terça-feira, 31 de março de 2015

O motivo da divina eleição

Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus ele também separou a fim de se tornarem parecidos com o seu Filho. Ele fez isso para que o Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos. (Romanos 8:29)

É muito polêmica a discussão sobre eleição divina. Chega a ser engraçada. O imbróglio gira em torno da soberana escolha que Deus faz de certas pessoas para serem seus filhos, enquanto outras não são escolhidas. Esse assunto começou quando Deus escolheu Jacó, mas rejeitou Esaú, embora ambos ainda estivessem no ventre de Rebeca, esposa de Isaque, filho de Abraão (Romanos 9). No meio dessa discussão toda, as pessoas esquecem-se do principal: Para qual objetivo Deus escolheu as pessoas para serem seus filhos?

Se cremos que fomos escolhidos, por que os fomos? A Bíblia diz que Deus nos escolheu para serem conformes à imagem de seu Filho querido. Deus está no controle de toda a nossa vida e nos direciona para cumprirmos o objetivo principal que é tornar-nos parecidos com Jesus. Para nos tornar semelhantes a Jesus, Deus pode até usar a adversidade ou o sofrimento. Vai depender do caminho que ele achar mais adequado para cada pessoa. O importante é que tudo está debaixo de sua soberania e sob seu controle absoluto. Nós apenas temos que confiar que o resultado dessa transformação será o melhor.

Nós não sabemos o que virá nos acontecer amanhã. Às vezes os acontecimentos não farão muito sentido, não conseguiremos visualizar algo bom diante das lutas que passaremos ou já estamos passando. Mas Deus prometeu que realizará em nós um bom trabalho. Ele também prometeu que vai trabalhar para que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que o amam, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano (Romanos 8:28). Entretanto, não podemos parar a leitura nesse versículo. É preciso seguir adiante no texto e perceber que aqueles que já haviam sido escolhidos desde a eternidade, foram assim escolhidos para se tornarem parecidos com Jesus Cristo. Esse é o motivo da divina eleição.

Cabe a ele realizar esse propósito em nós, e nós colocarmo-nos à sua disposição. Ele começará a boa obra em nós e certamente a aperfeiçoará até ao dia da volta de Jesus Cristo. Somente seremos perfeitos quando ele completar essa obra. Não será aqui na terra. Aqui jamais seremos perfeitos. A obra será completa quando chegarmos ao céu. Nesse meio tempo, seremos apenas gratos por termos sidos escolhidos.

Você pode agradecer a ele por ter sido escolhido? Se o Espírito Santo estiver tocando o seu coração agora, pode ter a certeza que você é um escolhido. Então agradeça-o e se coloque à disposição para que ele comece a fazê-lo parecido com Jesus Cristo.

terça-feira, 24 de março de 2015

Novela Babilônia

O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, alguns abandonarão a fé. Eles darão atenção a espíritos enganadores e a ensinamentos que vêm de demônios. (1 Timóteo 4:1) 

Felizmente, a novela Babilônia vem registrando péssimos índices de audiência para o padrão que a TV Globo se acostumou a alcançar no horário das 21h com seus folhetins. No dia 16 de março, estreou-se com 33 pontos de audiência, e na terça-feira, marcou 32 e no dia seguinte, 29 pontos segundo medição do Ibope. No último sábado, 21 de março, a novela Babilônia obteve apenas 22 pontos de audiência segundo os dados prévios do Ibope, decretando a primeira semana da nova novela das 21 horas como a pior semana de estreia de uma novela na história da Globo. 

Para aqueles que ainda insistem em assistir a essa novela, gostaria de deixar as palavras a seguir. 

A antiga cidade de Babilônia, antes Babel, começou imediatamente após o Dilúvio e simboliza a expressão da rebelião direta do homem contra Deus e contra a Sua ordem de serem fecundos para encherem a terra. Ao invés disso, concentraram-se em um só lugar e começaram a construir a torre de Babel. O Senhor interveio e espalhou a humanidade rebelde confundindo seus idiomas. No Hebraico, a palavra Babilônia significa confusão. 

“Babel foi a primeira tentativa de unificação da humanidade para causar um curto-circuito no propósito de Deus. Essa primeira cidade pós-diluviana foi projetada expressamente para frustrar o plano de Deus relativo à humanidade. As pessoas buscavam unidade e poder, e Babel deveria ser a sede governamental desse poder. Babilônia, a cidade feita por homens, que tenta se elevar até o céu, foi construída em direta oposição ao plano de Deus.” (Dyer, Rise of Babylon, p. 47.)

O livro de Apocalipse revela o que acontecerá no fim dos tempos. O seu autor descreveu uma visão na qual um anjo descia do céu com grande poder gritando em voz forte: “— Caiu! Caiu a grande Babilônia! Agora quem vive ali são os demônios e todos os espíritos imundos. Todos os tipos de aves e feras imundas e nojentas vivem nela. Pois todas as nações beberam do seu vinho, o vinho forte do seu desejo imoral. Os reis do mundo inteiro cometeram imoralidade sexual com ela, e os homens de negócio deste mundo se enriqueceram à custa das práticas sexuais sujas da prostituta.” (Apocalipse 18:2-3) 

O nome escolhido para a novela Babilônia não foi por acaso. A escolha tem tudo a ver com o conteúdo até então se mostrado expressamente abominado por Deus. Assistir à essa novela e deixar as suas cenas entrarem em nossa mente é como estar na cidade de Babilônia participando da sua programação. 

Portanto, siga as palavras bíblicas: “— Saia dessa cidade, meu povo! Saiam todos dela para não tomarem parte nos seus pecados e para não participarem dos seus castigos!” (Apocalipse 18:4)

terça-feira, 17 de março de 2015

A recompensa da fé

Se obedecerem aos meus mandamentos, eu continuarei amando vocês, assim como eu obedeço aos mandamentos do meu Pai e ele continua a me amar. — Eu estou dizendo isso para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa. (João 15:1-11) 

Na luta diária contra o câncer, tenho aprendido que a alegria é fruto do Espírito Santo, e só pode ser genuinamente usufruída por aqueles que andam na fé.

“Certo rei instruiu seu jardineiro a plantar uma árvore e colocar sobre ela uma estátua para simbolizar a alegria. Esta árvore serviria para mostrar ao mundo que o rei tentou tornar seu reinado feliz e frutífero. O jardineiro plantou uma palmeira. 

Quando o rei veio inspecionar o trabalho, olhou para a estátua da alegria e disse: — eu estava certo de que você simbolizaria a alegria com alguma árvore que desse flores, como a tulipa ou a magnólia. Como a imponente palmeira pode simbolizar alegria?

Disse o jardineiro: — Árvores que dão flores conseguem sua nutrição de fontes abertas. Elas vivem em florestas aprazíveis, junto a outras árvores como elas. Mas, eu encontrei esta palmeira sozinha, em um terreno arenoso. Suas raízes haviam encontrado uma fonte escondida em um local profundo, bem abaixo da superfície em chamas. Então, eu pensei, a maior alegria não pode ser vista ou compreendida pelos homens.”

A alegria vem de Deus como resultado da fé e obediência. A abundância de alegria está diretamente ligada à proximidade e constância da pessoa em relação ao caminho do Senhor. A verdadeira alegria é, evidentemente, independente das circunstâncias.

Há uma citação de Jô Soares que diz “a melhor maneira de ser feliz com alguém, é aprender a ser feliz sozinho. Daí a companhia será questão de escolha e não de necessidade.”

De fato, “precisamos entender que a luz de Jesus Cristo, dentro de nossos corações, nos enche de verdadeira e suficiente alegria. Não dependemos de outros para experimentar alegria. Da mesma forma que uma palmeira não necessita da companhia de outras árvores para florescer e dar fruto.”

Mas o propósito da alegria é providenciar bênçãos para as pessoas, mesmo que a tenhamos adquirido no deserto, diretamente do Pai. A alegria nos habilita a desfrutarmos de tudo o que Deus nos tem dado, seja bem ou mal. Quando recebemos a alegria do Senhor, esta alegria pode e deve ser dividida com outras pessoas, em todo tempo.

Que Deus possa recompensar a tua fé, dando-lhe alegria neste momento.

terça-feira, 10 de março de 2015

Misericórdia, não sacrifício

Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores. (Mateus 9:13)

[“Senhor”, disse eu, “quero ser um homem de Deus, e não de mim mesmo. Então a ti eu entrego meu dinheiro, meu carro – e até a minha casa.” Depois, satisfeito e contente, descansei com um sorriso e cochichei para Deus: “Garanto que já faz um tempo desde que alguém tenha dado tanto – tão livremente.” E a resposta dele me surpreendeu. 

Ele disse, “Não exatamente.” “Desde o começo dos tempos, nenhum dia se passou sem que alguém oferecesse escassos níqueis e moedas de prata.” Altares de ouro e cruzes, contribuições e penitências, monumentos de pedras e torres de igrejas: mas por que não arrependimento? O seu dinheiro, as estátuas, as catedrais que você construiu, você realmente pensa que preciso de ofertas de culpa? 

“Os seus lábios não conhecem orações. Os seus olhos não têm compaixão. Mas você irá à igreja (quando estiver na moda ir à igreja).” “Dê-me somente uma lágrima – um coração pronto para ser moldado. E eu te darei uma missão, uma mensagem tão audaz – Que fará com que o fogo seja levado para onde só existia morte. E o seu coração será queimado pela minha vida e pelo meu sopro.” 

Eu coloquei as minhas mãos nos bolsos e sacudi a poeira. É duro ser corrigido, mas valeu o esforço para entender o pensamento de que a cruz não está à venda e de que o sangue de Cristo não pode ser comprado.] (Max Lucado)

Pensando nessa reflexão, eu me pergunto: O que estou oferecendo a Jesus? Que dom Jesus me pede? Será que realmente já aceitei o sacrifício que Jesus fez na cruz para que eu alcançasse a Salvação e tivesse garantida a minha entrada no céu? O que oferecemos a Jesus deve ter a motivação correta. Devemos oferecer a Deus a nossa vida como gratidão pela Salvação que Ele já nos garantiu com o sangue de Seu Filho, mas como?

Certa feita, um ouvinte perguntou: – Pastor, seu sermão sobre o Céu foi excelente. Mas não nos disse onde o Céu está. O Pastor respondeu: – Estou retornando de uma visita lá no alto do morro. Em uma pequena casa, lá em cima, mora uma senhora, membro de nossa igreja. Ela é viúva e tem dois filhos pequenos. Ela e seus filhos estão doentes e não têm nada em casa para comer. Compre alguns mantimentos e leve lá, e diga-lhe: “Minha irmã, eu trouxe esses alimentos no nome do Senhor Jesus”. Pegue sua Bíblia e leia o Salmo 23 e logo a seguir ajoelhe-se e faça uma oração por ela e os filhos. Garanto que você verá o Céu.

Não existe maior alegria do que a prática da misericórdia. Isso é muito diferente de apenas entregarmos os nossos dízimos e ofertas na Casa do Senhor, frequentarmos os cultos, e acharmos que esse “sacrifício” é suficiente para nos tornar pessoas verdadeiramente usadas por Deus.

terça-feira, 3 de março de 2015

O segundo toque

Algumas pessoas trouxeram um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. Ele pegou o cego pela mão e o levou para fora do povoado. Então cuspiu, passou a saliva nos olhos do homem, pôs a mão sobre ele e perguntou: — Você está vendo alguma coisa? O homem olhou e disse: — Vejo pessoas; elas parecem árvores, mas estão andando. Jesus pôs outra vez as mãos sobre os olhos dele. Dessa vez o cego olhou firme e ficou curado; aí começou a ver tudo muito bem. (Marcos 8:22-25)

Apesar de ter Cristo curado dezenas de cegos ao longo do Seu ministério, nenhum, todavia, se parece com este e com o modo como o Senhor o curou. A maneira como Jesus curou esse cego nos faz lembrar a ação do Espírito Santo no novo convertido.

Quando o evangelho é ouvido, a primeira função do Espírito Santo é dar vistas aos olhos cegos, que não podem contemplar a Deus e a Sua vontade. Nesta fase inicial, tendo recebido o primeiro toque, o novo crente passa a ver, porém, não claramente. Para se alcançar uma visão perfeita é preciso receber o segundo toque. De fato, a conversão acontece em três fases:

A primeira fase é o nascimento. Do mesmo modo que uma criança recém-nascida enxerga as cores e os traços anuviados, assim acontece com os recém-nascidos em Cristo Jesus. Ele começa a ver algo novo, mas de maneira obscurecida. O novo convertido passa a ter contato com a Palavra de Deus, porém não a entende perfeitamente.

Agora vem a segunda fase, ou a intermediária, muito importante. O cego passou a ver, mas via pessoas como árvores andando. Ele ainda tinha uma visão tosca. Ora, pessoas não parecem árvores, e árvores não andam. Apesar de meio “tola”, a resposta dele foi sincera. Ele reconheceu que precisava de algo mais. Ele precisava do segundo toque. 

Somente após o segundo toque é que a visão fica perfeita. E essa representa a terceira fase na conversão. É necessário que o novo convertido receba o segundo toque do Espírito Santo para que desenvolva a sua salvação. E como fez o cego, o cristão tem que olhar firme para Jesus. Por si só, ele jamais conseguirá avançar.

Quantas pessoas recebem o primeiro toque e param no meio do caminho, não pedem o auxílio do Espírito Santo para crescerem na graça e no conhecimento de Deus. Apesar de terem ouvido o evangelho, compreendido o amor de Deus, e até mesmo participarem de uma comunidade cristã, não têm, todavia, a percepção clara e nítida do propósito eterno de Deus para suas vidas. 

Todos nós precisamos ter a visão clara do propósito de Deus: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.” Se ainda não temos esta visão, é porque precisamos do segundo toque.