domingo, 28 de junho de 2015

O amor venceu. Será?

Sexta-feira, 26/6, celebridades americanas expressaram nas redes sociais a felicidade com a legalização do casamento homossexual. A grande maioria usou a hashtag #LoveWins ("o amor venceu", em português), que o presidente Barack Obama popularizou em poucos segundos ao escrever no Twitter que "todos nascemos iguais". 

Será mesmo que o amor venceu? É incrível como o ser humano é capaz de acreditar com muita facilidade que o amor precisa de uma lei que o ampare para ser vencedor. O que uma lei pode mudar no amor entre duas pessoas, sejam homo ou heterossexuais? Nada!

Amor, afetividade, sexo e cumplicidade não precisam ser submetidos ao aval de um juiz ou da comunidade. Quando se ama, ama-se independente de legalização ou aceitação da sociedade. Ama-se no recôndito do coração, sem a necessidade de extravagância. Mas as pessoas insistem em registrar o seu amor em cartório, perante um juiz e testemunhas, e esbanjá-lo como se isso fosse primordial para a segurança do relacionamento. Para que todas essas manifestações e modinhas em prol de uma legalização? Será que é tudo mesmo por causa do amor?

Os homossexuais, como pessoas, merecem o nosso respeito, a nossa aceitação, a nossa amizade, e as nossas orações. Desde os primórdios, sempre houve homossexuais e a falta de uma lei nunca impediu a concretização de sua relações homo afetivas. 

Mas agora, com seus relacionamentos legalizados, os homossexuais passarão a ter direito de casarem "de papel passado", obtendo todos os diretos matrimoniais comuns. Casar "de papel passado" ainda é muito valorizado porque indica um rito social transmitido através das gerações. Perante a sociedade e a lei, funciona como uma condição mais séria de relacionamento. 

Com a legalização, os homossexuais terão direito à partilha dos bens oriundos da união. Certamente passarão a dar carta de divórcio e os tribunais, hoje empanturrados, ficarão ainda mais congestionados de processos envolvendo brigas dolorosas e agressões, exatamente como acontece com os heterossexuais. 

É verdade que muitos ficarão unidos aos seus “cônjuges”, mesmo sem amor, pois separar significa aceitar prejuízos materiais. Provavelmente, veremos homossexuais matando seus cônjuges para receberem o seguro de vida, a fortuna do parceiro, etc.

Veremos muitos sentirem saudade do tempo, em que apenas o amor, a atração, o sexo eram pontos necessários para duas pessoas ficarem juntas. É claro que os sentimentos e a disponibilidade do casal em ser feliz são os principais fatores que levam à felicidade numa relação, e isso não dá para registrar em cartório. 

A legalização da união homo afetiva não mudará, como muitos pensam, o respeito. Infelizmente a intolerância, a bestialidade, a crueldade, o preconceito não acabarão, porque procedem do coração maldoso. Somente o amor de Deus pode dar ao homem respeito aos homossexuais, assim como aos negros, brancos, magros, gordos, baixos, altos, portadores de necessidades especiais, etc. Por mais que existam leis, as mazelas continuarão, trazendo dores e marcas irreversíveis. 

Diante disso, eu não afirmo categoricamente que "o amor venceu", porque com a rotina da vida, a legalização das relações homo afetivas ainda trará muito aborrecimento. Isso não é maldição, é fato!

Desejo aos homossexuais muitas felicidades em suas escolhas. Continuo a respeitá-los e a amá-los, embora pecadores como todos nós carentes da misericórdia de Deus.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O luxo hipnotiza

"Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?" (Mateus 6:31)

Ao completar 20 anos, uma pessoa, na cultura atual, terá sido alvo de aproximadamente um milhão de comerciais. Se “pela contemplação somos transformados”, podemos imaginar por que o consumismo tornou-se uma compulsão. As pessoas são praticamente hipnotizadas para comprar produtos e serviços, sem nenhuma atenção para sua verdadeira necessidade, segurança, efeitos sobre o meio ambiente ou descarte. O consumismo é resultado de um processo de “doutrinamento”, determinado por imensas fortunas gastas em propagandas para se criar o desejo.

Muitos já não têm em seus lares espaço para as quinquilharias que compraram. Seria a palavra “psicose” muito forte para descrever a irracionalidade que se espalhou como câncer e tomou conta da espécie humana? Todos os eventos da vida tornaram-se reféns do consumismo, com intermináveis “datas comemorativas” inventadas pela ganância. Tudo passou a ser controlado por uma lavagem cerebral bem calculada. O tempo, o precioso elemento da vida, é gasto em longas horas de trabalho, trocado por dinheiro, para se contrair mais dívidas comprando inutilidades, para se viver em função do luxo. O luxo hipnotiza. Crianças e adolescentes se tornam cada vez mais exigentes, persuadidos de que o valor próprio depende da grife daquilo que usam. Todos os produtos foram “erotizados” por celebridades dos esportes, da música, do cinema ou da TV.

Na cultura moderna, as pessoas ultrapassaram os limites da sanidade para viver o alvo ridículo de tentar imitar os estereótipos criados pelos “ricos e famosos”, os “chiques e bonitos”, muitos deles desorientados, precisando eles mesmos de séria ajuda. Na obsessão por lucro, faz-se propaganda de produtos sem consideração ao fato de que podemos nos tornar dependentes, obesos ou doentes como resultado de seu consumo.

Jesus nos desafiou a viver de forma simples, por escolha pessoal. Segundo Ele, são os pagãos que vivem em ansiedade, presos à vaidade e modismo do que anseiam como substitutos de Deus. Os filhos do reino devem aprender a relativizar as vozes da cultura, suas opiniões, lógica, sabedoria e promessas. Somos desafiados a termos tempo para o convívio com as pessoas queridas e recursos para servir às reais necessidades de outros.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A família do Centurião

"...não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz ficará curado" (Mateus 8.8)

Esse homem não é mencionado pelo nome e sim pela sua profissão. Era um soldado graduado, sob cujas ordens trabalhavam cem soldados. Um dia, vendo o sofrimento de seu empregado, que estava paralítico, recorreu a Jesus, clamando: "Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente" (Mateus 8.6). Jesus prontamente se dispôs a ir curá-lo, mas o centurião respondeu a Jesus que não era digno de que entrasse em sua casa. Rogou ao Mestre que apenas desse uma ordem e seu rapaz ficaria livre de seu mal. 

E argumentou: "Também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e ao outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz" (Mateus 8.9). O centurião era grande aos olhos dos homens, mas considerou-se indigno diante de Jesus. O Filho de Deus ficou admirado com a fé desse centurião, e disse: "Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. 

E, naquela mesma hora, o servo foi curado" (Mateus 8.13). Você se compadece das pessoas que trabalham em sua casa? Coloca-se na brecha, para orar por elas? Você crê que Jesus tem todo o poder para curar os enfermos? Você tem um coração submisso e obediente para crer na palavra de Cristo? Hoje, um milagre pode acontecer também em sua casa. Não duvide, somente creia!

Pastor Hernandes Dias Lopes 

domingo, 21 de junho de 2015

A família de Marta, Maria e Lázaro

"Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro" (João 11.5)

A família de Marta, Maria e Lázaro morava em Betânia. Jesus algumas vezes foi recebido em sua casa. Marta, a irmã mais velha, preocupava-se em servir com excelência ao Mestre. Maria, por sua vez, quedava-se aos pés de Jesus para aprender (Lucas 10.38-42). Certa feita, Lázaro adoeceu e as irmãs mandaram um recado para Jesus: "Senhor, está enfermo aquele a quem amas" (João 11.3). Ao receber esse recado urgente e mesmo amando aquela família hospitaleira, Jesus enviou uma mensagem às irmãs: "Esta enfermidade não é para a morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado" (João 11.4). 

Quando Jesus chegou à aldeia de Betânia, Lázaro já estava morto e sepultado há quatro dias. Tanto Marta quanto Maria, lamentaram a demora de Jesus. Mas, o Senhor disse a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim, não morrerá, eternamente. Crês isto?" (João 11.25,26). 

Jesus mandou tirar a pedra que fechava o túmulo e Marta protestou: "Senhor, já cheira mal..." (João 11.39). Jesus retrucou: "... se creres, verás a glória de Deus" (João 11.40). Lázaro ressuscitou e a glória de Deus foi manifesta. Os impossíveis dos homens são possíveis para Cristo. Para ele não há causa perdida. Você crê nisto? 

Pastor Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A família de Estéfanas

"Porque trouxeram refrigério ao meu espirito e ao vosso. Reconhecei, pois, a homens como estes" (1 Coríntios 16.18) 

Estéfanas e sua família foram os primeiros convertidos na cidade de Corinto, a capital da província da Acaia. Eles, desde o início da caminhada cristã, consagraram-se ao serviço dos santos (1 Coríntios 16.15). Eram não apenas cooperadores, mas também obreiros (v. 16). Não apenas ajudaram o apóstolo Paulo durante sua estada em Corinto, mas depois que ele saiu, continuaram trabalhando com o mesmo empenho e consagração. Nas horas mais amargas do apóstolo Paulo em Éfeso, quando enfrentou feras e tribulações maiores do que suas forças, a ponto de quase desesperar-se da própria vida (2 Coríntios 1.8), Paulo recebe a visita de Estéfanas, acompanhado de Fortunato e Acaico. 

Esses trouxeram grande alegria para Paulo. Supriram o apóstolo de tudo aquilo que os crentes de Corinto deixaram de fazer (v. 17). Esses três irmãos trouxeram refrigério ao espírito de Paulo nos dias mais sombrios de sua vida (v. 18). O apóstolo dos gentios ordena a igreja a reconhecer e a honrar sempre homens dessa estirpe (v. 18). 

Você tem sido uma fonte de refrigério para os aflitos? Tem cooperado com a obra de Deus? Tem encorajado os obreiros de Deus? Tem se empenhado em visitar as pessoas aflitas para levar a elas uma palavra de consolo? Coloque sua vida e sua casa nas mãos de Deus! 

Pastor Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A casa de Priscila e Áquila

"Saudai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus" (Romanos 16.3) 

Priscila e Áquila foram um casal que se destacou no serviço a Deus. Moraram em Roma, Corinto e Éfeso e nas três cidades, havia uma igreja reunida na casa deles. Esse casal foi expulso de Roma nos dias do imperador Cláudio. Eles fixaram residência em Corinto e por serem da mesma profissão de Paulo, fazedores de tendas, este passou a morar com eles. Quando Paulo saiu de Corinto, levou-os consigo e deixou-os em Éfeso. Lá, eles se aproximaram de Apolo, e com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus. 

Quando Paulo escreveu sua carta aos Romanos, esse casal já está novamente em Roma. Uma igreja está reunida na casa deles. Paulo dá testemunho acerca desse casal, dizendo que eram seus cooperadores em Cristo Jesus. Cooperam com Paulo não apenas dando-lhe abrigo e trabalhando com ele para levantar seu sustento, mas enfrentando grandes perigos e até ameaças de morte. 

Assim diz o apóstolo: "Os quais [Priscila e Áquila] pela minha vida arriscaram a própria cabeça..." (Romanos 16.4). Paulo e todas as igrejas dos gentios tinham profunda gratidão a esse casal por postura tão corajosa e por serviço tão abnegado prestados a ele e à causa do evangelho. Você e sua casa estão a serviço da obra de Deus?

Pastor Hernandes Dias Lopes 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Existe perdão

"Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram." (Salmos 85:10)


O martelo da culpa é cruel. Crucifica você no madeiro de sua própria história. Os pregos das lembranças paralisam sua vida. As pessoas passam e você fica, imobilizado. Como se a derrota fosse a autopunição que “merece”.

Quando a culpa não o perturba pode ser mais perigoso. O cinismo é fatal. É o abismo sem fundo de onde não existe retorno. É o ponto final de qualquer história.

O salmo oitenta e cinco é a visão do salmista da maneira como Deus lida com o problema da culpa do ser humano. Este salmo fala do calvário. Ali numa inglória cruz, encontraram-se a graça e a verdade e se beijaram a justiça e a paz.

Ao andar nos seus próprios caminhos, a criatura escolheu voluntariamente o caminho da morte. Não havia esperança na sua triste existência. O princípio universal da justiça estabelecia a conseqüência natural de sua escolha: morte. Esta é uma verdade inquestionável. Não é castigo divino. É fato. Realidade, lógica. A criatura rebelde tinha perdido o direito a vida. Era justo. A justiça e a verdade estão unidas em seu veredicto: morte. Mas no calvário a justiça não se encontra com a verdade, mas com a graça. O que é graça? É uma dádiva. Você não merece. Ninguém merece. A justiça demanda que o homem morra. Mas quem morre é Jesus e por graça outorga a salvação ao homem.

A verdade é que a criatura pecou e merece morrer. Na cruz, essa verdade se beija com a paz. O homem aceita o perdão divino e embora é verdade que ele pecou, experimenta paz porque Jesus morreu no seu lugar. Sua culpa foi expiada. O preço de sua rebeldia foi pago, seu pecado foi perdoado. Não pretenda entender. Apenas aceite.

Não mais noites de insônia. Não mais culpa, nem desespero, nem vontade de morrer. Um novo dia amanhece na sua vida. O Senhor lhe entrega uma página em branco, para escrever uma nova história.

Parta hoje para uma nova experiência. Quando o martelo da culpa bater no seu coração, quando a consciência gritar: culpado, a história dos seus erros o atormenta, olhe para a cruz do calvário onde “encontraram-se a graça e a verdade, e a justiça, e a paz se beijaram.”

Alejandro Bullón

A família de Onesíforo

"Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo..." (2 Timóteo 1.16) 

Onesíforo é um homem pouco conhecido pelos cristãos. Entretanto, prestou um trabalho vital ao apóstolo Paulo. Morava em Éfeso, a capital da Ásia Menor, onde Paulo esteve por três anos. Ali prestou muitos serviços ao apóstolo, num tempo em que Paulo travou lutas maiores do que suas forças. Esse valente, quase anônimo, foi um bálsamo na vida do apóstolo Paulo. Ao saber da prisão de Paulo em Roma, saiu de sua cidade e rumou para a capital do império à procura do apóstolo. 

Procurou-o diligentemente até encontrá-lo. Correu todos os riscos para prestar assistência a Paulo. Confortou sua alma na sala de espera do martírio. Muitas vezes encorajou Paulo e lhe deu ânimo nas horas mais sombrias da vida. Paulo, nesta última prisão, lidou com o drama da solidão, do abandono, das privações, da traição e da ingratidão (2 Timóteo 4.9-18). Mas, Onesíforo não desistiu de Paulo, mesmo sabendo que ele estava sendo acusado como um malfeitor (2 Timóteo 2.9). 

Por causa disso, todos os da Ásia abandonaram o velho apóstolo (2 Timóteo 1.15). Mas quando todos os da Ásia deram marcha à ré, abandonando Paulo, Onesíforo pisou no acelerador e estendeu os braços para socorrer o apóstolo. Você tem se esforçado para abençoar seus amigos, ainda que se aproximar deles possa causar-lhe sérios riscos?

Pastor Hernandes Dias Lopes 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A família de Filemon

"...tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio" (Filemon 7) 

Filemom era um rico senhor de escravos, que vivia na cidade de Colossos, na Ásia Menor. Convertido a Cristo por intermédio do apóstolo Paulo, veio a tornar-se um grande cooperador na obra de Deus. A igreja de Colossos se reunia em sua casa. Inobstante ser um homem de posses, seu coração estava voltando principalmente para as riquezas espirituais. Filemom colocou sua vida, sua casa e sua família a serviço de Deus e da igreja. Era um homem cujo amor e fé em Cristo eram notórios a todos os irmãos. 

O apóstolo Paulo, preso em Roma, tinha um grande conforto em seu amor. O coração dos santos era reanimado por seu intermédio. Paulo escreve de Roma uma carta a Filemom, porque um de seus escravos, chamado Onézimo, depois de fugir de Colossos, foi parar em Roma e ali, conheceu, por meio do apóstolo, o evangelho de Cristo. Agora, convertido a Cristo, Paulo o envia de volta a Filemom, não como um escravo inútil, mas como um amado irmão em Cristo, muito útil. 

Paulo tem plena convicção de que Filemom, obedientemente, acolherá seu rogo e fará mais do que o solicitado. Filemom é uma prova eloquente de que é possível ser rico e piedoso ao mesmo tempo. É possível ter os tesouros da terra sem perder as alegrias gloriosas do céu. Sua casa está a serviço de Deus? 

Pastor Hernandes Dias Lopes

domingo, 14 de junho de 2015

A família de Cornélio

"Piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus" (Atos 10.2) 

Cornélio era um gentio temente a Deus, que morava em Cesareia, quartel general de Roma em Israel. Era um soldado graduado sob cujas ordens cem outros soldados defendiam os interesses do Império Romano. Cornélio e sua casa haviam se convertido ao judaísmo e se tornado prosélitos. Em obediência à lei de Deus, faziam orações a Deus e davam esmolas aos necessitados. Isso foi agradável aos olhos de Deus. O Senhor, então, enviou um anjo à casa de Cornélio, ordenando-o a buscar Pedro, que estava em Jope, para vir à sua casa, para pregar-lhes o evangelho de Cristo. 

Toda a família de Cornélio foi reunida com o propósito de ouvir tudo quanto Deus ordenara. O coração da família estava aberto para atender à voz de Deus. Cornélio liderou sua família nessa mais importante decisão da vida. Ele reuniu sua família para ouvir a palavra de Deus. Enquanto Pedro pregava a Cristo, o Espírito Santo foi derramado sobre eles, e Cornélio e sua família creram e foram batizados. 

Houve salvação naquela casa e a porta do evangelho foi definitivamente aberta aos gentios. Você tem reunido sua família para ouvir a palavra de Deus? Você tem pressa para buscar a Deus e liderar sua família nos santos caminhos do Senhor? Nesse quesito, Cornélio é para nós um exemplo e uma inspiração.

Pastor Hernandes Dias Lopes 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A família de Loide

"Pela recordação que guardo de tua fé... a mesma que... habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice..." (2 Timóteo 1.5) 

Loide foi mãe de Eunice e avó de Timóteo. Nessa mulher habitou uma fé sem fingimento e essa fé foi passada para sua filha e seu neto. Mas, que tipo de fé? Não uma fé mística. Não fé nos ídolos. Não fé na fé. Mas uma fé fundamentada nas Escrituras. Timóteo aprendeu as sagradas letras desde a infância. Ainda estava no ventre quando sua avó e sua mãe ministravam a ele as verdades que o tornariam sábio para a salvação. 

Loide e Eunice podem ter uma passagem discreta na história da igreja, mas Timóteo, que bebeu o leite da piedade desde sua infância, tornou-se filho na fé do apóstolo Paulo e seu principal colaborador. Timóteo, embora jovem, tímido e doente recebeu de Paulo o bastão do evangelho quando este tombou como mártir na cidade de Roma. O compromisso dessas duas mulheres, em educar Timóteo, ofereceu ao mundo um dos mais importantes ministros do evangelho, um homem que a despeito de suas fraquezas, foi único em sua geração no sentido de cuidar dos interesses de Cristo e da igreja. 

Porque a palavra de Deus estava no centro de seu lar, a fé evangélica foi transmitida com fidelidade a três gerações. Avó, mãe e neto serviram a Deus. Você tem ensinado a palavra de Deus aos seus filhos? Habita em você uma fé sem fingimento? Que o seu lar faça resplandecer a verdade! 

Pastor Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A família da mulher sírio-fenícia

"... Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada" (Mateus 15.22) 

Depois de peregrinar pelas regiões da Galileia e Judeia, pregando o evangelho do reino, Jesus atravessa a fronteira de Israel e chega à região de Tiro e Sidom. Ali, uma mulher aflita sai clamando atrás dele: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim". Seu clamor foi tão insistente que os discípulos de Jesus perderam a paciência e disseram: "Senhor, despede essa mulher". Jesus, porém, guardou silêncio. Longe da mulher desistir de seu pleito, continuou clamando, apesar da intolerância dos discípulos e do silêncio de Jesus. Então, o Senhor se voltou para ela e disse: "Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel". 

Nem mesmo essa explicação a fez desistir de pedir a libertação de sua filha, que estava terrivelmente endemoninhada. Jesus, disse a ela: "Não é bom tirar o pão dos filhos e lançá-los aos cachorrinhos". A mulher em vez de sair amargurada, prostrou-se e adorou a Jesus. Então, este lhe disse: "Mulher, grande é a tua fé, seja feito conforme a tua vontade". 

A fé dessa mulher prevaleceu e sua filha foi imediatamente liberta. Precisamos sentir os dramas dos nossos filhos e levá-los a Jesus, com humildade, urgência e perseverança. A fé em Cristo desconhece impossibilidades. A fé em Cristo vê o invisível, toca o intangível e apropria-se do impossível! 

Pastor Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A família de Elimeleque

"Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os seus filhos se chamavam Malom e Quiliom..." (Rute 1.2)

Elimeleque era casado com Noemi e pai Quiliom. Era homem de posses na cidade de Belém. Em seus dias, houve fome em Belém, a casa do pão. Fugiu para Moabe, e nessa terra seus dois filhos se casaram com jovens moabitas, Rute e Orfa respectivamente. Mas, Moabe não foi refúgio para Elimeleque. Ele foi buscar abrigo e encontrou a doença. Foi buscar sobrevivência e encontrou a morte. Elimeleque e seus dois filhos morreram em Moabe, deixando Noemi viúva, idosa, pobre e desamparada em terra estrangeira.

Quando Noemi ouviu que Deus visitara sua terra com pão, retornou. Rute, motivada pelo amor, apegou-se a ela, sem qualquer esperança de receber algo em troca. Noemi, cujo significado é "alegria", amargurada com Deus, chega a Belém, troca de nome e passa a se chamar Mara, cujo significado é "amargura". 

Noemi levantou um monumento à sua dor. Nem sabia ela, porém, que no meio daquela providência carrancuda, Deus estava escrevendo o capítulo mais emocionante de sua história. Rute casou-se com Boaz, rico parente de Noemi. Noemi tornou-se avó de Obede, pai de Jessé, pai de Davi. Noemi fez parte da família do grande rei Davi e Rute se tornou ancestral do próprio Messias. O último capítulo de sua história ainda não está escrito. Não levante monumentos à sua dor!

Pastor Hernandes Dias Lopes 

terça-feira, 9 de junho de 2015

A família de Lídia

"Depois de ser batizada,...nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai..." (Atos 16.40) 

Lídia era um rica empresária do ramo comercial. Oriunda da cidade de Tiatira, na Ásia Menor, mudou-se para Filipos, colônia romana. Essa mudança certamente, daria a ela maior visibilidade em seu seleto negócio, uma vez que era vendedora de púrpura, uma rica mercadoria, extraída dos moluscos marinhos, para a confecção de roupas para a nobreza. Essa mulher, embora gentia, convertida ao judaísmo, tinha uma reunião de oração em sua casa. Seu lar foi a cabeça de ponte para o apóstolo Paulo iniciar a igreja de Filipos, a primeira igreja na província da Macedônia. 

Deus abriu seu coração para a fé e ela creu no Senhor Jesus, com toda a sua casa. Lídia abriu sua casa para hospedar os missionários e também para acolher a igreja de Deus. A casa de Lídia foi o local da primeira igreja cristã no Ocidente. Essa mulher colocou sua vida, sua família e sua casa a serviço de Deus. Sua casa não foi apenas o refúgio e o abrigo de sua família, mas, também, o templo onde o povo de Deus se reunia para adorar e cantar louvores ao Senhor Todo-poderoso. 

A casa de Lídia tornou-se o quartel general da igreja e o reduto de onde as bênçãos dos céus fluíam para toda a cidade. Sua casa também está a serviço de Deus? Uma vez que Deus abriu seu coração para a fé, agora, abra sua casa para os fiéis!

Pastor Hernandes Dias Lopes 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A família de Jabez

"Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz" (1 Crônicas 4.9) 

Jabez era da tribo de Judá, cujo significado é louvor. Porém, quando nasceu, sua mãe não ergueu um hino de louvor, mas levantou um monumento à sua dor. Esse nome não foi escolhido para homenagear alguma celebridade; ao contrário, sua mãe queria perpetuar na história desse filho as grandes aflições e o terrível sofrimento que enfrentou na gravidez e, sobretudo, no parto. Jabez foi ferreteado com esse nome para perpetuar uma história de dor. 

Porém, esse jovem não aceitou passivamente a decretação da derrota em sua vida. Reagiu e orou, rogando a Deus quatro coisas: pediu a bênção de Deus sobre sua vida em vez do prognóstico da dor. Pediu mais influência, rogando a Deus para alargar suas fronteiras, em vez de viver o prognóstico sombrio imposto a ele. Pediu o livramento do maligno, para que o passado de dor não influenciasse o presente nem apagasse a expectativa de um futuro de glória. 

Finalmente, pediu a boa mão de Deus sobre ele, a fim de que pudesse desvencilhar-se dos traumas da família e, ao mesmo tempo, pudesse alçar voos mais altaneiros. Deus ouviu sua oração e concedeu a ele tudo quanto pedira. Jabez, por isso, foi considerado mais nobre do que seus irmãos. Sua biografia ergue-se nos anais da história como um exemplo incontestável de fé e superação!

Pastor Hernandes Dias Lopes 

domingo, 7 de junho de 2015

A família de Jairo

"... minha filhinha está à morte; vem, impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá" (Marcos 5.23)

Jairo era um fariseu zeloso, chefe da sinagoga. Era homem honrado e mui amado entre o seu povo. Dedicado ao ensino da lei de Deus, liderava seu povo nessa gloriosa empreitada. Um. dia, porém, sua filha única, de doze anos, adoeceu e adoeceu para morrer. Todos os recursos humanos foram usados, mas se mostraram inúteis para restabelecer a saúde da jovem. Jairo, então, sem titubear, rompendo as barreiras religiosas, corre a Jesus, prostra-se a seus pés e suplica com senso de humildade e urgência para Jesus ir à sua casa impor as mãos sobre sua filha. 

Enquanto caminham nessa direção, no meio da multidão, que aperta a Jesus, uma mulher hemorrágica, toca na orla de suas vestes e fica livre do seu mal. Diante do atraso motivado por esse incidente, chegam os emissários da casa de Jairo, dizendo-lhe que não adiantava mais Jesus ir à sua casa, pois sua filhinha acabara de morrer. 

Jesus disse a Jairo: "Não temas, crê somente". Jesus foi, tomou a menina pela mão e ressuscitou-a. O coral da morte foi suplantado pelo solo da ressurreição. O choro foi superado pela alegria indizível da vida. Nossas causas perdidas podem ser plenamente resolvidas quando as colocamos nas mãos de Jesus. Quando ele vai conosco não precisamos ter medo, pois a morte jamais terá a última palavra. 

Pastor Hernandes Dias Lopes

sábado, 6 de junho de 2015

A família da viúva de Serepta

"Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu" (1 Reis 17.17) 

A viúva de Sarepta viveu nos dias do profeta Elias. Foi atingida pela seca que castigou Israel. A morte seria seu destino, se Elias não fosse enviado à sua casa. Depois que Elias foi sustentado milagrosamente por Deus em Querite, foi enviado a Sarepta, onde essa viúva deveria sustentá-lo. Ela, porém, estava sem provisão. Sua última refeição seria preparada e depois, a morte seria sua recompensa. Deus faz um milagre em sua casa. Multiplica a farinha em sua panela e o azeite em sua botija. 

Deus sustentou essa viúva e seu único filho em tempos de calamidade. Mas, na mesma casa que acontece um milagre, também acontece uma tragédia. O filho único da viúva morre e ela coloca a culpa em Elias. O profeta, em vez de se defender, toma o menino morto em seus braços, leva-o ao quarto, tranca a porta e ali desabotoa sua alma numa ardente súplica. Elias pede nada menos que a ressurreição do menino. 

Deus opera o milagre e traz sua alma de volta. Elias o devolve à sua mãe e esta clama: "Nisto reconheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra de Deus em tua boca é verdade". Aquela viúva estrangeira experimentou dois milagres em sua família: o milagre do sustento e o milagre da vida. Porque Deus nunca mudou, ele pode fazer o mesmo em sua casa!

Pastor Hernandes Dias Lopes 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A família de Jó

"...chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos..." (Jó 1.5)

Jó tinha duas marcas distintas: era o homem mais rico do Oriente (Jó 1.3) e o mais piedoso de sua geração (Jó 1.8). A despeito de ser um homem de agenda tão apertada, dedicava o melhor do seu tempo para conversar com os filhos e orar por eles. Fazia isso às madrugadas e de forma continua. Conseguiu construir pontes de amizade entre os filhos e mantê-los unidos. É esse pai de qualidades superlativas, que depois de um revés financeiro radical, é golpeado com a morte de seus dez filhos num único acidente. Jó levou para o cemitério todos os seus filhos e sepultou-os num único dia. 

O mundo desabou sobre sua cabeça. Uma dor avassaladora fuzilou seu peito. Mesmo nessa hora extrema de sofrimento, não blasfemou contra Deus, mas disse: "... o Senhor o deu e o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor" (Jó 1.21). Jó era um pai presente, conselheiro e intercessor. Amava a Deus e intercedia pelos filhos. Jó ensinava não apenas com palavras, mas, sobretudo, com seu exemplo. 

Mesmo sendo golpeado por dramas tão intensos, vindo a perder seus bens, sua saúde, seus filhos, o apoio de sua mulher e de seus amigos, manteve-se íntegro. Deus restaurou sua sorte e devolveu-lhe em dobro tudo o que antes possuíra. O último estado de Jó tornou-se melhor do que o primeiro. 

Pastor Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A família de Abigail

"Bendita seja a tua prudência, e bendita sejas tu mesma..." (1 Samuel 25.33)

Abigail era mulher de Nabal. Este era um homem rico, mas duro no trato. Ninguém podia falar com ele. Era incomunicável. Seu coração era como pedra e suas palavras como flechas cheias de veneno. Nabal era um beberrão inveterado, um avarento consumado, um poço de soberba. Gostava de dar festas de rei, sem ser rei. Gostava de ser servido, mas era avesso à prática da bondade. Retribuía o bem com o mal. Era um filho de Belial, um homem demoníaco. Abigail, sua mulher, porém, era bela e sensata. 

Certa feita, Davi e seus homens, golpeados por uma injustiça de Nabal, estavam determinados a varrer do mapa sua família. Abigail saiu ao seu encontro, transportando presentes e pacificando o futuro rei de Israel. Ela teve pressa para salvar a sua casa e foi prudente ao falar com Davi. Abigail aplacou a ira de Davi e evitou, desta forma, uma tragédia em sua casa. Davi elogiou Abigail, que voltou para sua casa e encontrou o marido bêbado. 

Depois contou-lhe todo o ocorrido. Nabal longe de se humilhar, petrificou-se. Deus, então, arrancou-lhe o fôlego da vida e Davi, mais tarde, casou-se com Abigail, vindo ela a ser mãe de príncipes. Abigail não desistiu de seu casamento mesmo nas crises mais medonhas. Lutou pela sua família até o fim e, por fim, Deus a exaltou.

Pastor Hernandes Dias Lopes 

terça-feira, 2 de junho de 2015

A família de Oséias

"... vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor" (Oséias 1.2)

Oséias foi profeta em Israel num tempo de grande apostasia religiosa e descalabro moral. O povo estava chafurdado no pecado, a violência campeava nas ruas, a injustiça nos tribunais e a idolatria nos templos. Depois de Deus falar à nação por intermédio de vários profetas, agora fala pela vida do profeta Oséias. O casamento e os filhos de Oséias seriam a grande mensagem de Deus ao povo. 

Oséias casou-se com Gômer, uma mulher infiel. Tiveram três filhos, cujos nomes eram uma mensagem de juízo à nação: Jezreel, Desfavorecida e Não-meu-povo. Os dois últimos filhos eram frutos da infidelidade de Gômer, que se transformou mais tarde numa prostituta cultual, ou seja, entregou seu corpo para a prostituição em rituais pagãos. Gômer abandonou seu marido e foi explorada como um objeto sexual sem qualquer valor. Quando já estava completamente acabada, foi colocada no mercado para ser vendida como escrava. 

Oséias, o marido traído, entra no mercado, dá o maior lance e compra sua própria mulher. Compra-a, não para humilhá-la, mas para amá-la e restaurá-la. Assim é o amor de Deus por nós. Ele não nos trata conforme nossas transgressões, mas segundo suas muitas misericórdias. Apesar de sermos infiéis, ele nos atraiu para si com cordas de amor, mudou nossa sorte e nos desposou. 

Pastor Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A família de Davi

"Reconheceu Davi que o Senhor o confirmara como rei sobre Israel e que exaltara o seu reino por amor do seu povo" (2 Samuel 5.12)

Davi foi o maior rei de Israel. Governou quarenta anos e tornou notório seu nome e seu reino. Foi um hábil administrador, um estadista incomum, um guerreiro audacioso e um estrategista singular. Davi acumulou riqueza e glória. Porém, esse homem segundo o coração de Deus, um dia adulterou com a mulher de seu soldado Urias e arruinou sua casa. Pagou um alto preço pelo adultério. Amnon, seu filho primogênito, apaixonou-se loucamente por sua irmã Tamar e a violentou. Absalão, filho de Davi, irmão de Tamar, arquitetou debaixo dos olhos do rei, o assassinato de Amnon e o levou a cabo. 

Davi persegue seu próprio filho, que busca asilo político fora de Israel e durante onze anos, pai e filho ficam estremecidos. Depois de tanto tempo de silêncio, Absalão conspira contra Davi, para tirar-lhe a vida e tomar-lhe o trono. Agora, Davi precisa fugir de Jerusalém para não ser morto pelo próprio filho que buscava seu perdão. 

Nessa inglória luta, Absalão é morto e Davi chora amargamente, confessando tardiamente seu amor pelo filho. Paixão, estupro, traição, assassinato, conspiração e derramamento de sangue acontecem na casa do rei Davi. Oh, como o pecado é falacioso. O pecado é um embuste. Promete prazer e dá desgosto; promete liberdade e escraviza; promete vida e mata!

Pastor Hernandes Dias Lopes