sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Restauração da sorte

Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. (Salmos 126:1)

Havia um homem muito rico, possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que, ao contrario do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de festas, estar com seus amigos e de ser bajulado por eles.

Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos e logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção. 

Um dia o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro do celeiro ele mesmo fez uma forca, e junto a ela, uma placa com os dizeres: "Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai".

Mais tarde chamou o filho, o levou ate o celeiro e disse: – Meu filho, eu já estou velho e quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, e sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos, irá vender os animais e os bens para se sustentar, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você. E quando você não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me ouvido. 

– É por isso que eu construí esta forca, sim, ela é para você, e quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela. 

O jovem riu, achou absurdo, mas, para não contrariar o pai, prometeu e pensou que jamais isso pudesse ocorrer. 

O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo, mas assim como se havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade.

Desesperado e aflito, começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo, lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer: – Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos, mas agora é tarde, é tarde demais. 

Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava. A passos lentos se dirigiu até lá e, entrando, viu a forca e a placa empoeirada e disse: – Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos esta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.

Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço, e disse: – Ah , se eu tivesse uma nova chance...

Então pulou, sentiu por um instante a corda apertar sua garganta, mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente. O rapaz caiu no chão, e sobre ele cairam jóias, esmeraldas, pérolas, diamantes; a forca estava cheia de pedras preciosas, e um bilhete que dizia: “Essa é a sua nova chance, eu te amo muito. Seu pai.”

Se você está buscando uma nova chance, saiba que Deus já a providenciou. Ele fez mais do que isso, ele já restaurou a sua sorte. Agora você pode voltar a sorrir e sonhar. Ele te ama!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Tempo da ignorância

Não devemos pensar que Deus é parecido com ídolo qualquer que exista neste mundo. No passado Deus não levou em conta essa ignorância. Mas agora ele manda que todas as pessoas, em todos os lugares, se arrependam dos seus pecados. (Atos 17:29-30)

Um farmacêutico se dizia ateu e vangloriava-se de seu ateísmo. “Deus, com certeza, deveria ser uma dessas fantasias para enganar a pessoas incautas e menos letradas. Talvez alguns mais desesperados que necessitassem de consolo e esperança”, dizia. 

Um dia, uma garotinha adentrou sua farmácia com um semblante preocupado. Estendeu uma receita médica e pediu que a preparasse. O farmacêutico, embora ateu, era homem sensível e emocionou-se ao verificar o sofrimento daquela pequena, que, enquanto ele se dispunha a preparar a fórmula, assim se expressava: – Prepare logo, moço, o médico disse que minha mãe precisa com urgência dessa medicação. 

Com habilidade o farmacêutico preparou a fórmula, recebeu o pagamento e entregou o embrulho para a menina, que saiu apressada, quase a correr.

Retornou o profissional para as suas prateleiras e preparou-se para recolocar nos seus lugares os vidros dos quais retirara os ingredientes para aviar a receita. Foi quando se deu conta, estarrecido, que cometera um terrível engano. Em vez de usar certa substância medicamentosa, usara a dosagem de um violento veneno, capaz de causar a morte a qualquer pessoa. 

As pernas bambearam. O coração bateu descompassado. Foi até a rua e olhou. Nem sinal da pequena. Onde procurá-la? O que fazer? 

De repente, como se fosse tomado de uma força misteriosa, o farmacêutico se indaga: – E se Deus existir...? 

Coloca a mão na fronte e em desespero clama: 

– Deus, se existes, me perdoa. Faze com que aconteça alguma coisa, qualquer coisa para que ninguém beba daquela droga que preparei. Salva-me, Deus, de cometer um assassinato involuntário. 

Ainda se encontrava em oração, quando alguém aciona a campainha do balcão. Pálido, preocupado, ele vai atender. Era a garotinha com os olhos cheios de lágrimas e uns cacos de vidro na mão: – Moço, pode preparar de novo, por favor? Tropecei, cai e derrubei o vidro. Perdi todo o remédio. Pode fazer de novo, pode? 

O farmacêutico se reanima. Prepara novamente a fórmula, com todo cuidado e a entrega, dizendo que não custa nada. Ainda formula votos de saúde para a mãe da garota. 

Desse dia em diante, o farmacêutico reformulou suas ideias. Decidiu ler e estudar a respeito do que dizia não crer e reconheceu a sua ignorância. Porque embora a descrença, Deus que é Pai, atendeu a sua oração e lhe estendeu a Sua misericórdia.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Meus 52 anos

É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. (Filipenses 3:13)

Em 23 de fevereiro de 2014 completo 52 anos. Louvo a Deus por tudo que ele me concedeu nesses anos de vida. Tenho saúde, família, amigos e muitos irmãos. Sou grato também pela herança eterna que me está preparada desde a fundação do mundo, da qual me tornei coerdeiro com Cristo por ocasião da sua morte na cruz. 

No livro The Seasons of a Man's Life (As Fases na Vida de um Homem) o psicólogo Daniel Levinson propôs que cada pessoa adulta passa por uma série de fases específicas, as quais envolvem crises pessoais que governam suas emoções e atitudes, e até mesmo modelam seu comportamento. Uma dessas fases acontece na metade da vida, entre os 45 e 55 anos. Ele identifica essa crise como a fonte de muitas das infelicidades.

É provável que a maioria das pessoas inicia sua jornada com sonhos de como a vida será – sonhos de amor, felicidade, fama, sucesso e fortuna. Esses sonhos, às vezes, significam o desejo de um futuro melhor que o presente. O problema é que, muitas vezes, a vida não "entrega" aquilo que foi sonhado. Em determinado ponto da existência, começa-se a concluir que a realização de nossos sonhos não acontecerá. Muitas vezes, isso gera um sentimento de fracasso, de vazio, de falta de sentido ou mesmo de culpa.

De modo contrário às histórias infantis, como Branca de Neve e Cinderela, que terminam com o clássico "felizes para sempre", a realidade tem sua forma cruel de desmentir os sonhos. O problema daquelas historinhas é que elas têm apenas um capítulo, enquanto a realidade da vida revela os desdobramentos de muitos capítulos. Na minha peregrinação aqui na Terra tenho encontrado pessoas realizadas em várias áreas da vida e outras que, diante dos constantes desprazeres perderam já as esperanças de um futuro melhor. Muitos continuam andando em círculo e não conseguem atingir o capítulo final que tanto sonharam. A realidade demonstra que "príncipes e princesas" às vezes se tornam sapos. Sonhos viram pesadelos.

Eu chego à conclusão que posso continuar amarrado ao passado ou optar por sonhar novos sonhos. Mas assim como Paulo, opto por esquecer o que se passou – tanto as desilusões, como também as realizações – e prossigo para alvo, que é uma vida cada vez mais dentro do propósito de Deus. E sempre tenho optado por sonhar novos sonhos, ao lado de Cristo. E você?

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Definição de família

“É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua esposa, e os dois se tornam uma só pessoa.” [...] Cada marido deve amar a sua esposa como ama a si mesmo, e cada esposa deve respeitar o seu marido. (Efésios 5:31 e 33).

Está em curso uma pesquisa site da Câmara dos Deputados perguntando: “Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir de uma união formada entre um homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?” O resultado desta pesquisa costuma influenciar as decisões dos parlamentares, por isso, você que é uma pessoa temente a Deus deve votar “Sim”. Basta clicar aqui e votar.

Escrevo um pouquinho mais sobre a família. No final eu explico porque votei "sim" na enquete acima.

Todos os povos vivem em sociedade. A sociedade é um conjunto de comunidades que, por sua vez, são compostas por famílias. Pela lógica, a família é a base de tudo. 

Após os anos 40s, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, paradoxalmente a importância da família começou a ser questionada. Muitos têm sido fortemente influenciados pelo individualismo e o hedonismo, onde a pessoa é o centro do Universo e, para isso, ela tem que procurar a sua própria felicidade, ainda que solitariamente.

O artigo XVI dessa Declaração estabelece que os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução. Bem antes dessa ideia ser escrita, o Criador reservara uma finalidade específica para o homem e outra para a mulher. Ele determinara que cada um devesse executar a sua tarefa para a qual fora designado. Mas não é bem isso que está acontecendo hoje em dia. Homem e mulher estão abdicando-se de suas atribuições bíblicas.

Para o Criador, o papel da mulher na sociedade é cuidar do lar. A mulher sábia constrói o seu lar, mas a que não tem juízo o destrói com as próprias mãos. (Provérbios 14:1). Isso significa educar ela mesma as crianças. Ninguém pode substituir a educação e o amor de mãe. Hoje, muitas mães dão prioridade à carreira profissional e esquecem-se da sua função básica. Por causa disso, os filhos crescem desnorteados com a vida, pois o que os direciona é o padrão que assimilam em uma educação de creche, de escola ou de rua.

Por sua vez, o papel do homem é prover o sustento para o lar. Cuidar dos seus negócios lá fora, aprontar a lavoura no campo e, depois, edificar a sua casa. (Provérbios 24:27). Ou seja, ao homem cabe ganhar o pão honestamente e prover o sustento da sua família. Existem muitos homens que não querem trabalhar, e por isso as mães acabam obrigadas a exercer um papel que não é delas. Essa inversão de papeis destrói o lar e enfraquece a sociedade. Eis um motivo pelo qual convivemos com tantas pessoas sem um referencial de pai e mãe, rebeldes, infelizes e até violentas.

Nós seres humanos não podemos nos rebelar contra o plano de Deus. Ele é o Supremo Criador. Ele criou homem e mulher (Gênesis 1:27) e ordenou que o homem deixe pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne (Gênesis 2:24) com o objetivo de gerarem filhos e assim perpetuar a espécie humana, a Sua obra prima.

Insurgir-se contra essa definição de família na qual o homem e a mulher têm seu papel claramente definido é destruir a instituição criada por Deus e sofrer as graves consequências com a visível degradação da sociedade dos nossos dias.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Irritabilidade

Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. (Gálatas 5:22-23)

Quem nunca passou o dia tentando não se irritar com a fila do banco, o trânsito e o ônibus lotado, mas, ao final do dia, estourou com um probleminha? A irritabilidade - ou impaciência - acontece porque enfrentamos diversos estressores ao longo do dia, sejam eles estímulos externos ou internos. Para saber lidar com esses estímulos, é preciso tentar agir de uma maneira mais calma. 

O autoconhecimento é essencial para conseguirmos entender nossa fonte de irritação e evitar um próximo desgaste. As pessoas têm uma forma subjetiva de compreender as situações. Por isso, quem se conhece melhor tem mais chances de prever o quanto poderá explodir diante de um problema e o que fazer para contorná-lo.

É importante ter alguma técnica de relaxamento para usar no dia a dia e não deixar as frustrações e pressões se acumularem. A melhor maneira de recuperar a calma diante de uma fonte de irritação é a respiração abdominal. O certo é respirarmos sempre jogando o ar até o diafragma, mais na barriga. Isso ajuda a ter equilíbrio, principalmente diante de um fator de irritação.

O ideal é identificarmos aquilo que nos perturba e pensar em estratégias para lidar com a questão. Uma pessoa que fica irritada ao passar muito tempo em uma fila de banco, por exemplo, deve fazer o possível para evitar o período de almoço ou os dias de pagamento. Quando não há solução, é preciso respirar fundo e ter criatividade. Devemos entender que algumas coisas podemos mudar, mas outras, não. Nesse caso, temos de pensar em alternativas criativas para lidar melhor com a situação. 

É natural que, diante de uma irritação, nossa tendência seja a de reclamar sem parar. Mas a queixa deve sempre vir com uma proposta de evolução, e não ser apenas um desabafo. Se você vê que tem como mudar alguma coisa e que, pontuando as falhas, poderá ter uma solução alternativa, tudo bem. Mas reclamar sem objetivo só gera mais tensão para você e desgasta os relacionamentos, já que alguém terá de ouvir as queixas.

Quando estamos de cabeça quente e prestes a explodir, devemos nos questionar por quanto tempo essa questão poderá realmente nos incomodar. Se daqui a 30 dias eu não vou mais nem me lembrar disso, por que estou tão irritado? Não vale a pena ficar remoendo isso, por exemplo. Essa reflexão ajuda a entender a gravidade do problema e a relevância que ele deveria ter para sua vida

Conhecer os próprios limites e aprender a respeitá-los é importante para evitar a irritabilidade. Esse tipo de atitude também deve ser adotada no trabalho. Devemos respeitar quando estamos muito cansados e é hora de ir para casa, aprender a negociar prazos e ver o que deve ou não ser priorizado, e também saber quando se afastar de um problema para depois resolvê-lo. Só assim conseguimos manter o equilíbrio dentro dessa sociedade louca que nos pressiona por todos os lados.

Devemos aprender a aceitar nossos erros e saber lidar com as frustrações. Se desenvolvermos nossa resiliência, conseguiremos achar soluções para situações que não são ideais e sofreremos menos.

Um estilo de vida saudável torna a pessoa menos vulnerável às frustrações e irritações do dia a dia. O estilo de vida tem grande parcela de responsabilidade para evitar que a pessoa reaja de maneira desmedida aos pequenos problemas. Se a pessoa tem boas noites de sono, pratica uma atividade física e tem uma alimentação saudável e em períodos regulares, ela certamente conseguirá encarar os problemas com menos irritação.

É preciso tomar muito cuidado para não se deixar levar pelo comportamento e estado de espírito alheio. Às vezes, o outro está tão nervoso que isso também te irrita. Se você entra nessa, chegará ao fim do dia muito nervoso e chateado.

É importante compreender por que algumas coisas te irritam tanto e o que você pode aprender com esse sentimento. Pense bastante sobre a situação e tente dar um novo significado à irritação. Ela pode ser usada para seu crescimento pessoal e também espiritual, pois o Espírito de Deus está aberto a produzir em você a virtude da paciência. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A soberba da vida

Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. (1 João 2:15-16)

Soberba é o sentimento caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas. A soberba não é privilégio dos ricos, se é que podemos chamar de privilégio. Os pobres também podem experimentar a soberba ao se considerarem especiais e buscando fingir serem o que não são. Não só através de bens materiais, pois muitas vezes a pessoa pode se sentir superior aos outros por acreditar que é o melhor no que faz, no que decide, na sua capacidade de resolver situações.

Enquanto o invejoso guarda tal sentimento para si, se remoendo internamente, o soberbo tende a se mostrar, pois está enamorado com a própria existência. O soberbo se sente auto-realizado, querendo mostrar-se para os outros a todo preço, querendo despertar a inveja e a admiração dos outros, como se isso elevasse sua estima ao máximo e lhe trouxesse prazer.

Para o soberbo, ele deve sempre estar no topo, sendo o parâmetro mais alto para as pessoas, despertando interesse e curiosidade de todos. Quando é superado, logo o soberbo se sente ameaçado, atingido, sendo tomado pela inveja, querendo depreciar os outros e vangloriar-se, sem que para isso se estruture para se superar ou até fazer uma avaliação da vida, dando-se em determinado momento por satisfeito.

A correção da soberba ocorre única e simplesmente por meio da humildade. É agindo com simplicidade que se consegue combater a soberba nas suas mais diversas formas, evitando a ostentação, contendo as vaidades e olhando o mundo não apenas a partir de si, mas principalmente ao redor de si, com virtude e solidariedade.

Mas algumas vezes também pode-se perceber que o excesso de humildade é sinal de uma soberba focada na inferioridade. Ou seja, o soberbo não aceita ser como a média, não aceita ser como os demais. Ele precisa se destacar dos outros sendo o "mais" "maior". Se não consegue ser o mais inteligente ele então desejará e será o mais ignorante, falando sobre isso o tempo todo para que seu interlocutor ao ouvir a depreciação passe a elogiar o soberbo mesmo que seja por educação. Mas isso bastará ao soberbo que quer ser destacado dos outros que são medianos.

A grande infelicidade do soberbo é saber que o mundo passa, bem como a sua concupiscência; e para ter a vida eterna ele precisa fazer a vontade de Deus de não amar o mundo, e nem as coisas que no mundo há. (1 João 2:17)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Prazer na fraqueza

Pelo que sinto prazer nas fraquezas. ... Porque quando sou fraco, então é que sou forte. (2 Coríntios 12:10).

A fraqueza física pode ser vantajosa, às vezes.

Na noite de 5 de fevereiro de 1945, o Capitão Tex e mais 468 prisioneiros, bem como uns 800 sobreviventes de Bataan e Corregidor, foram evacuados da prisão de Bilibid para a fábrica de calçados de Ang Tibay, nos arredores de Manila. A batalha pela libertação da cidade das mãos dos japoneses prosseguia; a cidade estava em chamas e o fogo crepitava inexoravelmente na direção do alojamento.

Sentados no chão, no escuro, em Ang Tibay, ele conheceu alguns dos sobreviventes da Marcha da Morte. Durante um mês, os dois grupos estiveram separados por uma parede de 4,5 metros; aquela era primeira oportunidade de conversar. Ele ficou sabendo que muitos dos companheiros daquele grupo haviam sido enviados de navio para o Japão, como trabalhadores escravos; o último barco lotado havia saído de Manila em meados de dezembro, e aquela embarcação tinha sido torpedeada por um submarino americano. Todos a bordo morreram.

Entre o grupo, naquela noite, estava outro soldado que tinha sido designado para ir naquele navio, mas por causa de uma debilidade física ficara para trás. Tex nunca se esqueceu de como, com lágrimas na voz, aquele soldado contou que sua vida tinha sido poupada por causa de sua deficiência física. Aparentemente, havia sido considerado incapaz para o trabalho escravo.

Todos que já tenham olhado cuidadosamente as fotos do Presidente Theodore Roosevelt, sabem que ele era míope. Durante sua campanha presidencial de 1912, ele foi atingido pelo disparo de um maníaco chamado Schrenk, mas sobreviveu à tentativa de assassínio. O médico que o examinou após o incidente disse-lhe que sua vida tinha sido poupada por um par de óculos com armação de aço que ele havia guardado no bolso do paletó.

"Não é estranho?" comentou Roosevelt. "Sempre achei um incômodo usar óculos por causa da miopia, e agora meu par de óculos de reserva, guardado no bolso, acabou por salvar-me a vida."

Talvez não entendamos neste mundo por que Deus nos permite sofrer aflições físicas. Mas em alguns casos podemos ter a certeza de que Ele as permite porque sabe que, assim como Paulo, somos espiritualmente mais fortes quando estamos fisicamente fracos.

Autor desconhecido

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ame a disciplina

O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina. (Provérbios 13:24).

Não existe paternidade feliz e responsável sem disciplina. Não existem filhos maduros e equilibrados sem correção. Omitir-se diante do deslize do filho é “aborrecê-lo”. No original, a ideia é “odiá-lo”. Assumir a missão divina de corrigir o filho é amá-lo. Amor e ódio são palavras extremamente fortes, mas estão presentes no tipo de educação que damos aos filhos.

Deus quer que você seja feliz em todas as áreas da vida, e Ele sabe que se as coisas não andam bem no lar, não é possível ter sucesso na vida profissional, financeira ou social. Como alguém pode fechar um bom negócio, se sabe que o seu filho está mergulhado no mundo das drogas? Como pode relacionar-se bem com as pessoas, se seu coração está feito em pedaços porque seu filho destrói-se lentamente nas sombras dos vícios e da promiscuidade? De que valem todas as vitórias que você pode conquistar na vida, se o seu filho é um derrotado?

Os pais que querem ver filhos felizes, precisam lançar mão da disciplina e precisam fazê-lo cedo. Definir valores, estabelecer limites, desenvolver virtudes e remover defeitos são parte da verdadeira disciplina, mas isto requer esforço. O caminho mais fácil é permitir que os filhos estabeleçam suas próprias regras e achar que, providenciando a satisfação das necessidades materiais e de escolaridade, a paternidade está cumprida.

Quanto tempo você gasta com os filhos? Conhece os amigos deles? Sabe a que hora eles chegam em casa? Sabe onde eles estiveram? Toda construção demanda vigilância, trabalho e perseverança. Não existe maior edificação que a vida dos filhos.

Quando chegar o fim deste mundo, que caminha vertiginosamente ao capítulo final de sua história, e Jesus retornar à Terra, não lhe perguntará sobre os seus negócios, sua vida financeira, suas empresas ou sua missão social em favor da humanidade. A grande pergunta será: “Onde estão os filhos que Eu confiei sob o teu cuidado?”

Peça a Deus sabedoria para exercer o seu papel de pai amoroso, firme, paciente, perdoador e formador, porque “o que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina”.

Pastor Alejandro Bullon