sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Retirando os obstáculos

Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações. (1 Pedro 3.7)

A palavra grega traduzida por “se interrompam” é ekkepto, que significa, literalmente, “cortar”. Se não tratamos da discórdia no relacionamento conjugal, as orações são cortadas. Isto ecoa a advertência inicial do Salmo 66. 

Um segundo exemplo de obstáculo à oração se acha em Mateus 5.23-24: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”. Nesta passagem, Jesus está dizendo que, se há conflitos não resolvidos em nossa vida, nossa adoração está maculada. Ele está estabelecendo prioridades. Primeiro, devemos remover os obstáculos da comunhão; depois, podemos oferecer nossa adoração. Embora a passagem não fale especificamente de oração, o princípio é o mesmo. O fluir da comunicação entre o homem e Deus é interrompido pelo pecado.

Além do mais, quando fazemos pedidos a Deus com pecado não confessado – e não purificado – em nosso coração, somos como o universitário irado que confrontou seu professor sobre uma nota baixa. O professor ouviu educadamente as frustrações do aluno, mas comentou que, em sua estimativa profissional honesta, o aluno recebera a nota que merecia. O aluno argumentou que não somente ele, mas também vários outros na classe, sentiram que a nota fora injusta. 

O professor, com curiosidade compreensível, perguntou o que eles achavam deveria ser feito. O aluno explicou: “Eles decidiram que devem atirar em você. Mas há um pequeno problema: nenhum deles tem um revólver”. O professor suspirou de alívio e expressou seu mais profundo sentimento de tristeza pela “triste condição” destes alunos. “Mas você tem um revólver”, disse o jovem. Este aluno teve a ousadia de perguntar ao gentil professor se ele não emprestaria seu revólver para que os alunos atirassem nele. 

De maneira semelhantemente audaciosa, se vemos a iniquidade em nossa vida e a abrigamos no coração quando oramos, estamos pedindo a Deus a força de que precisamos para amaldiçoá-lo. Estamos pedindo a Deus mais forças para desobedecê-lo ainda mais. Assim como o professor não estava disposto a emprestar seu revólver para aqueles que desejavam matá-lo, Deus não está disposto a honrar nossos pedidos resultantes de corações pecaminosos não arrependidos. É preciso pelo menos tentar retirar os obstáculos para que a oração comece a fluir.