sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Você será lembrado

Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente. (Salmos 9:18).

Há quanto tempo você está suplicando por uma determinada bênção e o Senhor parece não Se importar com seu pedido? O salmista apresenta hoje uma promessa alentadora. Você não será para sempre “esquecido”, e não será perpetuamente frustrado. Não é uma grande notícia?

Mas existe uma condição para que a promessa divina se cumpra. Você precisa ser um aflito necessitado. Aqui não se fala de dois tipos de pessoas. Você sabe que esta é uma poesia hebraica e a beleza da poesia hebraica não está na rima, e sim no paralelismo.

O paralelismo é a repetição do mesmo pensamento em duas frases aparentemente diferentes. Assim, o necessitado da primeira frase é o aflito da segunda. Você pode estar aflito hoje, se estiver enfrentando algum problema. Mas não se sentir necessitado.

A palavra hebraica para necessitado é ebyôn, e é usada pelo menos em três aspectos diferentes. Para referir-se a um estado de pobreza material, a uma pessoa que não tem posição social ou a uma atitude de humildade diante de Deus. Inclusive, o verbo hebraico necessitar, Abah, significa aceitar, consentir. Ninguém aceita a intervenção de outro se não for necessitado.

Quando o ser humano acha que Deus está demorando a responder, é geralmente porque não chegou ao estado de necessidade espiritual que o leva a aceitar a intervenção divina em sua vida.

Naquela noite, no mar da Galileia, os discípulos lutaram com as ondas e o vento contrário enquanto tiveram forças. Eram pescadores acostumados às tempestades e tormentas. Para que pedir ajuda? Eles podiam resolver sozinhos o problema.

Mas, na quarta vigília, lá pelas quatro ou cinco da manhã, quando não tinham mais forças, quando o orgulho e a suficiência humana haviam desaparecido e sentiam-se “necessitados”, Jesus apareceu andando sobre as águas para socorrê-los.

Sentir-se necessitado não é um assunto de palavras nem de lágrimas. É uma atitude do coração. É o que você e eu precisamos aprender diariamente, porque a promessa do Senhor é que “o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente”. (Alejandro Bullon)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Os bem sucedidos

Aqueles que temem o Senhor aprenderão com ele o caminho que devem seguir. Eles sempre terão sucesso, e a Terra Prometida será dos seus filhos. (Salmos 25:12-13)

A palavra sucesso ou prosperidade na linguagem hebraica, é Tsaleaj. A primeira vez que aparece na Bíblia é quando o servo de Abraão cumpre a missão de buscar uma esposa para Isaque e alcança o seu objetivo. Ele obteve sucesso, afirma o relato.

Na Bíblia, a palavra Tsaleaj expressa a ideia de um empreendimento bem-sucedido porque Deus está presente. Ao narrar a história do reinado vitorioso e próspero do rei Uzias, o relato bíblico afirma: “Nos dias em que buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar.”

Deus promete sucesso para as pessoas que o temem, mesmo que estejam cansadas, estressadas, aflitas, correndo de um lado para outro. Pessoas que trabalham de sol a sol, ganham até bem, mas o que conseguem não lhes serve para nada, pois desaparece das mãos como areia entre os dedos.

Sucesso, no sentido bíblico, não é basicamente acúmulo de dinheiro, de propriedades e de bens materiais. Ele é mais focado na satisfação, na realização e na paz interior. Sucesso é ter a alegria do dever cumprido em cada etapa, embora o trabalho pareça não ter fim.

A segunda parte do texto diz: “A Terra Prometida será dos seus filhos.” Que terra? Aquela que mana leite e mel. Uma terra melhor, um futuro pelo qual lutamos, nos esforçamos e nos sacrificamos, mas que na sua plenitude desfrutaremos somente na eternidade.

Não importa. O caminho pode ser longo e cheio de perigos. A jornada pode ser cansativa e perigosa. Mas se cumprirmos o dever diário, depositando a confiança em Deus, a fonte do sucesso, a nossa alma achará repouso em meio às agitações da vida. Saberemos o que estamos fazendo aqui. Conheceremos a nossa missão, encontraremos o caminho e nossa vida terá sentido.

Portanto, não limitemos nossas expectativas a valores materiais. Observemos as pessoas. Pesemos os sentimentos. Importemos-nos com as pequenas alegrias da vida e não nos esqueçamos de que, se buscarmos a Deus, nós seremos pessoas bem-sucedidas.

Texto original de Alejandro Bullon, tradução e versão de Elbem César

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Fale apenas o necessário

O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia. (Provérbios 12:23).

Existe um ditado indiano que afirma: “Não fale tudo o que sabe, porque quem fala tudo o que sabe, geralmente fala o que não convém.” Pessoas que sabem muito não fazem questão de mostrar que sabem. São prudentes. Calam-se quando é preciso e falam no tempo oportuno. O sábio sabe o que fala, porque sabe o que pensa.

Pessoas que falam mais que o necessário carregam com frequência complexos que controlam suas palavras e atitudes. Precisam ser o centro da atenção e, na maioria das vezes, mostram ter domínio de temas que desconhecem.

No silêncio do coração, essas pessoas sofrem porque percebem a insensatez de “proclamar estultícias”, mas o desejo de “aparecer” é quase instintivo.

Um dia essa pessoa conhece valores éticos e a dor aumenta. Luta para aplicar os conceitos aprendidos. Luta consigo mesma, contra seus complexos, temores e traumas que não consegue identificar. É uma luta injusta. Ninguém vence um inimigo oculto. É uma batalha cruel. A pessoa sofre a angústia de não viver a teoria que conhece. Sabe por que as coisas não dão certo na vida, por que seu casamento anda mal, e o relacionamento com os filhos é péssimo. Tenta, mas seus esforços são inúteis.

A incoerência de muitos livros de autoajuda é que apresentam o sorvete maravilhoso, mas não dizem como consegui-lo. “Tire a energia que existe dentro de você”, afirmam. “Descubra seu potencial”, proclamam. E cada vez que você olha para dentro de si, em busca do badalado “potencial”, só encontra um mundo difuso e sem forma, de sombras que o assustam.

O melhor livro de autoajuda que existe é a Bíblia. Não existem princípios de “inteligência emocional” que não estejam registrados no texto bíblico. A diferença é que a Bíblia o conduz a Jesus, a única pessoa capaz de colocar ordem no seu mundo interior.

Vá a Jesus hoje. A verdadeira energia vem do alto, não de dentro. E lembre-se: “O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia.” (Alejandro Bullon)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Bíblia da Psiquiatria

Quando te chamei, tu me respondeste e, com o teu poder, aumentaste as minhas forças. (Salmos 138:3)

A quinta edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), conhecido como a "Bíblia da Psiquiatria", foi lançada em maio passado, nos EUA, cercada de muita polêmica.

O novo manual amplia ainda mais o número de doenças mentais, além de aumentar as chances de alguém ser diagnosticado com os transtornos já existentes. Com isso, cresceria o número de pessoas tratadas com medicamentos para transtornos mentais - e, consequentemente, o mercado para a indústria farmacêutica.

Uma das principais críticas é a de que o DSM-5 estaria transformando em doenças comportamentos até agora considerados comuns, como o sofrimento após a perda de alguém próximo (agora, o luto que durar mais de duas semanas é considerado sintoma de depressão), colocando em discussão a fronteira entre o que é considerado “normal” e o que pode ser definido como doença mental.

“Existe uma inflação de diagnósticos. Decisões que pareciam fazer sentido foram exploradas por empresas farmacêuticas em campanhas de marketing agressivas e enganosas. Elas venderam a ideia de que problemas da vida cotidiana são na verdade doenças mentais, causadas por desequilíbrios químicos e curadas com uma pílula”, diz Frances, professor emérito da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, e um dos maiores críticos do DSM-5.

Há muitos séculos a Bíblia Sagrada tem gratuitamente mostrado soluções muito eficazes para esses problemas que a Psiquiatria considera doenças mentais.

Certo dia um segurança de uma escola contou-me que quando era policial caçava bandidos de maneira implacável e impiedosa. Sentia ódio pelas pessoas que falavam da Bíblia Sagrada, porque entre os marginais encontrava muitos que diziam ser crentes.

Uma vez, entrou em depressão. Disse que não havia motivo nenhum de ter pesadelos terríveis, a ponto de não dormir com medos que antes não sentira. Passou um bom tempo na vida chorando por motivos fúteis, sem apetite, sem alegria, agressivo, solitário e sem vontade de viver.

Naquelas circunstâncias ele se deparou com a Bíblia Sagrada e encontrou em suas palavras inspiradas promessas maravilhosas. Após buscar ao Senhor ele sentiu-se como um pássaro que saiu da gaiola e começou a ver a beleza da vida nos seus mínimos detalhes. Hoje, lê a Bíblia Sagrada e ora todos os dias.

Assim é a Palavra de Deus. Os Salmos foram escritos por pessoas que atravessavam momentos difíceis na vida, com problemas aparentemente insolúveis. Mas Deus misericordioso jamais os desamparou, e sempre lhes providenciou o refrigério e a força para a alma. Você crê que a Palavra é muito útil para nós? Eu creio.