sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vontade de Deus, acaso ou sorte?

E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. (Mateus 10:30) 

Baseado no tema "o que rege o mundo é a providência, não o acaso nem a sorte", João Calvino em sua obra As Institutas, discorre a res­peito do controle de Deus sobre todas as coisas no mundo.

Segundo ele, para que melhor se pa­tenteie esta diferença, deve-se ter em conta que a providência de Deus, como ensinada na Escri­tura, é o oposto de sorte e dos acontecimentos atribuídos ao acaso.

Ora, uma vez que, em todos os tempos, geralmente se deu a crer, e ainda hoje a mesma opinião domina a quase todos os mortais, a sa­ber, que tudo acontece por obra do acaso, aquilo que se deveria crer acerca da providência, certo é que não só é ofuscado por esta deturpada opi­nião, mas inclusive é quase sepultado em trevas.

Por exemplo, diz Calvino: "Se alguém cai nas garras de assaltantes, ou de animais fe­rozes; se do vento a surgir de repente sofre nau­frágio no mar: se é soterrado pela queda da casa ou de uma árvore; se outro, vagando por lugares desertos, encontra provisão para sua fome; ar­rastado pelas ondas, chega ao porto; escapa mi­lagrosamente à morte pela distância de apenas um dedo; todas essas ocorrências, tanto prós­peras, quanto adversas, a razão carnal as atribui à sorte. Contudo, todo aquele que foi ensinado pelos lábios de Cristo de que todos os cabelos da cabeça lhe estão contados (Mateus 10.30), buscará causa mais remota e terá por certo que todo e qualquer evento é governado pelo conselho se­creto de Deus".

Ele vai mais longe quando arrazoa a respeito das demais obras da criação: "quanto às coisas inanimadas, por certo assim se deve pen­sar: embora a cada uma, individualmente, lhe seja por natureza infundida sua propriedade es­pecífica, entretanto não exercem sua força senão até onde são dirigidas pela mão sempre presen­te de Deus. Portanto, nada mais são do que ins­trumentos aos quais Deus instila continuamente quanto quer de eficiência e inclina e dirige para esta ou aquela ação, conforme seu arbítrio".

Um dos maiores exemplos que pode­mos ter do poder criador e controlador de Deus é a força mais admirável ou mais destacada do sol. Pois, além de iluminar com seu fulgor a todo o mundo, nutre e vitaliza a todos os seres ani­mados; com seus raios enche de fecundidade a terra.

Mas o Senhor, o único digno de ado­ração, antes mesmo que houvesse criado o sol com todo o seu esplendor disse "haja luz", rei­vindicando para Ele e não para o sol, toda honra glória e poder.

Razão pela qual, Calvino relembra que "quando, além disso, lemos em duas ocasiões, que às preces de Josué o sol se deteve em um grau (Josué 10:13), e que, em atenção ao rei Eze­quias, sua sombra retrocedeu dez graus (2 Reis 20:11; Isaías 38:8), com estes poucos milagres Deus testificou que não é por cego instinto da nature­za que o sol nasce e se põe diariamente, mas por­que Ele próprio, para renovar a lembrança de seu paterno favor para conosco, governa seu curso".

Não é à toa que assim diz a Palavra: "e quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? --- diz o Santo. Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem conta­das, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar" (Isaías 40:25 e 26).

Por fim, que o Espírito Santo do nosso Deus ilumine nossas mentes e corações para en­tendermos que para aquele que crê não existe sorte ou acaso, mas sim um Deus que nos ama, esquadrinha e dirige todos os nossos caminhos.

Pela fé, "entrega o teu caminho ao Se­nhor, confia nele, e o mais ele fará" (Salmos 37:5).

Rev. Walter Mello
Texto retirado do Boletim da Igreja Presbiteriana Nacional em Brasília, Ed. 2187.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Aniversário do Coro IPN

Nos seus lábios estejam os altos louvores de Deus, nas suas mãos, espada de dois gumes. (Salmos 149:6)

É com base nesse imperativo divino que o Coro IPN vem traçando a sua história ao longo de 54 anos de rendição àquele que é digno de toda honra e louvor. 



No dia 31 de agosto, às 19h, será realizada no templo da Igreja Presbiteriana Nacional, na W5 906 Sul, Brasília (DF), a comemoração do 54º Aniversário do Coro IPN, com a apresentação do musical “Clássicos da Adoração”.

Toda honra e glória pertencem ao Senhor. Louvar a Deus por todos esses anos sem interrupção não são méritos humanos e sim frutos da preciosa mão de Deus. Durante essa trajetória, várias estações do ano se passaram, muitas lutas, muitas vitórias e muitas alegrias. 

O alvo primordial do Coro IPN é louvar e bendizer ao supremo Criador. O desejo constante de todos os seus componentes é que quando o Coro IPN estiver entoando as lindas melodias de louvor sempre embasadas na Palavra, vidas possam ser tocadas, curadas e construídas por Deus.

Expressamos aqui nossa gratidão a Deus, aos Pastores, aos nossos Maestros, e àqueles que direta ou indiretamente contribuem para o crescimento deste Ministério.

Desde a época do rei Davi e de Asafe, o músico, muito tempo atrás, os músicos haviam dirigido os hinos de louvor e de agradecimento a Deus (Neemias 12:46). É nesse objetivo que o Coro IPN direciona todos os seus esforços e energia. Os seus cantores, pessoas das mais diferentes idades e classes sociais, têm tido a oportunidade de aprender a adoração com talento, recebendo nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; para que muitos possam ver essas coisas, temerem e confiarem no Senhor (Salmo 40: 3). São de grande brilhantismo as ocasiões em que o Coro IPN executa as tradicionais cantadas de Natal e de Páscoa, além das frequentes participações nos cultos dominicais.

Em todas as coisas somos mais do que vencedores, mas para isso precisamos trabalhar. No Coro IPN não seria diferente. O louvor contagiante é resultado direto de uma disciplina de orações e ensaios durante todo o ano, apesar da vida agitada que todos temos. Mas tudo é muito gratificante e para glória de Deus. Por meio de Jesus, pois, desejamos que o Coro IPN ofereça a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome (Hebreus 13:15).

Venha compartilhar conosco desse momento de grande alegria. Sua presença muito nos alegrará! Que Deus possa abençoar a sua vida com os nossos cânticos preparados com muito amor e carinho!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Retirando os obstáculos

Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações. (1 Pedro 3.7)

A palavra grega traduzida por “se interrompam” é ekkepto, que significa, literalmente, “cortar”. Se não tratamos da discórdia no relacionamento conjugal, as orações são cortadas. Isto ecoa a advertência inicial do Salmo 66. 

Um segundo exemplo de obstáculo à oração se acha em Mateus 5.23-24: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”. Nesta passagem, Jesus está dizendo que, se há conflitos não resolvidos em nossa vida, nossa adoração está maculada. Ele está estabelecendo prioridades. Primeiro, devemos remover os obstáculos da comunhão; depois, podemos oferecer nossa adoração. Embora a passagem não fale especificamente de oração, o princípio é o mesmo. O fluir da comunicação entre o homem e Deus é interrompido pelo pecado.

Além do mais, quando fazemos pedidos a Deus com pecado não confessado – e não purificado – em nosso coração, somos como o universitário irado que confrontou seu professor sobre uma nota baixa. O professor ouviu educadamente as frustrações do aluno, mas comentou que, em sua estimativa profissional honesta, o aluno recebera a nota que merecia. O aluno argumentou que não somente ele, mas também vários outros na classe, sentiram que a nota fora injusta. 

O professor, com curiosidade compreensível, perguntou o que eles achavam deveria ser feito. O aluno explicou: “Eles decidiram que devem atirar em você. Mas há um pequeno problema: nenhum deles tem um revólver”. O professor suspirou de alívio e expressou seu mais profundo sentimento de tristeza pela “triste condição” destes alunos. “Mas você tem um revólver”, disse o jovem. Este aluno teve a ousadia de perguntar ao gentil professor se ele não emprestaria seu revólver para que os alunos atirassem nele. 

De maneira semelhantemente audaciosa, se vemos a iniquidade em nossa vida e a abrigamos no coração quando oramos, estamos pedindo a Deus a força de que precisamos para amaldiçoá-lo. Estamos pedindo a Deus mais forças para desobedecê-lo ainda mais. Assim como o professor não estava disposto a emprestar seu revólver para aqueles que desejavam matá-lo, Deus não está disposto a honrar nossos pedidos resultantes de corações pecaminosos não arrependidos. É preciso pelo menos tentar retirar os obstáculos para que a oração comece a fluir.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Guerra contra a arrogância

Porém o rei Ezequias e Isaías, o profeta, filho de Amoz, oraram [...] e clamaram ao Céu. (2 Crônicas 32:20)

Senaqueribe não tinha qualquer dúvida de sua vitória. Em tom arrogante, Ele mandava recados por seus oficiais: "Nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum pôde livrar o seu povo, [...] quanto menos vos poderá livrar o vosso Deus" (2Cr 32:15). Em sua carta, afirmava: "Assim como os deuses das nações, [...] também o Deus de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos" (v. 17). Porém, Ezequias, o grande reformador, sabia que "há Alguém maior" (v. 7), muito superior a Senaqueribe. O "Golias" assírio não estava enfrentando um hebreu qualquer. "Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus" (v. 8).

Cego pela arrogância, Senaqueribe e seus generais desconheciam os infinitos recursos do Deus de Judá. Eles haviam destruído os impotentes deuses das outras nações, mas aqueles eram meros ídolos. Mesmo a derrota de Samaria não servia de evidência, porque o reino do norte fora destruído primariamente por sua apostasia e infidelidade. Assim, as vitórias anteriores da Assíria não provavam nada.

Senaqueribe agora lutava contra o Deus verdadeiro. Ezequias e Isaías subiram ao templo. Eles oraram pela intervenção divina. Nós sabemos que "a oração é a solução de todos os problemas". Ezequias agiu como uma criança que leva seu brinquedo partido ao pai para ser consertado. Ele levou seus receios à presença dAquele que comanda o Universo.

O desfecho da história do confronto entre Senaqueribe e Ezequias é formidável. Em resposta à oração, "o Senhor enviou um anjo que destruiu todos os homens valentes, os chefes e os príncipes no arraial do rei da Assíria; e este, com o rosto coberto de vergonha, voltou para a sua terra. Tendo ele entrado na casa de seu deus, os seus próprios filhos ali o mataram à espada" (2Cr 32:21). Todo o exército da Assíria foi desbaratado por um único anjo. Senaqueribe voltou para a Assíria humilhado e, ironicamente, morreu na casa do seu deus, em vergonha.

Esta história nos faz lembrar a guerra contra a arrogância que enfrentamos no dia a dia. Está você olhando ao redor e não consegue ver nenhuma ajuda humana? Não se deixe abater. Lembre-se, um único anjo liquidou o poder do inimigo. E Deus estaria disposto, se necessário, a enviar todos os anjos do Céu em seu socorro. Em Deus encontramos toda a proteção para nossas lutas.

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Vida vivida

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. (Provérbios 3:5)

O que você pode aprender na universidade da vida? Pense hoje nestas mais dez lições: 

1. Longe de ser uma quadra de esportes ou um piquenique, a vida é uma sala de aulas. Por isso, reflita sobre suas experiências. 

2. Muitos de nossos troféus de hoje estarão na lata de lixo amanhã. Assim, seja comedido em suas celebrações. 

3. Em qualquer associação de dois seres humanos, cedo ou tarde, um acaba irritando ou ferindo o outro. Como responder aos atritos da vida? Há pelo menos três alternativas. Alguns internalizam os atritos, enviando-os para um “banco de memórias” e nunca mais os esquecem. Isso cria pressão e resulta em doença. Outra alternativa é tentar resolver os desacertos na base dos músculos ou ferir a outra pessoa verbalmente. Isso causa a morte de casamentos, amizades e sociedades. Finalmente, você pode tomar tempo para conversar, discutir os sentimentos, cuidando para não atacar a dignidade ou o valor da outra pessoa. Esse é o único caminho com resultados permanentes. 

4. O corpo humano pode parecer indestrutível quando somos jovens. Contudo, ele não é tão forte assim. Digo sempre ao meu filho: “Se eu não cuidar do corpo, onde vou morar?” 

5. Quem se “casa” com os valores de hoje estará viúvo amanhã. Não seja afoito com os modismos. 

6. Satanás tentará você em suas áreas frágeis. O que você quer? Sexo, poder, dinheiro, prestígio? É isso que ele vai lhe oferecer. 

7. As questões finais da vida são de extremo significado. Até que elas sejam resolvidas, sucesso, fama, dinheiro e realizações acadêmicas estão sobre fundamentos falsos. 

8. A busca de significado tem sido a marca da cultura oriental. Misticismo, meditação transcendental, yoga e gurus falham porque buscam respostas dentro do homem, enquanto a resposta verdadeira está fora dele. 

9. Imagine-se uma pessoa idosa, olhando para trás, através do tempo. As memórias de maior significado estarão ligadas às pessoas que amamos e que nos amaram, e àquilo que pudemos fazer no serviço de Deus. 

10. Finalmente, lembre-se: experiência não é o que acontece com você, mas o uso que se faz com aquilo que acontece com você.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quem manda neste mundo?

“E assim voltarão ao seu perfeito juízo e escaparão da armadilha do Diabo, que os prendeu para fazerem o que ele quer.” (2 Timóteo 2:26)

A frase “deus deste mundo” (ou “deus deste século”) indica que Satanás é a maior influência sobre os ideais, opiniões, metas, desejos e pontos de vista da maioria das pessoas. Sua influência também abrange filosofias, educação e comércio mundiais. Os pensamentos, ideias, especulações e falsas religiões do mundo estão sob o seu controle e surgiram a partir de suas mentiras e enganos.

Satanás também é chamado de “príncipe das potestades do ar” em Efésios 2:2. Ele é o “príncipe deste mundo” em João 12:31. Estes títulos e muitos outros representam as capacidades de Satanás. Dizer, por exemplo, que Satanás é o “príncipe das potestades do ar” significa que, de alguma forma, ele governa o mundo e as pessoas.

Isso não quer dizer que ele governa o mundo completamente; Deus ainda é soberano. Entretanto, significa que Deus, em Sua infinita sabedoria, permitiu que Satanás operasse neste mundo dentro dos limites que Deus estabeleceu para ele. Quando a Bíblia diz que Satanás tem poder sobre o mundo, devemos nos lembrar de que Deus deu a ele domínio apenas sobre os incrédulos. Os crentes não estão mais sob o domínio de Satanás (Colossenses 1:13). Os incrédulos, por outro lado, estão presos “no laço do diabo” (2 Timóteo 2:26), encontram-se no “poder do maligno” (1 João 5:19) e são escravos de Satanás (Efésios 2:2).

Assim, quando a Bíblia diz que Satanás é o “deus deste mundo”, ela não está dizendo que ele tem autoridade máxima. Está transmitindo a ideia de que Satanás governa o mundo descrente de uma maneira específica. Em 2 Coríntios 4:4, o incrédulo segue agenda de Satanás: “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. O esquema de Satanás inclui a promoção de falsas filosofias no mundo - filosofias que cegam o incrédulo para a verdade do Evangelho. As filosofias de Satanás são as fortalezas nas quais as pessoas são presas, e elas devem ser libertas por Cristo.

Um exemplo de tal filosofia falsa é a crença de que o homem possa ganhar o favor de Deus por um determinado ato ou atos. Em quase todas as religiões falsas, merecer o favor de Deus ou ganhar a vida eterna é um tema predominante. Ganhar a salvação pelas obras, no entanto, é contrário à revelação bíblica. O homem não pode trabalhar para ganhar o favor de Deus; a vida eterna é um dom gratuito (ver Efésios 2:8-9). E esse dom gratuito está disponível por meio de Jesus Cristo e só por Ele (João 3:16; 14:6). Você pode perguntar por que a humanidade não simplesmente recebe o dom gratuito da salvação (João 1:12). A resposta é que Satanás - o deus deste mundo - tem tentado a humanidade a seguir o seu orgulho em seu lugar. Satanás define a agenda, o mundo incrédulo a segue e a humanidade continua a ser enganada. Não é à toa que a Bíblia chama de Satanás de um mentiroso (João 8:44).

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Viver a vida

Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. (Salmo 90:12)

O salmo 90 é uma das mais sublimes composições sobre a vaidade da vida humana. Pudéssemos ver o fim de nossa vida e de muitas das coisas às quais atribuímos valor absoluto, certamente entenderíamos que muitos de nossos esforços e paixões não passam de insanidade. Ficaríamos horrorizados com nossa estupidez. O que podemos aprender de nossa vida e da observação de outras vidas quando, à luz da sabedoria divina, nós nos aplicamos a alcançar um coração sábio? Quero, neste dia, compartilhar com você dez lições que aprendi:

1. Tudo o que temos ao redor é temporário e um dia vai passar. Todas as coisas serão feitas novas pelo Criador. Em uma questão de tempo, os eventos que hoje parecem tão importantes serão vistos de outra perspectiva.

2. Excesso de compromissos e pressão do tempo são os principais assassinos dos relacionamentos. Qualquer relacionamento requer tempo para ser desenvolvido. Isso vale tanto para o relacionamento com Deus como entre esposos e com os filhos.

3. Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado. Busque reprimir a centralização básica no “eu”. Nunca explore nem tire vantagens dos outros. Aproveite as oportunidades para tornar suas amizades mais fortes.

4. O valor humano não depende da aparência, inteligência nem de realizações.

5. A comparação é a base de todo sentimento de inferioridade. No momento em que começamos a examinar os pontos fortes dos outros, em oposição às nossas fraquezas, a autoestima começa a ser abalada. Muitos são como a rã que queria ser boi e acabou explodindo.

6. Como regra geral, nunca arrisque aquilo que você não se pode dar ao luxo de perder.

7. Se você está passando por tempos difíceis, permaneça firme. Isso vai passar. Se você está experimentando dias tranquilos, isso também vai passar. As únicas coisas que permanecem são as que, por natureza, são inabaláveis.

8. Um dos segredos da vida bem-sucedida encontra-se na palavra equilíbrio.

9. Seja cuidadoso nas escolhas, mesmo as pequenas, porque elas condicionam as grandes.

10. Recuse o complexo de vítima. Mude o que pode ser mudado e aceite o inevitável com confiança no poder dAquele que pode todas as coisas.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A vitória em Cristo

E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. (Gálatas 5:24)

Na Idade Média, um grupo de homens e mulheres dentre o movimento monástico oriental concluiu que, para realmente ser discípulo de Cristo, não é necessário apenas tomar consciência daquilo que atrai as pessoas a Deus. Eles desejaram conhecer também o inimigo, aquilo que os separava dEle. Sentiram-se compelidos a ver o pecado em sua forma concreta, buscando entender sua natureza destrutiva. Para serem específicos, compilaram uma lista daquilo que chamaram de "inimigos mortais", mais tarde introduzidos no cristianismo ocidental como "os pecados mortais", em número de sete: orgulho, inveja, ira, indolência, ganância, concupiscência e gula.

Na compreensão original daqueles santos, esses eram considerados "os pecados mortais", não porque fossem mais graves ou mais ofensivos a Deus. Eles eram "mortais" porque eram vistos como pecados seminais, originadores de outros pecados. Eram considerados o "ventre" em que todos os outros pecados são concebidos e gerados. O orgulho era visto como a raiz da vanglória, da arrogância e da hipocrisia. Da inveja erguem-se a maledicência, a falta de misericórdia ou consideração pelos outros. A ira leva à violência, ao assassinato, à crueldade e à vingança. Da ganância, emergem a avareza, o roubo, a idolatria, a corrupção, a falta de escrúpulos e a traição. Da concupiscência, nascem a impureza, a lascívia, os desejos desordenados e os pecados da carne. A gula é responsável pela intemperança e cobiça. Finalmente, da indolência ou preguiça surgem a malícia, o rancor, a covardia e o desespero.

Ficou impressionado com o catálogo, seus desdobramentos e sua psicologia? Escrevendo aos Gálatas (5:19-21), Paulo apresenta uma lista ainda maior e mais aterradora. Não é por acaso que o pecado é um conceito-chave nas Escrituras. Desconsiderá-lo, diminuir sua seriedade ou minimizar sua gravidade é perder de vista a única chave explanatória para as mazelas humanas. Não fosse por Cristo, teríamos toda razão para desanimar. Mas os que "são de Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões". Acomodar-nos ao pecado, com a ideia de que nada pode ser feito, significa concluir que o diabo é mais forte do que Cristo. Você já deve ter ouvido: quando o diabo procurar desanimá-lo, lembrando-o de seu passado, relembre-o do futuro dele.
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

A oração conveniente

“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tiago 1:5)

Alguém disse: “Com tantas pessoas famintas, pode ser errado eu orar por um tapete para a minha sala de estar”. O que é importante para nós talvez seja importante para nosso Pai. Se não temos certeza a respeito da conveniência de nosso pedido, devemos contar isso a Deus. A expressão grega traduzida por “nada impropera” significa, literalmente, “sem lançar de volta em sua face”. Não precisamos temer a reprovação de Deus, contanto que estejamos buscando sinceramente sua vontade em determinada situação.

Nada é grande demais ou pequeno demais diante de Deus em oração, desde que não seja algo que temos certeza de que é contrário a vontade expressa de Deus, manifestada com clareza em sua Palavra. Obviamente, seria muito inapropriado pedir a Deus que nos torne ladrões competentes. 

Às vezes, nos sentimos como se faltasse às nossas orações o poder de ir além do teto. É como se as nossas petições caíssem em ouvidos surdos, e Deus permanecesse quieto e desinteressado por nosso apelo. Há várias razões por que ficamos às vezes frustrados em oração. As mais importantes são:

1. Oramos por generalidades vagas. Quando todas as nossas orações são vagas ou universais em escopo, é difícil experimentarmos a alegria que acompanha as respostas claras e obvias de oração. Se pedirmos a Deus que “abençoe todas as pessoas do mundo” ou “perdoe todas as pessoas de nossa cidade”, dificilmente veremos a resposta da oração de maneira concreta. Ter um escopo de interesse amplo em nossa oração não é errado, mas, se toda oração for geral, nenhuma oração terá aplicação concreta e específica.

2. Estamos em guerra com Deus. Se não estamos em harmonia com Deus ou estamos em rebelião para com ele, não podemos esperar que ele tenha um ouvido benevolente para com nossas orações. Seus ouvidos se inclinam para aqueles que o amam e buscam obedecer-lhe. Ele afasta os seus ouvidos dos ímpios. Portanto, uma atitude de reverência para com Deus é vital à eficácia de nossas orações. 

3. Tendemos a ser impacientes. Quando eu oro por paciência, tendo a pedir que me seja dada “agora mesmo”. É comum esperarmos anos, realmente décadas, para que nossos pedidos mais sinceros sejam respondidos. Deus raramente está com pressa. Por outro lado, nossa fidelidade a Deus tende a depender de atos “imediatos e amáveis” da parte dele. Se ele demora, nossa impaciência dá lugar à frustração. Precisamos aprender a ter paciência, pedindo a Deus sua paz. 

4. Temos memória curta. É fácil esquecermos os benefícios e os dons dados pelas mãos de Deus. O crente lembra os dons de Deus e não exige um novo dom a cada hora, para manter a sua fé intacta. Embora Deus nos acumule de graça sobre graça, devemos ser capazes de regozijar-nos com os benefícios de Deus, ainda que não recebamos nenhum outro benefício da parte dele. 

Lembremos-nos dos benefícios do Senhor quando estivermos diante dele. Ele não nos dará uma pedra, quando lhe pedirmos pão.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Só para homens

Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. (Efésios 5:28)

Há alguns anos, James Dobson, conhecido psicólogo cristão norte-americano, advertiu: "O mundo ocidental se encontra na grande encruzilhada de sua história, e nossa sobrevivência será determinada pela presença ou omissão da liderança masculina em milhões de lares. Os esposos seguram a chave para a preservação da família."

O problema na cultura moderna é que os homens estão sendo desqualificados para sua missão no lar. Desde a adolescência, eles são apresentados a um distorcido conceito de masculinidade. Quase que universalmente, são vítimas do que Anthony Campolo considera a "Síndrome de Don Juan". Desde o ensino médio, o rapaz aprende a sentir grande satisfação em persuadir uma longa sucessão de garotas a se apaixonar por ele, enquanto ele permanece emocionalmente distante. Ele se orgulha de sua habilidade de submeter as meninas e vê cada uma como um troféu a ser conquistado. Entre os rapazes, o "herói" é aquele que mais conquistas faz. A popularidade de um adolescente é determinada pelo número de garotas que ele conquista.

O clássico Don Juan, contudo, é uma figura patética da literatura, um personagem que nunca experimenta o verdadeiro amor. Seus imitadores modernos, seduzidos por esse tipo patológico de "poder", se tornam famintos por mais conquistas, estabelecendo um estilo de relacionamento truncado com o sexo oposto. A partir desse padrão, torna-se difícil que os homens se realizem num relacionamento exclusivo. Suas "conquistas" superficiais podem produzir falso senso de poder, mas o efeito disso sobre a personalidade 
masculina é devastador, bloqueando a possibilidade de compromisso duradouro na vida adulta. O que é verdade no namoro se estende para o casamento.

Como agravante, na avaliação de Willard Waller, sociólogo contemporâneo, os homens se tornam vítimas daquilo que ele chama de "o princípio do menor interesse". Isto é, os homens descobrem que, quanto menos envolvimento emocional manifestam, mais poder eles têm sobre as esposas. Para muitos maridos, amar a esposa profundamente significa perder seu poder de dominar. Assim, eles preferem poder em lugar de amor, precisamente o contrário daquilo que as Escrituras ensinam. E as mulheres, por serem as que mais investem no relacionamento, tornam-se objeto de humilhação e degradação.

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