sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O caminho da salvação

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)

De acordo com as Escrituras, o homem pecou e o salário do pecado é a morte (Romanos 3:23; 6:23). Deus é justo e exige que Sua lei seja satisfeita antes que o culpado possa ser perdoado (Provérbios 17:15). Na plenitude dos tempos, o Filho do Homem tornou-se homem e andou nesta terra em perfeita obediência à lei de Deus (Gálatas 4:4). No fim de Sua vida e de acordo com a vontade do Pai, Ele foi crucificado pelas mãos de homens iníquos (Atos 2:23). Na cruz, ele tomou o lugar de Seu povo culpado e seu pecado foi imputado a Ele (2 Coríntios 5:21). Como o portador dos pecados, Ele se tornou maldição de Deus, abandonado por Deus, e esmagado sob o peso da ira de Deus (Gálatas 3:13; Mateus 27:46; Isaías 53:10). Mediante a Sua morte, a dívida do pecado foi paga, as exigências de justiça de Deus foram satisfeitas, e a ira de Deus foi satisfeita. Desta maneira, Deus resolveu o grande dilema. Ele puniu justamente os pecados de Seu povo na morte de Seu único Filho, e portanto, pode livremente justificar a todos que depositam sua esperança n’Ele.

Por meio da morte de Seu Filho, Deus pode agora ser o justo e justificador até mesmo do mais vil pecador que coloca sua esperança n’Ele (Romanos 3:26). Contudo, o Evangelho é mais do que a liberação da condenação do pecado; é também uma libertação do poder do pecado. Em sua primeira epístola, o apóstolo João nos diz: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1 João 5:1). Este novo nascimento que capacita um homem a se arrepender e crer para a salvação, também o capacita a andar em novidade de vida (Romanos 6:4). Através da obra regeneradora do Espírito Santo, o coração de pedra do incrédulo, que estava espiritualmente morto e indiferente a Deus, foi substituído por um coração de carne viva que é tanto propenso quanto capaz de ouvir a Sua voz e segui-Lo (Ezequiel 36:25-27). Apesar de ele ter sido uma árvore má dando maus frutos, ele agora é uma boa árvore plantada junto a ribeiros de água, que dá seus frutos na devida estação, e cujas folhagens não murcham (Mateus 7:17-18; Salmo 1:3). Assim, o crente não é apenas justificado, mas também é a própria obra que Deus criou em Cristo Jesus para as boas obras (Efésios 2:10). De fato, esta contínua transformação moral na vida do crente é a base de sua garantia e a evidência da verdadeira conversão.

O Evangelho é uma notícia chocante, mas a pergunta permanece: “Como a salvação pode ser obtida?” “O que um homem deve fazer para ser salvo?” A resposta é clara: ele deve “arrepender-se e crer no Evangelho” (Marcos 1:15). Há diversas passagens na Bíblia que refutam qualquer argumento ou sugestão de que um homem possa ser salvo por sua própria virtude e mérito. Em nós mesmos, somos destituídos de ambos, e mesmo o que possa ser chamado de boas obras diante de outros homens, não são nada além de trapos de imundícia diante de Deus (Isaías 64:6). Portanto, para sermos salvos, para obtermos a salvação prometida no Evangelho, devemos rejeitar toda e qualquer confiança na carne, e confiar apenas em Cristo (Filipenses 3:3). O salvo é o homem que concordou com Deus a respeito de seu estado pecaminoso, renunciou toda a confiança em sua virtude e mérito, e depositou toda sua esperança para salvação na pessoa e na obra de Jesus Cristo. É este o caminho da salvação, cheio de pedras, mas com o final feliz.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Jesus: Homem de palavra

Jesus disse: — Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim. (João 14: 1) 

Um adolescente aventureiro estava com seus amigos do grupo de escoteiros fazendo uma daquelas excursões sobre uma fileira de montanhas. Desta vez a aventura seria tão extasiante que seu pai resolveu acompanhá-lo na expectativa de poder ajudar em uma eventual estripulia. De repente, o adolescente gritou do alto de uma grande pedra: – Ei, papai! Apanha-me! O pai se virou assustado, quando percebeu que seu filho já havia saltado alegremente em sua direção. Mal teve tempo de abrir os braços para segurar e evitar que seu filho despencasse no chão.

Após um longo suspiro, e ainda com a voz um pouco embargada, o pai exasperado disse: – Filho, você pode me dar uma boa razão por que fez isso? Ele respondeu com uma calma impressionante: – Eu pulei porque sabia que você iria me pegar... Afinal, você é meu pai! Toda a certeza de que estaria seguro estava baseada na confiança em seu pai. Seu pai era um homem confiável.

De semelhante modo, temos a certeza de que podemos nos lançar nos braços de Deus em qualquer momento, porque Ele é digno de confiança. Muitos se esquecem da confiabilidade de nosso Pai Celestial. A Bíblia nos admoesta de que temos um Pai que está em todo tempo ao nosso lado, pronto para nos ajudar em qualquer situação. Não recebemos o espírito de escravidão, para vivermos, outra vez, atemorizados, mas recebemos o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai (Romanos 8:15).

Por outro lado, não devemos confiar em nossas próprias habilidades – que achamos que temos, mas não temos – para encontrar a solução correta para os nossos problemas. Deus disse: Maldito o homem que confia no homem, [ou seja, em si mesmo], faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor! (Jeremias 17:5).

Podemos confiar nossas vidas e nossos anseios no Pai Celestial. Se dúvidas nos assaltam, devemos simplesmente olhar para o Seu convincente, evidente e perfeito histórico expressado na vida de Seu Filho Jesus Cristo! Por exemplo, Jesus disse que iria morrer e morreu (Mateus 20:18). Ele disse que iria ressuscitar dos mortos no terceiro dia e o fez (v. 19). Ele disse que voltaria ao Pai e assim aconteceu (João 7:33). 

Deus Filho foi um homem de palavra e, por causa disso, podemos ter a certeza que Deus Pai cumprirá as Suas promessas em nossas vidas. O Filho, enviado pelo Pai, disse que veio para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância (João 10:10). E assim será.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Por que os líderes mentem

Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que é o seu costume, pois é mentiroso e é o pai de todas as mentiras. (João 8:44)

O cientista político John Mearsheimer, autor do livro “Por que os líderes mentem”, afirma que a mentira dos líderes políticos tende a ter resultados desastrosos. Não existe uma razão única que explique por que os líderes mentem. Tudo depende das circunstâncias. Em uma situação de guerra, pode ser importante dizer uma mentira ao inimigo para que se possa enganá-lo e ganhar uma vantagem militar, por exemplo. Em tempos de paz, um estadista pode se ver no meio de uma crise muito difícil de ser contornada a não ser com o apoio da opinião pública. Neste caso, a saída pode estar em mentir para seu próprio povo, para escapar de uma eventual guerra que pode ser evitada. Todos eles podem se encontrar em uma situação complexa que ocasiona uma forte tentação de mentir para superá-la. Geralmente, não é uma decisão egoísta, mas para o bem do próprio país.

Entretanto, para um líder, mentir traz mais prejuízos do que benefícios. Há muito mais desvantagens em se mentir, especialmente para seu próprio povo. Um prejuízo grave é encorajar uma cultura de desonestidade, onde não há mais confiança. Faz muito mais sentido para um líder dar o exemplo e promover a honestidade entre seu povo. Esse tipo de pedagogia ajuda, por exemplo, a criar um ambiente de negócios estável, o que só traz vantagens à economia do país.

Sabemos que a mentira, em seus diferentes aspectos, é nociva ao ser humano, leva-o à perdição e ofende gravemente a Deus. O mais triste é que o homem ama a mentira, não ama a verdade, pois ele é mau por natureza (Romanos 1:25). E todos aqueles que ouvem mentiras e acreditam nelas é porque ainda não acolheram o amor da verdade para serem salvos (II Tessalonicenses 2:10). Toda mentira, pequena ou grande, é um instrumento do Diabo. O Diabo com seu instrumental de mentira rouba, mata e destrói o homem (João 10:10). 

Devemos aborrecer a mentira, em qualquer forma que se apresente. Temos que amar a verdade, a qual está em nós, e estará para sempre (II João 1,2). Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros (Efésios 4:25).

Da mesma forma os líderes políticos, se quiserem fazer um bom governo e trazer prosperidade ao país, devem abandonar a mentira, a começar pela campanha política. Por sua vez, o povo deve ser encorajado a ser honesto e confiável, honrando o seu voto elegendo políticos sérios e íntegros. Porque quem pratica a mentira é filho do Diabo.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Não se preocupem, orem

Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido. (Filipenses 4: 6) 

Acho interessante que a palavra “preocupação” tenha suas origens em outra palavra que significa “sufoco”. Isto é exatamente o que a preocupação faz: Ela nos sufoca. A preocupação não ajuda em nada, e realmente torna as coisas piores. A preocupação aumenta nossos problemas. 

Efésios 6:18 nos diz para fazer tudo orando a Deus e pedindo a ajuda dele. Orar sempre, guiados pelo Espírito de Deus. Ficar alertas. Não desanimar e orar sempre por todo o povo de Deus. Observe o uso da palavra “tudo”; “sempre”; “todo”. Em tudo que fizermos... em toda ocasião... para todo o povo e em todos os lugares. Quando juntamos estas palavras, temos a ideia de que Deus está nos dizendo para orar o tempo todo por todas as coisas que nos preocupam. 

Nesses dias em que o povo brasileiro vai às urnas para escolher aqueles que conduzirão o futuro da nossa nação, muitos estão sentido nos ombros a responsabilidade pela escolha dos governantes. De fato, o Brasil não está passando por um bom momento ético, político e econômico e precisa de mudança. Mas mudança requer saída da zona de conforto, e isso gera preocupação.

Em vez de ficarmos preocupados, devemos ser incentivados a orar pelo nosso país. É a coisa mais importante que podemos fazer para garantir o futuro da nação – pois a menos que oremos, não temos nenhuma garantia de que Deus continuará a abençoar-nos. Porque devemos orar pelos líderes? Uma das razões é porque Deus nos ordena na sua Palavra, a Bíblia. Oremos pelo governo e por todos os outros que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito aos outros (1 Timóteo 2:2).

Orarmos pela nossa nação também nos lembra que somos dependentes de Deus por tudo o que somos e tudo o que temos. Toda a riqueza e prosperidade vêm de Deus; ele governa todas as coisas com o seu poder e a sua força e pode tornar grande e forte qualquer pessoa (1 Crônicas 29:12).

Nunca pense que seja inútil orar, pois não é. Quanto pior seria se as pessoas não orassem? Tire tempo para orar pela nossa nação e os seus líderes, para que Deus conduza o povo a votar de acordo com a sua perfeita vontade. “Então, se o meu povo, que pertence somente a mim, se arrepender, abandonar os seus pecados e orar a mim, eu os ouvirei do céu, perdoarei os seus pecados e farei o país progredir de novo” (2 Crônicas 7:14).

Portanto, não fiquemos preocupados, mas oremos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O falso evangelho

Alguns [heróis da fé] foram torturados até a morte; eles recusaram ser postos em liberdade a fim de ressuscitar para uma vida melhor. Outros foram insultados e surrados; e outros, acorrentados e jogados na cadeia. Outros foram mortos a pedradas; outros, serrados pelo meio; e outros, mortos à espada. Andaram de um lado para outro vestidos de peles de ovelhas e de cabras; eram pobres, perseguidos e maltratados. Andaram como refugiados pelos desertos e montes, vivendo em cavernas e em buracos na terra. O mundo não era digno deles! Porque creram, todas essas pessoas foram aprovadas por Deus... (Hebreus 11:35-39)

Milhões de pessoas foram seduzidas pela pregação de uma heresia recente conhecida como “teologia da prosperidade”. A convicção central do movimento da prosperidade é a ideia de que é plano de Deus que os cristãos, sempre e em cada caso, tenham saúde física, riqueza e sucesso material. Assim, o alvo da vida cristã seria atingir ilimitado bem-estar materialista. Vemos nisso uma radical mudança de ênfase: da providência centralizada em Deus, tradicionalmente afirmada pelo cristianismo, para a prosperidade centralizada no ser humano. A implicação é desastrosa para cristãos pobres e enfermos. Por falta de fé ou por não estarem utilizando as fórmulas corretas para “torcer” o braço de Deus, eles estariam fora do ideal divino.

Neste “evangelho”, Deus é reduzido a um tipo de “gênio da lâmpada” a serviço dos caprichos humanos. Ele e Seu Universo giram ao redor do conforto pessoal. Isso dá a esses pretensos cristãos a “liberdade” de se aproximarem dEle com a imposição de suas fantasias de sucesso e prosperidade, como se realização materialista fosse a marca de verdadeira espiritualidade, e a solução final de todos os problemas do homem. Tudo o que se precisa é “balançar” o dedo atrevido na face de Deus e “reclamar” aquilo que foi “visualizado”, falar “palavras de fé” ou “dar testemunho positivo” para que automaticamente alcancem aquilo que supostamente lhes foi prometido.

O neopaganismo da prosperidade, com base na ignorância da Palavra de Deus, não passa de uma teoria herética, uma versão piorada do hedonismo e materialismo do capitalismo ocidental. O texto de hoje fala de pessoas que não se ajustam às noções fantásticas da prosperidade aqui e agora. A vida delas, com enormes dificuldades, mas em submissão a Deus, envergonha o superficialismo da religiosidade de milhões em busca de “pão e circo”. 

Ser um discípulo de Cristo não significa que não teremos dias ruins. Significa apenas que, em meio às perplexidades e aos desencantos, podemos olhar além e ver que Deus é bom. O que de fato nunca falha é Sua graça, mesmo em nossos vales de sombras e tribulações.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Está escrito

“Disse-lhe o Diabo: Eu lhe darei todo este poder e toda esta riqueza, pois tudo isto me foi dado, e posso dar a quem eu quiser.” (Lucas 4:6)

É certo que não devemos acreditar em absolutamente nada dito pelo Diabo, pois é mentiroso e pai da mentira. No trecho bíblico citado acima, vemos Satanás tentando o Senhor Jesus com uma asseveração distorcida, qual seja: “pois tudo isto me foi dado, e posso dar a quem eu quiser”. Embora Adão tenha se rendido ao poder do diabo quando pecou juntamente com Eva, entregando ao Diabo o senhorio sobre o mundo, o qual havia recebido de Deus, a argumentação de Satanás, no momento em que tentava o Senhor Jesus, está impregnada pela soberba e pela obsessão doentia por domínio e glória, logo gravemente distorcida. Em palavras mais simples, podemos dizer que a tentação era real, sem dúvida, mas a proposta falaciosa.

Unindo seu poder de sedução com fatos distorcidos (a mentira), o Diabo ofereceu ao Senhor Jesus “toda esta autoridade e a glória destes reinos”, sendo que o que Satanás tinha a oferecer era, na realidade, muito menor do que tentou fazer parecer. Ainda que, de fato, possuindo enorme influência sobre este mundo, o que podia ser visto no comportamento do Império Romano (Jesus nasceu quando esse império dominava o mundo), Satanás possuía (e possui) sua autonomia e influência sobre os homens totalmente limitadas e freadas por Deus. A verdadeira soberania provém de Deus e é ele quem decide quem pode receber o que e quando (João 19:10-11).

Nada, ninguém ou coisa alguma jamais pôde agir nos céus, ou debaixo deles, sem a permissão do Deus Todo-Poderoso, o Criador.

A tentação sofrida pelo Senhor Jesus foi real, horrível e terrível, mas o Senhor, de modo espetacular, derrotou o diabo e todas as suas mentiras (Lucas 4:8).

E todas as vezes que o Senhor Jesus disse “está escrito”, isto ele o fez significando “Deus diz”, e isto significa “ponto final” diante de qualquer tentação. É uma das mais poderosas armas espirituais que temos a nosso favor contra o mal!

Embora, como já dito, o domínio de Satanás sobre este mundo seja limitado e freado por Deus, isto não significa que a enorme influência que o Diabo tem sobre este mundo não seja real. Vemos este fato nas Escrituras: “Não posso continuar a falar com vocês por muito tempo, pois está chegando aquele que manda neste mundo. Ele não tem poder sobre mim;” (João 14:30). 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A vitória em Cristo

Pois amar a Deus é obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de serem obedecidos porque todo filho de Deus pode vencer o mundo. Assim, com a nossa fé conseguimos a vitória sobre o mundo. (1 João 5: 3-4) 

Sabemos que Cristo nos assegura o céu na vida além-túmulo. Mas muitas vezes nos esquecemos de que Cristo também é a garantia de libertação do pecado enquanto aqui vivemos. Mesmo sabendo disso, muitas vezes nos deixamos seduzir pelos livros de autoajuda e pensamos que podemos superar o pecado somente pela fé. 

A fé cristã não é simplesmente fé na capacidade que o homem tem de decidir pecar ou não pecar. Ela tem um complemento: o Senhor Jesus Cristo, a Rocha Eterna, o nosso Deus. Então, não é a fé em nosso esforço pessoal que vai nos livrar do pecado, porque o pecado é mais forte do que nós. A nossa natureza sozinha não tem força para vencer as tentações da carne. Mas Cristo nos complementa.

Podemos ter fé em nossos esforços, mas o texto nos transmite claramente a ideia de que a nossa fé somente nos dará a vitória se nós contarmos com a ajuda de Cristo. Para isso, precisamos amá-lo obedecendo aos seus mandamentos. A fé é o canal que nos liga a Cristo e por meio do qual recebemos dele a vitória.

Nosso foco deve ser amar a Cristo, reconhecendo tudo que Ele é e não apenas o que Ele fez na cruz. Cristo é mais do que o nosso Salvador. Ele é a nossa fortaleza e nosso refúgio. Cristo é a verdadeira vida em nós, e, quando ele voltar, nós tomaremos parte na sua glória. 

Se negligenciarmos quem Cristo é e nos concentrarmos apenas no que Ele fez na cruz, nós não conseguiremos vencer o pecado. Temos que lembrar-nos de que Cristo continua trabalhando em nós e por nós. Necessitamos de sua ação em nós todos os dias. 

Nós não vencemos o mundo com fé em nossa própria força. Nós não temos uma fonte de energia dentro de nós que nos fortalece nas adversidades. A superação sobre uma vida de pecado e decadência espiritual é obra do Senhor Jesus Cristo. A nossa fé tem que ser acima de tudo em Cristo que, demonstrada pela obediência aos seus mandamentos, produz em nós a força sobrenatural contra as tentações. 

Que peçamos a Deus a graça para nos lembrar de que a vitória sobre o pecado, sobre a dúvida e sobre o desânimo é fruto da obra redentora e intercessora de Cristo, complementada pelo nosso esforço em amá-lo.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Você amou?

Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me. (Mateus 25:35- 36)

O teste final da religião não é a "religiosidade", mas o amor. O Evangelho de Mateus (25:31-46) descreve a cena do julgamento final. Assentado no grande trono branco, Jesus Cristo reunirá todas as nações ao Seu redor. Naquele dia, a questão não será: "Você creu?" A pergunta mais importante vai ser: "Você amou?" Não há nisso nenhuma contradição com a fé. A questão real é se nossa fé nos levou ao amor. Em última análise, o fundamental não é em que eu acreditei, mas se aquilo em que eu disse crer pôde me transformar e levar à prática do amor.

Você entende? Naquele terrível dia de julgamento, Jesus nem mesmo mencionará o que, em geral, consideramos "grandes pecados". Pecado é transgressão da lei, mas o fim da lei é o amor. Negar o amor é negar o Espírito de Jesus. Esta é a evidência final de que nós nunca O conhecemos ou de que Ele jamais viveu em nós. Negar o amor significa que Ele nunca inspirou nossas ações, nunca motivou nossa vida, apesar de nossas pretensões e "discursos religiosos".

Negar o amor é afirmar que vivi para mim e pensei apenas em mim. Vivi como se Jesus não tivesse vivido e morrido. Assim será na presença do Filho do homem: Sua humanidade há de julgar nossa desumanidade! O espetáculo será terrível quando Seus olhos penetrarem cada um, e todos se sentirem como despidos, diante daquele olhar, sem nenhum esconderijo ou máscara. Ali nos encontraremos novamente com aqueles que amamos ou aqueles que ignoramos, negligenciamos e desprezamos. Nenhuma testemunha será necessária. Nenhuma acusação. As palavras que ouviremos naquele dia não virão da teologia, mas da vida. Não da igreja nem da religião, mas daqueles com quem nossos caminhos cruzaram. Nem mesmo da Bíblia, mas dos copos de água e do alimento que servimos em nome de Cristo.

Jesus afirma: "Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor" (Jo 13:35). O apóstolo João declara: "Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte" (1Jo 3:14). No primeiro texto, o amor revela quem somos, a nossa identidade. No outro, o amor revela onde estamos. Mostra se passamos da morte para a vida ou se permanecemos no reino das trevas e da morte. Em relação à prática do amor, quem é você e onde você está?
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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Quem comanda o seu candidato?

Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. (João 17:18)

O povo brasileiro anseia por mudanças na velha política e volta às urnas na tentativa de encontrar homens e mulheres realmente comprometidos com o bem da nação. Infelizmente a “nova política” dificilmente encontrará terreno fértil, quaisquer que sejam os vencedores destas eleições, porque a maioria dos candidatos não se sente confortável em defender publicamente o legado de Jesus Cristo.

O legado de Jesus Cristo como líder constitui uma inspiração para todos, e Seu estilo de liderança deve ser colocado em prática por todos Seus seguidores. Ele foi o líder modelo: o mais revolucionário, capaz, solidário, dedicado e eficiente. Trabalhou com um grupo pouco promissor de “associados”, mas, apesar de severas disfunções, saíram para realizar com sucesso a tarefa para a qual Ele os havia treinado. E eles fizeram isso por uma razão básica: estar com Ele outra vez. Jesus os cativara.

Jesus apresenta dois aspectos decisivos em Seu perfil de líder. Primeiro, Ele triunfou sobre a grande tentação de usar Sua autoridade para benefício próprio. No deserto, Satanás ofereceu-Lhe várias “oportunidades de negócios”. Mas Ele não as aceitou porque não estavam relacionadas com Sua missão de servir aos outros. Ali estava alguém dotado com poder ilimitado. Ele poderia ter feito literalmente qualquer coisa. Contudo, não construiu nenhum projeto de poder. Não se valeu de propagandas enganosas. Não entrou em nenhuma aventura comercial que poderia ter financiado Sua missão, que era específica, mas radicalmente focada.

Segundo, Jesus legou-nos o exemplo de Sua submissão ao “Chefe”. É claro que os líderes devem ouvir as pessoas e circunstâncias. Contudo, em primeiro lugar, devem definir quem é o “chefe”. Para muitos, o chefe é o “umbigo”. Para outros, é a corrupção. Jesus, em Sua encarnação, sabia quem era Seu “Chefe”. Encontrava-Se com Ele diariamente para alinhar Sua agenda e desempenho. Esse compromisso era inegociável. Nada o interrompia. Quem bom seria se todos os líderes tivessem essa submissão a Deus!

Nas eleições, observe atentamente os seus candidatos políticos. Eles têm potencial para serem líderes eficazes? Que palavras positivas melhor os descrevem? Quem eles são no dia a dia? São probos? Ou pairam-lhes suspeitas? Quem é que comanda os seus ideais? É o dinheiro? O poder pelo poder? O interesse particular? Observe se eles são guiados pelo interesse público de construir um país melhor para nós e nossos filhos. Pense nisso antes de votar!