sexta-feira, 10 de julho de 2015

Leva-me para a rocha

"Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim." (Salmos 61:2)

Há momentos em que nos sentimos longe de Deus. A vida espiritual pode estar bem. Não existe motivo aparente para sentirmos derrotado, mas a sensação de um Deus distante, perturba a alma. Isso é fruto da natureza pecaminosa que carregamos mesmo depois da conversão. Esse tipo de sentimento estará dentro de nós até que chegue o dia em que finalmente possamos ver cara a cara a Jesus.

O versículo acima apresenta uma oração feita de todo coração. As orações devem ser assim. O formalismo é uma barreira intransponível para aproximarmos de Deus. Devemos dizer a Deus na nossa oração o que estamos sentindo e não apenas o que achamos que devemos dizer.

Quando oramos de todo coração uma das primeiras coisas que reconhecemos é quão pequenos e finitos somos, e quão grande e poderoso é o Senhor. Isso cria em nós o senso de dependência e não de insignificância. É um cristianismo doente aquele que leva a criatura sentir-se distante de Deus.

Davi sentia que estava “nos confins” da Terra. Mas a criatura deseja sentir-se perto do Criador e por isso suplica: “leva-me para a rocha que está alta demais para mim.”

Os padrões da vida cristã sempre estarão altos demais para nós e no entanto é justamente a obediência a esses padrões o que garante a felicidade nesta terra. Que situação contraditória. O salmista quer chegar perto, mas sente que a rocha é alta demais.

O que fez Deus para vir ao nosso encontro? “O Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (João 1:14) Referindo-se ao povo de Israel, Paulo afirma: “Todos eles beberam da mesma fonte espiritual, porque bebiam de uma Rocha espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. (I Coríntios 10:4)

A palavra pedra no texto original é ‘petra’ (rocha) e não ‘lithos’ (piedra). Jesus é a rocha eterna e não “é alta demais”, no sentido de inatingível. Ele se fez homem, veio a este mundo para guiar os nossos passos e ser o nosso refúgio constante.

Antes de sairmos para a luta da vida, digamos hoje no nosso coração: “Desde os confim da terra clamo por ti, no abatimento do coração: leva-me para a rocha que é alta demais para mim.”