sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Meus 52 anos

É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. (Filipenses 3:13)

Em 23 de fevereiro de 2014 completo 52 anos. Louvo a Deus por tudo que ele me concedeu nesses anos de vida. Tenho saúde, família, amigos e muitos irmãos. Sou grato também pela herança eterna que me está preparada desde a fundação do mundo, da qual me tornei coerdeiro com Cristo por ocasião da sua morte na cruz. 

No livro The Seasons of a Man's Life (As Fases na Vida de um Homem) o psicólogo Daniel Levinson propôs que cada pessoa adulta passa por uma série de fases específicas, as quais envolvem crises pessoais que governam suas emoções e atitudes, e até mesmo modelam seu comportamento. Uma dessas fases acontece na metade da vida, entre os 45 e 55 anos. Ele identifica essa crise como a fonte de muitas das infelicidades.

É provável que a maioria das pessoas inicia sua jornada com sonhos de como a vida será – sonhos de amor, felicidade, fama, sucesso e fortuna. Esses sonhos, às vezes, significam o desejo de um futuro melhor que o presente. O problema é que, muitas vezes, a vida não "entrega" aquilo que foi sonhado. Em determinado ponto da existência, começa-se a concluir que a realização de nossos sonhos não acontecerá. Muitas vezes, isso gera um sentimento de fracasso, de vazio, de falta de sentido ou mesmo de culpa.

De modo contrário às histórias infantis, como Branca de Neve e Cinderela, que terminam com o clássico "felizes para sempre", a realidade tem sua forma cruel de desmentir os sonhos. O problema daquelas historinhas é que elas têm apenas um capítulo, enquanto a realidade da vida revela os desdobramentos de muitos capítulos. Na minha peregrinação aqui na Terra tenho encontrado pessoas realizadas em várias áreas da vida e outras que, diante dos constantes desprazeres perderam já as esperanças de um futuro melhor. Muitos continuam andando em círculo e não conseguem atingir o capítulo final que tanto sonharam. A realidade demonstra que "príncipes e princesas" às vezes se tornam sapos. Sonhos viram pesadelos.

Eu chego à conclusão que posso continuar amarrado ao passado ou optar por sonhar novos sonhos. Mas assim como Paulo, opto por esquecer o que se passou – tanto as desilusões, como também as realizações – e prossigo para alvo, que é uma vida cada vez mais dentro do propósito de Deus. E sempre tenho optado por sonhar novos sonhos, ao lado de Cristo. E você?