sexta-feira, 31 de maio de 2013

Resgatados das ilusões

Ó Senhor Deus, eu já não sou orgulhoso; deixei de olhar os outros com arrogância. Não vou atrás das coisas grandes e extraordinárias, que estão fora do meu alcance. Assim, como a criança desmamada fica quieta nos braços da mãe, assim eu estou satisfeito e tranqüilo, e o meu coração está calmo dentro de mim. (Salmos 131:1-2)

“A maior parte das pessoas procura, como objetivo de sucesso, coisas grandes e elevadas. O que elas não sabem é que a chave dos seus sonhos está dentro delas mesmas.” (George Washington Carver) 

Hoje eu conversei com um colega que está se aposentando. Enquanto falávamos sobre a vida, sobre a carreira, sobre os sonhos, algumas questões vieram à mente: O que poderia caracterizar o nosso sucesso? Quais são os nossos sonhos? O que buscamos achar com insistência? O que poderá garantir a nossa felicidade?

Lembrei-me de uma mensagem recebida do escritor Paulo R. de Sousa que tocou muito ao meu coração. Ele dizia: “Às vezes pensamos que a verdadeira alegria virá com um emprego que nos garanta excelente salário. Outras vezes julgamos que só seremos felizes se pudermos comprar uma bela casa ou um carro de luxo. É possível até que nosso grande sonho seja alcançar notoriedade e aplausos por grandes conquistas pessoais. O que não sabemos é que tudo isso poderá se tornar real em nossas vidas e não trazer felicidade alguma.

Muito mais felizes seremos se conquistarmos coisas pequenas, tais como o amor de nossa família, a admiração dos amigos por nossa humildade e dedicação ao próximo, a paz que nos leve a dormir tranquilos e sem perturbações, a certeza de que a nossa presença no mundo não é em vão.

A verdadeira felicidade está dentro de nós. Ela entrou quando Cristo veio morar em nossos corações. É Ele que inspira o nosso amor, a nossa fidelidade, a nossa generosidade, a nossa compreensão e fé.

E, se estamos felizes com a nossa vida, sem a ilusão de que a felicidade depende das coisas grandiosas, essas poderão vir, não como essenciais, mas, como consequência de uma vida com o Senhor.

A chave de nosso sucesso está dentro de nós mesmos. É Jesus a razão de nossa felicidade. Nós confiamos nele.”

Assim, pude dizer ao colega que se aposenta, e digo a você também: Deus almeja tanto a nossa felicidade que enviou seu Filho Jesus Cristo para nos resgatar das ilusões desse mundo, e hoje nos mantém felizes com a vida mediante a atuação consoladora do seu Espírito Santo dentro de nós.  

terça-feira, 28 de maio de 2013

Tornar-se adulto

Tive de alimentá-los com leite e não com comida forte, pois vocês não estavam prontos para isso. E ainda não estão prontos. (1 Coríntios 3:2)

Os destinatários dessas palavras eram imaturos porque viviam como pessoas dominadas pelos instintos carnais. Existiam ciumeiras e brigas entre eles, e isso os equiparava a pessoas infantis.

A Psicóloga Cristina Baliero explicou por que é tão difícil tornar-se adulto. Porque é muito mais fácil culparmos os outros do que nos responsabilizarmos por nossas escolhas e atitudes. Porque é muito mais fácil vivermos com nossas ilusões do que encararmos a realidade. Porque é muito mais fácil buscarmos alguém que cuide de nós, que aceitarmos que cabe só a nós cuidarmos de nós mesmos. 

Porque precisamos aceitar que não controlamos a vida e que cabe a nós somente aceitar e responder ao que ela nos traz. Porque precisamos ter clareza que não somos "donos" dos outros e o que nos cabe é aceitar e viver com aquilo que eles decidem sobre a vida deles.

Porque é muito difícil aceitar que a vida não está contra ou a nosso favor, ela é somente a vida e acontece sem que o que pensamos ou queremos seja levado em conta. Porque é muito mais fácil nos sentirmos vítimas do que protagonistas da nossa história. Porque é muito difícil perceber que o mundo não "gira ao redor do nosso umbigo". Porque não é fácil aceitar que a vida não nos deve nada, que ela não é justa ou injusta e que sermos "bonzinhos" não nos garante um passaporte contra o sofrimento. Porque é difícil lidar com a constatação que existe um "espaço vital" existencial em que somos absolutamente sós, e nesse, ninguém pode nos fazer companhia.

Porque precisamos aceitar, sem reclamação ou revolta (que são absolutamente inócuas, ou pior, contraproducentes) que a vida é feita de luz e sombra; de perdas e ganhos. Porque precisamos aceitar que não existe essa coisa de verdade absoluta e que cabe a nós decidirmos nossas escolhas em uma "nuvem" de ambiguidade e incertezas.

São inúmeras as razões que impedem as pessoas de se tornarem plenamente adultas. Entretanto, tornar-se de fato um ser humano adulto é uma escolha, uma busca, um processo e uma conquista. É reconhecermos a nossa condição humana e a necessidade de um processo contínuo de crescimento na graça e no conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo e seu ensino. (2 Pedro 3:18)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A união constrói

Ofereçam-se completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. (Romanos 12:1)

A Palavra nos recomenda deixarmos Deus nos transformar por meio de uma completa mudança da nossa mente. Assim conheceremos a sua vontade, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.

Para que possamos construir um mundo melhor por meio da união, em primeiro lugar não devemos nos achar melhores do que realmente somos, mas pensarmos com humildade a respeito de nós mesmos. Porque, assim como em um só corpo temos muitas partes, e todas elas têm funções diferentes, assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo. E todos estamos unidos uns com os outros como partes diferentes de um só corpo.

Devemos usar os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos; se é o dom de animar os outros, então animemos. Quem reparte com os outros o que tem, que faça isso com generosidade. Quem ajuda os outros, que ajude com alegria. O nosso amor não pode ser fingido. O mal deve ser odiado e todos devem ser tratados com respeito.

Devemos trabalhar com entusiasmo e sem preguiça. Servir o Senhor com o coração cheio de fervor. A esperança que temos em Cristo deve nos manter alegres; aguentando os sofrimentos com paciência e oração.

Precisamos pedir que Deus abençoe os que nos perseguem, e não que os amaldiçoe. Alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram é a melhor demonstração de solidariedade. 

Não podemos ser orgulhosos ao ponto de não aceitarmos serviços humildes, achando que somos mais sábios do que os outros.

Não se pode pagar o mal com o mal, mas no que depender de nós, façamos todo o possível para viver em paz com todas as pessoas. Deixemos de lado a vingança, e confiemos no castigo de Deus, pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu me vingarei, eu acertarei contas com eles, diz o Senhor.” Pelo contrário, se o nosso inimigo estiver com fome, demos comida a ele; se estiver com sede, demos água. Porque assim o faremos queimar de remorso e vergonha. Enfim, não deixemos que o mal nos vença, mas vençamos o mal com o bem. (Romanos 12:2-21)

Assim, seremos mais unidos e construiremos um mundo melhor.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Apenas um detalhe

Tu, ó Deus, nos deste os teus mandamentos e mandaste que os cumpríssemos à risca. (Salmos 119:4) 

Imagine isto: Eu lhe dou a receita de um bolo de chocolate. Escrevo tudo num papel: ingredientes, medidas e tempo de trinta minutos no forno, a trezentos graus. Você segue passo a passo as prescrições. Só muda um detalhe, ao invés de deixar o bolo no forno por trinta minutos, distrai-se e deixa-o por sessenta. Você teria um pedaço de carvão. 

Imagine outro quadro. Você está com pneumonia e vai ao médico. Ele lhe dá a prescrição. Você segue tudo ao pé da letra, só que em vez de tomar o antibiótico de oito em oito horas, você decide tomar um comprimido por dia. Você estaria pior. 

Imagine o que seria dos passageiros de um voo, se o piloto decidisse não seguir um “pequeno detalhe” de aterrissagem como soltar o trem de pouso? 

Há pessoas que acham que as recomendações divinas não funcionam. Mas se você observar, essas pessoas não seguem as prescrições divinas “à risca”, como é o conselho do salmista. 

Os eruditos não sabem definir quem foi o autor do Salmo 119, mas quem quer que tenha sido, escreveu-o por inspiração divina. Com clareza e contundência. 

Os ensinamentos divinos não foram dados ao ser humano para que os discutisse ou os adaptasse, mas para serem cumpridos “à risca”. Qualquer outra atitude por parte do homem é temerária, perigosa e fatal. 

Vale a pena rever nossos “procedimentos” todos os dias. Estou seguindo “à risca” as recomendações divinas? Observar tudo e deixar de lado apenas um assunto, por insignificante que pareça, pode ser fatal. 

É muito mais prazeroso saborear um prato bem preparado e ornamentado com cheirosas ervas, mesmo que em pequenos detalhes. 

Um presentinho, por mais insignificante que seja, muda completamente a disposição e o ambiente na hora de um encontro amoroso. 

O que não está funcionando na sua vida? O casamento? Os negócios? O relacionamento com os filhos? Olhe para os conselhos divinos e peça força a Deus para seguir esses conselhos “à risca” e verá como muita coisa vai mudar. Clame ao Senhor hoje e diga: Tu ordenaste os Teus mandamentos para que os cumpramos à risca.

Deus se preocupa com detalhes. E são eles que fazem a diferença na hora de recebermos as bênçãos.

Texto de Alejandro Bullon, com pequenas adaptações.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Desejo realizado

A esperança adiada faz o coração ficar doente, mas o desejo realizado enche o coração de vida. (Provérbios 13:12)

Conta-se uma história ocorrida nos Estados Unidos onde um herdeiro chamado Noel Borja tinha 30 dias para apresentar-se diante das autoridades e reclamar os 116 milhões de dólares que seu desaparecido avô deixara para ele.

Várias cartas foram enviadas pelo tabelião a Noel, mas ele havia mudado, sua casa estava vazia e a notícia da sua riqueza ficou perdida numa montanha de correspondências não atendidas. Procuraram-no por todos os lados, mas ninguém sabia o novo endereço. A data limite expirou e Noel nunca apareceu ao cartório.

Teria sido tão simples avisar o seu novo endereço. Talvez ele até tenha pensado em fazê-lo, mas “deixou para amanhã”. O amanhã nunca chegou, e ele nunca aproveitou aquela fabulosa quantia de dinheiro. Quantos desejos nós deixamos para serem realizados amanhã!

Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje. Esse é um ditado popular que resume muito bem o conselho de Salomão. Amanhã pode ser tarde, pode não chegar. Hoje é o dia. Agora é a vez.

Tudo que se adia traz tristeza ao coração. Uma decisão, um trabalho, uma resposta. Inventam-se desculpas para justificar essa atitude. As pessoas podem até acreditar nos argumentos que inventamos, mas a vida não. A realidade é dura. Mais cedo ou mais tarde cobra o preço do dever adiado.

Precisamos reavaliar a nossa atitude diante dos deveres e promessas, porque não existe melhor sensação do que a do dever cumprido. Ela torna o coração cheio de vida. Há alegria, gozo e realização. O futuro parece promissor, o presente oferece segurança, e o passado, satisfação.

Em outra tradução, o verso cita o exemplo de uma árvore cheia de frutos, que significa o resultado de se realizar tudo no tempo exato: da semeadura; do cultivo e da colheita; da estação certa da chuva e do sol. O que tinha que ser feito, foi feito na hora certa, nada foi adiado. Adiar a chuva, por exemplo, teria sido trágico no amadurecimento do fruto.

Este é o dia, não amanhã. Diga “eu te amo”, hoje. Peça perdão agora. Abra os braços para a reconciliação neste instante. Não adie nada, porque o desejo realizado enche o coração de vida.  

terça-feira, 14 de maio de 2013

Solidão, para quê?

O Senhor é o meu pastor: nada me faltará.

Ele me faz descansar em pastos verdes e me leva a águas tranqüilas.

O Senhor renova as minhas forças e me guia por caminhos certos, como ele mesmo prometeu.

Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, não terei medo de nada. Pois tu, ó Senhor Deus, estás comigo; tu me proteges e me diriges.

Preparas um banquete para mim, onde os meus inimigos me podem ver. Tu me recebes como convidado de honra e enches o meu copo até derramar.

Certamente a tua bondade e o teu amor ficarão comigo enquanto eu viver. E na tua casa, ó Senhor, morarei todos os dias da minha vida. (Salmo 23)

“Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.” (Clarice Lispector).

Nem todas as pessoas conseguem dizer essa frase, mas as que dizem têm um sentimento de profunda sensação de vazio e isolamento. Elas percebem que a solidão é mais que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa, porque os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme.

Solidão não é o mesmo que estar desacompanhado. Pessoas passam por momentos em que se encontram sozinhas, seja por força das circunstâncias ou por escolha própria. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo.

A solidão não requer a falta de outras pessoas e geralmente é sentida mesmo em lugares densamente ocupados. Pode ser descrita como a falta de identificação, compreensão ou compaixão.

Para sentir solidão, entretanto, o indivíduo passa por um estado de profunda separação. Isto pode se manifestar em sentimentos de abandono, rejeição, depressão, insegurança, ansiedade, falta de esperança, inutilidade, insignificância e ressentimento. 

Mas Deus não planejou isso para nós. Mesmo que estejamos sós, por opção ou não, o Senhor está ao nosso lado e jamais nos abandona. Mesmo que nossos pais nos desprezem, ele sempre cuidará de nós. (Salmo 27:10)

Portanto, para quê continuar em solidão? Jesus Cristo está de braços abertos para ser sua companhia infalível. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sexo, uma disputa

O homem deve amar a sua esposa assim como ama o seu próprio corpo. O homem que ama a sua esposa ama a si mesmo. Porque ninguém odeia o seu próprio corpo. Pelo contrário, cada um alimenta e cuida do seu corpo. [...] Cada marido deve amar a sua esposa como ama a si mesmo, e cada esposa deve respeitar o seu marido. (Efésios 5:28-33) 

“Hoje, homens e mulheres estão mais preocupados em ter uma ótima performance na cama do que viver uma relação amorosa de qualidade.” (Flavio Gikovate) 

A humanidade construiu uma crença de que o sexo tem mais a ver com um palco para exibição de “virtudes” que uma expressão espontânea e prazerosa da libido. Nesse cenário contemporâneo, a vivência da sexualidade estaria para lá de acuada. 

As cobranças de ótimo desempenho e de corpo perfeito – na maioria das vezes incentivadas pela mídia – têm prejudicado bastante o relacionamento entre homem e mulher, fato que tem transformado o sexo em uma disputa, em vez de momentos de alegre intimidade. 

Essa disputa tem sido o principal motivo de insatisfação conjugal. A obrigação de vencer essas cobranças – às vezes consigo próprios – homens e mulheres têm partido em busca ilusória de parceiros “potencialmente perfeitos”, imergindo-se num lamaçal de adultérios e prostituições. 

Segundo escreve o psiquiatra Flávio Gikovate em seu livro “Sexualidade sem fronteiras” (MG Editores, 2013), talvez seja esse também o motivo de estarmos vivendo um período em que são muito frágeis as fronteiras entre homossexualidade e heterossexualidade, uma vez que homens e mulheres, decepcionados pela incessante e frustrante busca de prazeres, partem para aventuras com pessoas do mesmo sexo. 

Mas não foi isso que o Criador planejou desde o princípio. As Escrituras Sagradas compara o casamento como a união entre Cristo e a Igreja, na qual não há cobrança de desempenho ou de perfeição, mas um cuidado especial de um para com o outro. A perfeição que Cristo exige de sua noiva é a perfeição do amor e da pureza. Da mesma forma, marido e esposa devem amar um ao outro como cada um ama a si mesmo. 

Se preocupássemos mais com a perfeição do amor, e menos com a perfeição do nosso corpo, estaríamos vivendo no meio de uma sociedade mais pacificada, com a instituição familiar mais forte e filhos mais saudáveis. Que Deus continue a abrir os nossos olhos para o amor.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

De quem será a Terra?

Porque os retos habitarão a Terra, e os íntegros permanecerão nela. (Provérbios 2:21).

O sonho de Israel era herdar a “terra”. Para eles, a “terra” era Canaã, aonde Deus tinha prometido levar Abraão e sua descendência. Mas quando Salomão escreveu este provérbio, os filhos de Israel já habitavam na terra. Jerusalém era a capital. Portanto, a promessa está se referindo a outra “terra”, e não simplesmente a este planeta. Aqui se fala de um mundo melhor, onde o pecado não trouxe os flagelos da dor e da tristeza.

Neste mundo há lágrimas, tragédias e morte. A sabedoria que Deus oferece aos Seus filhos não é um antídoto contra essas coisas, e sim a habilidade de lidar com elas e sair vitoriosos. Jesus mesmo disse: “No mundo, passais por aflições.” (João 16:33).

Embora os que seguem os conselhos divinos tenham a habilidade de administrar os problemas desta vida, o plano final de Deus é levá-los a um mundo melhor. “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram”, relata João, “... e lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apocalipse 21:1 e 4).

No verso acima, Salomão apresenta a integridade como resultado de uma vida sábia e como requisito para experimentar, ainda nesta vida, parte das bênçãos prometidas por Deus.

Integridade vem da palavra inteiro. O todo sem uma parte não é íntegro. Não é possível para o ser humano ser feliz dividindo-se diante das circunstâncias da vida. Dividir-se é ausência de compromisso e gera desintegração.

Querer andar por dois caminhos ao mesmo tempo é tolice. A ambigüidade destrói. A falta de integridade mata. Mata os sonhos, os valores e os princípios. E sem princípios não existe vida. São eles que sustentam a existência. Imagine, por exemplo, o caos se não existisse o princípio da gravitação.

A pergunta é: Sou coerente? Existe harmonia entre as minhas palavras e os meus atos? Há integridade em meu proceder? Estou indo para uma terra melhor ou estou tentado a ir, ficando? Isto é fundamental “porque os retos habitarão a Terra, e os íntegros permanecerão nela”. (Provérbios 2:21).

Pastor Alejandro Bullon

terça-feira, 7 de maio de 2013

Posso crer no amanhã!

Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra. (Colossenses 3:2). 

Quando nós perambulamos por um cemitério, olhamos para as lápides e examinamos os velhos monumentos, vemos algo escrito em todos eles: “Aqui descansa...” Então, segue o nome e a data da morte e, talvez, um pequeno elogio das boas qualidades dos falecidos. Mas, quão diferente é o epitáfio na tumba de Jesus! Não está escrito em ouro nem talhado em pedra, é contrário exato do que é colocado em todas as outras tumbas: “Ele não está aqui.” (S. Baring Gould) 

Deus enviou seu filho amado para na cruz sofrer por nossos pecados. Ele morreu em nosso lugar, mas não permaneceu no túmulo. Ele está vivo! A morte não foi capaz de segurá-lo e, por isso, ele agora pode interceder por nós e nos ajudar em nossas dificuldades. Quando estamos tristes ele nos conforta. Quando sentimos derrotados, ele nos lembra de que foi para o céu preparar-nos um lugar especial. 

Porque Jesus vive, podemos crer no amanhã. Porque ele vive, temor não há. Nossas vidas estão em suas mãos. Porque o nosso Senhor vive, podemos confiar em suas promessas. Porque ele vive, podemos ter a certeza de um futuro vitorioso e abençoado. Porque ele vive, podemos alimentar cada um de nossos sonhos e viver de maneira plena e abundante. Porque ele vive, podemos descansar em paz. 

Nós fomos espiritualmente ressuscitados com Cristo. Assim, podemos colocar o nosso interesse nas coisas que são do céu, onde Cristo está sentado ao lado direito de Deus. A sua Palavra nos orienta que pensemos nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra. Porque já morremos, e a nossa vida está escondida com Cristo, que está unido com Deus. Cristo é a nossa verdadeira vida, e, quando ele aparecer, nós apareceremos com ele e tomaremos parte na sua glória. 

Nunca a humanidade pensou tanto nas coisas desta vida como nos últimos anos. A evolução tecnológica tem trazido conforto e divertimento de maneira muito esplêndida e sedutora, de forma que está se tornando quase impossível viver sem que se tenha em mãos pelo menos um pequeno produto resultante dessa evolução. E isso nos tem feito esquecer o céu. 

Mas o céu existe, e lá está o nosso Jesus. O que ele tem preparado para nós é infinitamente mais lindo e incomparavelmente mais glorioso do que tudo que pensamos, vimos ou possuímos aqui na terra. Então, vale a pena esperar e crer no amanhã!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A bola de pano

Do Céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. (Salmos 53:2).

Quando era menino, eu gostava muito de futebol. Meu sonho era ter uma bola de couro. Naquele tempo, para mim, era quase um sonho impossível.

Um dia estava tentando fazer uma bola de pano. Tinha juntado papel, pano, agulha e linha. Havia me ferido várias vezes com a agulha, mas a bola não saía do jeito que eu queria. Nisso, ouvi a voz do meu pai chamando. Fiquei chateado. Não podia haver momento mais inconveniente para ele chamar. Eu estava concentrado na confecção da minha bola, e ele continuava chamando. “O que será que ele quer?” pensei, mas continuei tentando resolver meu problema.

Diante da insistência do meu pai, levantei-me e fui. Ao chegar perto dele, não podia acreditar no que estava vendo. Ele tinha nas mãos uma linda bola, dessas de couro e cadarço que se usava antigamente. “Eu não deveria dar-lhe esta bola porque você não veio imediatamente”, disse meu pai.

O tempo passou. Já vivi muito. Hoje, também sou pai e sei que, quando o pai chama, é só para o bem do filho. Nada há neste mundo que o pai deseje mais do que a felicidade do filho. Jesus um dia afirmou: “Se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” Lucas 11:13.

Esta é a mensagem de hoje. Davi afirma que Deus olha do Céu para ver se há alguém que O busque. Por que o Pai deseja que o ser humano O busque? Porque longe de Jesus a criatura não pode ser feliz. Poderá ferir-se talvez, tentando fazer sua “bola de pano”, mas qualquer realização será passageira. Jesus deseja que você seja sábio para viver a vida na sua plenitude. Mas, longe de Jesus, é quase impossível. Sem Ele não há sabedoria.

Paulo diz aos coríntios que Jesus Se tornou, da parte de Deus, “sabedoria”. Portanto, buscar a Jesus é buscar sabedoria. Encontrá-Lo é achar sabedoria. E ser sábio, meu amigo, é saber viver, saber vencer, saber perder e até saber morrer, com dignidade.

Ainda dá tempo de fazer deste o grande ano de sua vida, a virada de sua existência. Busque sabedoria em Jesus, e lembre-se de que “do Céu, olha Deus... para ver se há... quem O busque”.

Pastor Alejandro Bullon