terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Líder perfeito

Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem. (João 7:46)

Como em todas as eleições, o povo brasileiro volta novamente às urnas na tentativa de encontrar pessoas que realmente sejam bons líderes. É lamentável saber que esta tarefa não é tão fácil.

Qual teria sido o maior líder de todos os tempos? Por todos os critérios de avaliação, Jesus Cristo reina supremo. Seu estilo de liderança encarnou todas as virtudes e nenhum defeito. Muitos livros publicados nos últimos anos focalizam, de forma analítica, Seus surpreendentes métodos. Jesus viveu menos de 34 anos. Suas atividades públicas não excederam a três anos e meio. Cercou-se de um pequeno grupo de seguidores, nenhum deles cujo nome merecesse um lugar na história.

Contudo, pouco depois de Sua morte, o movimento que Ele iniciara se expandiu grandemente, chegando a alcançar pessoas improváveis. Em alguns séculos, o império que O crucificara curvou-se aos Seus pés. Após dois mil anos, Seus seguidores somam mais de um bilhão de pessoas, e a cada ano milhões de novos cristãos são acrescentados. A organização que Ele fundou, a igreja, possuiu ramificações em todas as partes do mundo, sem qualquer sinal de decadência. Jesus inspirou tamanho grau de lealdade em Seus seguidores que o poder de sacrifício de milhões deles é incalculável.

Que métodos de liderança Ele adotou? Aqueles que consideram Jesus irrelevante para a vida moderna estão mortalmente enganados. Quem, além dEle, conseguiu produzir impacto tão permanente? Muitos executivos estão persuadidos de que os princípios de Jesus podem ser aplicados em qualquer área da vida: no escritório, na escola, na fábrica ou nos negócios. Considere Seu estilo: Jesus Cristo foi um grande planejador. Estava preparado. Escolheu Seus colaboradores cuidadosamente. Para preencher um cargo-chave, eliminou todos os obstáculos e alistou Saulo de Tarso. Ensinou e treinou. Foi absolutamente íntegro. Enfrentou a corrupção imediatamente. Nunca prometeu o que não poderia cumprir. Foi humilde. Soube valorizar a colaboração. Demonstrava prontidão em Suas respostas. Sabia como repreender. Desencorajou a bajulação e as disputas internas por posições. Foi um servo. Não vivia ansioso. Evitou a arrogância ou a megalomania. Era justo e imparcial. Aceitou os riscos de Sua missão. Cuidou das crianças e dos fracos. Deixou que os resultados falassem por Ele. Era inspirador. Nunca tentou servir a dois senhores.

Imite-O em Sua vida e atividades, e você ficará surpreso com os resultados.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Posso “Ficar”?

Ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador. (I Tessalonicenses 4:6)

Defraudar é despertar em alguém um desejo que você não pode satisfazer, é enganar e iludir. A Bíblia nos fala que a vontade de Deus é a nossa santificação, que nos afastemos da prostituição e que saibamos possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como quem não conhece a Deus.

Existem várias formas de defraudar alguém. “Ficar” é uma delas. Ficar é uma defraudação física, emocional, e espiritual. No Ficar há um interesse superficial de uma pessoa por outra. Pode ser uma carência física, emocional, ou apenas um desejo de mostrar para os amigos que também faz “o que todo mundo faz”.

Ficar é uma defraudação porque a pessoa se acha “o bonitão” ou “a gostosa” e usa essa beleza física para provocar a libido alheia. A pessoa fica com quem quer, satisfaz os seus desejos, sejam eles quais forem, e depois troca a pessoa por outra. 

O Ficar defrauda fisicamente porque desperta o desejo sexual que pode não ser satisfeito. O Ficar defrauda emocionalmente porque a pessoa é iludida e continua carente e frustrada com relacionamentos que não dão em nada. O Ficar defrauda espiritualmente porque fica aquele “peso” na consciência. O Ficar, em todos os aspectos, vai contra a palavra de Deus. A Bíblia chama isso também de imoralidade.

Acariciar demasiadamente um a outro até o limite da excitação sem poderem consumar o ato sexual é defraudação. Usar roupa sensual para provocar a libido alheia também é defraudação. Existem beijos e abraços que não combinam com um namoro santo, no qual não pode haver sexo antes do casamento. Se beijar leva-o a pecar, então não beije. Se abraçar leva-o a pecar, então não abrace. O mundo pressiona rapazes e moças a ter um namoro carnal, no entanto, relações com defraudação tem destruído sentimento e promovido dor e insegurança. 

Portanto, vigiemos para que o pecado da defraudação não destrua o nosso relacionamento. Deus não nos chamou para vivermos na imoralidade, mas para sermos completamente dedicados a ele. Quem rejeita esse ensinamento não está rejeitando um ser humano, mas a Deus, que nos dá o seu Espírito Santo. Defraudar, “Ficar” e comportar sexualmente de forma inadequada é rejeitar a Deus.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Saber envelhecer

Na velhice, eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida. (Salmos 92:14)

Envelhecer é um pesadelo para muitas pessoas. Há uma luta inútil e muitas vezes patética pela juventude eterna. E uma indústria prospera por trás dessa batalha: dos cirurgiões plásticos aos fabricantes de tintura para cabelos. Um medicamento afirma poder devolver a potência da juventude a homens de meia idade ou anciões, outro promete deter a queda dos cabelos e até restabelecer franjas que o tempo levou. A mídia, compreensivelmente, uma vez que o tema é campeão de audiência, dá um amplo espaço aos vendedores de juventude. Basicamente, o que explica tudo isso é a angústia que nos toma quando percebemos que não somos tão jovens assim. Temos uma opinião negativa da velhice. Daí a origem da nossa aflição, que não é um assunto novo.

Desde sempre a humanidade se deixou atormentar por esse fantasma. Muitos filósofos se detiveram sobre o tema e se esforçaram para nos ajudar a lidar melhor com a passagem do tempo. Um deles foi Marco Túlio Cícero (106 – 43 a.c.), estadista e pensador romano que se transformou no símbolo supremo da oratória. Em sua obra Saber Envelhecer(L&PM), Cícero enumera as vantagens desprezadas da velhice. Na dedicatória, ele diz: “Senti tal prazer em escrever que esqueci dos inconvenientes dessa idade; mais ainda, a velhice me pareceu repetidamente doce e harmoniosa”.

Cícero comenta um fato incontestável: “Todos os homens desejam avançar a velhice, mas ao ficarem velhos se lamentam. Eis aí a conseqüência da estupidez”. Depois ele toca em outro ponto crucial, que vale para tudo na vida: uma vez que somos submetidos a obstáculos e desafios, e que a sorte instável ora nos ergue e ora nos derruba, o que muda mesmo é a maneira com que cada um de nós lida com sua cota de agruras. Um mesmo aborrecimento é leve para uns e insuportável para outro. Afirma Cícero: “Os velhos inteligentes, agradáveis e divertidos suportam facilmente a idade, ao passo que a acrimônia, o temperamento triste e a rabugice são deploráveis em qualquer idade”.

Mas a melhor forma mesmo de se envelhecer é dar graças a Deus que está no controle de tudo! O Salmista dá uma aula de saber envelhecer quando afirma que é bom cantar hinos em honra ao Altíssimo! Ele dá o caminho das pedras para uma boa velhice tão claramente explicado nas palavras que profere ao Criador: "Como é bom anunciar de manhã o teu amor e de noite, a tua fidelidade, com a música de uma harpa de dez cordas e ao som da lira! Ó Deus, os teus feitos poderosos me tornam feliz! Eu canto de alegria pelas coisas que fazes. Que grandes coisas tens feito, ó Senhor! Como é difícil entender os teus pensamentos! Aqui está uma coisa que o tolo não entende, e o ignorante não pode compreender: os que praticam más ações crescem como a erva, e os perversos podem prosperar, porém eles serão completamente destruídos. Pois tu, ó Senhor, estás para sempre acima de tudo e de todos. Nós sabemos que os teus inimigos morrerão e que todos os maus serão derrotados. Tu me tens tornado forte como um touro selvagem e me tens abençoado com a felicidade. Tenho visto a derrota dos meus inimigos e ouvido os gritos dos maus. Os bons florescem como as palmeiras; eles crescem como os cedros dos montes Líbanos. Eles são como árvores plantadas na casa do Senhor, que florescem nos pátios do Templo do nosso Deus. Na velhice, eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida. Isso prova que o Senhor Deus é justo, prova que ele, a minha rocha, não comete injustiça" (Salmos 92).

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Presentes como ferramentas

Será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido. (Lucas 12:48b) 

Muitos já ouviram esta frase: “daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido”. Isso é uma boa coisa, e é justa. Quando uma organização começa a investir em um atleta, por exemplo, ela exigirá desse atleta um desempenho à altura do que nele foi investido. Da mesma forma, Deus exigirá maior dedicação ao seu Reino daqueles a quem ele tem agraciado com mais inteligência, posses e dons espirituais.

Na parábola que Jesus contou sobre os mordomos fiéis e infiéis, ele mostrou que os fiéis estão sempre à disposição do seu senhor, não desperdiçam o que tem e nem utilizam suas posses em prol somente de si mesmos. Já os infiéis, vivem em função de seus prazeres de forma egoísta e displicente. 

Geralmente, quando pensamos em presentes pensamos em algo que recebemos somente para nós e para o nosso usufruto. Mas Deus nos dá os presentes para serem partilhados. Eles não são dados, mas emprestados. Quando recebemos uma caixa de bombons como presente de amigo oculto, imediatamente a repartimos entre os participantes, numa forma de compartilharmos a alegria daquele momento. Os presentes não são para serem acumulados, da mesma forma, o presente Evangelho não é para ser guardado conosco, mas para ser partilhado com a humanidade. Na lista dos presentes divinos estão incluídos a salvação eterna, os dons espirituais, os talentos, as posses, o perdão, o amor e muito mais. 

Quando seguramos os presentes somente para nós mesmos, demonstramos imaturidade espiritual, falta de fé em Deus que a nós confia todos eles. O mordomo que tem fé é, por definição, fiel. 

À medida que crescemos na graça e no conhecimento de Deus, passamos a nos desapegar dos presentes, e eles deixam de ser somente nossos para serem usados como ferramentas de bênçãos nas vidas de outras pessoas. Quando isso acontece, estamos usando o que recebemos do Senhor em função da construção e promoção do seu Reino. É para isso que ele nos dá presentes.

Como estão os seus presentes? Ele ainda continuam guardados somente sob sua posse? Estão sendo desperdiçados? Ou já se tornaram ferramentas para uso do seu Senhor? A vontade do Senhor é que seus presentes sejam transformados em ferramentas. Você está disposto a abrir mão deles?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Tenham alegria!

Tenham sempre alegria, unidos com o Senhor! Repito: tenham alegria! (Filipenses 4:4)

O apóstolo Paulo fala sobre alegria e sobre o dever de alegrar-se constantemente. Este é um dos imperativos bíblicos sobre a alegria e não deixa lugar para o não alegrar-se, porque Paulo diz que todos devem se alegrar sempre - não às vezes, não periodicamente, não ocasionalmente. Paulo escreveu esta frase quando estava na prisão e nela tratou de vários assuntos solenes, como a possibilidade de que fosse martirizado, oferecido como um sacrifício. Contudo, ele disse aos moradores de Filipos que eles deveriam se alegrar, apesar das circunstâncias.

Isso nos traz de volta ao assunto de como podemos ser alegres, como uma questão de disciplina ou de vontade. Como é possível permanecermos alegres em todo o tempo? Paulo nos conta o segredo: “Tenham sempre alegria, unidos com o Senhor!”. O segredo para a alegria é a sua fonte, que é o Senhor. Se Cristo está em mim, e eu estou nele, esse relacionamento não é uma experiência ocasional. E isso é sempre a razão para alegria. Ainda que a pessoa não se alegre em circunstâncias quando está passando por aflição, tristeza ou dor, ela pode se alegrar no Senhor. Nós nos alegramos no Senhor; e, como ele nunca nos deixa nem nos abandona, podemos nos alegrar sempre.

A alegria é um dos frutos do Espírito. Frutos do Espírito são diferentes de dons do Espírito Santo. Os frutos são produzidos, enquanto os dons são recebidos. O Novo Testamento nos revela que o Espírito Santo distribui dons variados por razões diversas. Nem todos possuem o dom de ensino. Nem todos possuem o dom de contribuir. Nem todos possuem o dom de administrar. Mas, quando consideramos os frutos do Espírito, não podemos dizer que alguns têm o fruto do amor, da alegria, da paz, da paciência, da delicadeza, da bondade, da fidelidade, da humildade e do domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Nós que confiamos em Deus temos de manifestar todos os frutos do Espírito. E, quanto mais crescemos na graça, tanto mais benignos devemos ser, tanto mais pacientes devemos ser, tanto mais fiéis devemos ser e, obviamente, tanto mais alegres devemos ser.

A vida não deve ser caracterizada por melancolia. Todos experimentamos dias maus, mas a característica básica de uma pessoa que confia em Deus é a alegria. Devemos ser as pessoas mais alegres no mundo, porque temos muitos motivos para sermos alegres. Essa é a razão por que Paulo não hesita em ordenar que seus leitores se alegrem.

Que Deus possa abrir a nossa mente para entendermos isso.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Politicamente incorreto II

Ele retrucou: Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego e agora vejo. (João 9:25)

Jesus havia restaurado a visão do cego de nascença. Os vizinhos tentaram alterar os fatos, dizendo que se tratava de outra pessoa. Os fariseus buscaram dissuadi-lo quanto à realidade do milagre: "Não acreditaram [...] que ele fora cego e agora via" (v. 18). O argumento deles era teológico: "Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais?" (v. 16). Os pais mostraram-se atemorizados. Eles sabiam da decisão de que "se alguém confessasse ser Jesus o Cristo fosse expulso da sinagoga" (v. 22). Assim, apresentaram evasiva digna de quem está em cima do muro: "Perguntai a ele, idade tem; falará de si mesmo" (v. 21).

E ele falou por si mesmo. O moço curado por Jesus foi chamado segunda vez. Ele já dera extraordinário testemunho de coragem. Nesse encontro, os fariseus descobriram um tipo inesperado de firmeza. Insistiram com a pergunta: "Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?" (v. 26). Imagine a cena: homens barbudos e de faces longas, vozes alteradas pelo ódio e preconceito, desconcertados pelo dilema que eles haviam criado, apertavam o cerco ao rapaz. Cego por toda a sua vida, pobre, ainda não familiarizado completamente com a experiência da visão, diante dos poderosos representantes da religião, o rapaz facilmente poderia ter se deixado confundir. Sua reação, contudo, foi demolidora. Nunca consegui ler a história sem deixar de rir. O humor aqui é fascinante. Meio sem paciência, ele respondeu: "Já vo-lo disse, e não atendestes." A parte final da resposta paralisou as celebridades religiosas: "Por que quereis ouvir outra vez? Porventura, quereis vós também tornar-vos Seus discípulos?" (v. 27). Os perseguidores de Jesus não acreditaram no que estava acontecendo.

Arrogantes, eles se diziam discípulos de Moisés, mas, quanto a Jesus, não sabiam nem de onde era Ele (v. 29). O golpe do ex-cego, salpicado de ironia, foi devastador: "Nisto é de estranhar que vós não saibais donde Ele é" (v. 30). A lógica do moço é irrepreensível: "Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este Homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito" (v. 32, 33). Isso já era demais. Os fariseus explodiram. Diante deles estava uma convicção inegociável, consciente da ação divina em sua vida. E assim é com todo aquele que sentiu o toque da graça divina. Precisamos de convicção para expressar com firmeza aquilo que pensamos.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Politicamente incorreto I

Então, os vizinhos e os que dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado pedindo esmolas? (João 9:8)

A cura do cego criou verdadeira comoção. Quatro grupos surgiram em cena: os vizinhos, os fariseus, os pais do ex-cego e o próprio homem curado. A curiosidade dos vizinhos clamava por uma explicação. Alguns chegaram a sugerir que não era ele, mas alguém parecido, um dublê, ao estilo de Hollywood. O caráter do rapaz que fora cego começou a revelar-se. Ele mesmo dizia: "Sou eu" (v. 9). Se ele fosse como muitos, imagino, teria ficado calado. "Não é necessário que eu explique ou diga nada. Afinal, já há muita oposição a esse Jesus. Por que vou me meter em problema?", ele poderia desculpar-se. Isso seria o "politicamente correto". Mas ele tomou outra direção e explicou o que acontecera. Para ele não era suficiente ter recuperado a visão; ele queria agradecer a Deus. Os olhos haviam sido abertos, agora ele desejava abrir os lábios. Então disse: "Fui, lavei-me e estou vendo" (v. 11).

Os fariseus, representantes do poder religioso, foram chamados porque o milagre fora realizado num sábado. Eles repetiram o interrogatório (v. 13-17), e o rapaz não mudou uma vírgula de seu testemunho (v. 15). Os fariseus disseram ao rapaz: "Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado" (v. 16). Então pediram a opinião do ex-cego: "Que dizes tu a respeito dEle?" (v. 17). Que extraordinária oportunidade para sair do caso. Diante dos "delegados da teologia", ele poderia dizer que não sabia de nada, que não O vira. Mas outra vez demonstrou-se politicamente incorreto. Sua posição ficou ainda mais clara. Ele não fugiu ao debate. Não usou aquele tipo de diplomacia comum aos que não querem se envolver. Manifestou sua clara opinião: "É profeta" (v. 17).

Insatisfeitos, os fariseus chamaram os pais, que confirmaram que o rapaz era filho deles e que fora cego, mas disseram nada saber dAquele que efetuara a cura. Em um comentário feito por João, autor do evangelho, há uma explicação para a resposta dos pais: "Isto disseram seus pais porque estavam com medo" (v. 22). Falta de coragem é a atitude que impede milhões de testemunhar. Esses pais haviam sofrido com os problemas do filho. Haviam suportado as pedras e as setas da teologia da época, afirmando que fora em punição que Deus lhes dera um bebê cego. Não seria essa a oportunidade para proclamarem os feitos de Deus? Não seria um dia de alegria e testemunho? Mas não foi isso que fizeram. O medo paralisa as pessoas e as faz calar. Não tenha medo de falar o que deve ser dito hoje.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Socialismo cristão, existe?

“Mas a Jerusalém celestial é livre e ela é a nossa mãe.” (Gálatas 4:26)

O socialismo cristão nasceu durante a Revolução Industrial como uma tentativa de aplicar aos problemas sociais gerados pela industrialização os ensinamentos de Cristo sobre amor e respeito ao próximo. Após o seu surgimento, a Igreja não mais se desligou da questão social e de suas concepções políticas, caráter reforçado sobretudo após o concílio Vaticano II (1962-1965).

Entretanto, o socialismo cristão quando levantado como bandeira política distancia-se dos ideais de Cristo e torna-se muito parecido com a ideologia antropocêntrica e humanista de Karl Marx. Segundo esta ideologia, o homem é o centro de tudo, não Deus. Assim, as propaladas “soluções” que apresentam para os problemas da humanidade são, na verdade, argumentações falaciosas cujo objetivo de fundo é também a dominação política e econômica. 

O grande problema das ideologias humanistas que têm origem na classe intelectual e nos movimentos políticos da classe trabalhadora é que pregam o ódio e a luta de classes (elite versus trabalhadores). 

Como cristãos, filhos de Deus e amados, comprados por preço alto, a saber, o sangue do Cordeiro de Deus, devemos ter como prioridade a preocupação com o Reino Celestial, a nossa verdadeira pátria, a nossa mãe, a qual está nos céus. Somente quando colocarmos o Reino de Deus em primeiro lugar é que seremos capazes de contribuir para dias melhores aqui na terra.

Todavia, sabemos que precisamos viver e subsistir neste mundo putrefato até que dele sejamos tomados, o que acontecerá no Dia do Senhor. Logo, não é nenhum pecado aprendermos a nos mover em meio aos dominadores deste mundo escravizado pelo diabo. 

Mas devemos ter em mente que o Reino de Deus nada tem a ver com governos socialistas! O Reino de Deus é a região espiritual da habitação dos que nasceram de novo e não é deste mundo, é governado do trono de Deus, nada tendo que ver com sistemas políticos humanos.

Portanto sejamos sábios e entendamos que podemos, se desejarmos, escolher bons políticos para governar nossa nação; políticos que estejam comprometidos com a verdade, que não proferem promessas falaciosas de “dias melhores” num mundo corrompido e escravo do maligno. Pois somente o Reino Celestial é livre do pecado e da maldade.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

União civil e casamento

Disse o Senhor: — Tenham muitos filhos, e que os descendentes de vocês se espalhem por toda a terra. (Gênesis 9:7)

União civil é uma união similar ao casamento. Começando pela Dinamarca em 1989, as uniões civis, com diferentes nomes, foram estabelecidas por lei em vários países desenvolvidos para dar aos casais de pessoas do mesmo sexo direitos e responsabilidades similares aos do casamento civil de pessoas de sexos opostos. Em alguns países, as uniões civis são abertas também a casais de sexos opostos.

Por ser similar, e exatamente por isso, a união civil não é casamento. Diferentemente da união civil, casamento não é invenção humana que pode ser definida conforme os caprichos egoístas dos homens. O casamento foi criado por Deus. Ele é o autor dessa instituição e a nós humanos cabe o dever de aceitá-lo conforme idealizado no Jardim do Éden: entre homem e mulher (Gênesis 2:24). Não se pode usurpar o termo “casamento” para aplicá-lo a uma união civil, qualquer que seja. Desrespeitar esse princípio é roubar a ideia original de Deus e transformá-la numa ideia humana. É plagio. Os que fazem isso destroem a comunhão com o Criador e interrompem as suas bênçãos.

Por ser uma criação humana, a união civil é realizada diante dos homens. Já o casamento requer a presença divina. Os dois conceitos podem ser similares, jamais iguais. Confundir as duas coisas como se fossem uma só é dar margem a discussões inúteis. Quando realizada com pessoas do mesmo sexo, a união civil é chamada de união homo afetiva, união estável para casais do mesmo sexo ou união civil homossexual. Essa união pode até ser realizada diante de um líder religioso; ser aceita pela sociedade, ou ser reconhecida pelo Estado; entretanto, não será abençoada por Deus, simplesmente porque é impossível o Criador abençoar atos humanos realizados em desacordo com a sua Palavra (Malaquias 2:2).

Além de outros fins, Deus criou o casamento para que os homens fossem férteis e pudessem se multiplicar, se espalhar pela terra e proliferem nela (Gêneses 9:7). Essa ordenança é impossível de ser cumprida em uma união de pessoas do mesmo sexo. Os que agem assim estão em desobediência à Bíblia Sagrada.

Entretanto, mesmo em desacordo com a Palavra, aqueles que se unem por meio de uma união civil homossexual não devem ser objetos de discriminação. Deus ama a todos – homens e mulheres – e não faz acepção de pessoas (Atos 10:34). Mas os que quiserem receber a bênção divina precisam agir como o Senhor Deus ordenou. Devem obedecer a todas as suas leis e mandamentos, como estão escritos na Palavra. Assim serão bem sucedidos aonde quer que forem e em tudo o que fizerem (1 Reis 2:3).