terça-feira, 11 de novembro de 2014

Atração fatal

É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. (Lucas 18:25)

Na sociedade capitalista, o dinheiro é visto apenas como um meio de troca. Jesus, contudo, usou o termo aramaico Mamon para descrevê-lo.

Dessa forma, Ele o personificou, tratando o dinheiro como uma divindade. Para o Senhor, Mamon de fato é um deus contrafeito, em oposição ao Deus verdadeiro. O que Jesus revela é que o dinheiro é um poder tão forte que a maioria chega a considerá-lo capaz de fazer aquilo que apenas Deus pode fazer. O dinheiro exerce uma força espiritual, e sua relação com as pessoas é descrita em termos de “senhor e servo”. Para multidões, o dinheiro é o único relacionamento sério. Tudo o mais – amor, justiça, sabedoria e vida – não passa de palavras, conceitos, abstrações.

Pelo dinheiro, as pessoas chegam a se matar trabalhando, alienando-se daqueles a quem amam e por quem são amadas. A sociedade cuidadosamente treina as pessoas, persuadindo-as a trabalhar muito para comprar coisas para seus queridos. É como se dissessem: “As coisas expressam nosso amor melhor do que nossa mera presença.”

Que o dinheiro é um poder espiritual, não há dúvida. Muitos creem que, se o possuírem, todos os problemas estarão resolvidos. Nenhum outro conceito está mais arraigado no psiquismo humano. Se você desejar lutar contra a obesidade, dependência do álcool, tabagismo, drogas ou sexo disfuncional, encontrará ajuda para vencer essas dependências. Mas não existe nenhuma ajuda contra a ganância. O dinheiro é promovido de todas as formas, como se o valor pessoal dependesse dele. As pessoas se sentem orgulhosas de sua busca por mais dinheiro. Pais instigam seus filhos desde cedo a lutarem por ele, e a ganância é vista como virtude, estimulada e aplaudida.

Jesus conclui Seu diálogo com o jovem rico (Lucas 18:16-30), que se afasta triste, com o texto de hoje sobre o camelo passar no fundo da agulha. Na Idade Média, muitas interpretações tentaram diluir a força dessa afirmação. Jesus, contudo, literalmente utiliza o maior animal e o menor orifício conhecidos na Palestina para ilustrar a realidade do obstáculo. Esse é o tamanho da dificuldade. Por quê? O dinheiro tende a tornar Deus desnecessário. Impossível que o rico entre no reino? Não! No capítulo seguinte, em Lucas 19, lemos a respeito de Zaqueu, o rico convertido de sua idolatria e contrafação. Como Zaqueu, faça de Cristo o Senhor de sua vida.

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