.

O salmista está em dificuldades. Isto não é novidade. Os problemas sempre o acompanham, ainda na velhice. Estavam presentes, tentando destruir a sua fé e a sua confiança em Deus.

Desta vez, o espírito de Davi estava terrivelmente conturbado. Suas emoções estavam afetadas. O stress tinha tomado conta de todo o seu ser.

"As águas me sobem até a alma." Clama em busca de ajuda, e o socorro divino aparece. Este salmo vai além do livramento do salmista. Refere-se também ao livramento de Sião em um templo de crise. Na realidade os sofrimentos pessoas do salmista são uma espécie de maquete dos sofrimentos coletivos da nação.

Parece que a dor emocional de Davi era causada por uma falsa acusação, levantada contra ele. "São mais que os cabelos da minha cabeça os que, sem razão me odeiam, os que com falsos motivos, são meus inimigos; por isso tenho de restituir o que não furtei.". Quem eram esses inimigos? Pouco importa. O que interessa é saber que na hora da angústia, o salmista sabia onde procurar socorro.

Os problemas da vida são como águas turvas e ameaçadoras. Chegam por ocasiões a ser tão torrenciais, que a pessoa perde até a vontade de continuar vivendo. O Salmo anterior fala de triunfo de vitória e este, tem como tema central os perigos e as dificuldades. Quão próximos estão a vitória da derrota, a alegria da tristeza e a vida da morte.

O fato de que tudo está bem conosco hoje, não é garantia de que amanhã continuará desse jeito. Por isso é necessário que cada minuto aprendamos a depender de Deus. Assim, quando as águas turbulentas chegarem até a "alma", saberemos deitar mão dos recursos invisíveis da fé e da confiança em Deus.

Quão triste ou quão alegre está você hoje? Importa pouco. Nesta vida sempre haverá sol e chuva, primavera e inverno. Mas se você tem certeza que sua vida está nas mãos do Senhor, saberá dizer: "Salva-me ó Deus, porque as águas me sobem até a alma."

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O que é ser perfeito?

"Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos [...] para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque Ele faz nascer o seu Sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? [...] Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste." (Mateus 5:43-48)

Esse é o contexto imediato do conhecido texto que nos recomenda ser perfeitos como Deus. Observe a palavra “portanto”. Ela indica a importância do contexto, pois aquilo que se anuncia no verso 48 é uma conclusão daquilo que o precede. E o que vem antes? Uma descrição de Deus. Note, porém, que não temos aqui uma descrição da natureza de Deus, mas de Seu modo de agir em relação às pessoas, amigos e inimigos. Ele demonstra misericórdia a todos. “Deus é amor”, diz 1 João 4:16. Além disso, “Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34). Ele revela bondade para bons e maus. Essa é a suprema essência da maturidade, que é o significado da palavra “perfeito” na língua original. É esse tipo de perfeição que Jesus espera ver em Seus discípulos. Como vimos, essa conclusão é confirmada em Lucas 6:36, a passagem paralela, ao dizer: “Sede misericordiosos, assim como o vosso Pai é misericordioso.”

Perfeccionistas estão fora de foco quanto ao significado bíblico de perfeição. Esse não tem nada que ver com impecabilidade moral absoluta. A perfeição à qual Jesus convida Seus seguidores não é alcançada com ações meritórias, mas apenas por uma atitude de amor e misericórdia em relação a todos. Em resumo, o termo “perfeito”, em Mateus, não significa impecavelmente perfeito, porque isso, queiramos ou não, só será alcançado na glorificação, embora esse ideal seja desejável e mereça nossos esforços. Ser perfeito refere-se à nossa integridade e maturidade como discípulos de Cristo. Como Warren W. Wiersbe observa, “o Pai ama Seus inimigos e procura transformá-los em filhos, e devemos auxiliá-Lo nessa tarefa”.

Mateus 5:48 é o clímax dos conselhos de Cristo à Sua audiência de religiosos que confiavam nas exterioridades, na letra da lei, sem demonstrar interesse em seu espírito. É claro que a pretensão de obter perfeição moral com base em normas e regulamentos é muito mais fácil do que exercer misericórdia e amor, como Deus. Você quer ter como alvo de sua vida a perfeição divina? Peça hoje a Deus para ajudá-lo a amar os outros assim como Ele ama.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O arco-íris

"Quando o arco-íris aparecer nas nuvens, eu o verei e lembrarei da aliança que fiz para sempre com todos os seres vivos que há no mundo." (Gênesis 8:16)

[Para os evangélicos que lamentam a decisão da Suprema Corte americana da última Sexta-Feira (26/6/2015), os últimos dias foram difíceis. Não estamos pedindo que sintam pena de nós, nem imagino que muitas pessoas estejam dispostas a isso. Nossa dor não é sagrada. Tomar decisões legais e teológicas baseadas no que faz as pessoas se sentirem bem é parte do que nos levou a toda essa bagunça, para começo de conversa. De qualquer forma, é doloroso.

Há muitas razões para o nosso lamento, desde o medo de que a liberdade religiosa nos seja tirada a preocupações com ostracismo social e marginalização cultural. Mas de todas as coisas que nos entristecem, talvez a que seja mais difícil é ver alguns de nossos amigos, alguns de nossos familiares e algumas pessoas que já sentaram ao nosso lado na igreja dando seu “amém” para uma prática que nós ainda cremos que seja pecado e para uma decisão que cremos ser ruim para todo o país. Uma coisa é a nação inteira dar uma festa da qual não podemos participar em boa consciência. É outra completamente diferente olhar ao redor para vermos se não estamos sozinhos e descobrir que nossos amigos estão na pista de dança. Nós pensávamos que o arco-íris era um sinal de Deus (Gênesis 9.8-17).

Se você se considera um cristão que crê na Bíblia, um seguidor de Jesus cujo fim principal é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre, há algumas questões importantes que eu espero que você considere antes de levantar a bandeira e saudar a revolução sexual. Essas questões não são meramente retóricas ou irônicas. São perguntas sinceras, que eu espero que levem meus irmãos e irmãs com seus novos avatares multicoloridos a pararem e pensarem sobre a bandeira que estão hasteando.

1. Desde quando você acredita que o casamento gay é algo para ser celebrado?
2. Quais versículos da Bíblia te levaram a mudar de ideia?
3. Como você argumentaria, a partir da Escritura, que a atividade sexual entre duas pessoas do mesmo sexo é uma bênção a ser celebrada?
4. Quais versos você usaria para mostrar que o casamento entre pessoas do mesmo sexo pode representar adequadamente Cristo e a igreja?
5. Você acredita que Jesus não teria problemas com comportamento homossexual consensual entre adultos em um relacionamento comprometido?
6. Se sim, por que Ele reafirmou a definição de Gênesis de que o casamento é entre um homem e uma mulher?
7. Quando Jesus falou contra a porneia, quais pecados você acha que ele estava proibindo?
8. Se algum comportamento homossexual é aceitável, como você entende a “mudança” pecaminosa que Paulo destaca em Romanos 1?
9. Você acredita que passagens como 1 Coríntios 6.9 e Apocalipse 21.8 ensinam que a imoralidade sexual pode te afastar do céu?
10. A quais pecados sexuais você pensa que essas passagens se referem?
11. Quando você pensa na longa história da igreja e sua reprovação quase universal da atividade homossexual, qual parte da Bíblia você entendeu e Agostinho, Calvino e Lutero não entenderam?
12. Quais argumentos você usaria para explicar para os cristãos da África, Ásia e América do Sul que o entendimento deles sobre a homossexualidade é biblicamente incorreto e o seu novo entendimento não é condicionado pela cultura?
13. Você acredita que Hillary Clinton e Barack Obama, entre outros políticos, foram motivados por arrogância e preconceito quando, por quase todas as suas vidas, até pouco tempo atrás, definiram o casamento como o relacionamento pactual entre um homem e uma mulher?
14. Você pensa que crianças se sairão melhor com uma mãe e um pai?
15. Se não, qual pesquisa você apresentaria para apoiar essa conclusão?
16. Se sim, a igreja ou o estado tem algum papel em promover ou privilegiar as condições para que as crianças tenham uma mãe e um pai?
17. O propósito e o fim do casamento apontam para algo maior do que a realização emocional e sexual de um adulto?
18. Como você define casamento?
19. Você acredita que parentes próximos deveriam poder se casar?
20. O casamento deveria ser limitado a apenas duas pessoas?
21. Com base em quê, se há alguma, você impediria adultos em consentimento, com qualquer grau de parentesco ou em qualquer número, de se casarem?
22. Deveria haver um requisito mínimo de idade para se obter uma licença de casamento?
23. Igualdade implica que qualquer um que deseje se casar possa ter qualquer tipo de relacionamento definido como casamento?
24. Se não, por que não?
25. Irmãos e irmãs em Cristo que discordam da prática homossexual deveriam poder exercitar suas crenças religiosas sem medo ou punição, retribuição ou coerção?
26. Você vai defender seu amigo cristão quando seu emprego, seu crédito, sua reputação e sua liberdade forem ameaçados por conta dessa questão?
27. Você vai se posicionar contra o bullying e a opressão de todos os tipos, quer seja contra gays e lésbicas ou contra evangélicos e católicos?
28. Como a igreja evangélica tem falhado frequentemente em levar a sério os divórcios não bíblicos e outros pecados, quais passos você vai tomar para se certificar que os casamentos gays sejam saudáveis e de acordo com os princípios da Escritura?
29. Casais gays em relacionamentos abertos devem ser sujeitos à disciplina eclesiástica?
30. É pecado pessoas LGBT se envolverem em atividades sexuais fora do casamento?
31. O que as igrejas abertas e inclusivas farão para falar profeticamente contra divórcio, fornicação, pornografia e adultério, quando estes forem descobertos?
32. Se “o amor vence”, como você define amor?
33. Quais versos você usa para estabelecer essa definição?
34. Como a obediência aos mandamentos de Deus molda nosso entendimento de amor?
35. Você acredita que é possível amar alguém e discordar de decisões importantes que ela tome?
36. Se apoiar o casamento gay é uma mudança para você, mais alguma outra coisa mudou no seu entendimento da fé?
37. Enquanto evangélico, como o seu apoio ao casamento gay te ajudou a se tornar mais apaixonado pelos distintivos evangélicos tradicionais, como foco no novo nascimento, o sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a confiabilidade total da Bíblia e a necessidade urgente de evangelizar os perdidos?
38. Quais igrejas abertas e inclusivas você apontaria como lugares onde pessoas estão sendo convertidas ao Cristianismo ortodoxo, pecadores estão sendo alertados do julgamento e chamados ao arrependimento e missionários estão sendo enviados para plantar igrejas entre os povos não alcançados?
39. Você espera estar mais comprometido com a igreja, com Cristo e com as Escritura nos próximos anos?
40. Quando Paulo exorta “os que tais coisas praticam” e aqueles que “aprovam os que assim procedem”, quais pecados você pensa que ele tinha em mente?

Algo para se pensar. No mínimo, algo para mastigar antes de engolir tudo que o mundo e o Facebook colocam em nossos pratos.]

Fonte: www.reforma21.org

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Deus incomparável

Não há entre os deuses semelhantes a ti, Senhor, e nada existe que se compare às tuas obras. (Salmos 86:8)

A nossa atitude diante das dificuldades da vida depende da dimensão de nosso Deus. Se nosso Deus for pequeno, fabricado, imaginado, qualquer problema será uma barreira impossível de ser vencida. O ser humano é contraditório. Gosta de pequenos deuses, apenas para acalmar a consciência. Deuses “chaveiros”, “amuletos, “energia”, “luz”, “aura” – “Deus está em tudo”, afirma a criatura. Repete isso todos os dias e acaba acreditando.

É cômodo acreditar num deus que não mostra o caminho. Limita-se a acompanhar e estar a “serviço” da criatura. A tragédia é que diante das circunstâncias difíceis da vida, você descobre que todos esses deuses “criados” são apenas paliativos. Não fazem nada. Nada resolvem. Não há poder neles.

Foi esta realidade que levou Davi fazer a oração registrada no salmo oitenta e seis. Neste salmo, o poeta expressa súplica e confiança. Vive um momento terrível. “Estou aflito e necessitado,” diz no verso um. Da perspectiva humana, parece não haver solução. Não tem mais forças para continuar lutando. Limita-se a chorar. As lágrimas parecem lavar o coração, e a angústia que sufoca.

Davi não criou pequenos deuses. Nas noites claras e estreladas, enquanto cuidava do seu rebanho no campo, ele contemplava a grandeza do Deus criador. O seu Deus estava por cima de qualquer outro deus. Era incomparável e eterno. Por isso nesta oração, suplica e ao mesmo tempo confia.

Qual é o drama que você vive neste momento? Qual é a tragédia que parece destruir a vida de alguém que você ama? Sente-se indefeso, incapaz de fazer algo para ajudar e se limita a sofrer?

Antes de iniciar a caminhada do dia, separe uns minutos para meditar nas grandes obras que Deus já fez na sua própria história. Acaso Deus não o livrou outras vezes? Se o fez antes porque não o fará agora? O nosso Deus é incomparável!