sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Seja um revolucionário

Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. (Romanos 12:2)

"Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo." (Platão)

Quando veio ao Brasil, o papa Francisco disse que o casamento “não está fora de moda” e pediu aos jovens que se “rebelem” contra a “cultura do provisório”. 

Ao discursar para os voluntários da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o chefe da Igreja Católica afirmou que os fiéis devem ter “coragem de ir contra a corrente”.

“Há quem diga que hoje o casamento está fora de moda. Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é curtir o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, ‘para sempre’, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso eu peço que vocês sejam revolucionários, que vão contra a corrente”, afirmou.

“Sim, nisto peço que se rebelem. Que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de ir contra a corrente. Tenham a coragem de ser felizes”, completou o papa.

Nesse sentido Paulo recomenda em Romanos que amemos de fato. Quantos entram num relacionamento por interesse egoísta. Mas pelo contrário, devemos amar uns aos outros com o amor de Cristo e nos esforçar para tratar uns aos outros, homem e mulher, com respeito.

Devemos aguentar com paciência os momentos de desajustes e não descartar uns aos outros. Alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Não pagar a ninguém o mal com o mal. No que depender de nós, façamos todo o possível para viver em paz com todas as pessoas, deixando de lado todo sentimento de vingança, pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu me vingarei, eu acertarei contas com eles, diz o Senhor.” Enfim, não deixemos que o mal nos vença, mas vençamos o mal com o bem. 

A cultura atual nos força a fazer exatamente o contrário do que recomenda a Bíblia. É por isso que devemos ser revolucionários e optar pela Palavra de Deus. Não podemos amar hoje e odiar amanhã. Que Deus nos ajude!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Não matarás

Disse Jesus: – Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: “Não mate. Quem matar será julgado.” (Mateus 5:21)

“Enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade social, na sociedade e entre vários povos, será impossível erradicar a violência. Acusamos os pobres [...] da violência, mas, sem igualdade de oportunidades, as diferentes formas de agressão e de guerra encontrarão terreno fértil que, tarde ou cedo, provocará a explosão” (Papa Francisco). 

O sistema econômico mundial no qual vivemos é injusto e “mata” porque faz predominar a lei do mais forte. Como o mandamento de “não matar” põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, hoje temos que dizer não a uma economia da exclusão e da desigualdade. Essa economia mata.

A morte de um mendigo na rua provoca menos comoção que a queda da bolsa de valores ou o aumento do dólar. Há uma completa inversão de valores.

Centenas de milhares de recursos financeiros públicos são desviados da sua principal finalidade, causando mortes decorrentes da precariedade dos hospitais. Os responsáveis por esses desvios são indiretamente responsáveis. Eles cometem assassinatos, e serão julgados por isso. 

A exclusão social causa revolta e violências fatais. Isso já foi provado. Alguns estudiosos do comportamento humano afirmam que a criança e o adolescente excluídos socialmente crescem revoltados aos perceberem a desigualdade de oportunidades na sua comunidade.

Recentemente foi publicada uma pesquisa que demonstra aumento da violência entre as famílias beneficiadas pelos programas oficiais de assistência social. Mesmo quando assistidas pelo Estado, essas famílias ainda convivem com a violência. Isso mostra que a solução não está no assistencialismo puro e simples. Mais que uma pequena ajuda financeira, o ser humano quer igualdade de oportunidades. Oportunidade de frequentar uma boa escola, de ser bem atendido nos hospitais, de possuir um bom emprego, de realizar honestamente os seus sonhos e, como vimos recentemente, de não ser discriminado nos shopping centers.

É quase impossível ver esses anseios atendidos em uma sociedade competitiva, na qual a maioria das pessoas está preocupada em possuir cada vez mais. Ama se os bens e usa-se as pessoas, e não o contrário. É por isso que Paulo disse que “o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos.” (1 Timóteo 6:10). Sofrimentos esses causados também pela violência. Somos vítimas de nós mesmos.

Que Deus nos dê capacidade para compreender a necessidade urgente de mudança social.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cheguei primeiro, ganhei!

Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos. (Filipenses 2:3)

"Fama" e "fortuna" são a essência do "sonho americano" difundido hoje por todas as partes. Nessa mentalidade, desenvolvemos a síndrome do individualismo, a "cultura do eu", acompanhada do espírito de competição. Essa mentalidade, injetada em nossas veias desde a infância, ensina-nos a ver os outros como objetos, degraus para alcançar nossas fantasias de sucesso, ou como obstáculos a serem superados. Não é por acaso que milhões de pessoas se sentem solitárias.

Tratamos todos como estranhos ou, pior ainda, como inimigos. Porque não conhecemos o frentista, o vendedor, o mecânico, a mulher atrás do balcão, suspeitamos que todos eles fazem parte de uma conspiração para nos enganar e tirar proveito. Assim, somos envenenados por um permanente espírito defensivo, o que destrói a possibilidade de nos relacionarmos positivamente e testemunhar nos encontros com as pessoas. As interações são marcadas por desconfiança e suspeita.

Mais grave ainda é quando aplicamos essa mentalidade aos círculos mais íntimos. Porque queremos ser o "número 1" em tudo, competimos com todos, às vezes até dentro da família e na igreja, inibindo o espírito de abnegação e serviço. Já observou as camisetas que as pessoas usam, representando seu time, escola, classe ou grupo? Todos querem ser os melhores. Nas viagens em família, quando as crianças eram pequenas, às vezes parávamos em um parque e elas corriam para um brinquedo para gritar: "Cheguei primeiro, ganhei." Parece que não estamos felizes se não deixarmos alguém para trás, negando assim o espírito de Cristo.

A expressão "uns aos outros" é o termo grego allelous, que ocorre 54 vezes no Novo Testamento, com ênfase no relacionamento fraterno. Se praticássemos apenas a metade deles veríamos uma extraordinária transformação entre nós. Observe algumas ocorrências: "Não nos julguemos mais uns aos outros" (Rm 14:13); "Não mintais uns aos outros" (Cl 3:9); "Não faleis mal uns dos outros" (Tg 4:11); "Não vos queixeis uns dos outros" (Tg 5:9); "Ameis uns aos outros" (Jo 13:34; ver 1Jo 4:7, 11); "Acolhei-vos uns aos outros" (Rm 15:7); "Sede, antes, servos uns dos outros" (Gl 5:13); "Cooperem uns com os outros" (1Co 12:25); "Levai as cargas uns dos outros" (Gl 6:2).

\CPB

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Onde estás?

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido. (Lucas 19:10)

O pastor telefonou para uma família que havia recentemente visitado sua igreja, e do outro lado da linha atendeu uma voz infantil. O menino falava baixinho e se identificou como Tiago.

O pastor pediu para falar com a mãe do menino. Ele respondeu que ela estava ocupada.

– Ok, posso então falar com seu pai? – o pastor perguntou.

– Ele também está ocupado!

– Tiago, há outras pessoas em sua casa?

– A polícia!

– Posso falar com um dos oficiais da polícia?

– Eles estão ocupados.

– Quem mais está aí?

– Os bombeiros!

– Poderia me chamar um deles ao telefone? – O pastor já estava preocupado.

– Eles estão todos ocupados!

– Tiago! O que eles estão fazendo?

– Eles estão me procurando!

A história da raça humana é semelhante à brincadeira de esconde-esconde. Como Tiago, há muita gente se escondendo da polícia, dos pais, do chefe, dos professores, do esposo ou da esposa. Quando Deus perguntou para Adão e Eva: “Onde vocês estão?”, não era uma informação o que Ele queria, mas apenas lhes chamar a atenção e despertar a consciência deles. Às vezes, a fuga é por um dia, uma semana ou meses. Porém, nosso Deus nos procura. No Éden, Deus tomou a iniciativa. O ofendido procurou os ofensores não para tirar satisfações ou para proferir palavras de recriminação; foi até eles para restaurar o relacionamento rompido.

“Onde estás?” É a voz do pastor procurando a ovelha perdida. É a voz da mulher que perdeu a moeda. É a voz do pai aguardando o pródigo. A pergunta é para convidá-lo a sair de onde está: do meio da dúvida, de um labirinto que parece não ter saída, de uma amizade manipuladora que o mantém preso, ou de algum trabalho ou hábito. Deus é incansável em Sua procura. O salmista já perguntava: “Para onde poderia eu escapar do Teu Espírito? Para onde poderia fugir da Tua presença?” (Salmos 139:7). Coloque-se hoje ao alcance de Deus. Ele quer restaurar o relacionamento com você!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Eis que faço coisa nova

Há muito tempo, o Senhor abriu um caminho no mar, uma estrada no meio das águas perigosas. Ele derrotou um poderoso exército, um exército de carros e cavalos de guerra. Eles caíram para nunca mais se levantar; acabaram-se como um pavio que está se apagando. Mas agora o Senhor Deus diz ao seu povo: “Não fiquem lembrando do que aconteceu no passado, não continuem pensando nas coisas que fiz há muito tempo. Pois agora vou fazer uma coisa nova, que logo vai acontecer, e, de repente, vocês a verão. Prepararei um caminho no deserto e farei com que estradas passem em terras secas. (Isaías 46:16-19)

Na maioria das vezes somos advertidos a esquecer-nos do nosso passado negativo. É comum sabermos que não devemos nos lembrar dos capítulos escuros, assim como o povo de Israel, a quem Isaías escreveu, deveria se esquecer dos fracassos, da idolatria, da prostituição e dos desvios da vontade de Deus.

Contudo, o contexto nos indica que o que deveria ser esquecido era o passado positivo, e isso pode parecer mais confuso. Israel deveria se esquecer do êxodo, da travessia do Mar Vermelho e da vitória sobre o arrogante Faraó.

Todos nós temos um passado negativo, por menor que seja. Falhas, desvios ou ocasiões em que fomos vítimas inocentes dos caprichos da vida. Muitos vivem em casas muradas, amedrontados por fantasmas do "ontem". Nenhum avanço é possível enquanto estamos olhando a vida pelo retrovisor, perdendo novas oportunidades. Por outro lado, há o perigo de nos tornarmos prisioneiros do passado positivo, em que o sucesso, realizações e mesmo bênçãos concedidas tornam-se grandes obstáculos para qualquer avanço.

Assim como há os que vivem assustados pelas experiências do passado negativo, há também os que são prisioneiros em palácios de recordações, nostalgia e saudosismo, sem nada esperar do futuro. Vivem acomodados naquilo que "aconteceu". Isso é uma realidade em muitas áreas da vida. No casamento ou na vida profissional.

O texto sugere outra realidade: "Eis que faço coisa nova." A questão não é simplesmente esquecer o passado, mesmo que ele seja positivo, mas não permitir que o passado nos limite, como se Deus não tivesse nada mais para fazer por nós. Desse ponto de vista, o texto de Isaías que nos orienta a não nos lembrarmos "das coisas passadas" tem um extraordinário apelo para nós a cada dia. As coisas novas de Deus não nos permitem ficar acomodados. Não importa o que ele já tenha feito em nosso favor, nós ainda não vimos tudo. Isso é verdade não por causa de nossa criatividade, mas por causa dele, que sempre se excede no que faz. 

Portanto, olhemos com confiança para o que está à frente. Ele fará coisas novas, em nossa vida espiritual, em nosso casamento, família, atividades, estudos e realizações profissionais. Esqueçamos daquilo que fica para trás e avancemos para o que está adiante de nós.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Mude o seu conceito

As suas instruções são uma luz brilhante, e a sua correção ensina a viver. (Provérbios 6:23).

“A única coisa boa que a velhice nos dá é a sabedoria. Por isso que quem ouve os conselhos dos pais nunca se dá mal na vida.” (Chico Anysio).

Muitas pessoas perguntam como é possível que um Pai de amor e liberdade – Deus – possa ter ensinamentos tão limitadores e proibitivos. Parece uma incoerência! Mas a falha não está na Bíblia, e sim no conceito errado que temos dos conselhos divinos.

O texto bíblico cita dois conceitos: a instrução e a correção. Ambos nos levam ao aperfeiçoamento. A instrução serve para romper o poder das trevas, que é destrutivo. Em meio à escuridão, você não enxerga o caminho e não tem condições de chegar ao seu destino. Em meio às sombras, você não anda com presteza, avança com dificuldade e, quando percebe, já está relegado a um segundo plano. Quando não há luz, você não distingue as formas nem as cores. Acreditando que está escolhendo o verde, pode estar pegando o vermelho. Em meio à escuridão, você caminha, sem saber, no rumo da própria morte.

O ser humano precisa da luz brilhante. Sem ela, não há como atravessar a escuridão deste mundo e chegar com êxito onde deseja. É preciso luz para saber qual o caminho certo. As instruções divinas são essa luz. Seu propósito não é cercear a liberdade, mas iluminar o caminho.

A correção, por sua vez, tem como propósito despertá-lo quando está adormecido e trazê-lo de volta ao caminho da vida quando está se aproximando perigosamente da morte.

Pense, por exemplo, na última derrota que você sofreu. Tente descobrir a causa. Tudo aquilo teria acontecido se você tivesse prestado atenção às instruções divinas? A vida está cheia de leis e princípios. O respeito a essas leis é garantia de bem-estar. Menosprezá-las é teimosia e imprudência. O preço é sempre alto.

Antes de iniciar as atividades a cada dia, olhe à sua volta. Comece por você e por seus amados. Que ajustes precisam ser feitos? Que passos precisam ser dados para conservar a harmonia de relacionamentos gratificantes? 

Considere andar conforme as instruções divinas. Você pode encontra-las na sua Palavra – a Bíblia Sagrada. Quando assim fizer, você mudará para melhor o seu conceito sobre os ensinamentos divinos.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Hora de reconstruir

Seja sobre nós a graça do Senhor nosso Deus; confirma sobre nós as obras de nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos. (Salmos 90:17).

Quando Thomas Carlyle, historiador e ensaísta inglês, concluiu o segundo volume de sua História da Revolução Francesa, entregou o manuscrito a John Stuart Mill, para que este fizesse observações. Mill leu o manuscrito e emprestou-o a um amigo. Esse amigo deixou-o sobre a escrivaninha certa noite, depois de lê-lo. Na manhã seguinte a empregada, procurando alguma coisa com a qual acender o fogo, encontrou a pilha de papéis soltos e, pensando que fossem rascunhos antigos, usou-os para acender o fogo. Aquilo que havia custado anos de trabalho a Carlyle era cinza agora!

Quando Mill, branco como um lençol, relatou a devastadora notícia a Carlyle, este ficou tão atônito com sua perda que não conseguiu fazer nada durante semanas. Então um dia, sentado diante da janela aberta, remoendo sua terrível perda, observou um pedreiro reconstruindo uma parede de tijolos. Pacientemente, o homem colocava tijolo sobre tijolo, enquanto assobiava uma alegre melodia.

"Pobre tonto", pensou Carlyle, "como pode estar tão alegre quando a vida é tão fútil?" Depois, repentinamente, teve outro pensamento. "Pobre tonto", disse ele de si mesmo, "você está aqui sentado junto à janela, queixando-se e lamentando, enquanto aquele homem reconstrói uma casa que durou gerações."

Levantando-se da cadeira, Carlyle começou a trabalhar no segundo rascunho da História da Revolução Francesa. Conforme seu próprio relato, e o daqueles que tiveram a oportunidade de ler ambas as versões da obra, a última foi bem melhor! A destruição de nossos queridos sonhos não precisa ser o fim do mundo. Pode ser o início de algo melhor!

Carlyle tem sido uma inspiração para muitos, no sentido de recomeçar depois de terem visto destruído o trabalho de sua vida. É improvável, entretanto, que o humilde pedreiro que deu a Carlyle a inspiração de começar de novo, tenha ficado sabendo que ele teve participação em recriar uma obra-prima literária.

Nosso inconsciente exemplo cristão pode ser exatamente o incentivo de que alguém precisa para superar um fracasso na vida.

Autor desconhecido