terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A verdade que liberta

Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:32)

O que significa esta frase: “a verdade vos libertará”? Quem é a verdade?

Nesses dias em que estou na correria para concluir os exames pré-cirúrgicos, às vezes paro ou pouco, respiro fundo, e começo a lembrar: Todas as coisas do mundo natural perecem. As riquezas levantam voo. A fama é apenas um fôlego. A juventude, a saúde e o prazer, todos eventualmente nos abandonam. E aí concluo que, se todas as coisas terminam em pó e desapontamento, elas não podem ser o bem final da existência nem as prioridades que devem absorver toda nossa atenção e energia.

Necessitamos também de vida não relacionada com a morte. Um tipo de bem que se ergue acima das coisas temporais e passageiras.

Alguns julgam que somos apenas resultado do acaso e, por isso, a vida não tem qualquer propósito. Assim, eles se entregam ao momento. Mas essa filosofia não é consistente. O grande teólogo e filósofo C. S. Lewis a analisou com lógica incrível: “Você poderia imaginar os peixes reclamando do mar pelo fato de eles estarem molhados? Se eles fizessem isso, esse fato indicaria que eles nem sempre foram criaturas aquáticas. Se somos meramente produto de um universo material, como explicar a realidade de que nunca estamos completamente felizes aqui?”

Algo dentro de nós grita por uma paz que nunca experimentamos. Sentimos saudades de um lugar onde nunca estivemos. Desejamos uma conexão que não sabemos explicar. Estas são as marcas de nossa origem. Criados por Deus, estamos longe de nosso lar, perdidos em um país distante. Blaise Pascal observou: “Quem se sentiria infeliz por não ser um rei, exceto um rei deposto? Todas as nossas misérias provam a nobreza de nossas origens. Somos filhos de Deus, mas perdemos o contato com nosso Pai.”

Jesus veio para buscar e salvar o que se perdera. Não é por acaso que Ele falou do caráter libertador da verdade. A verdade, que é o próprio Jesus Cristo, nos liberta do vazio interior, das distorções da autoestima, da solidão, da falta de propósito e do medo da morte. 

Precisamos sempre lembrar que Cristo é tudo para nós. Ele é o nosso Consolador; nosso Protetor; nosso Conhecimento; a Música da nossa vida; nosso Conselheiro; a Luz; a Rocha na qual nos erguemos; nosso constante Companheiro; Aquele que nos ouve e nos liberta para a vida.