terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Tempo da ignorância

Não devemos pensar que Deus é parecido com ídolo qualquer que exista neste mundo. No passado Deus não levou em conta essa ignorância. Mas agora ele manda que todas as pessoas, em todos os lugares, se arrependam dos seus pecados. (Atos 17:29-30)

Um farmacêutico se dizia ateu e vangloriava-se de seu ateísmo. “Deus, com certeza, deveria ser uma dessas fantasias para enganar a pessoas incautas e menos letradas. Talvez alguns mais desesperados que necessitassem de consolo e esperança”, dizia. 

Um dia, uma garotinha adentrou sua farmácia com um semblante preocupado. Estendeu uma receita médica e pediu que a preparasse. O farmacêutico, embora ateu, era homem sensível e emocionou-se ao verificar o sofrimento daquela pequena, que, enquanto ele se dispunha a preparar a fórmula, assim se expressava: – Prepare logo, moço, o médico disse que minha mãe precisa com urgência dessa medicação. 

Com habilidade o farmacêutico preparou a fórmula, recebeu o pagamento e entregou o embrulho para a menina, que saiu apressada, quase a correr.

Retornou o profissional para as suas prateleiras e preparou-se para recolocar nos seus lugares os vidros dos quais retirara os ingredientes para aviar a receita. Foi quando se deu conta, estarrecido, que cometera um terrível engano. Em vez de usar certa substância medicamentosa, usara a dosagem de um violento veneno, capaz de causar a morte a qualquer pessoa. 

As pernas bambearam. O coração bateu descompassado. Foi até a rua e olhou. Nem sinal da pequena. Onde procurá-la? O que fazer? 

De repente, como se fosse tomado de uma força misteriosa, o farmacêutico se indaga: – E se Deus existir...? 

Coloca a mão na fronte e em desespero clama: 

– Deus, se existes, me perdoa. Faze com que aconteça alguma coisa, qualquer coisa para que ninguém beba daquela droga que preparei. Salva-me, Deus, de cometer um assassinato involuntário. 

Ainda se encontrava em oração, quando alguém aciona a campainha do balcão. Pálido, preocupado, ele vai atender. Era a garotinha com os olhos cheios de lágrimas e uns cacos de vidro na mão: – Moço, pode preparar de novo, por favor? Tropecei, cai e derrubei o vidro. Perdi todo o remédio. Pode fazer de novo, pode? 

O farmacêutico se reanima. Prepara novamente a fórmula, com todo cuidado e a entrega, dizendo que não custa nada. Ainda formula votos de saúde para a mãe da garota. 

Desse dia em diante, o farmacêutico reformulou suas ideias. Decidiu ler e estudar a respeito do que dizia não crer e reconheceu a sua ignorância. Porque embora a descrença, Deus que é Pai, atendeu a sua oração e lhe estendeu a Sua misericórdia.