sexta-feira, 28 de março de 2014

A responsabilidade da Igreja

Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o Senhor. (Salmos 105:3)

Muitas vezes é dito que a principal responsabilidade da igreja é o evangelismo. No entanto, não é, por pelo menos três motivos. Primeiro, o evangelismo fica na área da nossa responsabilidade para com o próximo, enquanto a adoração é nossa responsabilidade para com Deus, e nossa responsabilidade para com Deus deve ter precedência sobre nossa responsabilidade para com o próximo, afirma John Stott, no seu livro A Igreja Autêntica.

Em segundo lugar, embora se espere que todos nós compartilhemos o evangelho com os outros sempre que uma oportunidade se apresente, o evangelismo é também um dom espiritual ou “charisma” (Efésios 4:11) que é dado apenas a alguns. Assim, nem todos os cristãos são evangelistas, mas todos os cristãos são adoradores, tanto em particular como em público.

Em terceiro lugar, o evangelismo é uma atividade temporária que cessará quanto o Senhor Jesus vier para consumar seu reino. Mas nossa adoração continuará por toda a eternidade. Sendo assim, ou seja, se a adoração é a responsabilidade mais importante da igreja, certamente precisamos dar a ela nossa atenção mais diligente.

O que, no entanto, é adoração? Claro que toda a nossa vida é adoração, servir a Deus com todo nosso ser. Mas como a definiríamos? Talvez a melhor definição bíblica encontre-se no Salmo 105.3. Adorar é gloriar-se “no seu [de Deus] santo nome”. O nome de Deus é seu caráter revelado. Ele é santo porque é sem igual, distinto e superior a todos os outros nomes.

Depois que obtemos um lampejo da santidade do grande nome de Deus, vemos como é justo nos gloriar ou exultar nele. De fato, devemos nos juntar a todas as criaturas em declarar que ele é digno de nosso louvor porque ele é tanto nosso Criador como nosso Redentor (Apocalipse 5:9-14). Por ser Deus quem é, é justo que nos prostremos “diante do estrado dos seus pés” em adoração. (Salmo 99:5)

terça-feira, 25 de março de 2014

A fraqueza da sua fé não destruirá você

Texto de Charles H. Spurgeon 

Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. (Efésios 2:8)

Porque Deus é gracioso, os pecadores são perdoados, convertidos, purificados e salvos. Não é por causa de algo neles, ou daquilo que já possa estar neles, que são salvos, mas por causa do amor ilimitado, da bondade, da piedade, da compaixão, da misericórdia e graça de Deus. 

Quão vasta é a graça de Deus! Quem pode medir a sua largura? Quem pode sondar a tua profundidade? Assim como todo o resto dos atributos divinos, ela é infinita. Deus é cheio de amor, pois "Deus é amor". Deus é cheio da bondade; da bondade ilimitada e o amor se encontra na própria essência da Divindade. É porque "a Sua misericórdia dura para sempre" que não somos destruídos. Porque as "Suas compaixões não falham" que os pecadores são conduzidos a Ele e perdoados. Lembre-se disso ou você pode cair no erro de fixar tanto sua mente na fé que é o canal da salvação que se esquece da graça que é a fonte e até origem da própria fé. A fé é a obra da graça de Deus em nós. Ninguém pode dizer que Jesus é o Cristo senão pelo Espírito Santo. "Ninguém vem a Mim", disse Jesus, "exceto aquele que o Pai que Me enviou o atrair". Assim a fé, que está vindo de Cristo, é o resultado da atração divina. A graça é a primeira e a última causa da salvação, e a fé, essencial como ela é, é apenas uma parte importante do maquinário que a graça emprega. Somos salvos "através da fé", mas a salvação é "pela graça". Ecoam estas palavras com a trombeta do arcanjo: "Pela graça sois salvos". Que boas novas para o indigno. 

A fé ocupa a posição de um canal ou tubo condutor. A graça é a fonte e a correnteza. A fé é o aqueduto ao longo do qual o fluxo da misericórdia flui para refrescar os filhos sedentos dos homens. É uma grande perda quando o aqueduto é quebrado. O aqueduto deve ser mantido inteiro para conduzir a corrente e do mesmo modo a fé deve ser verdadeira e sólida, conduzindo direto até Deus e vindo direto para baixo até nós, para que se torne um canal útil da misericórdia para a nossa alma. 

Novamente lembro vocês que a fé é só o canal ou aqueduto, e não a nascente da fonte, e não devemos olhar tanto para ela para exaltá-la acima da fonte divina de toda a bênção que está na graça de Deus. A nossa vida é encontrada no olhar para Jesus, não no olhar para nossa própria fé. Pela fé todas as coisas se tornam possíveis para nós, contudo o poder não está na fé, mas em Deus sobre quem a fé descansa. A paz dentro da alma não é proveniente da contemplação da nossa própria fé, mas vem a nós Dele que é a nossa paz, da orla de cujo vestuário a fé toca, e a virtude sai Dele para a nossa alma. 

A fraqueza da sua fé não destruirá você. Uma mão trêmula pode receber um presente de ouro. A salvação do Senhor pode vir a nós embora tenhamos a fé somente como um grão da semente de mostarda. O poder está na graça de Deus e não em nossa fé. Grandes mensagens podem ser enviadas através de fios delgados e a paz dá testemunho de que o Espírito Santo pode alcançar o coração por meio de uma fé semelhante a um filamento que parece quase incapaz de sustentar o seu próprio peso. Pense mais nAquele para quem você olha do que em seu próprio olhar. Você deve olhar para longe até mesmo do seu próprio olhar e ver apenas Jesus, e a graça de Deus revelada nEle.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Receita para uma vida feliz

Jesus respondeu: — “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente.” Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: “Ame os outros como você ama a você mesmo.” (Mateus 22:37-39).

A sabedoria convencional diz que, se você quer ser feliz, você tem que procurar ser o primeiro ou o melhor. Você tem que fazer o que for preciso para ter sucesso, e tudo o que for preciso para satisfazer os seus desejos e necessidades. Não importa quem você vai deixar para trás. Não importa quem vai se machucar no processo. Você tem que pensar em você em primeiro lugar. Isso é o que o mundo diz.

A questão é: isso funciona? Posso te garantir que não. Porque sabemos, a partir de experiência própria, que seguir a trilha recomendada pela sabedoria convencional é um completo fracasso para encontrar a felicidade. Sabemos que essa trilha não nos dá uma felicidade duradoura, mas apenas passageira e superficial.

Entretanto, a fórmula de Deus para uma vida feliz é significativa e completa. Deus nos diz para vivermos assim:

Por estarem unidos com Cristo, vocês são fortes, o amor dele os anima, e vocês participam do Espírito de Deus. E também são bondosos e misericordiosos uns com os outros. 

Então peço que me deem a grande satisfação de viverem em harmonia, tendo um mesmo amor e sendo unidos de alma e mente. Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos. (Filipenses 2:1-3).

Enquanto o mundo diz: “Olhe para você mesmo. Pense em você primeiro”, a Bíblia recomenda que cada um olhe para fora de si, não só para seus próprios interesses, mas também para os interesses dos outros. (Filipenses 2:4).

A Bíblia ensina que olharmos para nós mesmos já é natural. Não precisamos aprender a olhar para nós mesmos, pois isso já está no sangue de todo ser humano.

Portanto, temos que aprender a olhar para os outros. Quando fazemos o bem ao próximo, nos sentimos gratificados e com aquela velha sensação do dever cumprido. Essa é a receita para uma vida feliz!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Algo pela Nação

Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra. (Colossenses 3:2)

Os jornais estão dizendo que no próximo sábado, 22/3, São Paulo, Rio e outras cerca de 200 cidades realizarão a ‘Marcha da Família com Deus’. Dizem que o ato será uma reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade que, em 19 de março de 1964, reuniu cerca de 200 mil pessoas em São Paulo. Sob o argumento da “ameaça comunista”, eles pediam a deposição do presidente João Goulart.

“A principal reivindicação é a uma intervenção militar, cujos objetivos seriam acabar com a corrupção, retirar do poder políticos considerados corruptos, remover a moralização dos três Poderes e, posteriormente, convocar novas eleições para a criação de um governo constituído apenas por ‘fichas limpas’”. (Folha de São Paulo)

Particularmente, não acredito que a solução para o nosso país seja um “novo golpe militar”. Provavelmente não deve ser essa a intenção da marcha. Embora concorde que devamos contribuir ativamente para a melhoria da sociedade, fazendo propagar os princípios divinos da moralidade, da ética e de justiça social, não sou a favor de que a Igreja participe de manifestações que não sejam pacíficas na sua integralidade. Não sei de fato quais são as intenções dos organizadores dessa marcha, mas o texto da convocação expressa causas similares com a marcha que antecedeu o golpe militar de 1964, que, poucas semanas depois, abriu o período ditatorial brasileiro.

É bem verdade que após conquistamos a tão sonhada democracia ainda mostramos alguma incapacidade de conviver com ela. Esta forma de governo pressupõe livre e espontâneo direito para votar, situação que não acontece num país onde o Estado é paternalista e milhões de eleitores dependem dele para sobreviver. Em países assim a democracia é ilusória, e serve apenas para mascarar a realidade da regra de elite. As instituições democráticas não fazem mais do que mudar o exercício do poder de opressão à manipulação. Uma solução emergencial para isso seria, por exemplo, extirpar o instituto da reeleição, evitando que governos de plantão abusem das carências do povo para se reelegerem. 

Infelizmente, para ser de fato um Estado democrático de direito, muita coisa ainda precisa mudar no Brasil. É nesse sentido que o cristão pode contribuir. Pensar nas coisas lá do alto não significa que se deve deixar o mundo presente tal como está. Se estudarmos a história, veremos que os cristãos não viam o anseio pelo mundo eterno como uma forma de escapismo ou de auto ilusão, mas trabalhavam por melhorias. “Os apóstolos, que desencadearam a conversão do Império Romano, os grandes homens que erigiram a Idade Média, os protestantes ingleses que aboliram o tráfico de escravos – todos deixaram sua marca sobre a Terra precisamente porque suas mentes estavam ocupadas com o Paraíso. Foi quando os cristãos deixaram de pensar no outro mundo que se tornaram tão incompetentes aqui.” (C. S. Lewis)

Portanto, nós podemos sim – e devemos – fazer algo em prol da nação. Se optarmos por não nos manifestar, saibamos que a oração é para nós uma grande e sublime obra. Isso é o mínimo que podemos fazer.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Aquietai-vos

Quando os israelitas viram o rei e o seu exército marchando contra eles, ficaram apavorados e gritaram pedindo a ajuda de Deus, o Senhor. (Êxodo 14:10)

Israel estava fora do Egito, mas a capacidade do inimigo de levar o povo de Deus de volta ainda deveria ser destruída. O próprio Faraó comanda a perseguição aos ex-escravos. Cavalos egípcios e suas carruagens formam um espetáculo terrível. Faraó provavelmente julgou que uma formidável demonstração de poder significaria uma rápida rendição. Em desespero, o povo começa a murmurar, considerando a relativa segurança do Egito melhor que a distante e talvez incerta terra prometida. Reação natural de antigos escravos. Todos nós, além de libertação externa, precisamos de libertação interna para que os vínculos com o passado sejam completamente eliminados.

Êxodo 14:13-15 registra cinco pequenas frases que constituem a mensagem divina com significado especial para os temerosos santos de todas as épocas. Primeiro: "Não temais." Deus começou aqui porque é nesse ponto que o povo estava emocionalmente. Medo é nossa primeira reação diante do poder do inimigo. O medo nos paralisa e nos torna irracionais. Somos, contudo, chamados para descansar nAquele para quem nada é "difícil demais" (Jr 32:17, NVI). "Não temas" é uma frase comum nas manifestações de Deus. Deus é o mesmo ainda hoje, acalmando-nos em nossos espantos. Uma estatística informa que encontramos nas Escrituras a expressão "não temas" 366 vezes. Não é extraordinário? Uma para cada dia do ano, e uma adicional para os anos bissextos.

A segunda frase segue logicamente o primeiro comando: "Aquietai-vos." A libertação do medo resulta em calma. A ordem não foi para Israel lutar. Ativismo é a idolatria da cultura moderna. Corremos afobados, em ansiedade. Tentamos resolver os problemas com a própria força, os próprios recursos e a própria sabedoria, desconsiderando que Deus existe. Estar quieto significa mais do que passividade, mas total dependência dAquele que tem todos os recursos. Significa "sair do caminho" e permitir que Deus seja Deus. Crer e esperar Sua intervenção, observando atentamente Seus sinais. Se você crê que está no lugar para onde Ele o guiou, permaneça calmo. Há fardos que podemos levar em submissão a Deus, mas há outros muito grandes e pesados para nossas forças. 

O Altíssimo não Se esqueceu de você.

terça-feira, 11 de março de 2014

Sonhos incompletos

Ao amanhecer, viu que era Lia. (Gênesis 29:25)

Jacó, no idealismo de seu amor quase idolátrico por Raquel, julgou que, se ele a tivesse, tudo estaria resolvido em sua vida. Na noite de sua grande fantasia, ele vai para a câmara nupcial pensando ter a mulher de sua paixão. Contudo, de manhã, "viu que era Lia". Essa é uma miniatura das desilusões humanas, experimentadas desde o Éden. O que isso quer dizer? No fim, significa que, não importa onde coloquemos nossa esperança, "ao amanhecer", encontraremos sempre Lia, nunca Raquel.

Provavelmente, ninguém, em tempos recentes, coloca a questão melhor do que C. S. Lewis, em seu clássico Cristianismo Puro e Simples: "A maioria das pessoas, se elas realmente aprenderam a olhar dentro de seu coração, saberia que aquilo que elas profundamente desejam é algo que nunca terão neste mundo. Há toda sorte de coisas que este mundo nos oferece, mas essas coisas nunca cumprem suas promessas completamente. Os anseios que surgem em nós quando amamos pela primeira vez ou quando pensamos em algum país distante [...] são anseios que nenhum casamento, nenhuma viagem ou aprendizado podem realmente satisfazer."

Lewis não está falando aqui de casamentos malsucedidos ou planos que dão errado. De fato, ele está se referindo ao melhor. O melhor que podemos alcançar será sempre, por uma razão ou outra, sonhos incompletos. Se, como Jacó, você coloca todas as esperanças na pessoa com quem você se casa, você a esmagará com suas expectativas. Nenhuma pessoa pode dar à sua alma tudo aquilo que você anseia. Isso se aplica também às carreiras profissionais, negócios, posses e qualquer outra coisa que seja parte de nossos melhores planos neste planeta. Você pode pensar ter "Raquel" em seus braços, mas a realidade tem sua forma de fazê-lo despertar com "Lia".

O grande problema é esperar muito daquilo que nunca pode corresponder às nossas expectativas. Então você pode condenar-se, acusar outras pessoas ou amaldiçoar o mundo, tornando-se amargo, cínico e vazio. Ou você poderá, como C. S. Lewis sugere, no fim do capítulo, reorientar o foco de sua vida em direção a Deus. 

Lewis conclui: "Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para outro mundo", algo sobrenatural e eterno.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Mulher modelo

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias. (Provérbios 31:10)

Como é difícil encontrar a mulher virtuosa. Não é só hoje. O mundo sempre procurou pela, podemos chamar, "mulher modelo". A ciência, a indústria de cosméticos, as academias de ginásticas lucram como nunca em oferecer um estereotipo que satisfaça o padrão de mulher cada vez mais sofisticado. Mas que modelo é este? Infelizmente, é um modelo que, em parte, não tem muito a ver com o plano de Deus, o idealizador e criador da mulher. 

Se olharmos para a História, fica fácil de ver que o modelo de mulher que procuram é aquele que valoriza a beleza física. Mas o que é considerado bonito hoje pode não ter sido ontem, ou não será amanhã. Na época Renascentista, por exemplo, as mulheres mais bonitas eram as gordinhas, já que comer bem era considerado sinal de riqueza. Acontece que, de tempos em tempos, surge alguém que sacode a noção corrente de beleza e o mundo passa a ver o belo de outra forma – um nariz grande e fino, um corpo esquelético, ou até musculoso... A verdade é que os paradigmas de beleza são verdadeiros modismos. E nesse quesito o mundo está totalmente sem noção.

Mas o homem sábio – e a mulher também – vê a mulher com os olhos divinos, conforme o modelo descrito na Bíblia. E este modelo serve para as que vão se casar também.

A mulher modelo é aquela em que o marido confia, pois em todos os dias da sua vida ela só lhe faz o bem e nunca o mal. Está sempre ocupada, realizando os afazeres domésticos. A mulher modelo cuida carinhosamente da família e exerce com zelo a mordomia do lar (cuidado com os bens). Algumas trabalham fora para complementar o orçamento da família.

A mulher modelo é esforçada e forte. Odeia a preguiça. Conhece o valor de tudo o que faz e exerce seu papel com presteza e dedicação; se preocupa em satisfazer o marido e os filhos nas suas necessidades. E ainda encontra tempo para ajudar os pobres e os necessitados.

A mulher modelo não vive preocupada, pois sabe que seu lar está em perfeita ordem e preparado para enfrentar os problemas do dia-a-dia. Ela é forte e não tem medo do futuro. A mulher modelo fala com sabedoria e delicadeza.

O marido da mulher modelo é realizado, estimado por todos e ocupa lugar de destaque na sociedade. Ele sabe que pode tranquilamente se dedicar à profissão para prover o sustento, na certeza de que o seu lar está sendo bem administrado.

Os filhos da mulher modelo a respeitam e falam bem dela. O seu marido não se cansa de elogiá-la, e diz assim: "Muitas mulheres são boas esposas, mas você é a melhor de todas".”

Como seríamos mais felizes se adotássemos o padrão bíblico de modelo de mulher. A formosura é uma ilusão, e a beleza acaba, mas a mulher que teme o Senhor Deus será sempre a mulher modelo. 

Feliz Dia da Mulher!

segunda-feira, 3 de março de 2014

O princípio da sabedoria

Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor. Se você conhece o Deus Santo, então você tem compreensão das coisas. (Provérbios 9:10)

Hoje em dia, a grande maioria das pessoas se despreocupa totalmente acerca das realidades espirituais e eternas, amando os prazeres, ao invés de amar a Deus. Multidões se revelam tão indiferentes para com o bem--estar das suas almas. O desafio contra o céu vai se tornando cada vez mais evidente, mais desenfreado, mais ousado. “Não há temor de Deus diante de seus olhos” (Romanos 3.18). Outra coisa ainda, a ideia da autoridade das Escrituras tem sido tão deploravelmente rebaixada nestes últimos tempos. Mesmo entre aqueles que professam pertencer ao Senhor há pouca submissão à sua Palavra, sendo seus preceitos estimados como coisa insignificante e prontamente deixados de lado.

"O que precisa ser ressaltado hoje em dia é que Deus é Deus que deve ser temido. Bem-aventurada é a alma que atingiu um estado de temor a Deus, despertado pela contemplação da Sua majestade. Feliz a alma que tem uma visão da sublime grandeza de Deus, da sua inefável santidade, da sua justiça perfeita, do seu poder irresistível, da sua graça soberana."

Alguém poderia perguntar: “Somente os não salvos, os que estão sem Cristo, é que precisam temer a Deus?” Nesse caso, a resposta adequada é que os salvos, os que se acham em Cristo, é que são admoestados a desenvolver a própria salvação com “temor e tremor”. Houve época na qual descrever o crente como um “homem temente a Deus” era um costume generalizado; e, se esse costume se tornou quase extinto, isso serve apenas para mostrar até onde nos temos deixado levar. Mesmo assim, as Escrituras continuam afirmando: “Como um pai trata com bondade os seus filhos, assim o Senhor é bondoso para aqueles que o temem.” (Salmos 103.13)! 

Quando falamos de temor a Deus, não queremos sugerir o tipo de medo servil que prevalece entre os pagãos em relação a seus deuses. Não; estamos falando daquela atitude que o Senhor se comprometeu a abençoar, falamos daquele espírito descrito pelo profeta: “Mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra” (Isaías 66.2). É isso que o apóstolo tinha em mente, quando escreveu: “Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei” (1 Pedro 2.17). 

"E, para desenvolver esse santo temor, nada melhor do que o reconhecimento da soberana majestade de Deus e de uma atitude de obediência à Sua Palavra. Uma visão da pessoa de Deus nos permite reconhecer nossa pequenez e insignificância, e redunda no senso de dependência dEle, e de rendição de nossa pessoa às Suas mãos. Em outras palavras, um espírito de temor ao Majestoso produz uma vida diária calcada na obediência. Esse, pois, é o princípio da sabedoria e o antídoto divino contra a maldade e insensatez dos nossos dias." (A. W. Pink).

Que possamos reverenciar a Deus nestes dias com atitude de firme obediência à Bíblia Sagrada.