terça-feira, 22 de abril de 2014

Palavra esquecida

Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam. (Atos 17:30 )

Quando o apóstolo Paulo proclamou o evangelho aos Atenienses, ele usou uma palavra que raramente ouvimos hoje: “arrependimento”. Ele disse: “No passado Deus não levou em conta essa ignorância. Mas agora ele manda que todas as pessoas, em todos os lugares, se arrependam dos seus pecados. Pois ele marcou o dia em que vai julgar o mundo com justiça.”

Note que Paulo não disse “Eu sugiro que você se arrependa” ou “Eu aconselho você a se arrepender”, porque Deus simplesmente ordena às pessoas em todos os lugares que se arrependam. E “arrepender-se” significa mudar de direção. Em vez de correr para longe de Deus, a pessoa deve dar meia volta e correr em direção a Ele.

Mas por que deveríamos nos arrepender? Paulo dá a resposta no versículo 31: “porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” O dia de julgamento está chegando. Será o dia em que Deus há de julgar o mundo com justiça, por meio de Cristo.

A igreja sempre foi criticada por falar de “inferno”. Hoje em dia ela nem fala mais. Quando foi a última vez que você ouviu um pregador falar sobre inferno? Muitas pessoas nem acreditam mais nessa palavra. Na verdade, há teólogos que estão questionando se o inferno realmente existe, embora a Bíblia mostre que Cristo várias vezes falou sobre a sua existência.

Vejo que muitos pregadores sentem-se muito bem em não mencionar a palavra “inferno” em seus sermões. Em vez de exortarem os seus ouvintes ao preparo para a vida após a morte, na qual há dois destinos: o céu ou o inferno, eles estão preferindo usar os púlpitos para iludirem as pessoas com falsas promessas bíblicas de uma vida terrena repleta de realizações materiais. Esses pregadores e seus ouvintes estão vivendo no tempo da ignorância, assim como os judeus esperavam que Cristo fosse estabelecer um reino terreno. Mas Cristo decepcionou-os dizendo que “o meu Reino não é deste mundo”. (João 18:36)

Como consequência das pregações de hoje, notamos o crescimento cada vez maior do número de “crentes” desiludidos e decepcionados com o Evangelho. Mas Deus não é culpado, pois a vida que Seu Filho deixou como exemplo é outra completamente diferente da que se pregam.

É por isso que devemos nos lembrar da palavra “arrependimento” e voltar-nos para o que Cristo realmente ensinou àqueles que desejam ter uma vida abundante.