sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Socialismo cristão, existe?

“Mas a Jerusalém celestial é livre e ela é a nossa mãe.” (Gálatas 4:26)

O socialismo cristão nasceu durante a Revolução Industrial como uma tentativa de aplicar aos problemas sociais gerados pela industrialização os ensinamentos de Cristo sobre amor e respeito ao próximo. Após o seu surgimento, a Igreja não mais se desligou da questão social e de suas concepções políticas, caráter reforçado sobretudo após o concílio Vaticano II (1962-1965).

Entretanto, o socialismo cristão quando levantado como bandeira política distancia-se dos ideais de Cristo e torna-se muito parecido com a ideologia antropocêntrica e humanista de Karl Marx. Segundo esta ideologia, o homem é o centro de tudo, não Deus. Assim, as propaladas “soluções” que apresentam para os problemas da humanidade são, na verdade, argumentações falaciosas cujo objetivo de fundo é também a dominação política e econômica. 

O grande problema das ideologias humanistas que têm origem na classe intelectual e nos movimentos políticos da classe trabalhadora é que pregam o ódio e a luta de classes (elite versus trabalhadores). 

Como cristãos, filhos de Deus e amados, comprados por preço alto, a saber, o sangue do Cordeiro de Deus, devemos ter como prioridade a preocupação com o Reino Celestial, a nossa verdadeira pátria, a nossa mãe, a qual está nos céus. Somente quando colocarmos o Reino de Deus em primeiro lugar é que seremos capazes de contribuir para dias melhores aqui na terra.

Todavia, sabemos que precisamos viver e subsistir neste mundo putrefato até que dele sejamos tomados, o que acontecerá no Dia do Senhor. Logo, não é nenhum pecado aprendermos a nos mover em meio aos dominadores deste mundo escravizado pelo diabo. 

Mas devemos ter em mente que o Reino de Deus nada tem a ver com governos socialistas! O Reino de Deus é a região espiritual da habitação dos que nasceram de novo e não é deste mundo, é governado do trono de Deus, nada tendo que ver com sistemas políticos humanos.

Portanto sejamos sábios e entendamos que podemos, se desejarmos, escolher bons políticos para governar nossa nação; políticos que estejam comprometidos com a verdade, que não proferem promessas falaciosas de “dias melhores” num mundo corrompido e escravo do maligno. Pois somente o Reino Celestial é livre do pecado e da maldade.