quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O suicida

Eu escrevo essas coisas a vocês que creem no Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna (I João 5:13).

Alguém que comente suicídio perde a vida eterna?

Em primeiro lugar, o suicídio não é uma saída àqueles que sofrem. Deus é capaz de trazer bálsamo às emoções e restaurar a alegria de viver. 

Entretanto, é preciso saber o que significa ter a vida eterna. No dia em que o mundo foi criado, Deus já havia escolhido os que terão a vida eterna. A vida eterna é um dom gratuito, recebido por meio da união com Jesus Cristo. Deus, por causa do seu amor, trabalha para que os escolhidos se tornam seus filhos, pois este é o seu prazer e a sua vontade soberana (Livro de Efésios).

Toda pessoa nasce espiritualmente morta e sem a vida eterna. Deus dá vida àqueles que ele escolheu. Nesse momento, os escolhidos passam a enxergar a Verdade e são convencidos do pecado por obra exclusiva do Espírito Santo (João 16:8). Em seguida, Deus inicia neles o trabalho da regeneração e continua até que esteja completo no dia da volta de Jesus Cristo (Filipenses 1:6). Durante essa nova vida, os escolhidos – ou eleitos – eventualmente cometem pecados porque ainda não atingiram a plenitude da santidade; mas não vivem na prática do pecado, pois são nascidos de Deus e neles permanece a divina semente (1 João 3:9). Por si sós, eles não têm como evitar o pecado. Somente Deus pode impedir que caiam na fé e só ele pode apresentá-los sem defeito e cheios de alegria na sua gloriosa presença (Judas 1:24). Que gloriosas promessas!

Então, se a salvação, ou a vida eterna, é obra realizada inteiramente por Deus, obviamente permanecer salvo também o é. São essas as divinas obras que dão segurança e tranquilidade aos eleitos. Não é o que fazem ou deixem de fazer que lhes garante a salvação. Pelo contrário, o estilo de vida dos eleitos é pautado pela salvação e pela obra da regeneração que os fazem permanecer salvos até o fim. O cometimento eventual de um pecado – qualquer que seja – não tira a salvação dos eleitos, exatamente por causa dessa eterna segurança. 

O suicida não é um pecador pior do que aquele, por exemplo, que maltrata seu corpo até a morte com o uso de drogas, estresses ou falta de cuidados com a saúde. Muitos morrem repentinamente e sequer têm tempo para se arrepender. No entanto, Deus, pela sua infinita misericórdia e soberania, pode ter escolhido salvar a ambos. 

Sendo assim, afirmar categoricamente que o suicida perde a vida eterna seria uma afronta à soberania de Deus.