domingo, 31 de maio de 2015

A Igreja perseguida

"Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse: Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruze vier após mim não pode ser meu discípulo." (Lucas 14.25-27) 

Portas Abertas nos informa que "em quatro anos de guerra civil na Síria, pelo menos 63 igrejas foram destruídas ou danificadas, segundo o Syrian Network for Human Rights (Rede Síria pelos Direitos Humanos, tradução livre). "Os cristãos e as igrejas sofreram como todo o povo sírio. Mísseis, armas químicas e bombas não diferenciam cristãos de não cristãos", disse o porta-voz da Rede Síria, Dr. Wael Aleji. 

Segundo a Veja, recentemente o Estado Islâmico executou 30 cristãos etíopes. Vários cristãos tem morrido por não negarem a sua fé. 

Os relatos que lemos acima traduzem o que nos diz Lucas sobre o quanto custa seguir a Cristo, custa a própria vida. Quem não renuncia a si mesmo não pode seguir a Cristo. A salvação é de graça, mas o discipulado custa caro! Prega-se hoje uma graça barata, graça assim definida por Dietrich Bonhoeffer: "a graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado." 

Hoje em alguns redutos, ser evangélico é sinônimo de prosperidade e ausência de sofrimento. As pessoas aderem à fé cristã, não pela transformação de vida que Jesus pode lhes proporcionar, mas pelo que Jesus lhes pode dar. 

Ser discípulo é difícil, nos diz C. S. Lewis: "Jesus diz: DÊ-ME TUDO! Não quero tanto do seu tempo e tanto do seu trabalho; é a você que eu quero. Não vim atormentar o seu "eu natural", vim matá-lo. As meias medidas não adiantam. Não quero cortar um ramo aqui e outro acolá, quero abater a árvore toda. Não quero tratar do dente, nem por uma coroa, nem fazer uma obturação; quero extraí-1o. Jesus está dizendo: Não deixe nada sem me ceder. Dar-lhe-ei em troca um outro eu. Na verdade, dar-lhe-ei a mim mesmo; A minha própria vontade tornar-se-á a sua." 

Na igreja pós-moderna, da graça barata, os religiosos querem tudo de Deus, enquanto o verdadeiro Evangelho exige o contrário, ele requer tudo de nós! 

Martinho Lutero nos diz que "na verdade, quanto mais cristã se tornar uma pessoa, mais estará sujeita ao mal, ao sofrimento e à morte, a exemplo de Cristo." 

Assim somos constrangidos a dizer como Paulo: "Não mais eu vivo, mas Cristo vive em mim." O discípulo é alguém que vive não para satisfazer seu ego, mas para satisfazer a Cristo. 

Mas mesmo em meio às tribulações podemos louvar à Cristo que sempre nos conduz em vitória. Podemos confiar nas palavras de Jesus quando nos diz: "no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." Podemos ter esperança como o apóstolo Paulo: "porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós."

Que Deus nos dê a graça de sermos discípulos, que a tudo renunciaram por amor a Jesus. Que Deus abençoe e fortaleça fé da igreja perseguida e de todos aqueles que sofrem por amor ao Evangelho. 

Rev. Marcos Alexandre R. G. Faria 
IPN 2015 - Construindo Vidas 

1. https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/05/pelo menos 63 igrejas foram atacadas na guerra civil na siria 
2. http://veja.abril.com.brinoticia/mundo/estado-islamico-executa-30-cristaos-etiopes-em-novo-video. 
3. http://blog.comshalom.orgicarmadelio/40407-cristaos-sao-crucificados-na-siria-por-nao-renunciar-fe-crista 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

A família de Saul

"Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras" (1 Samuel 15.11) 

Saul foi o primeiro rei de Israel. Governou quarenta anos. Foi escolhido pelo povo, que não aceitava mais o governo teocrático. No começo da carreira, Saul foi um homem humilde e dependente de Deus. Porém, na sua trajetória, fez várias escolhas erradas e transtornou sua casa e seu reino. Saul desobedeceu a Deus, ora exorbitando em suas funções, ora descumprindo ordens do Altíssimo. Inseguro, movido pelo ciúme e governado pelo ódio, destruiu sua própria vida, arruinou sua própria casa e desmantelou seu próprio reino. 

A casa de Saul pagou um alto preço pelas suas loucuras. Parte de seus filhos morreu na guerra; outros viveram no ostracismo. Porque Saul não soube governar seu próprio coração, não soube liderar também sua casa. Porque deixou de temer a Deus, passou a temer os homens. Porque não andou com Deus, fez errar a sua casa. Porque não foi um pai segundo o coração de Deus, seus filhos pagaram um alto preço. 

Ostentar uma coroa e ter o cetro do poder nas mãos não pavimentam o caminho da felicidade conjugal nem blindam os filhos de tragédias ruinosas. Saul subiu ao topo da fama e despencou de lá, arrastando consigo sua casa. Oh, que Deus nos livre de termos um coração transtornado e de transtornarmos nossa casa!

Pastor Hernandes Dias Lopes 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A família de Samuel

"Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e aceitaram subornos.. (1 Samuel 8.3) 

O nascimento de Samuel foi um milagre, sua vida foi um portento e sua morte, o fim de uma era. Samuel foi o maior profeta, o maior sacerdote e o maior juiz do período dos Juízes. Sua mãe orou por ele antes dele ser concebido e ele tornou-se um homem de oração. Sua conduta foi irrepreensível. Jamais deixou de exortar o povo e até mesmo de confrontar o rei. Nas turbulências da nação, nunca se esqueceu de orar pelo povo. Ninguém, jamais, conseguiu encontrar em sua vida qualquer brecha para acusá-lo ou desmerecer seu ministério. 

Seus filhos, porém, não andaram em seus caminhos. Houve uma falta de conexão entre a vida do pai e a vida dos filhos. Mesmo tendo um pai piedoso, profeta e intercessor, os filhos de Samuel colocaram os pés em veredas sinuosas. Eles se inclinaram à avareza, aceitaram subornos e perverteram o direito. Esses filhos jogaram fora o legado do pai. Às vezes, os filhos deliberadamente rejeitam seguir as pegadas de seus pais. 

Houve um tempo em que os filhos de Samuel deixaram de seguir seu conselho e abandonaram o caminho que o pai trilhou. Samuel começou bem sua carreira e a terminou bem, mas seus filhos escolheram outra carreira e deixaram uma desditosa herança e uma triste marca. Seus filhos têm andado nas veredas da justiça?

Pastor Hernandes Dias Lopes 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A família da Manoá

"Então, disse Manoá: Quando se cumprirem as tuas palavras, qual será o modo de viver do menino e o seu serviço?" (Juízes 13.12) 

Era o tempo dos juízes. Israel vivia numa gangorra, oscilando entre a opressão dos inimigos e o livramento de Deus. Nesse tempo, o Anjo do Senhor apareceu à mulher de Manoá, anunciando-lhe que conceberia e que seu filho seria consagrado ao Senhor desde o ventre. Manoá orou ao Senhor e pediu que o mesmo anjo voltasse e ensinasse a eles o que deveriam fazer ao menino que haveria de nascer (Juízes 13.8). O anjo veio a Manoá, e este perguntou-lhe: "... qual será o modo de viver do menino e o seu serviço?". 

Precisamos aprender como ensinar nossos filhos. Não existe doutorado na ciência de criar filhos. Precisamos ter a humildade de pedir direção do alto para desempenhar esse ministério. Precisamos aprender com Deus como educar nossos filhos. O modo de vida de nossos filhos não pode ser ditado pela cultura prevalecente. Os valores que devemos transmitir aos nossos filhos precisam emanar da Palavra de Deus e não dos conceitos secularizados da sociedade. 

Precisamos nos interessar pela vocação dos nossos filhos. Manoá queria saber acerca da vocação de seu filho, antes mesmo que ele fosse gerado. É fato incontestável que a distribuição das vocações é mais importante do que a distribuição das riquezas. Pai e mãe, vocês estão atentos à vida e à vocação de seus filhos? 

Pastor Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 26 de maio de 2015

A família de Eli

"Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o Senhor" (1 Samuel 2.12) 

Eli foi juiz e sacerdote de Israel por quarenta anos. Liderou o povo, mas descuidou-se dos filhos. Ao mesmo tempo que velava pelo povo, deixou de disciplinar seus próprios filhos. Hofni e Finéas, cresceram dentro da casa de Deus. Desde cedo, acostumaram-se com o culto e as ofertas. A casa deles estava encharcada da presença do sagrado. Entretanto, prevaricaram e tornaram-se culpáveis diante de Deus. Viveram em excessos. Tornaram-se adúlteros, blasfemos e insolentes. 

Perderam completamente o temor de Deus. Corromperam o sacerdócio. Profanaram a casa de Deus. Mancharam suas vestes. Tornaram-se falsos pastores. O povo todo via isso e falava para Eli, mas este amava mais a seus filhos do que a Deus e não os disciplinava com o rigor necessário. Deus usou o jovem Samuel para dar a sentença de morte sobre a casa de Eli. Este tornou-se um pai complacente com o pecado de seus filhos. 

Por causa do pecado deles, mais de trinta mil pessoas foram mortas no campo de batalha, a arca da aliança, símbolo da presença de Deus, foi roubada e eles foram mortos. O próprio Eli morreu ao saber das más notícias. Também morreu sua nora ao dar à luz a Icabode (que quer dizer: foi-se a glória do Senhor), uma evidência de que a glória de Deus havia se apartado deles. Se você, pai, ama seus filhos, ouse discipliná-los! 

Pastor Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A família de Josué

"... eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Josué 24.15) 

O povo de Israel, depois de quarenta anos de peregrinação no deserto, entrou na Terra Prometida. Foram sete anos de conquistas. A geração que saiu do Egito morreu no deserto. A geração que nasceu no deserto entrou na Terra Prometida. A terceira geração, que nasceu na Terra Prometida, já não conhecia mais a Deus. Josué tinha plena consciência dos riscos que a segunda geração enfrentava. Estavam entrando numa terra eivada de idolatria. Os povos ao redor eram pagãos. Misturar-se com eles, por meio de casamentos mistos ou aderir à sua fé por meio do sincretismo, seria uma derrota fatal. 

Portanto, Josué desafia o povo a temer a Deus e a segui-lo com integridade. Deu o seu exemplo: "... eu e a minha casa serviremos ao Senhor". Josué foi um líder que não terceirizou sua responsabilidade como pai. Ele não abdicou de sua liderança espiritual na família. Assumiu o seu papel e legou-nos um exemplo digno de ser imitado. 

Muitos maridos e pais, na atualidade, dão marcha à ré e abandonam a trincheira da liderança espiritual da família. Precisamos de homens de verdade, homens de honra, homens lideres, homens que tenham coragem de liderar sua própria casa. Capitular-se à ditadura do relativismo moral é entregar a família a riscos irreparáveis. Homens, não recuem! 

Pastor Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A família de Efraim

"Pelo que por muitos dias os chorou Efraim, seu pai, cujos irmãos vieram para o consolar" (1 Crônicas 7.22) 

Nossos filhos nem sempre são aquilo que planejamos. Efraim era filho de José, governador do Egito. Cresceu bebendo o leite da piedade e ouvindo as histórias mais comoventes de seus ancestrais. Casou-se. Teve filhos, mas sua história foi marcada por muita dor. A Bíblia registra os dramas de sua família (1 Crônicas 7.20-29). Dois de seus filhos, Ézer e Eleade, foram mortos pelos homens de Gate, roubando o gado destes. Efraim sepulta no mesmo dia seus dois filhos, mortos como ladrões de gado. 

Já imaginou o que significou para José, o governador do Egito, ir ao funeral de seus netos, assassinados como ladrões? (Gênesis 50.23). Efraim não fez outra coisa senão chorar (1 Crônicas 7.22). Mesmo quando nasceu outro filho, Efraim não conseguiu superar a dor, pois colocou o nome no menino de Berias, porque as coisas iam mal na sua casa (l Crônicas 7.23). O sofrimento de Efraim por causa desses dois filhos assassinados foi tão grande que não conseguiu ver sua filha Seerá se reerguendo dentro da família para ser uma empreendedora (1 Crônicas 7.24). 

O que nos enche a alma de esperança é que da família de Berias, nasceu Josué, o homem que libertou Israel da escravidão do Egito mais tarde. Aquilo que hoje é o nosso maior motivo de tristeza, pode se converter amanhã no nosso maior motivo de alegria!

Pastor Hernandes Dias Lopes 

terça-feira, 19 de maio de 2015

A família de José

"José ao primogênito chamou de Manassés [...] Ao segundo, chamou-lhe Efraim" (Gênesis 41.51,52) 

José era bisneto de Abraão, neto de Isaque, filho de Jacó e pai de Manassés e Efraim. Foi fiel a seu pai, a seu patrão, ao Faraó e, sobretudo, a Deus. Foi fiel na pobreza e na riqueza, na humilhação e na exaltação. Chegou no Egito como escravo. Foi mordomo de Potifar. Foi caluniado por sua patroa. Passou parte de sua juventude na cadeia, mas terminou sua carreira no trono. Foi vítima do ódio de seus irmãos, da paixão destemperada de sua patroa, da condenação injusta imposta por Potifar c da ingratidão do copeiro do Faraó. 

Jogado de um lado para o outro, ao sabor das tempestades mais violentas, foi forjado na bigorna da dor, acrisolado no cadinho do sofrimento, para ser o homem mais forte do maior império do mundo. José foi tirado do calabouço para o trono; saiu das cinzas da humilhação para a coroa do triunfo. Casou-se no Egito e quando nasceu seu primogênito, Manassés, levantou um monumento vivo para publicar seu perdão a todos os seus desafetos. 

Manassés significa: "Deus me fez esquecer". O perdão é maior do que o ódio. O perdão liberta, cura e restaura. Quando nasceu seu segundo filho, chamou-lhe Efraim, cujo significado é duplamente frutífero. Quando olhou para o passado resolveu perdoar; quando olhou para o futuro, viu a boa mão de Deus o conduzindo em triunfo.

Pastor Hernandes Dias Lopes 

domingo, 17 de maio de 2015

A família de Jacó

"Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice..." (Gênesis 37.3)

A história é nossa pedagoga ou nossa coveira. Quando não aprendemos com ela, somos castigados a repetirmos seus erros. Jacó não aprendeu como erro de seus pais e repetiu a transgressão deles. Teve muitos filhos, mas dentre todos, demonstrou predileção por José. Isso isolou José de seus irmãos e abriu um poço de ódio no coração deles, a ponto de não suportarem sua presença. O resultado foi uma ação covarde com José. Jogaram-no num poço e depois arrancaram-no de lá para vendê-lo como escravo para o Egito. Ainda, mentiram para Jacó, dizendo que ele tinha sido despedaçado por uma fera selvagem. 

Jacó chorou por José vinte e dois anos enquanto seus irmãos esconderam esse pecado e foram açoitados pelo chicote da culpa, sem qualquer descanso para a alma. Mesmo diante de uma providência tão carrancuda, Deus traçava um plano glorioso e mostrava nele sua face sorridente. José saiu de uma imunda prisão para se tornar governador do Egito, o maior império do mundo. 

José abriu os celeiros do Egito para matar a fome do mundo e com isso veio a ser chamado o Salvador do mundo. Deus transformou o que os irmãos de José fizeram contra ele em bênção e isso foi a razão de toda a família de Jacó não perecer pela fome. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus!

Pastor Hernandes Dias Lopes  

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A família de Isaque

"Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó" (Gênesis 25.28)

Isaque, filho de Abraão, casou-se com quarenta anos e foi pai de Esaú e Jacó aos sessenta. Seu casamento foi resposta de oração. Rebeca, sua mulher, era uma jovem bela e de grande fibra. Isaque era rico, piedoso e herdeiro de um grande legado espiritual. Aquele casamento tinha tudo para dar certo. Foi amor à primeira vista. Isaque orou pela cura de sua mulher vinte anos, pois ela era estéril. Quando engravidou, veio uma bênção dupla. Estava grávida de gêmeos e os meninos representavam duas nações. 

O próprio Deus disse que o mais velho, Esaú, seria servo do mais moço, Jacó. Depois que os meninos nasceram, o casamento passa para um segundo plano e os pais cometeram o erro de terem predileção por um filho em detrimento do outro. Isaque tinha preferência por Esaú e Rebeca por Jacó. Longe de construírem amizade entre os filhos, jogaram um contra o outro. Tentaram mudar os planos de Deus ou apressar as coisas, aprofundando ainda mais o fosso de inimizade entre os filhos. 

Por graça divina, mais tarde, os filhos vieram a se reconciliar, mas Isaque já estava muito velho para celebrar essa vitória e Rebeca já estava sepultada sem ver essa bênção. Tendo tudo para edificar uma casa de bênção, eles viram com tristeza a casa dividida. Como está a sua casa? 

Pastor Hernandes Dias Lopes

A família da Abraão

"... em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gênesis 12.3) 

Abraão nasceu em Ur dos caldeus, uma terra pagã, mas Deus o chamou de lá e prometeu-lhe uma terra deleitosa e uma numerosa descendência. Em Abraão todas as famílias da terra seriam abençoadas. Pela fé ele obedeceu e saiu rumo à terra prometida. O problema é que Abrão, mesmo tendo o nome de grande pai, não tinha filhos. Depois, Deus mudou o nome dele para Abraão, pai de uma numerosa nação, e o filho da promessa ainda não tinha chegado. Para agravar a situação, Abraão já estava com noventa e nove anos e Sara, sua mulher, além de já estar em idade avançada, era estéril. 

A promessa de Deus esbarrava em obstáculo intransponíveis. Abraão, porém, esperou contra a esperança e creu no Deus que chama à existência as coisas que não existem. Quando todas as probabilidades estavam esgotadas, Deus irrompeu na vida desse patriarca e cumpriu sua promessa. Isaque nasceu! Por meio dele, uma numerosa descendência foi suscitada. 

Abraão tornou-se o pai de todos os que creem. Nele foram abençoadas todas as famílias da terra, uma vez que os verdadeiros filhos de Abraão não são aqueles que têm o sangue de Abraão correndo em suas veias, mas aqueles que têm a fé de Abraão habitando em seus corações. Todos nós, que cremos em Cristo Jesus, somos legítimos filhos de Abraão! 

Pastor Hernandes Dias Lopes 

terça-feira, 12 de maio de 2015

A família de Ló

"...Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor" (Gênesis 13.12,13) 

Ló era um homem justo. Enquanto esteve sob a sombra de seu tio Abraão, caminhou vitoriosamente. Porém, depois que se descolou do tio, tomou decisões erradas e pagou um alto preço por isso. Ló levou sua família para as campinas do Jordão e foi armando suas tendas para as bandas de Sodoma e Gomorra, as cidades do pecado. Foi seduzido pelo brilho da prosperidade. Aproximou-se a tal ponto dessas cidades corrompidas que não conseguiu romper com a cultura delas. 

Por ser um homem justo, afligia sua alma com tudo o que via e ouvia nesse lugar encharcado de devassidão. Suas filhas casaram-se com homens ímpios e se enraizaram nessas cidades. Sua mulher fincou pé nesse lugar e apegou-se a essa cultura decadente. O pecado de Sodoma e Gomorra foi tão grande que Deus resolveu varrê-las do mapa. Mandou anjos à casa de Ló com ordens expressas: abandone a cidade com sua família e não olhe para trás! 

Sua mulher, porém, desobedeceu a essa ordem e tornou-se uma estátua de sal. Ló fugiu com suas filhas, mas acabou se tornando o avô de seus filhos e o pai de seus netos. Sua descendência, os amonitas e os moabitas, se tornaram nações idólatras e inimigas do povo de Deus. Ló pagou um alto preço por levar sua família para a cidade do pecado. Você tem protegido sua família? 

Pastor Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 8 de maio de 2015

A família de Noé

"Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim..." (Gênesis 7.1)

Alguém já disse, e com razão, que Noé foi o maior evangelista de todos os tempos, porque, embora, ninguém creu em sua pregação, levou para a arca da salvação toda a sua família. Vale a pergunta: "O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua família?" Que sabor tem um homem chegar ao topo da pirâmide e alcançar sucesso em sua vida profissional e financeira e deixar para trás sua família? Nenhum sucesso vale a pena se o preço a pagar é o fracasso da família.

Noé não entrou sozinho na arca. Levou sua mulher, seus três filhos e suas três noras. Ninguém de sua família ficou para trás. Todos foram salvos e sobreviveram ao dilúvio. O exemplo de Noé deve nos motivar a lutar por nossa família. Nosso tesouro mais precioso não são os bens que granjeamos, mas a família que temos. Nossos filhos valem mais do que toda a riqueza do mundo.

Nossa família merece nossos melhores investimentos e deve ser o alvo das nossas orações mais fervorosas. Nenhum homem pode abrir mão de sua família. Nenhum pai pode desistir de ver seus filhos salvos e seguros dentro da arca da salvação. A salvação dos filhos é mais importante do que o sucesso deles. A salvação da família deve ser o nosso mais alto ideal, a nossa mais intensa luta, a nossa mais doce alegria.

Pastor Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 5 de maio de 2015

Fé por meio do amor

Porém, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra. (Atos 1:8)

Para incrédulos em geral, o avanço da ciência desmascarou a crença em Deus, julgando que a fé é uma apreensão infantil da existência. Neste caso, a única alternativa para “pessoas maduras” seria o ateísmo. Contudo, o que dizer de muitos cientistas, incluindo alguns ateus, que enxergam as limitações existentes na ciência? Infantil seria tomar as teorias científicas para “explicar o mundo”, uma vez que a ciência pode explicar, na melhor das hipóteses, os fenômenos observados no mundo. Se a tese dos incrédulos estivesse correta, todos os cientistas que mantêm crenças na existência de Deus deveriam ser considerados infantis e supersticiosos, e seus estudos não poderiam ser respeitados. Será que a religião teria envenenado Michelangelo, Dante, Bach, a arquitetura gótica e tantas outras realizações inconcebíveis sem a fé cristã?

Para o ateísmo fundamentalista como o de Richard Dawkins, a religião também é “essencialmente nociva”. Não há dúvida de que em nome de Deus e do cristianismo tem havido violência, fanatismo, guerras e intolerância. Contudo, se qualquer movimento for avaliado por aquilo que ele apresenta de pior, nenhum passaria no teste. Por outro lado, a sociedade ocidental jamais poderá ser compreendida sem os valores herdados do cristianismo.

A compaixão, por exemplo, singularmente ilustrada na parábola do bom samaritano, não poderia ter surgido na Grécia. Os espartanos deixavam os bebês que nasciam mais débeis para morrer ao relento. Platão, em A República, claramente flerta com a eugenia. O cristianismo, por sua vez, apresenta a misericórdia como valor inegociável, que constitui o embrião para o serviço social, a expansão dos hospitais e o estabelecimento de grandes universidades. Se as barbáries fossem praticadas apenas em nome da religião, o argumento ateu faria sentido. Mas o que dizer daqueles que cometeram atrocidades em nome do ateísmo?

Como o casal McGrath observa no livro O Delírio de Dawkins, se o mundo fosse mais como desejaria Jesus de Nazaré, a violência poderia ser, de fato, algo do passado. Se, por um lado, as piores testemunhas contra o cristianismo são alguns cristãos, por outro lado, as melhores e mais brilhantes testemunhas do cristianismo também são os cristãos. Este é seu desafio, querido leitor: vindicar o nome de Cristo e da fé em sua vida diária por meio do amor e do serviço.