terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Um futuro melhor

Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. (Eclesiastes 11:1)

Aos queridos que acompanham a minha luta, informo que a cirurgia para retirada do tumor está marcada para o dia 26/12, às 7h, no Hospital Santa Luzia. Peço que continuem comigo em oração para que tudo corra bem e que eu tenha um excelente pós-operatório. Sabemos que Deus está no controle!

Quero compartilhar com vocês um pouco do capítulo 11 de Eclesiastes. O que significa lançar o pão sobre as águas? Em outra tradução bíblica (NTLH), o texto diz: “Empregue o seu dinheiro em bons negócios e com o tempo você terá o seu lucro. É assim que acontece na vida secular. Você pode pensar que na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Então, quando eu lanço um pedaço de pão hoje, amanhã ele voltará em forma de um peixe que me servirá de alimento mais completo. Dessa forma, o meu investimento voltará com lucro. 

Mas não é nesse sentido que quero compartilhar. Quero refletir sobre o lado espiritual dessa atitude. Nós pegamos um pouco do que temos ou sabemos, alimentamos alguém, uma causa, socorremos uma necessidade, semeamos uma palavra, abençoamos alguém, às vezes tiramos do bolso o que não está sobrando e doamos, assim lançamos o pão. Compartilhamos nossas dores e isso acaba consolando alguém. Enfim, doamos amor, alegria, dons, dinheiro e capacidades sem esperar recompensa. Isso é um ato de fé, que se complementa com o descanso em Deus. De repente, milagres começam acontecer: pessoas são curadas, relacionamentos são restaurados, filhos são libertos das drogas, etc. Dessa forma, uma atitude voluntária de desprendimento retorna-nos trazendo uma grande bênção.

O interessante é que o restante do texto nos manda investir hoje, pois não sabemos que necessidade poderá nos sobrevir amanhã. Ensina-nos a não ficar esperando dias melhores, mas investir já, mesmo que as nuvens estejam negras, ou que o vento esteja contrário. Pois quem não planta, não colhe.

É importante saber que Deus é quem faz as coisas acontecerem. Às vezes não entendemos porque não colhemos de imediato aquilo que semeamos, mas ele diz para confiarmos tão somente nele. Deus também nos orienta a não olhar para onde ou em quem semeamos, porque somente ele sabe em qual solo a semente frutificará.

O capítulo encerra-se orientando-nos a observar como é agradável a luz do dia, como é bom ver o sol e viver alegre, porque a vida é demasiadamente curta quando comparada com a eternidade a qual pertencemos. 

Devemos lembrar que Deus nos julgará por tudo o que fazemos. Se semearmos coisas boas enquanto é tempo, certamente colheremos um futuro melhor. Se não for nesta vida, será no porvir. Mas a decisão de semear é nossa!

Boas Festas e Feliz Ano Novo!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A verdade que liberta

Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:32)

O que significa esta frase: “a verdade vos libertará”? Quem é a verdade?

Nesses dias em que estou na correria para concluir os exames pré-cirúrgicos, às vezes paro ou pouco, respiro fundo, e começo a lembrar: Todas as coisas do mundo natural perecem. As riquezas levantam voo. A fama é apenas um fôlego. A juventude, a saúde e o prazer, todos eventualmente nos abandonam. E aí concluo que, se todas as coisas terminam em pó e desapontamento, elas não podem ser o bem final da existência nem as prioridades que devem absorver toda nossa atenção e energia.

Necessitamos também de vida não relacionada com a morte. Um tipo de bem que se ergue acima das coisas temporais e passageiras.

Alguns julgam que somos apenas resultado do acaso e, por isso, a vida não tem qualquer propósito. Assim, eles se entregam ao momento. Mas essa filosofia não é consistente. O grande teólogo e filósofo C. S. Lewis a analisou com lógica incrível: “Você poderia imaginar os peixes reclamando do mar pelo fato de eles estarem molhados? Se eles fizessem isso, esse fato indicaria que eles nem sempre foram criaturas aquáticas. Se somos meramente produto de um universo material, como explicar a realidade de que nunca estamos completamente felizes aqui?”

Algo dentro de nós grita por uma paz que nunca experimentamos. Sentimos saudades de um lugar onde nunca estivemos. Desejamos uma conexão que não sabemos explicar. Estas são as marcas de nossa origem. Criados por Deus, estamos longe de nosso lar, perdidos em um país distante. Blaise Pascal observou: “Quem se sentiria infeliz por não ser um rei, exceto um rei deposto? Todas as nossas misérias provam a nobreza de nossas origens. Somos filhos de Deus, mas perdemos o contato com nosso Pai.”

Jesus veio para buscar e salvar o que se perdera. Não é por acaso que Ele falou do caráter libertador da verdade. A verdade, que é o próprio Jesus Cristo, nos liberta do vazio interior, das distorções da autoestima, da solidão, da falta de propósito e do medo da morte. 

Precisamos sempre lembrar que Cristo é tudo para nós. Ele é o nosso Consolador; nosso Protetor; nosso Conhecimento; a Música da nossa vida; nosso Conselheiro; a Luz; a Rocha na qual nos erguemos; nosso constante Companheiro; Aquele que nos ouve e nos liberta para a vida.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Meu primeiro dia com câncer

Nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança. (Romanos 5:3)

Hoje, dia 10/12/2014, fui diagnosticado com neoplasia maligna do cólon (Câncer). No momento da notícia comecei a tremer dos pés à cabeça, mas com o apoio da minha família consegui pelo menos terminar de ouvir o que o médico tinha a comunicar. O mal está localizado, ou seja, não há metástase, fato que muda o tratamento de paliativo para de cura. Com a direção divina sobre as mãos dos médicos, e por meio da cirurgia sigmoidectomia por laparoscopia, a lesão será extirpada. Dependendo do resultado da biópsia, não precisarei submeter-me ao tratamento quimioterápico.

Meu coração está muito grato a Deus. Recebo com bastante submissão o desafio de enfrentar esse mal. Segundo o médico, é o tipo de câncer do aparelho digestivo mais fácil de ser tratado. Quando descoberto no início, como é o meu caso, a chance de cura é de 100%.

Conforme compartilhava com amigos, Deus me dá uma chance de crescer um pouco mais na fé. (Mais uma, pois já tive outras experiências maravilhosas com ele). Por meio de provações como essa o Senhor nos faz mais perseverante na oração. É em momento assim que nos agarramos a ele, que prontamente nos aceita pela fé tão somente nele. Consequentemente, temos paz por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus.

Nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu. (Romanos 5:1-3)

Amigo, conto muito com suas orações. No começo, o choque é grande, mas em momentos assim é que precisamos de um ombro amigo que nos ajude a colocar em prática a nossa fé. Precisamos exalar o perfume de Deus – a sua graça infinita. Acontecimentos assim nos fazem acordar para a realidade da vida e lembrar que somos pó. Não temos medo, porque o amor de Deus espanta todo medo.

Deus tem poder para reverter toda tribulação em bênção. Não podemos perder a esperança, pelo contrário, devemos trazer à memória tudo aquilo que nos dá esperança. E a nossa esperança está em uma vida gloriosa com Cristo. É na tribulação que extraímos a essência da genuína alegria, que nos proporciona de fato a vida abundante prometida pelo Senhor.

No final do dia, para surpresa minha, tive a imensa alegria de ouvir na porta de minha casa belos cânticos da serenata de natal entoados pelas vozes brilhantes dos queridos amigos do Coro IPN. Que força grandiosa recebida em um momento tão propício! Louvo a Deus pelo carinho de vocês!
  
Querido leitor, talvez você esteja em um vale escuro, com o corpo surrado pela doença e com as lágrimas rolando pelo seu rosto. Não perca a fé, e nem a esperança! O sol voltará a brilhar. As nuvens escuras passarão, e um tempo novo, de refrigério da parte do Senhor, virá sobre a sua vida. Tenha fé!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A falsa felicidade

Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade. (Eclesiastes 5:10)

“A verdadeira medida de nossa riqueza consiste em saber quanto valeríamos se perdêssemos todo o nosso dinheiro.” (J.H. Jowett)

Qual a nossa verdadeira riqueza? Em que temos confiado? Onde está colocado o nosso coração? O que nos aflige? Pelo que anseia a nossa alma? Em que está a verdadeira felicidade?

Há pessoas que pensam ter alcançado a felicidade pelo fato de terem muito dinheiro no banco. Há outras que são infelizes exatamente porque não têm muito dinheiro. Há ainda outras cujo único objetivo na vida é ganhar dinheiro, ter posição social e fama, e tudo fazem para atingir seus propósitos.

Mas, o Senhor nos deixa registrado em Sua Palavra que o amor aos prazeres deste mundo nunca nos proporciona paz. Os que agem dessa forma, nunca estão satisfeitos. Querem mais... e querem mais... e sempre desejarão mais. A sua felicidade está exatamente em galgar os cargos públicos, adquirir fama e ganhar dinheiro e não no fato de terem os bens em si. Um dia... tudo acaba, e a felicidade também!

Os que confiam no Senhor são muito mais felizes. O nosso Deus nos concede aquilo de que necessitamos e, a nossa felicidade não está em ter tudo e sim em ter o Senhor que nos dá tudo. Glórias a Deus por isso. Se temos pouco, o Senhor nos alegra o coração. Se temos muito, a alegria continua em nossas vidas. Se perdemos o pouco ou o muito, nada muda em nossas almas. A nossa felicidade permanecerá para sempre!

Nesse sentido, Paulo nos exorta quanto à postura com relação ao mundo: “...Pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar...” (I Timóteo 6:7)

Nossa passagem por este mundo pode ser melancolicamente vazia, sem termos conseguido nada que o mundo oferece, mas ganhará grande valor se entendermos que o de mais precioso neste mundo é a felicidade de conhecer a Jesus Cristo e satisfação de anunciar a sua Palavra para engrandecimento do Reino Celestial. 

Eu amo a abundância do que Deus me dá. Ele me faz muito feliz. Por que perderia tempo com coisas passageiras ou com uma felicidade enganosa? Quando aceitamos isso, nos tornamos verdadeiramente felizes.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Atração fatal

É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. (Lucas 18:25)

Na sociedade capitalista, o dinheiro é visto apenas como um meio de troca. Jesus, contudo, usou o termo aramaico Mamon para descrevê-lo.

Dessa forma, Ele o personificou, tratando o dinheiro como uma divindade. Para o Senhor, Mamon de fato é um deus contrafeito, em oposição ao Deus verdadeiro. O que Jesus revela é que o dinheiro é um poder tão forte que a maioria chega a considerá-lo capaz de fazer aquilo que apenas Deus pode fazer. O dinheiro exerce uma força espiritual, e sua relação com as pessoas é descrita em termos de “senhor e servo”. Para multidões, o dinheiro é o único relacionamento sério. Tudo o mais – amor, justiça, sabedoria e vida – não passa de palavras, conceitos, abstrações.

Pelo dinheiro, as pessoas chegam a se matar trabalhando, alienando-se daqueles a quem amam e por quem são amadas. A sociedade cuidadosamente treina as pessoas, persuadindo-as a trabalhar muito para comprar coisas para seus queridos. É como se dissessem: “As coisas expressam nosso amor melhor do que nossa mera presença.”

Que o dinheiro é um poder espiritual, não há dúvida. Muitos creem que, se o possuírem, todos os problemas estarão resolvidos. Nenhum outro conceito está mais arraigado no psiquismo humano. Se você desejar lutar contra a obesidade, dependência do álcool, tabagismo, drogas ou sexo disfuncional, encontrará ajuda para vencer essas dependências. Mas não existe nenhuma ajuda contra a ganância. O dinheiro é promovido de todas as formas, como se o valor pessoal dependesse dele. As pessoas se sentem orgulhosas de sua busca por mais dinheiro. Pais instigam seus filhos desde cedo a lutarem por ele, e a ganância é vista como virtude, estimulada e aplaudida.

Jesus conclui Seu diálogo com o jovem rico (Lucas 18:16-30), que se afasta triste, com o texto de hoje sobre o camelo passar no fundo da agulha. Na Idade Média, muitas interpretações tentaram diluir a força dessa afirmação. Jesus, contudo, literalmente utiliza o maior animal e o menor orifício conhecidos na Palestina para ilustrar a realidade do obstáculo. Esse é o tamanho da dificuldade. Por quê? O dinheiro tende a tornar Deus desnecessário. Impossível que o rico entre no reino? Não! No capítulo seguinte, em Lucas 19, lemos a respeito de Zaqueu, o rico convertido de sua idolatria e contrafação. Como Zaqueu, faça de Cristo o Senhor de sua vida.

Casa Publicadora Brasileira

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O caminho da salvação

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)

De acordo com as Escrituras, o homem pecou e o salário do pecado é a morte (Romanos 3:23; 6:23). Deus é justo e exige que Sua lei seja satisfeita antes que o culpado possa ser perdoado (Provérbios 17:15). Na plenitude dos tempos, o Filho do Homem tornou-se homem e andou nesta terra em perfeita obediência à lei de Deus (Gálatas 4:4). No fim de Sua vida e de acordo com a vontade do Pai, Ele foi crucificado pelas mãos de homens iníquos (Atos 2:23). Na cruz, ele tomou o lugar de Seu povo culpado e seu pecado foi imputado a Ele (2 Coríntios 5:21). Como o portador dos pecados, Ele se tornou maldição de Deus, abandonado por Deus, e esmagado sob o peso da ira de Deus (Gálatas 3:13; Mateus 27:46; Isaías 53:10). Mediante a Sua morte, a dívida do pecado foi paga, as exigências de justiça de Deus foram satisfeitas, e a ira de Deus foi satisfeita. Desta maneira, Deus resolveu o grande dilema. Ele puniu justamente os pecados de Seu povo na morte de Seu único Filho, e portanto, pode livremente justificar a todos que depositam sua esperança n’Ele.

Por meio da morte de Seu Filho, Deus pode agora ser o justo e justificador até mesmo do mais vil pecador que coloca sua esperança n’Ele (Romanos 3:26). Contudo, o Evangelho é mais do que a liberação da condenação do pecado; é também uma libertação do poder do pecado. Em sua primeira epístola, o apóstolo João nos diz: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1 João 5:1). Este novo nascimento que capacita um homem a se arrepender e crer para a salvação, também o capacita a andar em novidade de vida (Romanos 6:4). Através da obra regeneradora do Espírito Santo, o coração de pedra do incrédulo, que estava espiritualmente morto e indiferente a Deus, foi substituído por um coração de carne viva que é tanto propenso quanto capaz de ouvir a Sua voz e segui-Lo (Ezequiel 36:25-27). Apesar de ele ter sido uma árvore má dando maus frutos, ele agora é uma boa árvore plantada junto a ribeiros de água, que dá seus frutos na devida estação, e cujas folhagens não murcham (Mateus 7:17-18; Salmo 1:3). Assim, o crente não é apenas justificado, mas também é a própria obra que Deus criou em Cristo Jesus para as boas obras (Efésios 2:10). De fato, esta contínua transformação moral na vida do crente é a base de sua garantia e a evidência da verdadeira conversão.

O Evangelho é uma notícia chocante, mas a pergunta permanece: “Como a salvação pode ser obtida?” “O que um homem deve fazer para ser salvo?” A resposta é clara: ele deve “arrepender-se e crer no Evangelho” (Marcos 1:15). Há diversas passagens na Bíblia que refutam qualquer argumento ou sugestão de que um homem possa ser salvo por sua própria virtude e mérito. Em nós mesmos, somos destituídos de ambos, e mesmo o que possa ser chamado de boas obras diante de outros homens, não são nada além de trapos de imundícia diante de Deus (Isaías 64:6). Portanto, para sermos salvos, para obtermos a salvação prometida no Evangelho, devemos rejeitar toda e qualquer confiança na carne, e confiar apenas em Cristo (Filipenses 3:3). O salvo é o homem que concordou com Deus a respeito de seu estado pecaminoso, renunciou toda a confiança em sua virtude e mérito, e depositou toda sua esperança para salvação na pessoa e na obra de Jesus Cristo. É este o caminho da salvação, cheio de pedras, mas com o final feliz.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Jesus: Homem de palavra

Jesus disse: — Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim. (João 14: 1) 

Um adolescente aventureiro estava com seus amigos do grupo de escoteiros fazendo uma daquelas excursões sobre uma fileira de montanhas. Desta vez a aventura seria tão extasiante que seu pai resolveu acompanhá-lo na expectativa de poder ajudar em uma eventual estripulia. De repente, o adolescente gritou do alto de uma grande pedra: – Ei, papai! Apanha-me! O pai se virou assustado, quando percebeu que seu filho já havia saltado alegremente em sua direção. Mal teve tempo de abrir os braços para segurar e evitar que seu filho despencasse no chão.

Após um longo suspiro, e ainda com a voz um pouco embargada, o pai exasperado disse: – Filho, você pode me dar uma boa razão por que fez isso? Ele respondeu com uma calma impressionante: – Eu pulei porque sabia que você iria me pegar... Afinal, você é meu pai! Toda a certeza de que estaria seguro estava baseada na confiança em seu pai. Seu pai era um homem confiável.

De semelhante modo, temos a certeza de que podemos nos lançar nos braços de Deus em qualquer momento, porque Ele é digno de confiança. Muitos se esquecem da confiabilidade de nosso Pai Celestial. A Bíblia nos admoesta de que temos um Pai que está em todo tempo ao nosso lado, pronto para nos ajudar em qualquer situação. Não recebemos o espírito de escravidão, para vivermos, outra vez, atemorizados, mas recebemos o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai (Romanos 8:15).

Por outro lado, não devemos confiar em nossas próprias habilidades – que achamos que temos, mas não temos – para encontrar a solução correta para os nossos problemas. Deus disse: Maldito o homem que confia no homem, [ou seja, em si mesmo], faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor! (Jeremias 17:5).

Podemos confiar nossas vidas e nossos anseios no Pai Celestial. Se dúvidas nos assaltam, devemos simplesmente olhar para o Seu convincente, evidente e perfeito histórico expressado na vida de Seu Filho Jesus Cristo! Por exemplo, Jesus disse que iria morrer e morreu (Mateus 20:18). Ele disse que iria ressuscitar dos mortos no terceiro dia e o fez (v. 19). Ele disse que voltaria ao Pai e assim aconteceu (João 7:33). 

Deus Filho foi um homem de palavra e, por causa disso, podemos ter a certeza que Deus Pai cumprirá as Suas promessas em nossas vidas. O Filho, enviado pelo Pai, disse que veio para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância (João 10:10). E assim será.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Por que os líderes mentem

Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que é o seu costume, pois é mentiroso e é o pai de todas as mentiras. (João 8:44)

O cientista político John Mearsheimer, autor do livro “Por que os líderes mentem”, afirma que a mentira dos líderes políticos tende a ter resultados desastrosos. Não existe uma razão única que explique por que os líderes mentem. Tudo depende das circunstâncias. Em uma situação de guerra, pode ser importante dizer uma mentira ao inimigo para que se possa enganá-lo e ganhar uma vantagem militar, por exemplo. Em tempos de paz, um estadista pode se ver no meio de uma crise muito difícil de ser contornada a não ser com o apoio da opinião pública. Neste caso, a saída pode estar em mentir para seu próprio povo, para escapar de uma eventual guerra que pode ser evitada. Todos eles podem se encontrar em uma situação complexa que ocasiona uma forte tentação de mentir para superá-la. Geralmente, não é uma decisão egoísta, mas para o bem do próprio país.

Entretanto, para um líder, mentir traz mais prejuízos do que benefícios. Há muito mais desvantagens em se mentir, especialmente para seu próprio povo. Um prejuízo grave é encorajar uma cultura de desonestidade, onde não há mais confiança. Faz muito mais sentido para um líder dar o exemplo e promover a honestidade entre seu povo. Esse tipo de pedagogia ajuda, por exemplo, a criar um ambiente de negócios estável, o que só traz vantagens à economia do país.

Sabemos que a mentira, em seus diferentes aspectos, é nociva ao ser humano, leva-o à perdição e ofende gravemente a Deus. O mais triste é que o homem ama a mentira, não ama a verdade, pois ele é mau por natureza (Romanos 1:25). E todos aqueles que ouvem mentiras e acreditam nelas é porque ainda não acolheram o amor da verdade para serem salvos (II Tessalonicenses 2:10). Toda mentira, pequena ou grande, é um instrumento do Diabo. O Diabo com seu instrumental de mentira rouba, mata e destrói o homem (João 10:10). 

Devemos aborrecer a mentira, em qualquer forma que se apresente. Temos que amar a verdade, a qual está em nós, e estará para sempre (II João 1,2). Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros (Efésios 4:25).

Da mesma forma os líderes políticos, se quiserem fazer um bom governo e trazer prosperidade ao país, devem abandonar a mentira, a começar pela campanha política. Por sua vez, o povo deve ser encorajado a ser honesto e confiável, honrando o seu voto elegendo políticos sérios e íntegros. Porque quem pratica a mentira é filho do Diabo.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Não se preocupem, orem

Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido. (Filipenses 4: 6) 

Acho interessante que a palavra “preocupação” tenha suas origens em outra palavra que significa “sufoco”. Isto é exatamente o que a preocupação faz: Ela nos sufoca. A preocupação não ajuda em nada, e realmente torna as coisas piores. A preocupação aumenta nossos problemas. 

Efésios 6:18 nos diz para fazer tudo orando a Deus e pedindo a ajuda dele. Orar sempre, guiados pelo Espírito de Deus. Ficar alertas. Não desanimar e orar sempre por todo o povo de Deus. Observe o uso da palavra “tudo”; “sempre”; “todo”. Em tudo que fizermos... em toda ocasião... para todo o povo e em todos os lugares. Quando juntamos estas palavras, temos a ideia de que Deus está nos dizendo para orar o tempo todo por todas as coisas que nos preocupam. 

Nesses dias em que o povo brasileiro vai às urnas para escolher aqueles que conduzirão o futuro da nossa nação, muitos estão sentido nos ombros a responsabilidade pela escolha dos governantes. De fato, o Brasil não está passando por um bom momento ético, político e econômico e precisa de mudança. Mas mudança requer saída da zona de conforto, e isso gera preocupação.

Em vez de ficarmos preocupados, devemos ser incentivados a orar pelo nosso país. É a coisa mais importante que podemos fazer para garantir o futuro da nação – pois a menos que oremos, não temos nenhuma garantia de que Deus continuará a abençoar-nos. Porque devemos orar pelos líderes? Uma das razões é porque Deus nos ordena na sua Palavra, a Bíblia. Oremos pelo governo e por todos os outros que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito aos outros (1 Timóteo 2:2).

Orarmos pela nossa nação também nos lembra que somos dependentes de Deus por tudo o que somos e tudo o que temos. Toda a riqueza e prosperidade vêm de Deus; ele governa todas as coisas com o seu poder e a sua força e pode tornar grande e forte qualquer pessoa (1 Crônicas 29:12).

Nunca pense que seja inútil orar, pois não é. Quanto pior seria se as pessoas não orassem? Tire tempo para orar pela nossa nação e os seus líderes, para que Deus conduza o povo a votar de acordo com a sua perfeita vontade. “Então, se o meu povo, que pertence somente a mim, se arrepender, abandonar os seus pecados e orar a mim, eu os ouvirei do céu, perdoarei os seus pecados e farei o país progredir de novo” (2 Crônicas 7:14).

Portanto, não fiquemos preocupados, mas oremos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O falso evangelho

Alguns [heróis da fé] foram torturados até a morte; eles recusaram ser postos em liberdade a fim de ressuscitar para uma vida melhor. Outros foram insultados e surrados; e outros, acorrentados e jogados na cadeia. Outros foram mortos a pedradas; outros, serrados pelo meio; e outros, mortos à espada. Andaram de um lado para outro vestidos de peles de ovelhas e de cabras; eram pobres, perseguidos e maltratados. Andaram como refugiados pelos desertos e montes, vivendo em cavernas e em buracos na terra. O mundo não era digno deles! Porque creram, todas essas pessoas foram aprovadas por Deus... (Hebreus 11:35-39)

Milhões de pessoas foram seduzidas pela pregação de uma heresia recente conhecida como “teologia da prosperidade”. A convicção central do movimento da prosperidade é a ideia de que é plano de Deus que os cristãos, sempre e em cada caso, tenham saúde física, riqueza e sucesso material. Assim, o alvo da vida cristã seria atingir ilimitado bem-estar materialista. Vemos nisso uma radical mudança de ênfase: da providência centralizada em Deus, tradicionalmente afirmada pelo cristianismo, para a prosperidade centralizada no ser humano. A implicação é desastrosa para cristãos pobres e enfermos. Por falta de fé ou por não estarem utilizando as fórmulas corretas para “torcer” o braço de Deus, eles estariam fora do ideal divino.

Neste “evangelho”, Deus é reduzido a um tipo de “gênio da lâmpada” a serviço dos caprichos humanos. Ele e Seu Universo giram ao redor do conforto pessoal. Isso dá a esses pretensos cristãos a “liberdade” de se aproximarem dEle com a imposição de suas fantasias de sucesso e prosperidade, como se realização materialista fosse a marca de verdadeira espiritualidade, e a solução final de todos os problemas do homem. Tudo o que se precisa é “balançar” o dedo atrevido na face de Deus e “reclamar” aquilo que foi “visualizado”, falar “palavras de fé” ou “dar testemunho positivo” para que automaticamente alcancem aquilo que supostamente lhes foi prometido.

O neopaganismo da prosperidade, com base na ignorância da Palavra de Deus, não passa de uma teoria herética, uma versão piorada do hedonismo e materialismo do capitalismo ocidental. O texto de hoje fala de pessoas que não se ajustam às noções fantásticas da prosperidade aqui e agora. A vida delas, com enormes dificuldades, mas em submissão a Deus, envergonha o superficialismo da religiosidade de milhões em busca de “pão e circo”. 

Ser um discípulo de Cristo não significa que não teremos dias ruins. Significa apenas que, em meio às perplexidades e aos desencantos, podemos olhar além e ver que Deus é bom. O que de fato nunca falha é Sua graça, mesmo em nossos vales de sombras e tribulações.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Está escrito

“Disse-lhe o Diabo: Eu lhe darei todo este poder e toda esta riqueza, pois tudo isto me foi dado, e posso dar a quem eu quiser.” (Lucas 4:6)

É certo que não devemos acreditar em absolutamente nada dito pelo Diabo, pois é mentiroso e pai da mentira. No trecho bíblico citado acima, vemos Satanás tentando o Senhor Jesus com uma asseveração distorcida, qual seja: “pois tudo isto me foi dado, e posso dar a quem eu quiser”. Embora Adão tenha se rendido ao poder do diabo quando pecou juntamente com Eva, entregando ao Diabo o senhorio sobre o mundo, o qual havia recebido de Deus, a argumentação de Satanás, no momento em que tentava o Senhor Jesus, está impregnada pela soberba e pela obsessão doentia por domínio e glória, logo gravemente distorcida. Em palavras mais simples, podemos dizer que a tentação era real, sem dúvida, mas a proposta falaciosa.

Unindo seu poder de sedução com fatos distorcidos (a mentira), o Diabo ofereceu ao Senhor Jesus “toda esta autoridade e a glória destes reinos”, sendo que o que Satanás tinha a oferecer era, na realidade, muito menor do que tentou fazer parecer. Ainda que, de fato, possuindo enorme influência sobre este mundo, o que podia ser visto no comportamento do Império Romano (Jesus nasceu quando esse império dominava o mundo), Satanás possuía (e possui) sua autonomia e influência sobre os homens totalmente limitadas e freadas por Deus. A verdadeira soberania provém de Deus e é ele quem decide quem pode receber o que e quando (João 19:10-11).

Nada, ninguém ou coisa alguma jamais pôde agir nos céus, ou debaixo deles, sem a permissão do Deus Todo-Poderoso, o Criador.

A tentação sofrida pelo Senhor Jesus foi real, horrível e terrível, mas o Senhor, de modo espetacular, derrotou o diabo e todas as suas mentiras (Lucas 4:8).

E todas as vezes que o Senhor Jesus disse “está escrito”, isto ele o fez significando “Deus diz”, e isto significa “ponto final” diante de qualquer tentação. É uma das mais poderosas armas espirituais que temos a nosso favor contra o mal!

Embora, como já dito, o domínio de Satanás sobre este mundo seja limitado e freado por Deus, isto não significa que a enorme influência que o Diabo tem sobre este mundo não seja real. Vemos este fato nas Escrituras: “Não posso continuar a falar com vocês por muito tempo, pois está chegando aquele que manda neste mundo. Ele não tem poder sobre mim;” (João 14:30). 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A vitória em Cristo

Pois amar a Deus é obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de serem obedecidos porque todo filho de Deus pode vencer o mundo. Assim, com a nossa fé conseguimos a vitória sobre o mundo. (1 João 5: 3-4) 

Sabemos que Cristo nos assegura o céu na vida além-túmulo. Mas muitas vezes nos esquecemos de que Cristo também é a garantia de libertação do pecado enquanto aqui vivemos. Mesmo sabendo disso, muitas vezes nos deixamos seduzir pelos livros de autoajuda e pensamos que podemos superar o pecado somente pela fé. 

A fé cristã não é simplesmente fé na capacidade que o homem tem de decidir pecar ou não pecar. Ela tem um complemento: o Senhor Jesus Cristo, a Rocha Eterna, o nosso Deus. Então, não é a fé em nosso esforço pessoal que vai nos livrar do pecado, porque o pecado é mais forte do que nós. A nossa natureza sozinha não tem força para vencer as tentações da carne. Mas Cristo nos complementa.

Podemos ter fé em nossos esforços, mas o texto nos transmite claramente a ideia de que a nossa fé somente nos dará a vitória se nós contarmos com a ajuda de Cristo. Para isso, precisamos amá-lo obedecendo aos seus mandamentos. A fé é o canal que nos liga a Cristo e por meio do qual recebemos dele a vitória.

Nosso foco deve ser amar a Cristo, reconhecendo tudo que Ele é e não apenas o que Ele fez na cruz. Cristo é mais do que o nosso Salvador. Ele é a nossa fortaleza e nosso refúgio. Cristo é a verdadeira vida em nós, e, quando ele voltar, nós tomaremos parte na sua glória. 

Se negligenciarmos quem Cristo é e nos concentrarmos apenas no que Ele fez na cruz, nós não conseguiremos vencer o pecado. Temos que lembrar-nos de que Cristo continua trabalhando em nós e por nós. Necessitamos de sua ação em nós todos os dias. 

Nós não vencemos o mundo com fé em nossa própria força. Nós não temos uma fonte de energia dentro de nós que nos fortalece nas adversidades. A superação sobre uma vida de pecado e decadência espiritual é obra do Senhor Jesus Cristo. A nossa fé tem que ser acima de tudo em Cristo que, demonstrada pela obediência aos seus mandamentos, produz em nós a força sobrenatural contra as tentações. 

Que peçamos a Deus a graça para nos lembrar de que a vitória sobre o pecado, sobre a dúvida e sobre o desânimo é fruto da obra redentora e intercessora de Cristo, complementada pelo nosso esforço em amá-lo.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Você amou?

Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me. (Mateus 25:35- 36)

O teste final da religião não é a "religiosidade", mas o amor. O Evangelho de Mateus (25:31-46) descreve a cena do julgamento final. Assentado no grande trono branco, Jesus Cristo reunirá todas as nações ao Seu redor. Naquele dia, a questão não será: "Você creu?" A pergunta mais importante vai ser: "Você amou?" Não há nisso nenhuma contradição com a fé. A questão real é se nossa fé nos levou ao amor. Em última análise, o fundamental não é em que eu acreditei, mas se aquilo em que eu disse crer pôde me transformar e levar à prática do amor.

Você entende? Naquele terrível dia de julgamento, Jesus nem mesmo mencionará o que, em geral, consideramos "grandes pecados". Pecado é transgressão da lei, mas o fim da lei é o amor. Negar o amor é negar o Espírito de Jesus. Esta é a evidência final de que nós nunca O conhecemos ou de que Ele jamais viveu em nós. Negar o amor significa que Ele nunca inspirou nossas ações, nunca motivou nossa vida, apesar de nossas pretensões e "discursos religiosos".

Negar o amor é afirmar que vivi para mim e pensei apenas em mim. Vivi como se Jesus não tivesse vivido e morrido. Assim será na presença do Filho do homem: Sua humanidade há de julgar nossa desumanidade! O espetáculo será terrível quando Seus olhos penetrarem cada um, e todos se sentirem como despidos, diante daquele olhar, sem nenhum esconderijo ou máscara. Ali nos encontraremos novamente com aqueles que amamos ou aqueles que ignoramos, negligenciamos e desprezamos. Nenhuma testemunha será necessária. Nenhuma acusação. As palavras que ouviremos naquele dia não virão da teologia, mas da vida. Não da igreja nem da religião, mas daqueles com quem nossos caminhos cruzaram. Nem mesmo da Bíblia, mas dos copos de água e do alimento que servimos em nome de Cristo.

Jesus afirma: "Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor" (Jo 13:35). O apóstolo João declara: "Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte" (1Jo 3:14). No primeiro texto, o amor revela quem somos, a nossa identidade. No outro, o amor revela onde estamos. Mostra se passamos da morte para a vida ou se permanecemos no reino das trevas e da morte. Em relação à prática do amor, quem é você e onde você está?
Casa Publicadora Brasileira

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Quem comanda o seu candidato?

Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. (João 17:18)

O povo brasileiro anseia por mudanças na velha política e volta às urnas na tentativa de encontrar homens e mulheres realmente comprometidos com o bem da nação. Infelizmente a “nova política” dificilmente encontrará terreno fértil, quaisquer que sejam os vencedores destas eleições, porque a maioria dos candidatos não se sente confortável em defender publicamente o legado de Jesus Cristo.

O legado de Jesus Cristo como líder constitui uma inspiração para todos, e Seu estilo de liderança deve ser colocado em prática por todos Seus seguidores. Ele foi o líder modelo: o mais revolucionário, capaz, solidário, dedicado e eficiente. Trabalhou com um grupo pouco promissor de “associados”, mas, apesar de severas disfunções, saíram para realizar com sucesso a tarefa para a qual Ele os havia treinado. E eles fizeram isso por uma razão básica: estar com Ele outra vez. Jesus os cativara.

Jesus apresenta dois aspectos decisivos em Seu perfil de líder. Primeiro, Ele triunfou sobre a grande tentação de usar Sua autoridade para benefício próprio. No deserto, Satanás ofereceu-Lhe várias “oportunidades de negócios”. Mas Ele não as aceitou porque não estavam relacionadas com Sua missão de servir aos outros. Ali estava alguém dotado com poder ilimitado. Ele poderia ter feito literalmente qualquer coisa. Contudo, não construiu nenhum projeto de poder. Não se valeu de propagandas enganosas. Não entrou em nenhuma aventura comercial que poderia ter financiado Sua missão, que era específica, mas radicalmente focada.

Segundo, Jesus legou-nos o exemplo de Sua submissão ao “Chefe”. É claro que os líderes devem ouvir as pessoas e circunstâncias. Contudo, em primeiro lugar, devem definir quem é o “chefe”. Para muitos, o chefe é o “umbigo”. Para outros, é a corrupção. Jesus, em Sua encarnação, sabia quem era Seu “Chefe”. Encontrava-Se com Ele diariamente para alinhar Sua agenda e desempenho. Esse compromisso era inegociável. Nada o interrompia. Quem bom seria se todos os líderes tivessem essa submissão a Deus!

Nas eleições, observe atentamente os seus candidatos políticos. Eles têm potencial para serem líderes eficazes? Que palavras positivas melhor os descrevem? Quem eles são no dia a dia? São probos? Ou pairam-lhes suspeitas? Quem é que comanda os seus ideais? É o dinheiro? O poder pelo poder? O interesse particular? Observe se eles são guiados pelo interesse público de construir um país melhor para nós e nossos filhos. Pense nisso antes de votar!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Líder perfeito

Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem. (João 7:46)

Como em todas as eleições, o povo brasileiro volta novamente às urnas na tentativa de encontrar pessoas que realmente sejam bons líderes. É lamentável saber que esta tarefa não é tão fácil.

Qual teria sido o maior líder de todos os tempos? Por todos os critérios de avaliação, Jesus Cristo reina supremo. Seu estilo de liderança encarnou todas as virtudes e nenhum defeito. Muitos livros publicados nos últimos anos focalizam, de forma analítica, Seus surpreendentes métodos. Jesus viveu menos de 34 anos. Suas atividades públicas não excederam a três anos e meio. Cercou-se de um pequeno grupo de seguidores, nenhum deles cujo nome merecesse um lugar na história.

Contudo, pouco depois de Sua morte, o movimento que Ele iniciara se expandiu grandemente, chegando a alcançar pessoas improváveis. Em alguns séculos, o império que O crucificara curvou-se aos Seus pés. Após dois mil anos, Seus seguidores somam mais de um bilhão de pessoas, e a cada ano milhões de novos cristãos são acrescentados. A organização que Ele fundou, a igreja, possuiu ramificações em todas as partes do mundo, sem qualquer sinal de decadência. Jesus inspirou tamanho grau de lealdade em Seus seguidores que o poder de sacrifício de milhões deles é incalculável.

Que métodos de liderança Ele adotou? Aqueles que consideram Jesus irrelevante para a vida moderna estão mortalmente enganados. Quem, além dEle, conseguiu produzir impacto tão permanente? Muitos executivos estão persuadidos de que os princípios de Jesus podem ser aplicados em qualquer área da vida: no escritório, na escola, na fábrica ou nos negócios. Considere Seu estilo: Jesus Cristo foi um grande planejador. Estava preparado. Escolheu Seus colaboradores cuidadosamente. Para preencher um cargo-chave, eliminou todos os obstáculos e alistou Saulo de Tarso. Ensinou e treinou. Foi absolutamente íntegro. Enfrentou a corrupção imediatamente. Nunca prometeu o que não poderia cumprir. Foi humilde. Soube valorizar a colaboração. Demonstrava prontidão em Suas respostas. Sabia como repreender. Desencorajou a bajulação e as disputas internas por posições. Foi um servo. Não vivia ansioso. Evitou a arrogância ou a megalomania. Era justo e imparcial. Aceitou os riscos de Sua missão. Cuidou das crianças e dos fracos. Deixou que os resultados falassem por Ele. Era inspirador. Nunca tentou servir a dois senhores.

Imite-O em Sua vida e atividades, e você ficará surpreso com os resultados.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Posso “Ficar”?

Ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador. (I Tessalonicenses 4:6)

Defraudar é despertar em alguém um desejo que você não pode satisfazer, é enganar e iludir. A Bíblia nos fala que a vontade de Deus é a nossa santificação, que nos afastemos da prostituição e que saibamos possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como quem não conhece a Deus.

Existem várias formas de defraudar alguém. “Ficar” é uma delas. Ficar é uma defraudação física, emocional, e espiritual. No Ficar há um interesse superficial de uma pessoa por outra. Pode ser uma carência física, emocional, ou apenas um desejo de mostrar para os amigos que também faz “o que todo mundo faz”.

Ficar é uma defraudação porque a pessoa se acha “o bonitão” ou “a gostosa” e usa essa beleza física para provocar a libido alheia. A pessoa fica com quem quer, satisfaz os seus desejos, sejam eles quais forem, e depois troca a pessoa por outra. 

O Ficar defrauda fisicamente porque desperta o desejo sexual que pode não ser satisfeito. O Ficar defrauda emocionalmente porque a pessoa é iludida e continua carente e frustrada com relacionamentos que não dão em nada. O Ficar defrauda espiritualmente porque fica aquele “peso” na consciência. O Ficar, em todos os aspectos, vai contra a palavra de Deus. A Bíblia chama isso também de imoralidade.

Acariciar demasiadamente um a outro até o limite da excitação sem poderem consumar o ato sexual é defraudação. Usar roupa sensual para provocar a libido alheia também é defraudação. Existem beijos e abraços que não combinam com um namoro santo, no qual não pode haver sexo antes do casamento. Se beijar leva-o a pecar, então não beije. Se abraçar leva-o a pecar, então não abrace. O mundo pressiona rapazes e moças a ter um namoro carnal, no entanto, relações com defraudação tem destruído sentimento e promovido dor e insegurança. 

Portanto, vigiemos para que o pecado da defraudação não destrua o nosso relacionamento. Deus não nos chamou para vivermos na imoralidade, mas para sermos completamente dedicados a ele. Quem rejeita esse ensinamento não está rejeitando um ser humano, mas a Deus, que nos dá o seu Espírito Santo. Defraudar, “Ficar” e comportar sexualmente de forma inadequada é rejeitar a Deus.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Saber envelhecer

Na velhice, eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida. (Salmos 92:14)

Envelhecer é um pesadelo para muitas pessoas. Há uma luta inútil e muitas vezes patética pela juventude eterna. E uma indústria prospera por trás dessa batalha: dos cirurgiões plásticos aos fabricantes de tintura para cabelos. Um medicamento afirma poder devolver a potência da juventude a homens de meia idade ou anciões, outro promete deter a queda dos cabelos e até restabelecer franjas que o tempo levou. A mídia, compreensivelmente, uma vez que o tema é campeão de audiência, dá um amplo espaço aos vendedores de juventude. Basicamente, o que explica tudo isso é a angústia que nos toma quando percebemos que não somos tão jovens assim. Temos uma opinião negativa da velhice. Daí a origem da nossa aflição, que não é um assunto novo.

Desde sempre a humanidade se deixou atormentar por esse fantasma. Muitos filósofos se detiveram sobre o tema e se esforçaram para nos ajudar a lidar melhor com a passagem do tempo. Um deles foi Marco Túlio Cícero (106 – 43 a.c.), estadista e pensador romano que se transformou no símbolo supremo da oratória. Em sua obra Saber Envelhecer(L&PM), Cícero enumera as vantagens desprezadas da velhice. Na dedicatória, ele diz: “Senti tal prazer em escrever que esqueci dos inconvenientes dessa idade; mais ainda, a velhice me pareceu repetidamente doce e harmoniosa”.

Cícero comenta um fato incontestável: “Todos os homens desejam avançar a velhice, mas ao ficarem velhos se lamentam. Eis aí a conseqüência da estupidez”. Depois ele toca em outro ponto crucial, que vale para tudo na vida: uma vez que somos submetidos a obstáculos e desafios, e que a sorte instável ora nos ergue e ora nos derruba, o que muda mesmo é a maneira com que cada um de nós lida com sua cota de agruras. Um mesmo aborrecimento é leve para uns e insuportável para outro. Afirma Cícero: “Os velhos inteligentes, agradáveis e divertidos suportam facilmente a idade, ao passo que a acrimônia, o temperamento triste e a rabugice são deploráveis em qualquer idade”.

Mas a melhor forma mesmo de se envelhecer é dar graças a Deus que está no controle de tudo! O Salmista dá uma aula de saber envelhecer quando afirma que é bom cantar hinos em honra ao Altíssimo! Ele dá o caminho das pedras para uma boa velhice tão claramente explicado nas palavras que profere ao Criador: "Como é bom anunciar de manhã o teu amor e de noite, a tua fidelidade, com a música de uma harpa de dez cordas e ao som da lira! Ó Deus, os teus feitos poderosos me tornam feliz! Eu canto de alegria pelas coisas que fazes. Que grandes coisas tens feito, ó Senhor! Como é difícil entender os teus pensamentos! Aqui está uma coisa que o tolo não entende, e o ignorante não pode compreender: os que praticam más ações crescem como a erva, e os perversos podem prosperar, porém eles serão completamente destruídos. Pois tu, ó Senhor, estás para sempre acima de tudo e de todos. Nós sabemos que os teus inimigos morrerão e que todos os maus serão derrotados. Tu me tens tornado forte como um touro selvagem e me tens abençoado com a felicidade. Tenho visto a derrota dos meus inimigos e ouvido os gritos dos maus. Os bons florescem como as palmeiras; eles crescem como os cedros dos montes Líbanos. Eles são como árvores plantadas na casa do Senhor, que florescem nos pátios do Templo do nosso Deus. Na velhice, eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida. Isso prova que o Senhor Deus é justo, prova que ele, a minha rocha, não comete injustiça" (Salmos 92).

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Presentes como ferramentas

Será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido. (Lucas 12:48b) 

Muitos já ouviram esta frase: “daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido”. Isso é uma boa coisa, e é justa. Quando uma organização começa a investir em um atleta, por exemplo, ela exigirá desse atleta um desempenho à altura do que nele foi investido. Da mesma forma, Deus exigirá maior dedicação ao seu Reino daqueles a quem ele tem agraciado com mais inteligência, posses e dons espirituais.

Na parábola que Jesus contou sobre os mordomos fiéis e infiéis, ele mostrou que os fiéis estão sempre à disposição do seu senhor, não desperdiçam o que tem e nem utilizam suas posses em prol somente de si mesmos. Já os infiéis, vivem em função de seus prazeres de forma egoísta e displicente. 

Geralmente, quando pensamos em presentes pensamos em algo que recebemos somente para nós e para o nosso usufruto. Mas Deus nos dá os presentes para serem partilhados. Eles não são dados, mas emprestados. Quando recebemos uma caixa de bombons como presente de amigo oculto, imediatamente a repartimos entre os participantes, numa forma de compartilharmos a alegria daquele momento. Os presentes não são para serem acumulados, da mesma forma, o presente Evangelho não é para ser guardado conosco, mas para ser partilhado com a humanidade. Na lista dos presentes divinos estão incluídos a salvação eterna, os dons espirituais, os talentos, as posses, o perdão, o amor e muito mais. 

Quando seguramos os presentes somente para nós mesmos, demonstramos imaturidade espiritual, falta de fé em Deus que a nós confia todos eles. O mordomo que tem fé é, por definição, fiel. 

À medida que crescemos na graça e no conhecimento de Deus, passamos a nos desapegar dos presentes, e eles deixam de ser somente nossos para serem usados como ferramentas de bênçãos nas vidas de outras pessoas. Quando isso acontece, estamos usando o que recebemos do Senhor em função da construção e promoção do seu Reino. É para isso que ele nos dá presentes.

Como estão os seus presentes? Ele ainda continuam guardados somente sob sua posse? Estão sendo desperdiçados? Ou já se tornaram ferramentas para uso do seu Senhor? A vontade do Senhor é que seus presentes sejam transformados em ferramentas. Você está disposto a abrir mão deles?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Tenham alegria!

Tenham sempre alegria, unidos com o Senhor! Repito: tenham alegria! (Filipenses 4:4)

O apóstolo Paulo fala sobre alegria e sobre o dever de alegrar-se constantemente. Este é um dos imperativos bíblicos sobre a alegria e não deixa lugar para o não alegrar-se, porque Paulo diz que todos devem se alegrar sempre - não às vezes, não periodicamente, não ocasionalmente. Paulo escreveu esta frase quando estava na prisão e nela tratou de vários assuntos solenes, como a possibilidade de que fosse martirizado, oferecido como um sacrifício. Contudo, ele disse aos moradores de Filipos que eles deveriam se alegrar, apesar das circunstâncias.

Isso nos traz de volta ao assunto de como podemos ser alegres, como uma questão de disciplina ou de vontade. Como é possível permanecermos alegres em todo o tempo? Paulo nos conta o segredo: “Tenham sempre alegria, unidos com o Senhor!”. O segredo para a alegria é a sua fonte, que é o Senhor. Se Cristo está em mim, e eu estou nele, esse relacionamento não é uma experiência ocasional. E isso é sempre a razão para alegria. Ainda que a pessoa não se alegre em circunstâncias quando está passando por aflição, tristeza ou dor, ela pode se alegrar no Senhor. Nós nos alegramos no Senhor; e, como ele nunca nos deixa nem nos abandona, podemos nos alegrar sempre.

A alegria é um dos frutos do Espírito. Frutos do Espírito são diferentes de dons do Espírito Santo. Os frutos são produzidos, enquanto os dons são recebidos. O Novo Testamento nos revela que o Espírito Santo distribui dons variados por razões diversas. Nem todos possuem o dom de ensino. Nem todos possuem o dom de contribuir. Nem todos possuem o dom de administrar. Mas, quando consideramos os frutos do Espírito, não podemos dizer que alguns têm o fruto do amor, da alegria, da paz, da paciência, da delicadeza, da bondade, da fidelidade, da humildade e do domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Nós que confiamos em Deus temos de manifestar todos os frutos do Espírito. E, quanto mais crescemos na graça, tanto mais benignos devemos ser, tanto mais pacientes devemos ser, tanto mais fiéis devemos ser e, obviamente, tanto mais alegres devemos ser.

A vida não deve ser caracterizada por melancolia. Todos experimentamos dias maus, mas a característica básica de uma pessoa que confia em Deus é a alegria. Devemos ser as pessoas mais alegres no mundo, porque temos muitos motivos para sermos alegres. Essa é a razão por que Paulo não hesita em ordenar que seus leitores se alegrem.

Que Deus possa abrir a nossa mente para entendermos isso.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Politicamente incorreto II

Ele retrucou: Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego e agora vejo. (João 9:25)

Jesus havia restaurado a visão do cego de nascença. Os vizinhos tentaram alterar os fatos, dizendo que se tratava de outra pessoa. Os fariseus buscaram dissuadi-lo quanto à realidade do milagre: "Não acreditaram [...] que ele fora cego e agora via" (v. 18). O argumento deles era teológico: "Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais?" (v. 16). Os pais mostraram-se atemorizados. Eles sabiam da decisão de que "se alguém confessasse ser Jesus o Cristo fosse expulso da sinagoga" (v. 22). Assim, apresentaram evasiva digna de quem está em cima do muro: "Perguntai a ele, idade tem; falará de si mesmo" (v. 21).

E ele falou por si mesmo. O moço curado por Jesus foi chamado segunda vez. Ele já dera extraordinário testemunho de coragem. Nesse encontro, os fariseus descobriram um tipo inesperado de firmeza. Insistiram com a pergunta: "Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?" (v. 26). Imagine a cena: homens barbudos e de faces longas, vozes alteradas pelo ódio e preconceito, desconcertados pelo dilema que eles haviam criado, apertavam o cerco ao rapaz. Cego por toda a sua vida, pobre, ainda não familiarizado completamente com a experiência da visão, diante dos poderosos representantes da religião, o rapaz facilmente poderia ter se deixado confundir. Sua reação, contudo, foi demolidora. Nunca consegui ler a história sem deixar de rir. O humor aqui é fascinante. Meio sem paciência, ele respondeu: "Já vo-lo disse, e não atendestes." A parte final da resposta paralisou as celebridades religiosas: "Por que quereis ouvir outra vez? Porventura, quereis vós também tornar-vos Seus discípulos?" (v. 27). Os perseguidores de Jesus não acreditaram no que estava acontecendo.

Arrogantes, eles se diziam discípulos de Moisés, mas, quanto a Jesus, não sabiam nem de onde era Ele (v. 29). O golpe do ex-cego, salpicado de ironia, foi devastador: "Nisto é de estranhar que vós não saibais donde Ele é" (v. 30). A lógica do moço é irrepreensível: "Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este Homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito" (v. 32, 33). Isso já era demais. Os fariseus explodiram. Diante deles estava uma convicção inegociável, consciente da ação divina em sua vida. E assim é com todo aquele que sentiu o toque da graça divina. Precisamos de convicção para expressar com firmeza aquilo que pensamos.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Politicamente incorreto I

Então, os vizinhos e os que dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado pedindo esmolas? (João 9:8)

A cura do cego criou verdadeira comoção. Quatro grupos surgiram em cena: os vizinhos, os fariseus, os pais do ex-cego e o próprio homem curado. A curiosidade dos vizinhos clamava por uma explicação. Alguns chegaram a sugerir que não era ele, mas alguém parecido, um dublê, ao estilo de Hollywood. O caráter do rapaz que fora cego começou a revelar-se. Ele mesmo dizia: "Sou eu" (v. 9). Se ele fosse como muitos, imagino, teria ficado calado. "Não é necessário que eu explique ou diga nada. Afinal, já há muita oposição a esse Jesus. Por que vou me meter em problema?", ele poderia desculpar-se. Isso seria o "politicamente correto". Mas ele tomou outra direção e explicou o que acontecera. Para ele não era suficiente ter recuperado a visão; ele queria agradecer a Deus. Os olhos haviam sido abertos, agora ele desejava abrir os lábios. Então disse: "Fui, lavei-me e estou vendo" (v. 11).

Os fariseus, representantes do poder religioso, foram chamados porque o milagre fora realizado num sábado. Eles repetiram o interrogatório (v. 13-17), e o rapaz não mudou uma vírgula de seu testemunho (v. 15). Os fariseus disseram ao rapaz: "Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado" (v. 16). Então pediram a opinião do ex-cego: "Que dizes tu a respeito dEle?" (v. 17). Que extraordinária oportunidade para sair do caso. Diante dos "delegados da teologia", ele poderia dizer que não sabia de nada, que não O vira. Mas outra vez demonstrou-se politicamente incorreto. Sua posição ficou ainda mais clara. Ele não fugiu ao debate. Não usou aquele tipo de diplomacia comum aos que não querem se envolver. Manifestou sua clara opinião: "É profeta" (v. 17).

Insatisfeitos, os fariseus chamaram os pais, que confirmaram que o rapaz era filho deles e que fora cego, mas disseram nada saber dAquele que efetuara a cura. Em um comentário feito por João, autor do evangelho, há uma explicação para a resposta dos pais: "Isto disseram seus pais porque estavam com medo" (v. 22). Falta de coragem é a atitude que impede milhões de testemunhar. Esses pais haviam sofrido com os problemas do filho. Haviam suportado as pedras e as setas da teologia da época, afirmando que fora em punição que Deus lhes dera um bebê cego. Não seria essa a oportunidade para proclamarem os feitos de Deus? Não seria um dia de alegria e testemunho? Mas não foi isso que fizeram. O medo paralisa as pessoas e as faz calar. Não tenha medo de falar o que deve ser dito hoje.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Socialismo cristão, existe?

“Mas a Jerusalém celestial é livre e ela é a nossa mãe.” (Gálatas 4:26)

O socialismo cristão nasceu durante a Revolução Industrial como uma tentativa de aplicar aos problemas sociais gerados pela industrialização os ensinamentos de Cristo sobre amor e respeito ao próximo. Após o seu surgimento, a Igreja não mais se desligou da questão social e de suas concepções políticas, caráter reforçado sobretudo após o concílio Vaticano II (1962-1965).

Entretanto, o socialismo cristão quando levantado como bandeira política distancia-se dos ideais de Cristo e torna-se muito parecido com a ideologia antropocêntrica e humanista de Karl Marx. Segundo esta ideologia, o homem é o centro de tudo, não Deus. Assim, as propaladas “soluções” que apresentam para os problemas da humanidade são, na verdade, argumentações falaciosas cujo objetivo de fundo é também a dominação política e econômica. 

O grande problema das ideologias humanistas que têm origem na classe intelectual e nos movimentos políticos da classe trabalhadora é que pregam o ódio e a luta de classes (elite versus trabalhadores). 

Como cristãos, filhos de Deus e amados, comprados por preço alto, a saber, o sangue do Cordeiro de Deus, devemos ter como prioridade a preocupação com o Reino Celestial, a nossa verdadeira pátria, a nossa mãe, a qual está nos céus. Somente quando colocarmos o Reino de Deus em primeiro lugar é que seremos capazes de contribuir para dias melhores aqui na terra.

Todavia, sabemos que precisamos viver e subsistir neste mundo putrefato até que dele sejamos tomados, o que acontecerá no Dia do Senhor. Logo, não é nenhum pecado aprendermos a nos mover em meio aos dominadores deste mundo escravizado pelo diabo. 

Mas devemos ter em mente que o Reino de Deus nada tem a ver com governos socialistas! O Reino de Deus é a região espiritual da habitação dos que nasceram de novo e não é deste mundo, é governado do trono de Deus, nada tendo que ver com sistemas políticos humanos.

Portanto sejamos sábios e entendamos que podemos, se desejarmos, escolher bons políticos para governar nossa nação; políticos que estejam comprometidos com a verdade, que não proferem promessas falaciosas de “dias melhores” num mundo corrompido e escravo do maligno. Pois somente o Reino Celestial é livre do pecado e da maldade.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

União civil e casamento

Disse o Senhor: — Tenham muitos filhos, e que os descendentes de vocês se espalhem por toda a terra. (Gênesis 9:7)

União civil é uma união similar ao casamento. Começando pela Dinamarca em 1989, as uniões civis, com diferentes nomes, foram estabelecidas por lei em vários países desenvolvidos para dar aos casais de pessoas do mesmo sexo direitos e responsabilidades similares aos do casamento civil de pessoas de sexos opostos. Em alguns países, as uniões civis são abertas também a casais de sexos opostos.

Por ser similar, e exatamente por isso, a união civil não é casamento. Diferentemente da união civil, casamento não é invenção humana que pode ser definida conforme os caprichos egoístas dos homens. O casamento foi criado por Deus. Ele é o autor dessa instituição e a nós humanos cabe o dever de aceitá-lo conforme idealizado no Jardim do Éden: entre homem e mulher (Gênesis 2:24). Não se pode usurpar o termo “casamento” para aplicá-lo a uma união civil, qualquer que seja. Desrespeitar esse princípio é roubar a ideia original de Deus e transformá-la numa ideia humana. É plagio. Os que fazem isso destroem a comunhão com o Criador e interrompem as suas bênçãos.

Por ser uma criação humana, a união civil é realizada diante dos homens. Já o casamento requer a presença divina. Os dois conceitos podem ser similares, jamais iguais. Confundir as duas coisas como se fossem uma só é dar margem a discussões inúteis. Quando realizada com pessoas do mesmo sexo, a união civil é chamada de união homo afetiva, união estável para casais do mesmo sexo ou união civil homossexual. Essa união pode até ser realizada diante de um líder religioso; ser aceita pela sociedade, ou ser reconhecida pelo Estado; entretanto, não será abençoada por Deus, simplesmente porque é impossível o Criador abençoar atos humanos realizados em desacordo com a sua Palavra (Malaquias 2:2).

Além de outros fins, Deus criou o casamento para que os homens fossem férteis e pudessem se multiplicar, se espalhar pela terra e proliferem nela (Gêneses 9:7). Essa ordenança é impossível de ser cumprida em uma união de pessoas do mesmo sexo. Os que agem assim estão em desobediência à Bíblia Sagrada.

Entretanto, mesmo em desacordo com a Palavra, aqueles que se unem por meio de uma união civil homossexual não devem ser objetos de discriminação. Deus ama a todos – homens e mulheres – e não faz acepção de pessoas (Atos 10:34). Mas os que quiserem receber a bênção divina precisam agir como o Senhor Deus ordenou. Devem obedecer a todas as suas leis e mandamentos, como estão escritos na Palavra. Assim serão bem sucedidos aonde quer que forem e em tudo o que fizerem (1 Reis 2:3).

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vontade de Deus, acaso ou sorte?

E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. (Mateus 10:30) 

Baseado no tema "o que rege o mundo é a providência, não o acaso nem a sorte", João Calvino em sua obra As Institutas, discorre a res­peito do controle de Deus sobre todas as coisas no mundo.

Segundo ele, para que melhor se pa­tenteie esta diferença, deve-se ter em conta que a providência de Deus, como ensinada na Escri­tura, é o oposto de sorte e dos acontecimentos atribuídos ao acaso.

Ora, uma vez que, em todos os tempos, geralmente se deu a crer, e ainda hoje a mesma opinião domina a quase todos os mortais, a sa­ber, que tudo acontece por obra do acaso, aquilo que se deveria crer acerca da providência, certo é que não só é ofuscado por esta deturpada opi­nião, mas inclusive é quase sepultado em trevas.

Por exemplo, diz Calvino: "Se alguém cai nas garras de assaltantes, ou de animais fe­rozes; se do vento a surgir de repente sofre nau­frágio no mar: se é soterrado pela queda da casa ou de uma árvore; se outro, vagando por lugares desertos, encontra provisão para sua fome; ar­rastado pelas ondas, chega ao porto; escapa mi­lagrosamente à morte pela distância de apenas um dedo; todas essas ocorrências, tanto prós­peras, quanto adversas, a razão carnal as atribui à sorte. Contudo, todo aquele que foi ensinado pelos lábios de Cristo de que todos os cabelos da cabeça lhe estão contados (Mateus 10.30), buscará causa mais remota e terá por certo que todo e qualquer evento é governado pelo conselho se­creto de Deus".

Ele vai mais longe quando arrazoa a respeito das demais obras da criação: "quanto às coisas inanimadas, por certo assim se deve pen­sar: embora a cada uma, individualmente, lhe seja por natureza infundida sua propriedade es­pecífica, entretanto não exercem sua força senão até onde são dirigidas pela mão sempre presen­te de Deus. Portanto, nada mais são do que ins­trumentos aos quais Deus instila continuamente quanto quer de eficiência e inclina e dirige para esta ou aquela ação, conforme seu arbítrio".

Um dos maiores exemplos que pode­mos ter do poder criador e controlador de Deus é a força mais admirável ou mais destacada do sol. Pois, além de iluminar com seu fulgor a todo o mundo, nutre e vitaliza a todos os seres ani­mados; com seus raios enche de fecundidade a terra.

Mas o Senhor, o único digno de ado­ração, antes mesmo que houvesse criado o sol com todo o seu esplendor disse "haja luz", rei­vindicando para Ele e não para o sol, toda honra glória e poder.

Razão pela qual, Calvino relembra que "quando, além disso, lemos em duas ocasiões, que às preces de Josué o sol se deteve em um grau (Josué 10:13), e que, em atenção ao rei Eze­quias, sua sombra retrocedeu dez graus (2 Reis 20:11; Isaías 38:8), com estes poucos milagres Deus testificou que não é por cego instinto da nature­za que o sol nasce e se põe diariamente, mas por­que Ele próprio, para renovar a lembrança de seu paterno favor para conosco, governa seu curso".

Não é à toa que assim diz a Palavra: "e quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? --- diz o Santo. Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem conta­das, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar" (Isaías 40:25 e 26).

Por fim, que o Espírito Santo do nosso Deus ilumine nossas mentes e corações para en­tendermos que para aquele que crê não existe sorte ou acaso, mas sim um Deus que nos ama, esquadrinha e dirige todos os nossos caminhos.

Pela fé, "entrega o teu caminho ao Se­nhor, confia nele, e o mais ele fará" (Salmos 37:5).

Rev. Walter Mello
Texto retirado do Boletim da Igreja Presbiteriana Nacional em Brasília, Ed. 2187.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Aniversário do Coro IPN

Nos seus lábios estejam os altos louvores de Deus, nas suas mãos, espada de dois gumes. (Salmos 149:6)

É com base nesse imperativo divino que o Coro IPN vem traçando a sua história ao longo de 54 anos de rendição àquele que é digno de toda honra e louvor. 



No dia 31 de agosto, às 19h, será realizada no templo da Igreja Presbiteriana Nacional, na W5 906 Sul, Brasília (DF), a comemoração do 54º Aniversário do Coro IPN, com a apresentação do musical “Clássicos da Adoração”.

Toda honra e glória pertencem ao Senhor. Louvar a Deus por todos esses anos sem interrupção não são méritos humanos e sim frutos da preciosa mão de Deus. Durante essa trajetória, várias estações do ano se passaram, muitas lutas, muitas vitórias e muitas alegrias. 

O alvo primordial do Coro IPN é louvar e bendizer ao supremo Criador. O desejo constante de todos os seus componentes é que quando o Coro IPN estiver entoando as lindas melodias de louvor sempre embasadas na Palavra, vidas possam ser tocadas, curadas e construídas por Deus.

Expressamos aqui nossa gratidão a Deus, aos Pastores, aos nossos Maestros, e àqueles que direta ou indiretamente contribuem para o crescimento deste Ministério.

Desde a época do rei Davi e de Asafe, o músico, muito tempo atrás, os músicos haviam dirigido os hinos de louvor e de agradecimento a Deus (Neemias 12:46). É nesse objetivo que o Coro IPN direciona todos os seus esforços e energia. Os seus cantores, pessoas das mais diferentes idades e classes sociais, têm tido a oportunidade de aprender a adoração com talento, recebendo nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; para que muitos possam ver essas coisas, temerem e confiarem no Senhor (Salmo 40: 3). São de grande brilhantismo as ocasiões em que o Coro IPN executa as tradicionais cantadas de Natal e de Páscoa, além das frequentes participações nos cultos dominicais.

Em todas as coisas somos mais do que vencedores, mas para isso precisamos trabalhar. No Coro IPN não seria diferente. O louvor contagiante é resultado direto de uma disciplina de orações e ensaios durante todo o ano, apesar da vida agitada que todos temos. Mas tudo é muito gratificante e para glória de Deus. Por meio de Jesus, pois, desejamos que o Coro IPN ofereça a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome (Hebreus 13:15).

Venha compartilhar conosco desse momento de grande alegria. Sua presença muito nos alegrará! Que Deus possa abençoar a sua vida com os nossos cânticos preparados com muito amor e carinho!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Retirando os obstáculos

Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações. (1 Pedro 3.7)

A palavra grega traduzida por “se interrompam” é ekkepto, que significa, literalmente, “cortar”. Se não tratamos da discórdia no relacionamento conjugal, as orações são cortadas. Isto ecoa a advertência inicial do Salmo 66. 

Um segundo exemplo de obstáculo à oração se acha em Mateus 5.23-24: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”. Nesta passagem, Jesus está dizendo que, se há conflitos não resolvidos em nossa vida, nossa adoração está maculada. Ele está estabelecendo prioridades. Primeiro, devemos remover os obstáculos da comunhão; depois, podemos oferecer nossa adoração. Embora a passagem não fale especificamente de oração, o princípio é o mesmo. O fluir da comunicação entre o homem e Deus é interrompido pelo pecado.

Além do mais, quando fazemos pedidos a Deus com pecado não confessado – e não purificado – em nosso coração, somos como o universitário irado que confrontou seu professor sobre uma nota baixa. O professor ouviu educadamente as frustrações do aluno, mas comentou que, em sua estimativa profissional honesta, o aluno recebera a nota que merecia. O aluno argumentou que não somente ele, mas também vários outros na classe, sentiram que a nota fora injusta. 

O professor, com curiosidade compreensível, perguntou o que eles achavam deveria ser feito. O aluno explicou: “Eles decidiram que devem atirar em você. Mas há um pequeno problema: nenhum deles tem um revólver”. O professor suspirou de alívio e expressou seu mais profundo sentimento de tristeza pela “triste condição” destes alunos. “Mas você tem um revólver”, disse o jovem. Este aluno teve a ousadia de perguntar ao gentil professor se ele não emprestaria seu revólver para que os alunos atirassem nele. 

De maneira semelhantemente audaciosa, se vemos a iniquidade em nossa vida e a abrigamos no coração quando oramos, estamos pedindo a Deus a força de que precisamos para amaldiçoá-lo. Estamos pedindo a Deus mais forças para desobedecê-lo ainda mais. Assim como o professor não estava disposto a emprestar seu revólver para aqueles que desejavam matá-lo, Deus não está disposto a honrar nossos pedidos resultantes de corações pecaminosos não arrependidos. É preciso pelo menos tentar retirar os obstáculos para que a oração comece a fluir.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Guerra contra a arrogância

Porém o rei Ezequias e Isaías, o profeta, filho de Amoz, oraram [...] e clamaram ao Céu. (2 Crônicas 32:20)

Senaqueribe não tinha qualquer dúvida de sua vitória. Em tom arrogante, Ele mandava recados por seus oficiais: "Nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum pôde livrar o seu povo, [...] quanto menos vos poderá livrar o vosso Deus" (2Cr 32:15). Em sua carta, afirmava: "Assim como os deuses das nações, [...] também o Deus de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos" (v. 17). Porém, Ezequias, o grande reformador, sabia que "há Alguém maior" (v. 7), muito superior a Senaqueribe. O "Golias" assírio não estava enfrentando um hebreu qualquer. "Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus" (v. 8).

Cego pela arrogância, Senaqueribe e seus generais desconheciam os infinitos recursos do Deus de Judá. Eles haviam destruído os impotentes deuses das outras nações, mas aqueles eram meros ídolos. Mesmo a derrota de Samaria não servia de evidência, porque o reino do norte fora destruído primariamente por sua apostasia e infidelidade. Assim, as vitórias anteriores da Assíria não provavam nada.

Senaqueribe agora lutava contra o Deus verdadeiro. Ezequias e Isaías subiram ao templo. Eles oraram pela intervenção divina. Nós sabemos que "a oração é a solução de todos os problemas". Ezequias agiu como uma criança que leva seu brinquedo partido ao pai para ser consertado. Ele levou seus receios à presença dAquele que comanda o Universo.

O desfecho da história do confronto entre Senaqueribe e Ezequias é formidável. Em resposta à oração, "o Senhor enviou um anjo que destruiu todos os homens valentes, os chefes e os príncipes no arraial do rei da Assíria; e este, com o rosto coberto de vergonha, voltou para a sua terra. Tendo ele entrado na casa de seu deus, os seus próprios filhos ali o mataram à espada" (2Cr 32:21). Todo o exército da Assíria foi desbaratado por um único anjo. Senaqueribe voltou para a Assíria humilhado e, ironicamente, morreu na casa do seu deus, em vergonha.

Esta história nos faz lembrar a guerra contra a arrogância que enfrentamos no dia a dia. Está você olhando ao redor e não consegue ver nenhuma ajuda humana? Não se deixe abater. Lembre-se, um único anjo liquidou o poder do inimigo. E Deus estaria disposto, se necessário, a enviar todos os anjos do Céu em seu socorro. Em Deus encontramos toda a proteção para nossas lutas.

Casa Publicadora Brasileira

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Vida vivida

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. (Provérbios 3:5)

O que você pode aprender na universidade da vida? Pense hoje nestas mais dez lições: 

1. Longe de ser uma quadra de esportes ou um piquenique, a vida é uma sala de aulas. Por isso, reflita sobre suas experiências. 

2. Muitos de nossos troféus de hoje estarão na lata de lixo amanhã. Assim, seja comedido em suas celebrações. 

3. Em qualquer associação de dois seres humanos, cedo ou tarde, um acaba irritando ou ferindo o outro. Como responder aos atritos da vida? Há pelo menos três alternativas. Alguns internalizam os atritos, enviando-os para um “banco de memórias” e nunca mais os esquecem. Isso cria pressão e resulta em doença. Outra alternativa é tentar resolver os desacertos na base dos músculos ou ferir a outra pessoa verbalmente. Isso causa a morte de casamentos, amizades e sociedades. Finalmente, você pode tomar tempo para conversar, discutir os sentimentos, cuidando para não atacar a dignidade ou o valor da outra pessoa. Esse é o único caminho com resultados permanentes. 

4. O corpo humano pode parecer indestrutível quando somos jovens. Contudo, ele não é tão forte assim. Digo sempre ao meu filho: “Se eu não cuidar do corpo, onde vou morar?” 

5. Quem se “casa” com os valores de hoje estará viúvo amanhã. Não seja afoito com os modismos. 

6. Satanás tentará você em suas áreas frágeis. O que você quer? Sexo, poder, dinheiro, prestígio? É isso que ele vai lhe oferecer. 

7. As questões finais da vida são de extremo significado. Até que elas sejam resolvidas, sucesso, fama, dinheiro e realizações acadêmicas estão sobre fundamentos falsos. 

8. A busca de significado tem sido a marca da cultura oriental. Misticismo, meditação transcendental, yoga e gurus falham porque buscam respostas dentro do homem, enquanto a resposta verdadeira está fora dele. 

9. Imagine-se uma pessoa idosa, olhando para trás, através do tempo. As memórias de maior significado estarão ligadas às pessoas que amamos e que nos amaram, e àquilo que pudemos fazer no serviço de Deus. 

10. Finalmente, lembre-se: experiência não é o que acontece com você, mas o uso que se faz com aquilo que acontece com você.