terça-feira, 29 de julho de 2014

O desânimo

Agora, meus irmãos, lembrem do que vocês eram quando Deus os chamou. Do ponto de vista humano poucos de vocês eram sábios ou poderosos ou de famílias importantes. (1 Coríntios 1:26)

Você está desanimado por sentir-se inadequado e incapaz para os propósitos de Deus em sua vida? Antes de desistir, pense na história das pessoas a seguir.

José era um sonhador inicialmente visto como um alienado. Moisés era "pesado de língua". Davi não se ajustava à sua armadura. Abraão era muito velho. Miriã, dada à fofoca. Arão era muito tímido. Lucas não era da linhagem de Israel. Pedro era temperamental, agressivo, disfuncional e, às vezes, medroso. João gostava de resolver as coisas na base de "raios e trovões". Noemi era viúva, além de amarga. Rute não tinha o pedigree adequado. Paulo tinha o gênio difícil. Jonas fugiu da missão. Marta era muito ocupada com os periféricos. Gideão e Tomé duvidavam diante das evidências. Salomão, às vezes, não vivia o que pregava. Marcos desistiu no meio de uma jornada missionária. Elias sofria de depressão e fugiu de uma mulher. Jeremias era muito negativo. Onésimo, além de escravo, era fugitivo. Zaqueu era desonesto. Timóteo, além de muito jovem, sofria de úlcera no estômago.

E Judas? Será que ele foi muito pior do que Pedro? Na noite em que Pedro também traiu a Jesus, facilmente teríamos dois suicidas, não fosse o olhar redentor da graça, voltado para ele. Qual a diferença entre Judas e Pedro? Judas não era íntegro. Resolveu se excluir, embora certamente houvesse perdão também para ele. Mesmo depois do beijo traidor, Jesus o chama de "amigo" (Mt 26:50), na tentativa de fazê-lo pensar e cair em si.

Não mencionei que Moisés também tinha o "estopim curto" e gostava de apresentar desculpas para se omitir ao chamado divino. E o que falar de Davi, com seu duplamente qualificado fracasso moral? A galeria dos "heróis" da fé é enorme. Contudo, diferentemente de outros "patrões", o Senhor está mais interessado em sua disponibilidade do que em sua habilidade ou inabilidade. Afinal, se você se identifica com alguns desses "improváveis" da lista, lembre-se: Deus pode perdoar e habilitar você. Se Ele pôde usar esses "disfuncionais", poderá usar você também.
Casa Publicadora Brasileira

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Por que oramos?

Por esse motivo, eu me ajoelho diante do Pai, de quem todas as famílias no céu e na terra recebem o seu verdadeiro nome. E peço a Deus que, da riqueza da sua glória, ele, por meio do seu Espírito, dê a vocês poder para que sejam espiritualmente fortes. (Efésios 3:14-16)

Por que oramos? 

• Oramos porque Deus ordenou e porque ele é glorificado quando oramos. 

• Oramos porque a oração prepara o nosso coração para o que receberemos de Deus. 

• Oramos porque a oração realiza muito.

• Oramos para adorar a Deus, louvá-lo e expressar nossa admiração de sua majestade, sua soberania e seus atos poderosos. 

• Oramos para confessar a Deus nossos pecados, numerosos como são, e experimentar graça, misericórdia e perdão da parte dele.

• Oramos para agradecer a Deus por tudo que ele é e tudo que tem feito. 

• Oramos para tornar-lhe conhecida a nossa súplica e satisfazer o convite que ele nos faz. 

Quando oramos, temos de lembrar quem Deus é e quem somos nós diante dele. Temos de lembrar, antes e acima de tudo, que o nome de Deus tem de ser santificado. Temos de lembrar que ele é a Fonte de nossa provisão e que todas as coisas boas procedem dele. Devemos viver de tal modo, que tornemos visível o reino de Deus neste mundo. Temos de confessar regularmente nosso pecado, porque esta é uma das marcas mais certas de um cristão. Devemos rogar a Deus que nos proteja do Maligno. 

Temos de lembrar sempre que Deus é Deus e não deve nada a ninguém. Como diz o salmista, Deus “tudo faz como lhe agrada” (Salmos 115.3). Somos convidados a achegar-nos a Deus com confiança, mas nunca com arrogância, presunção e leviandade. Eclesiastes 5.2 nos lembra de que não devemos apressar-nos “a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra”.

Oramos para que assim, junto com todo o povo de Deus, possamos compreender o amor de Cristo em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade. Embora seja impossível conhecer Deus perfeitamente, oramos para conhecê-lo, para que assim Deus encha completamente o nosso ser com a sua natureza. Oramos para que Deus, por meio do seu poder que age em nós, possa fazer muito mais do que nós pedimos ou até pensamos!

Finalmente, se há um segredo para aprendermos como orar, esse segredo não é diferente de qualquer outro esforço. Para nos tornarmos hábeis em alguma coisa, temos de praticar. Se queremos aprender como orar, então, devemos orar – e continuar a orar.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Quem é o seu Deus?

Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:21

William Temple certa vez afirmou: "Sua religião é aquilo que você pensa quando está sozinho." Em outras palavras, o verdadeiro deus de seu coração é aquilo que ocupa seu pensamento, sem qualquer esforço, quando nada demanda sua atenção. Aquilo em que você realmente tem prazer em pensar. Com o que você se ocupa mentalmente com frequência? Com o que você sonha acordado? Sucesso? Carreira? Bens materiais, uma casa nova, um carro? Um relacionamento com uma pessoa em particular? Não creio que "sonhos" ocasionais sejam uma indicação de idolatria. É a frequência, a constância do "sonho" que conta. Pergunte a você mesmo: "Em que penso habitualmente, na privacidade de meu coração?" Qual é, realmente, o amor de seu coração? Provavelmente aí esteja seu ídolo. Outra maneira de discernir o verdadeiro amor de nosso coração é observar em que gastamos a maior parte de nosso tempo vago.

Ainda outro teste pode ser este: em que você gasta seu dinheiro? Segundo Jesus, nosso coração está onde é colocado nosso tesouro. Seu dinheiro, normalmente, flui sem muita dificuldade em direção àquilo com o que você realmente se importa, e a realidade demonstra que os cristãos modernos são tão materialistas como qualquer outra pessoa em nossa cultura. Isso deixa suas digitais no uso que fazemos do dinheiro. Segundo Paulo, se Deus e Sua graça são aquilo que você mais ama, você encontrará formas de utilizar o dinheiro em serviço solidário, altruísta (2Co 8:7-9). A maioria de nós, contudo, tende a gastar mais em roupa, amenidades preferidas ou em símbolos de status. Nosso estilo no uso do dinheiro revela o que adoramos.

Finalmente, um teste adicional de idolatria é encontrado em como as coisas espirituais realmente afetam nossos planos no nível concreto. Em sua vida, qual é o impacto daquilo em que você diz crer? Você pode afirmar que acredita no segundo advento, mas como isso afeta suas "construções" físicas e metafóricas? Muitos de nossos projetos facilmente revelam em que realmente cremos. Em muitos casos, aquilo que pregamos ou em que dizemos acreditar não exerce qualquer influência real. Mas, claro, podemos utilizar discursos ou motivações falsas para justificar a idolatria prática, seja ela pessoal ou corporativa. Mas que discurso podemos apresentar ao Deus que conhece as mais secretas intenções?

Casa Publicadora Brasileira

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O Senhor o fortalecerá

Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos. (2 Timóteo 4:13)

Paulo é o autor de 13 dos 27 livros do Novo Testamento. Ele redigiu palavras que nos inspiram e desafiam. Escreveu palavras que nos confortam e fortalecem. Mas escreveu também outras palavras, como as do último capítulo da segunda carta a Timóteo. Essas são singulares. O que as torna exclusivas é o fato de que são as últimas palavras do apóstolo.

Ele estava na prisão pela segunda vez. Não sabemos exatamente a razão deste aprisionamento. Agora, ele não foi mais colocado em uma prisão especial. De acordo com fontes antigas, ele estava aprisionado na Prisão Mamertina, em Roma. O local de aprisionamento era numa cela abaixo do chão, um tipo de porão. Evidentemente, sua defesa no tribunal não tinha sido bem-sucedida. Paulo estava certo de que a morte estava próxima. Ele escreveu o último capítulo ao amigo Timóteo, fazendo alguns pedidos.

Charles Swindoll escreveu uma paráfrase imaginária dessa passagem das Escrituras, ajudando-nos a entender como Paulo estaria se sentindo. Ele talvez quisesse dizer algo mais ou menos assim: "Eu preciso da minha capa, que deixei na casa de Carpo, em Trôade. Você não terá dificuldade em encontrá-la. É uma capa velha, mas esteve nas minhas costas durante muitos invernos. Ela foi molhada pelas chuvas do Mediterrâneo, pelas neves das montanhas da Panfília. Tornou-se cinzenta e amarronzada com a poeira da Via Ápia. Manchada com o meu sangue no apedrejamento em Listra. A capa está surrada, Timóteo, mas, com a chegada do inverno, eu preciso dela para me aquecer. Preciso também dos meus livros. Você se lembra, eu os lia nos rigores de muitas viagens. Também preciso dos pergaminhos, minha posse mais preciosa. Preciso do conforto dos Salmos, da fortaleza dos profetas, da percepção e sabedoria de Salomão. Esses pergaminhos vão aquecer-me o coração e trazer esperança neste lugar desolado. O tempo de minha partida está próximo. Portanto, não demore."

Talvez você esteja sentindo o inverno em sua vida. Estação do frio, de ventos gelados soprando sobre seus ombros. Estação em que você se sente isolado e desencorajado. Talvez esperando o conforto de amigos que demoram. Leia as últimas palavras de Paulo: "Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças" (v. 17). Ele ajudará e fortalecerá você também.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O deus futebol

Disse Jesus: — Vocês são o sal para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam. (Mateus 5:13)

O Brasil é conhecido como o país do futebol. Imagina uma Copa no país do futebol. Que Copa, que glória! De fato, pelas conquistas futebolísticas que possui, o Brasil tem muito do que se gloriar. 

Mas quando se fala da Copa, é impossível os brasileiros não se lembrarem dos protestos contra os gastos exorbitantes na construção dos estádios. Igualmente, não se podem esquecer de que os recursos seriam melhor aproveitados se fossem direcionados para áreas carentes como a da saúde, da educação e da segurança. Abafar as debilidades da nação, só porque o país está sendo mostrado para o mundo, é uma tremenda hipocrisia. Infelizmente, o país do futebol é também o país da corrupção, da prostituição, da falcatrua e da falsa espiritualidade. 

Desde a antiguidade, em vez de procurarem melhorar a vida da população, governos ineficientes sempre preferiram promover entretenimentos para o povo, fazendo-o se esquecer dos seus problemas. O futebol tornou-se um deus, o ópio do povo. 

Nessa embriaguez nacional é que políticos e grandes corporações aproveitam para explorar. Esse deus tem cegado o entendimento a ponto de várias pessoas chorarem copiosamente diante de uma derrota, como se perder uma partida de futebol fosse o fim do mundo. Quem dera as pessoas chorassem assim de arrependimento pelos pecados! Oxalá essa energia fosse direcionada para a busca do conhecimento de Deus e de sua Palavra. A igreja, também rendida, perde o seu gosto, e para nada mais serve, pois jamais cumprirá sua missão de ser o sal para a humanidade fechando as portas e colocando telões para as pessoas se prostrarem diante do deus futebol.

O que mudaria na vida do brasileiro a conquista do Hexa, a não ser o aumento do orgulho e da vaidade? Em poucos meses isso também nada significaria, pois não passa de uma alegria fugaz. Não é ganhando a Copa que o Brasil vai ver seus problemas solucionados. Não é sediando qualquer competição esportiva que o país se torna mais rico e desenvolvido. A mudança vem por meio da aquisição de conhecimento. Pessoas inteligentes e bem instruídas transformam a nação e o mundo. 

Melhor seria se o Brasil fosse conhecido como o país da educação, da tecnologia, de políticos íntegros e honestos, do desenvolvimento, da saúde, do avivamento espiritual, de igrejas e pastores sérios e de um único Senhor, Jesus. 

“Brasil olha pra cima, existe uma chance de ser novamente feliz. Brasil, há uma esperança! Volta teus olhos pra Deus, o Justo Juiz!” (João Alexandre)

sábado, 5 de julho de 2014

Ação de graças

“Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano” (Lucas 17:15-16)

O encontro de Jesus com os dez leprosos ilustra a importância da ação de graças. Inúmeros sermões já foram pregados sobre a cura dos dez leprosos, focalizando a atenção no tema de gratidão. O principal argumento de muitos destes sermões é que Jesus curou dez leprosos, mas somente um deles ficou grato. A única resposta educada a esse tipo de pregação é chamá-la o que ela é – absurdo. É inconcebível que um leproso que suportou a terrível miséria que ele enfrentava todos os dias, no mundo antigo, não teria ficado grato por receber cura instantânea daquela doença terrível. Se tivesse sido um dos leprosos, até Adolf Hitler teria ficado grato. 

A questão-chave da história não é gratidão, e sim ação de graças. Uma coisa é alguém se sentir grato; outra coisa é expressar isso. Os leprosos eram separados da família e dos amigos. Purificação instantânea implicava livramento do exílio. Podemos imaginá-los delirantemente felizes, apressando-se em ir ao lar, para abraçar a esposa, os filhos e anunciar sua cura. Quem não seria grato? Mas somente um deles adiou seu retorno ao lar e tomou tempo para dar graças. 

Todas as nossas orações devem incluir ação de graças. Como o leproso, temos de parar, voltar e agradecer. Somos tão devedores a Deus que jamais poderemos esgotar nossas oportunidades para expressar gratidão. 

Esquecer os benefícios de Deus é também a marca da pessoa imatura, aquela que vive por seus sentimentos. Ela é propensa a uma vida espiritual do tipo montanha-russa, movendo-se rapidamente de auges estáticos para depressivos. Nos momentos de auge, ela tem um sentimento exultante da presença de Deus, mas entra em desespero no momento em que sente uma ausência profunda desses sentimentos. Ela vive de bênção em bênção, sofrendo as angústias de uma memória curta. Vive sempre no presente, saboreando o “agora”, mas perdendo de vista o que Deus fez no passado. Sua obediência e culto são tão fortes quanto a intensidade de sua última recordação de bênção.

Se Deus jamais nos desse outro vislumbre de sua glória nesta vida, se ele jamais nos respondesse outro pedido, se ele jamais nos desse outro dom da abundância de sua graça, ainda assim estaríamos obrigados a gastar o resto de nossas vidas agradecendo-lhe pelo que já fez. Já temos sido abençoados com tanta suficiência que devemos ser movidos diariamente por ação de graças. No entanto, Deus continua a nos abençoar.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Imagem e integridade

Nós teremos de prestar contas a Deus de tudo o que fizermos e até daquilo que fizermos em segredo, seja o bem ou o mal. (Eclesiastes 12:14)

Integridade, por definição do dicionário, é o “estado de ser completo, inteiro”. A integridade é irmã gêmea da “sinceridade”, expressão latina, sine cera (sem cera), utilizada para descrever os móveis sem reparos cosméticos e corretivo feitos com cera, para ocultar defeitos. Tanto a integridade quanto a sinceridade são consideradas hoje virtudes em extinção, porque elas são antíteses do espírito dos tempos. Nossa cultura gravita ao redor do sucesso a qualquer preço, vantagens imediatas e propaganda enganosa em todas as áreas. Para muitos, imediatismo e consumismo transcendem os valores permanentes. O que conta é o momento, o aqui e agora.

Pessoas íntegras nada têm a esconder ou ocultar. Nada a temer. Integridade não é primariamente o que fazemos, mas o que somos, e o que somos orienta o que fazemos. A importância crucial da integridade está no fato de que ela exerce grande influência. Acredita-se que 89% do que as pessoas aprendem são determinados por aquilo que observam. Aquilo que os filhos, alunos e liderados testemunham, em última análise, é o que realmente conta. Está acima das palavras e discursos que ouvem. De modo curioso, as pessoas tendem a investir, desproporcionalmente, mais esforço, tempo e recursos na imagem do que na integridade. Imagem é o que as pessoas pensam que somos. Integridade é o que realmente somos. E o que as pessoas são por fora nem sempre coincide com aquilo que elas são por dentro.

A Bíblia descreve a história de Ananias e Safira, dois membros hipócritas da igreja primitiva. O pecado deles não foi primariamente avareza, mas falta de integridade. Tentaram simular o que não eram. O que aconteceu não foi disciplina eclesiástica, mas julgamento divino. “Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?” (Atos 5:3). Ananias e a esposa não imaginaram que sua insinceridade seria descoberta. Os resultados foram trágicos.

Alguém observou que “a medida do caráter real de um homem é aquilo que ele faria se soubesse que nunca seria pego”. O que interessa a Deus não é o que fazemos para tentar mostrar aos outros o que não somos, mas para mostrarmos a nós mesmos o que somos. No julgamento final, anjos darão testemunho público de nossa integridade. E tudo que fizermos nesse curto período de vida determinará o que haveremos de ser na eternidade.