sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Dias complexos

"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele." (Provérbios 22:6)

As influências e pressões de muitas novas propostas têm interferido fortemente na vida das pessoas, famílias e instituições, inclusive na vida da Igreja. Temos vivido numa época em que o mundo está complicado, deixando muitas pessoas confusas e instituições em crise. 

Verdades fundamentais, que outrora eram cridas como absolutas e das quais não se podia abrir mão, desde as últimas décadas do século XX vem sendo minadas por meio de diversos movimentos chamados pós-modernistas. Dentre eles, o pluralismo religioso. 

Hoje em dia, segundo uma das pressuposições desse pluralismo religioso, não existe a verdade absoluta, mas verdades, pois tudo se tornou relativo. Ficando assim, na dependência direta de quem interpreta e defende um determinado assunto o que seria a sua verdade. E daí, o que é verdade para um pode não ser verdade para o outro. Pelo que, nenhum interlocutor pode reivindicar ser o detentor da “verdade verdadeira" ou, ao mesmo tempo, todos são detentores de suas verdades. 

Conscientes dessa situação não podemos acomodar, haja vista que dentre toda essa relativização encontram-se, também, as verdades fundamentais e históricas do nosso cristianismo, pois, segundo tais entendimentos nenhuma religião, inclusive o cristianismo, seria o depositário da verdade. É ou não e um tempo complicado e difícil? 

Dentre tantos outros exemplos de relativismo, certamente já ouvimos alguém ou muitas pessoas dizerem que “todos os caminhos levam a Deus”. Essa afirmação faz parte dessa relativização ferrenha, pois vem da boca daqueles que defendem as várias verdades em contraposição e ataque aqueles que creem na unica Verdade e no único Caminho de acesso ao Pai e ao Seu Reino. 

Essa proposta diabólica cai por terra quando nos atentamos à pregação de Jesus sobre o dia do Juízo Final descrito em Mateus 25:31-46. Naquele dia, realmente, todos estarão diante do trono do Filho de Deus, mas para serem julgados, O texto bíblico é claro a respeito disso, quando diz que ”... todas as nações serão reunidas em sua presença, (Mateus 25:32), porém, ”...ele separará uns dos outros, como o pastor separa os cabritos das ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, a esquerda” e, como veredito final o Justo Juiz dirá aos que estiverem a Sua direita “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mateus 25:34); bem como, aos que estiverem a Sua esquerda ”Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41 ). E assim, uns irão para o castigo eterno (condenação), e outros para a vida eterna (salvação) - inferno e céu, respectivamente (Mateus 25:46). 

Pois bem, considerando que a modernidade nos apresenta propostas de uma conduta hipócrita e nos estimula a viver sob padrões “politicamente corretos", precisamos crer, pregar e colocar em prática, mais do que nunca, os ensinamentos bíblicos e devemos ensinar aos nossos filhos o caminho em que devem andar para que nunca se afastem dele.

Como servos de Deus fomos chamados e capacitados justamente para esse fim: para falar da verdade e para vivê-la. Como um povo da verdade, devemos com amor, fé e oração quebrar o silencio e rejeitarmos a vida de padrões duplos propostos nas mais diversas áreas da pós-modernidade. 

Rev. Walter Mello