sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Volta ao sossego

Eu amo a Deus, o Senhor, porque ele me ouve; ele escuta as minhas orações. (Salmos 116:1)

O salmista afirmou categoricamente que Deus sempre lhe ouviu quando clamava por socorro. Uma vez ele estava passando pelo medo da morte, pelo horror da sepultura, e disse: “Os laços da morte me apertam, os horrores da sepultura tomam conta de mim, e eu fico aflito e apavorado”. Mas sabia que podia contar com alguém muito poderoso. Foi quando clamou: “Ó Senhor Deus, eu te peço: Salva-me da morte”!

Diante de tal exemplo de fé, podemos também afirmar que o Senhor é bondoso e fiel; que o nosso Deus tem compaixão de nós. O Senhor protege os que não podem se defender. Assim como salvou o salmista, ele pode nos salvar de todo perigo.

Precisamos apenas continuar confiando em Deus, o Senhor, pois ele tem sido bom para todos que nele esperam. Deus nos livra da morte, faz parar as lágrimas e não deixa que caiamos na desgraça.

Por isso, no meio dos viventes, viveremos uma vida de obediência a ele. O salmista continuou crendo, apesar de ter dito: “estou completamente esmagado.” Ele não parou de crer, mesmo quando de maneira afobada exclamou: “não se pode confiar em ninguém". 

Você já parou para pensar o que podemos oferecer a Deus, o Senhor, por tudo de bom que ele nos tem dado? O Senhor quer ser louvado. Ele quer de nós um coração grato, em adoração e submissão a ele.

O Senhor Deus sente pesar quando vê morrerem os que são fiéis a ele. Aliás, ele não tem prazer na morte de ninguém, antes, quer que todos se convertam e vivam para glória do seu nome.

Sendo nós os teus servos, devemos servi-lo com alegria e gratidão. Se alguma coisa não vai bem conosco, se algo não sai como planejamos, lembramos que poderia ser pior. Mas o Senhor nos mantém vivos pela sua graça.

Ofereça agora o seu coração como uma oferta de gratidão e dirija as suas orações a ele como uma demonstração de confiança.

Procure estar reunido com os que compartilham essa fé em Cristo, porque no ajuntamento dos que creem há uma fonte de energia que emana do trono de Deus para nos proporcionar segurança e trazer de volta nossa alma ao sossego. Aleluia!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Saibamos viver a modernidade

Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. (Romanos 12:2)

A Palavra citada por Paulo aos Romanos está mais atualizada como nunca. Temos muito a aprender para vivermos conforme a vontade de Deus. 

Segundo Dom Orlando Brandes, “a filosofia do relativismo inverte valores, torna bem o que é mal, cultua o ego, os gostos, os desejos, as satisfações e o bem-estar individual. Nega os valores absolutos, a ética, as certezas, os rumos, as seguranças”. Há uma “soberba filosófica” que leva cada um julgar-se absolutamente dono de suas decisões, aceitando cada vez menos as orientações éticas. Impõe-se o clima de permissividade e sensualidade na lógica do individualismo. Não podemos sacrificar a verdade objetiva, nem as normas éticas universais, para sermos escravos do relativismo.

As pessoas morrem por obediência ao esteticismo, ao culto do corpo esbelto, magro, bem ao gosto do figurino da moda consumista. Morre-se em cirurgias plásticas, lipoaspiração e jejum das pessoas escravizadas pelas regras e leis do “tipo modelo”. Como sofrem e até são excluídas as pessoas que não correspondem às medidas de um corpo atraente. Todos querem ser magros e malham o corpo sob o comando da escravização da moda. Cuidar do corpo é um dever e a beleza é reflexo de Deus, mas o esteticismo é um engano.

A ideologia do bem-estar leva à busca da satisfação imediata, do desejo de consumo, da criação de necessidades desnecessárias. A avidez do mercado descontrola o desejo das crianças, jovens e adultos. Legitima-se que os desejos se tornem felicidade. Os pobres são perdedores, explorados, excluídos, supérfluos e descartáveis. A desigualdade social é uma iniquidade que precisa ser superada. O consumismo nos trouxe a depredação da natureza, a desigualdade cada vez maior entre ricos e pobres, a ruína dos valores, as doenças típicas da modernidade.

Para satisfazer os desejos dos indivíduos temos a cultura do ter, a civilização do consumo, a ética do agradável e o aumento do narcisismo. O individualismo rompe com a ética, com a família, a religião, as instituições, as responsabilidades. Acontece então a privatização da fé, a fragmentação da vida, a relativização dos valores. 

Mas o bem, a verdade, a liberdade e o amor nos convocam à comunhão e à fraternidade superando a elevação do ego e seu endeusamento. Que saibamos viver a modernidade.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Enquanto puder...

Assim, como a criança desmamada fica quieta nos braços da mãe, assim eu estou satisfeito e tranquilo, e o meu coração está calmo dentro de mim. (Salmo 131:2)

O salmista passou por uma grande transformação espiritual. Em sua oração ele disse: Ó Deus, eu já não sou orgulhoso; deixei de olhar os outros com arrogância. Não vou atrás das coisas grandes e extraordinárias, que estão fora do meu alcance. Em seguida, ele escreveu o verso acima.

No campo espiritual, a Bíblia nos incentiva a tornamos como criança. Mateus 18:2-3 relata que Jesus chamou uma criança, colocou-a na frente dos seus discípulos e disse: Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu, porque a criança, na falta de malícia, reconhece a dependência do pai. Esse é um aspecto.

Por outro lado, a criança precisa crescer. Leia o que o escritor da carta aos Hebreus escreveu quando explicava a forma de servir a Deus: “Temos muito o que dizer a respeito desse assunto; mas, porque vocês custam a entender as coisas, é difícil explicá-las. Depois de tanto tempo, vocês já deviam ser mestres, mas ainda precisam de alguém que lhes ensine as primeiras lições dos ensinamentos de Deus. Em vez de alimento sólido, vocês ainda precisam de leite. E quem precisa de leite ainda é criança e não tem nenhuma experiência para saber o que está certo ou errado. Porém a comida dos adultos é sólida, pois eles pela prática sabem a diferença entre o que é bom e o que é mau”. (Hebreus 5:11-14)

Então, até quando devemos ser criança? A adolescência é a fase que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Em um estudo publicado recentemente, Psicólogos britânicos especializados no tratamento de jovens estão sendo orientados a considerar que hoje a adolescência vai até os 25 anos. Eles chamam esses adolescentes de jovens infantilizados.

Há algum indício de que poderíamos estar criando uma nação de jovens que relutam em deixar a adolescência para trás? Acredito que não. O que está havendo é apenas uma extensão do período da adolescência. E isso não tão ruim, desde que os pais desempenhem um papel no ensino de responsabilidades-chaves, e que os jovens, em troca, deem o retorno. Isso funciona para todas as áreas da vida, inclusive a espiritual.

Enfim, para mim, a vida adulta é perceber que não há adultos completos e que todos nós estamos crescendo a cada dia, sempre ao lado de Cristo. Mas “é bom ser criança enquanto puder”. Feliz Dia das Crianças!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mansidão e fraqueza

Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido. (Mateus 5:5)

Eu costumava ter uma forte antipatia com a palavra “mansidão”. Ela me trazia à memória o tempo que eu cursara o ensino médio. Eu era um adolescente tímido, mas almejava ser representante de classe. Ao escolher o colega, e não eu, o professor discursara dizendo “eu escolhi Joaquim porque é uma pessoa com personalidade forte – e não alguém manso...”. 

Claro que não fiquei satisfeito com aquele pronunciamento. Passei anos associando mansidão com fraqueza e havia mentalmente assimilado que precisava erradicar, tanto uma quanto outra, do rol de minhas características, se quisesse crescer na vida. 

Pelo menos é isso o que eu pensava até que encontrei a antipática palavra saltar aos meus olhos das páginas das Escrituras Sagradas. Lá estava ela, uma das primeiras boas características que Jesus citara em seu famoso Sermão da Montanha.

No Sermão da Montanha Jesus começara a mostrar o seu verdadeiro propósito, que, para a decepção de muitos, não era ser um rei terreno, poderoso e repleto de prestígio. Em vez disso, ele começara mostrar o plano de Deus de transformação interior das almas como preparo para um reino espiritual. Como exemplo a ser seguido, Jesus rejeitou os métodos terrestres de aquisição de poder em favor da cura interior proporcionada pelo seu amor e misericórdia.

É a misericórdia de Deus que transforma o coração de pedra em um coração de carne. É a humildade de Cristo que nos chama a um relacionamento com ele. E, finalmente, foi a sua vontade em rejeitar a glória terrena que abriu a porta para usufruirmos a glória celestial.

Agora, Cristo nos pede para aprendermos com ele, que é manso e humilde de coração. Assim, nossas almas podem encontrar o descanso em Deus, enquanto somos por ele fortalecidos para vivermos como “fracos” diante do mundo.

Isso não quer dizer que Deus não tem poder, ou que devemos rejeitar virtudes como a coragem. Mansidão não é fraqueza, pelo contrário, é uma virtude que todos nós precisamos para conquistar este mundo para Cristo.

Faça uma reflexão. Existe alguma área na sua vida que seria beneficiada com um pouco mais de mansidão e humildade? Peça a Deus um coração igual ao dele.