terça-feira, 5 de agosto de 2014

A oração conveniente

“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tiago 1:5)

Alguém disse: “Com tantas pessoas famintas, pode ser errado eu orar por um tapete para a minha sala de estar”. O que é importante para nós talvez seja importante para nosso Pai. Se não temos certeza a respeito da conveniência de nosso pedido, devemos contar isso a Deus. A expressão grega traduzida por “nada impropera” significa, literalmente, “sem lançar de volta em sua face”. Não precisamos temer a reprovação de Deus, contanto que estejamos buscando sinceramente sua vontade em determinada situação.

Nada é grande demais ou pequeno demais diante de Deus em oração, desde que não seja algo que temos certeza de que é contrário a vontade expressa de Deus, manifestada com clareza em sua Palavra. Obviamente, seria muito inapropriado pedir a Deus que nos torne ladrões competentes. 

Às vezes, nos sentimos como se faltasse às nossas orações o poder de ir além do teto. É como se as nossas petições caíssem em ouvidos surdos, e Deus permanecesse quieto e desinteressado por nosso apelo. Há várias razões por que ficamos às vezes frustrados em oração. As mais importantes são:

1. Oramos por generalidades vagas. Quando todas as nossas orações são vagas ou universais em escopo, é difícil experimentarmos a alegria que acompanha as respostas claras e obvias de oração. Se pedirmos a Deus que “abençoe todas as pessoas do mundo” ou “perdoe todas as pessoas de nossa cidade”, dificilmente veremos a resposta da oração de maneira concreta. Ter um escopo de interesse amplo em nossa oração não é errado, mas, se toda oração for geral, nenhuma oração terá aplicação concreta e específica.

2. Estamos em guerra com Deus. Se não estamos em harmonia com Deus ou estamos em rebelião para com ele, não podemos esperar que ele tenha um ouvido benevolente para com nossas orações. Seus ouvidos se inclinam para aqueles que o amam e buscam obedecer-lhe. Ele afasta os seus ouvidos dos ímpios. Portanto, uma atitude de reverência para com Deus é vital à eficácia de nossas orações. 

3. Tendemos a ser impacientes. Quando eu oro por paciência, tendo a pedir que me seja dada “agora mesmo”. É comum esperarmos anos, realmente décadas, para que nossos pedidos mais sinceros sejam respondidos. Deus raramente está com pressa. Por outro lado, nossa fidelidade a Deus tende a depender de atos “imediatos e amáveis” da parte dele. Se ele demora, nossa impaciência dá lugar à frustração. Precisamos aprender a ter paciência, pedindo a Deus sua paz. 

4. Temos memória curta. É fácil esquecermos os benefícios e os dons dados pelas mãos de Deus. O crente lembra os dons de Deus e não exige um novo dom a cada hora, para manter a sua fé intacta. Embora Deus nos acumule de graça sobre graça, devemos ser capazes de regozijar-nos com os benefícios de Deus, ainda que não recebamos nenhum outro benefício da parte dele. 

Lembremos-nos dos benefícios do Senhor quando estivermos diante dele. Ele não nos dará uma pedra, quando lhe pedirmos pão.