terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Na bigorna

Alegrem-se por isso, se bem que agora é possível que vocês fiquem tristes por algum tempo, por causa dos muitos tipos de provações que vocês estão sofrendo. Essas provações são para mostrar que a fé que vocês têm é verdadeira. Pois até o ouro, que pode ser destruído, é provado pelo fogo. Da mesma maneira, a fé que vocês têm, que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada para que continue firme. E assim vocês receberão aprovação, glória e honra, no dia em que Jesus Cristo for revelado. (1 Pedro 1:6-7)

A bigorna é usada para moldar e fabricar ferramentas, facas, grades e inúmeros objetos, aquecendo-se o ferro forjado até atingir o nível de calor denominado rubro, no qual o metal fica bastante elástico e pode ser trabalhado com pancadas fortes e constantes de diversos tipos de martelo.

Muitas vezes o ferreiro Deus nos coloca na bigorna para sermos remodelados. Segundo Max Lucado, em seu livro Moldado por Deus, o ferreiro sabe o tipo de instrumento que deseja. Sabe o tamanho, a forma e a força.

Passar pela bigorna dói, exige desconforto. Ser derretido como um ferro velho e moldado como novo é um processo lento. Entretanto, para que sejam completamente removidas as cicatrizes, as rachaduras e as impurezas, é preciso que o metal continue na bigorna o tempo necessário. Quanto maiores as imperfeições, maior é o tempo na bigorna. 

Mas “com passar do tempo, uma mudança ocorre: o que não tinha corte se torna afiado; o que era torto, fica reto; o fraco ganha resistência; o inútil passa a ter valor.”

A hora da bigorna pode ser uma doença, a morte de um ente querido, a separação, a dificuldade financeira. Você pode estar passando pela bigorna. Eu estou. Mas a enfrentamos com fé. Não adianta fugir. Seria como tentar fugir de Deus.

O ferreiro Deus só concluirá seu trabalho quando a ferramenta estiver perfeita para uso. O último estágio da preparação só chega quando Ele percebe que a ferramenta não possui mais rachaduras. Então, Ele a mergulha na água fria, que é o refrigério por ele mesmo providenciado.

Após o refrigério, a ferramenta chega à conclusão de que é preferível passar na bigorna, a estar totalmente esquecida, jogada num canto e imprestável para seu Mestre. Mas enquanto se passa na bigorna, é preciso visualizar o resultado futuro com os olhos da fé. Foi assim que Jesus, Pedro, Davi, Elias, Paulo... suportaram a bigorna até o fim. 

Certamente, a bigorna é necessária para aqueles que se dispõem a ser uma ferramenta útil na obra de Deus. 

“Se Deus colocar você na sua bigorna, agradeça. Isso significa que ele acha que ainda vale a pena remodelar você.” (Max Lucado)