domingo, 28 de junho de 2015

O amor venceu. Será?

Sexta-feira, 26/6, celebridades americanas expressaram nas redes sociais a felicidade com a legalização do casamento homossexual. A grande maioria usou a hashtag #LoveWins ("o amor venceu", em português), que o presidente Barack Obama popularizou em poucos segundos ao escrever no Twitter que "todos nascemos iguais". 

Será mesmo que o amor venceu? É incrível como o ser humano é capaz de acreditar com muita facilidade que o amor precisa de uma lei que o ampare para ser vencedor. O que uma lei pode mudar no amor entre duas pessoas, sejam homo ou heterossexuais? Nada!

Amor, afetividade, sexo e cumplicidade não precisam ser submetidos ao aval de um juiz ou da comunidade. Quando se ama, ama-se independente de legalização ou aceitação da sociedade. Ama-se no recôndito do coração, sem a necessidade de extravagância. Mas as pessoas insistem em registrar o seu amor em cartório, perante um juiz e testemunhas, e esbanjá-lo como se isso fosse primordial para a segurança do relacionamento. Para que todas essas manifestações e modinhas em prol de uma legalização? Será que é tudo mesmo por causa do amor?

Os homossexuais, como pessoas, merecem o nosso respeito, a nossa aceitação, a nossa amizade, e as nossas orações. Desde os primórdios, sempre houve homossexuais e a falta de uma lei nunca impediu a concretização de sua relações homo afetivas. 

Mas agora, com seus relacionamentos legalizados, os homossexuais passarão a ter direito de casarem "de papel passado", obtendo todos os diretos matrimoniais comuns. Casar "de papel passado" ainda é muito valorizado porque indica um rito social transmitido através das gerações. Perante a sociedade e a lei, funciona como uma condição mais séria de relacionamento. 

Com a legalização, os homossexuais terão direito à partilha dos bens oriundos da união. Certamente passarão a dar carta de divórcio e os tribunais, hoje empanturrados, ficarão ainda mais congestionados de processos envolvendo brigas dolorosas e agressões, exatamente como acontece com os heterossexuais. 

É verdade que muitos ficarão unidos aos seus “cônjuges”, mesmo sem amor, pois separar significa aceitar prejuízos materiais. Provavelmente, veremos homossexuais matando seus cônjuges para receberem o seguro de vida, a fortuna do parceiro, etc.

Veremos muitos sentirem saudade do tempo, em que apenas o amor, a atração, o sexo eram pontos necessários para duas pessoas ficarem juntas. É claro que os sentimentos e a disponibilidade do casal em ser feliz são os principais fatores que levam à felicidade numa relação, e isso não dá para registrar em cartório. 

A legalização da união homo afetiva não mudará, como muitos pensam, o respeito. Infelizmente a intolerância, a bestialidade, a crueldade, o preconceito não acabarão, porque procedem do coração maldoso. Somente o amor de Deus pode dar ao homem respeito aos homossexuais, assim como aos negros, brancos, magros, gordos, baixos, altos, portadores de necessidades especiais, etc. Por mais que existam leis, as mazelas continuarão, trazendo dores e marcas irreversíveis. 

Diante disso, eu não afirmo categoricamente que "o amor venceu", porque com a rotina da vida, a legalização das relações homo afetivas ainda trará muito aborrecimento. Isso não é maldição, é fato!

Desejo aos homossexuais muitas felicidades em suas escolhas. Continuo a respeitá-los e a amá-los, embora pecadores como todos nós carentes da misericórdia de Deus.