sexta-feira, 20 de junho de 2014

Prazer e alegria

Dá-me novamente a alegria da tua salvação e conserva em mim o desejo de ser obediente. (Salmos 51:12)

O Salmo 51 é o maior exemplo de arrependimento que encontramos nas Escrituras. Neste salmo, Davi, sob a convicção do Espírito Santo, foi trazido ao arrependimento por seu pecado com e contra Bate-Seba. Ele estava abatido e contrito em seu coração, buscou a Deus e clamou por perdão. Após se arrepender dos seus pecados, a alegria genuína – a alegria da salvação – lhe foi restituída.

Bilhões de pessoas nunca experimentaram a alegria da salvação. Se você é uma delas, digo-lhe que não há no mundo nada como essa alegria. Apenas imagine: ter todos os pecados que você já cometeu apagados por Deus, e ter removidos toda a culpa que você acumulou e todos os sentimentos de culpa decorrentes. Isso foi o que Cristo veio fazer. Seu dom é a alegria, que resulta de sabermos que nossos nomes estão escritos no céu.

Entretanto, para que não percamos a alegria da salvação, é preciso saber a diferença entre prazer e alegria. Prazer vem de fora para dentro. Alegria vem de dentro para fora. Muitos procuram o prazer pensando que assim conseguirão a alegria. Outros acham que o prazer é a única forma de se obter alegria. Desiludidos, descobrem que, quanto mais prazer adquirem, menos alegria possuem, porque buscam prazer em coisas que os obrigam a desobedecer a Deus. Esta é a atração do pecado. Pecamos porque é prazeroso. A sedução do pecado é pensarmos que ele nos tornará felizes. Pensamos que o pecado nos dará alegria e satisfação pessoal. Mas o pecado nos dá apenas culpa, que arruína e destrói a alegria genuína. Veja bem, essa culpa não é algo que a religião inventou, como nos tentam convencer alguns estudiosos. Ela existe na maioria das pessoas, independentemente de religião.

É impossível ter alegria quando se está em desobediência aos princípios divinos. Deus criou o homem com o fim principal de glorifica-lo e de gozá-lo para sempre. Assim, somente ele pode prover a alegria genuína em sua criatura. Esta, sem comunhão com o Criador, não pode, por si só, encontrar a fonte da alegria, pois não há prazer no mundo que garanta a alegria da salvação. Esta alegria brota da convicção de que estamos fazendo a vontade de Deus e de que estamos dentro dos seus propósitos.

A verdadeira alegria brota da alma, e é a certeza da salvação eterna como dádiva de Deus.