terça-feira, 10 de março de 2015

Misericórdia, não sacrifício

Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores. (Mateus 9:13)

[“Senhor”, disse eu, “quero ser um homem de Deus, e não de mim mesmo. Então a ti eu entrego meu dinheiro, meu carro – e até a minha casa.” Depois, satisfeito e contente, descansei com um sorriso e cochichei para Deus: “Garanto que já faz um tempo desde que alguém tenha dado tanto – tão livremente.” E a resposta dele me surpreendeu. 

Ele disse, “Não exatamente.” “Desde o começo dos tempos, nenhum dia se passou sem que alguém oferecesse escassos níqueis e moedas de prata.” Altares de ouro e cruzes, contribuições e penitências, monumentos de pedras e torres de igrejas: mas por que não arrependimento? O seu dinheiro, as estátuas, as catedrais que você construiu, você realmente pensa que preciso de ofertas de culpa? 

“Os seus lábios não conhecem orações. Os seus olhos não têm compaixão. Mas você irá à igreja (quando estiver na moda ir à igreja).” “Dê-me somente uma lágrima – um coração pronto para ser moldado. E eu te darei uma missão, uma mensagem tão audaz – Que fará com que o fogo seja levado para onde só existia morte. E o seu coração será queimado pela minha vida e pelo meu sopro.” 

Eu coloquei as minhas mãos nos bolsos e sacudi a poeira. É duro ser corrigido, mas valeu o esforço para entender o pensamento de que a cruz não está à venda e de que o sangue de Cristo não pode ser comprado.] (Max Lucado)

Pensando nessa reflexão, eu me pergunto: O que estou oferecendo a Jesus? Que dom Jesus me pede? Será que realmente já aceitei o sacrifício que Jesus fez na cruz para que eu alcançasse a Salvação e tivesse garantida a minha entrada no céu? O que oferecemos a Jesus deve ter a motivação correta. Devemos oferecer a Deus a nossa vida como gratidão pela Salvação que Ele já nos garantiu com o sangue de Seu Filho, mas como?

Certa feita, um ouvinte perguntou: – Pastor, seu sermão sobre o Céu foi excelente. Mas não nos disse onde o Céu está. O Pastor respondeu: – Estou retornando de uma visita lá no alto do morro. Em uma pequena casa, lá em cima, mora uma senhora, membro de nossa igreja. Ela é viúva e tem dois filhos pequenos. Ela e seus filhos estão doentes e não têm nada em casa para comer. Compre alguns mantimentos e leve lá, e diga-lhe: “Minha irmã, eu trouxe esses alimentos no nome do Senhor Jesus”. Pegue sua Bíblia e leia o Salmo 23 e logo a seguir ajoelhe-se e faça uma oração por ela e os filhos. Garanto que você verá o Céu.

Não existe maior alegria do que a prática da misericórdia. Isso é muito diferente de apenas entregarmos os nossos dízimos e ofertas na Casa do Senhor, frequentarmos os cultos, e acharmos que esse “sacrifício” é suficiente para nos tornar pessoas verdadeiramente usadas por Deus.