quarta-feira, 1 de julho de 2015

Deus incomparável

Não há entre os deuses semelhantes a ti, Senhor, e nada existe que se compare às tuas obras. (Salmos 86:8)

A nossa atitude diante das dificuldades da vida depende da dimensão de nosso Deus. Se nosso Deus for pequeno, fabricado, imaginado, qualquer problema será uma barreira impossível de ser vencida. O ser humano é contraditório. Gosta de pequenos deuses, apenas para acalmar a consciência. Deuses “chaveiros”, “amuletos, “energia”, “luz”, “aura” – “Deus está em tudo”, afirma a criatura. Repete isso todos os dias e acaba acreditando.

É cômodo acreditar num deus que não mostra o caminho. Limita-se a acompanhar e estar a “serviço” da criatura. A tragédia é que diante das circunstâncias difíceis da vida, você descobre que todos esses deuses “criados” são apenas paliativos. Não fazem nada. Nada resolvem. Não há poder neles.

Foi esta realidade que levou Davi fazer a oração registrada no salmo oitenta e seis. Neste salmo, o poeta expressa súplica e confiança. Vive um momento terrível. “Estou aflito e necessitado,” diz no verso um. Da perspectiva humana, parece não haver solução. Não tem mais forças para continuar lutando. Limita-se a chorar. As lágrimas parecem lavar o coração, e a angústia que sufoca.

Davi não criou pequenos deuses. Nas noites claras e estreladas, enquanto cuidava do seu rebanho no campo, ele contemplava a grandeza do Deus criador. O seu Deus estava por cima de qualquer outro deus. Era incomparável e eterno. Por isso nesta oração, suplica e ao mesmo tempo confia.

Qual é o drama que você vive neste momento? Qual é a tragédia que parece destruir a vida de alguém que você ama? Sente-se indefeso, incapaz de fazer algo para ajudar e se limita a sofrer?

Antes de iniciar a caminhada do dia, separe uns minutos para meditar nas grandes obras que Deus já fez na sua própria história. Acaso Deus não o livrou outras vezes? Se o fez antes porque não o fará agora? O nosso Deus é incomparável!