sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Feliz desapego

Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês. (Lucas 12:34)

Meus caros, reproduzo a seguir um texto muito edificante recebido de um amigo.

 “Neste final de ano, compartilhamos o maior exemplo de desapego que vem das abelhas. Após construírem a colmeia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás. 

Na vida das abelhas temos uma grande lição. Em geral o homem constrói para si, pensa no valor da propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que ‘lutou’ para adquirir. Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade.

Essa teia não o deixa alçar voo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como ‘para quem vai ficar a minha casa?’ é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.

Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.

A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for – o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.

Se quisermos ser livres e pararmos de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos cultivar em nós a virtude do desapego. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda, mas adquirimos a visão mais ampla.

O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?”

Que neste Novo Ano a mensagem das abelhas possa nos incentivar a desapegarmos das coisas passageiras, abrindo espaço para investirmos naquelas que são eternas. Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Natal de graças

E sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus. (I Tessalonissences 5:18).

Espera Deus que lhe agradeçamos tudo - mesmo que nos sobrevenham infortúnios? Algumas pessoas parecem achar que sim.

Lembro-me de ter lido, anos atrás, um relato publicado numa revista popular de notícias acerca de uma organização religiosa que ensinava seus adeptos a literalmente darem graças a Deus por tudo o que lhes acontecia, bom ou mau. Como exemplo, a revista citava o caso de um frentista de posto de gasolina que fora agredido por uma gangue de arruaceiros. O rapaz tinha ficado inconsciente e fora roubado, mas, por sorte, não morrera. Quando recuperou a consciência, em vez de lamentar seu infortúnio, exclamou: "Graças a Deus!"

Posso estar enganado, mas acho que o rapaz estava agradecendo a Deus por lhe haver poupado a vida, e não por ter sido assaltado. Mas suponhamos que ele estava dando graças a Deus por sua desdita; espera Deus realmente que lhe agradeçamos as más coisas que nos acontecem?

Aparentemente, Jó pensava assim. Quando sua esposa recomendou que ele amaldiçoasse a Deus e morresse, Jó respondeu: "Temos recebido o bem de Deus, e não receberíamos também o mal?" Jó 2:10. Jó cria que tanto o mal como o bem vêm de Deus e, sendo que era apropriado agradecer-Lhe o bem que Ele concede, devia ser igualmente apropriado agradecer o mal que Ele envia.
Acontece que, embora Jó aparentemente não tenha ficado sabendo, ele estava errado, pois não foi lhe mostrado os bastidores para ver que Satanás, e não Deus, era a causa de suas aflições. É Satanás, o originador do pecado, o responsável último por todo sofrimento, e com certeza nenhum sofredor lhe deve agradecimentos por suas desventuras.

Mas observe que Paulo não diz: "Por tudo dai graças", mas: "Em tudo dai graças" - e isso faz toda a diferença no mundo. Significa que devemos manter uma atitude constante de gratidão, tanto na prosperidade como na adversidade. Na prosperidade, porque sabemos que todas as bênçãos vêm de Deus; na adversidade, porque sabemos que Deus pode tirar algo bom de algo mau - uma bênção a partir de algo que parece maldição. (Neemias 13:2).

Aproveite agora as festas para dar graças a Deus! Feliz Natal!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Nunca beijei

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação... (1 Tessalonicenses 4:3a)

Uma vez li a reportagem sobre a jovem Pâmela Machado, 25 anos. Segundo ela, seus lábios nunca sentiram outros e que só pretendia experimentar essa sensação no altar. Ela estava à espera do amor verdadeiro.

Quando tinha 14 anos, Pâmela leu um livro em que um casal se conhecia e se apaixonava sem manter contato físico. “Vi o cuidado para não passar do limite. É uma forma de se resguardar. Não que seja pecado beijar, mas é a forma que encontrei de honrar o outro. A religião não me cobra isso, é pela minha relação com Deus”, explica. Mas ela confessou que é preciso muita força de vontade para resistir à tentação.

“Não sinto que faça falta e não sou triste por isso. Eu me sinto completa por me guardar para alguém que vai me amar. Mas sei que muitos me acham doida.” 

A procura pelo futuro cônjuge, no entanto, não pode ocorrer só na imaginação. Por isso, quem não beija também namora, mas de uma forma bem peculiar. É o relacionamento de corte, baseado na amizade entre o casal. Nele, não há espaço para carícias ou toques mais prolongados. O namoro é conversar e dar muita risada. Isso não é antigo, pode ser vivido no nosso contexto”, explica Pâmela, que já teve dois namorados e não nega a vontade de provar um beijo. 

Os adeptos da linha que preserva a castidade de forma radical, que não aceita beijos ou toques, dizem que é preciso muita ajuda dos amigos e familiares, além de orações constantes. O estudante de administração Glauco Santos, de 23 anos, usa as táticas como válvula de escape para a tentação. Desde os 15, ele está convicto do objetivo de aguardar por uma esposa enviada por Deus. 

O namoro casto não precisa de devotos totalmente puros. Não importa o passado, mas a escolha que se faz no presente, como explica a estudante Sara Augusta dos Santos, de 19. Ela não beija há quatro anos, quando optou por cortejar quem quiser estar ao seu lado. “Isso me valoriza como mulher. Meu marido vai saber que serei só dele.” Ela disse que não tem pressa, mas espera no Senhor.

Embora muitos estudiosos do comportamento humano possam considerar essa atitude um exagero, a Palavra de Deus nos encoraja a viver uma vida de santidade. Isso inclui considerar a entrega mútua entre o casal como uma união com propósito eterno, não como um simples prazer de momento. Este é o plano divino e, sendo dele, é certa a garantia de felicidade para o casal.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

No Portão Leste do Céu

Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. (Romanos 12:10)

Você conhece algum irmão ou amigo que te faz sentir plenamente realizado e feliz com a vida? Que te deixa “pra cima” quando conversa contigo? Pois é, ele existe. Ou melhor, existiu. Esse gigante na fé, amado Pr. David Sanders foi encontrar a sua amada Ruth Sanders. 

“Pr David foi um exemplo vivo para todos nós do tipo de pessoa que Deus usa. Nunca quis brilhar diante dos homens e sempre cuidou para que apenas o Senhor fosse reconhecido e exaltado por meio do seu ministério e da sua própria vida. Sua serenidade, força interior, apego à Palavra de Deus, desejo permanente de servir e de realizar, além do seu profundo amor pelo ser humano revelavam sua intimidade com Deus. Deus o tomou para Si, mas o testemunho do Pr. David permanecerá entre nós, como a voz amorosa de Deus nos lembrando, sempre, que o amor é a essência da vida vida cristã.” (Pr. Edson Lôbo) 

O casal Ruth e David Sanders foi um amor em pessoa. Toda vez que conversava com eles eu me sentia esperançoso e restaurado. Eles sempre me inspiraram a ser alguém. Eu admirava a maneira como o casal tratava as pessoas, não importando a classe social. A forma como transmitiam o amor de Deus era fascinante. Mas a forma como eles amavam o ser humano chegava a ser ridícula para o mundo de hoje.

Ridícula porque hoje em dia é muito raro encontrarmos alguém que é capaz de tirar o alimento da sua própria boca para dar aos mais necessitados. Simplesmente eu não consigo descrever a atitude desse casal. Eu tenho muito ainda a aprender sobre esse amor fraternal, porque praticá-lo não é algo natural para mim. Eu costumo arranjar um monte de desculpas quando se trata de ser mais espontâneo e amoroso. Afinal, é muito mais seguro e cômodo ser superficial com as pessoas.

A essência de Jesus Cristo está no amor. O conteúdo de sua Palavra também. Mas é um amor profundo. Cristo veio ao mundo para salvar o pecador. Essa foi e é a sua missão. Muitas vezes achamos que Jesus gastou tempo com os “religiosos”, quando na verdade ele gastou seu tempo com os viciados, os roubadores, as prostitutas, os doentes – pessoas que não tinham nada em comum com ele. As pessoas zombavam da maneira de Jesus amar, porque o amor de Jesus era ridículo.

Na cultura de hoje é digno de risadas esse amor sacrifical. Mas você, que faz parte da noiva de Cristo, não pode ter medo de ser excessivamente cheio de amor, de esperança e de paciência. Deus mudou radicalmente a sua vida. Ele deu-lhe algo que é mais valioso do que qualquer coisa. É hora de compartilhá-lo.

Durante os 65 anos de ministério missionário no Brasil, Pr. David Sanders “foi para nós a manifestação vívida e tangível do evangelho da graça e do amor de Deus para conosco. Nós não apenas ouvimos o evangelho de Jesus. Nós o vimos; o vivenciamos; tivemos com ele comunhão e fomos por ele tocados, confrontados e encorajados em amor”. (Pr. Geraldo Borges)

Assim como costumava dizer, nós nos encontraremos em breve no Portão Leste, na cidade maravilhosa chamada Céu! Descansem em paz casal Sanders!