terça-feira, 30 de abril de 2013

Um coração transbordante de sabedoria

“Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mateus 12:34). 

“O coração de um homem tolo está em sua boca, mas, a boca de um homem sábio está em seu coração.” (Benjamin Franklin) 

De que temos falado mais ultimamente? De coisas boas ou más? De bênçãos ou murmurações? De verdades ou de mentiras? De sabedoria ou de tolices? Do Senhor ou das coisas deste mundo? 

Quando nossos corações estão cheios de enganos e vaidades, quando estão ocupados por egoísmo e mesquinharia, quando são preenchidos por todo tipo de influências e tentações, quando nunca permitem que Jesus Cristo os visite ou faça neles morada, então a sabedoria fica de fora e não pode ser vista em nossas atitudes. 

Quando nossos corações estão cheios de amor, a nossa boca e todo o nosso ser mostram atitudes de puro e verdadeiro amor. Quando a fé se hospeda em nossos corações, não há em nós palavras de dúvidas ou qualquer tipo de queixa. Quando impedimos o desânimo de entrar em nossos corações, abrindo todas as suas portas e janelas para a confiança plena no Senhor, nossa vida brilha, nossas palavras confortam e animam, nossa esperança jamais se abala. 

Somos sábios quando convidamos Jesus para habitar permanentemente em nossos corações. Quando está em nós, podemos todas as coisas, somos capazes de ultrapassar todos os momentos difíceis, acreditaremos sempre na vitória e nossa boca será sempre uma fonte de esperança e bênçãos. 

A nossa palavra deve vir direto de nosso coração e nosso coração deve estar colocado completamente no Senhor. Queremos estar ligados nEle e queremos que Ele jamais se desligue de nós. Queremos ser abençoados por Deus e queremos ser uma bênção em Suas mãos. Queremos ser sábios no testemunho do Senhor e queremos que a sabedoria de nossas palavras venha diretamente do Deus a quem amamos e servimos. 

Quero o meu coração transbordando de sabedoria. Quero ter o meu Senhor ocupando todo o espaço de meu coração. 

Enviado por: Paulo Roberto Barbosa

Santa expectativa

Quando Moisés caminhava para o local da adoração, todo o povo se erguia, olhavam-no pelas costas, até ele entrar no recinto. Então, descia a glória do Senhor e todo o povo adorava a Deus. (Êxodo 33:8-10) 

“Adorar é avivar a consciência pela santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purgar a imaginação pela beleza de Deus, abrir o coração ao amor de Deus, consagrar a vontade ao propósito de Deus.” (William Temple). 

Deus busca verdadeiros adoradores. Jesus disse: “Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem.” (João 4:23). 

É importante notar que é Deus quem atrai os adoradores. Quando o adoramos, nós apenas respondemos a essa iniciativa divina “em espírito e em verdade”. A adoração somente tem início quando o Espírito Santo toca o nosso espírito. Isso quer dizer que fórmulas e rituais não produzem adoração. Só o Espírito produz. Podemos usar todas as técnicas e métodos, podemos ter a melhor liturgia, mas não adentramos na verdadeira adoração sem que o Espírito toque o espírito. 

Não há uma prescrição para adoração, mas o nosso espírito deve estar inflamado pelo fogo divino. Significa que é preciso um preparo inicial antes de entrarmos no ambiente de adoração. É esse preparo que chamamos de “santa expectativa”. 

Quando as pessoas viam Moisés entrar no recinto da adoração ficavam preparadas, pois sabiam que algo extraordinário iria acontecer. Elas iriam ver a glória de Deus. Assim, tinham uma santa expectativa. 

Nos nossos dias, a santa expectativa significa vivermos diariamente como herdeiros do reino, ouvindo a voz de Deus e obedecendo à sua Palavra em todos os aspectos, sabendo que assim a glória de Deus se manifestará. Longe dessa maneira de viver é impossível esperar que sejamos verdadeiros adoradores. 

Quando duas ou mais pessoas em santa expectativa se reúnem, essa atitude pode transformar o ambiente em local de cura e libertação. E é num recinto assim que o Espírito encontra liberdade, que a glória de Deus se manifesta e o louvor liberta. 

Finalmente, é num recinto tomado pela glória de Deus que a unidade transcende o individualismo e o foco de cada adorador se vira unicamente ao Senhor, pois só Deus deve ser adorado, e ninguém mais. (Mateus 4:10).

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Não se preocupem!

Eu olho sempre para o Senhor, pois ele me livra do perigo. (Salmo 25:15)

“Senhor, minha preocupação não é se Deus está ao nosso lado; minha maior preocupação é estar ao lado de Deus, porque Deus é sempre certo.” (Abraham Lincoln)

Por experiência própria digo: não vale a pena preocupar-se. Levei alguns anos para me livrar (um pouco) desse mau hábito. Ainda preciso melhorar.

Jesus Cristo disse: Não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso.

— E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! (Mateus 6:25-30)

Pela medicina, a preocupação é definida como uma angústia ou uma agitação mental resultante da inquietação, geralmente sobre algo previsível ou iminente. Podemos considerar a preocupação como um stressor, é uma fonte direta de dores de cabeça, insônia, úlceras, paranóia, desordens de ansiedade, depressão e fobias.

Diante disso, estão provados os males. Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: “Onde é que vamos arranjar comida?” ou “Onde é que vamos arranjar bebida?” ou “Onde é que vamos arranjar roupas?” Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso.

Ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades. (Mateus 6:31-34)

A nossa única preocupação deve ser estar ao lado de Deus.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Saindo da caverna

Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao teu nome; os justos me rodearão, quando me fizeres esse bem. (Salmos 142:7).

A paciente não deixou o médico falar e disse: “O meu problema não está no corpo, está na alma. Sou uma mulher vazia. Algo está errado dentro de mim. O que a ciência pode fazer?”

Existem enfermidades psicossomáticas que destroem a vida. As raízes do mal estão na alma, mas os efeitos são físicos. Nenhum exame médico é capaz de detectar a causa, e o corpo vai definhando aos poucos.

O salmista fala desse tipo de mal: “Tira a minha alma do cárcere”, suplica. A introdução desse salmo diz: “Salmo didático de Davi. Oração que fez quando estava na caverna.” Existem duas ocasiões em que Davi esteve numa caverna: quando fugiu dos filisteus e se escondeu na caverna de Adulão, e quando teve a oportunidade de acabar com a vida de Saul, na caverna de En-Gedi. Os eruditos não definem em qual das cavernas foi escrito esse salmo; mas seja qual tenha sido, metaforicamente o salmista encontrava-se na caverna da vida – nesses momentos em que as sombras das dificuldades não permitem enxergar um palmo à frente.

Davi deixa claro que, se Deus o libertar do cárcere da depressão em que se encontra, ele enaltecerá o nome do Senhor e os justos o rodearão como se fossem uma coroa de vitória na sua cabeça. Essa é a vida que Deus quer que você viva.

A mulher que entrou no consultório médico foi aconselhada a permitir que Deus a libertasse de sentimentos negativos que estavam envenenando o seu coração. Ódio, rancor, desejo de vingança. Aquela mulher tinha motivos de sobra para abrigar esses sentimentos, mas eles tinham se tornado um cárcere para sua alma. Quando ela trocou esses sentimentos pelo desejo de perdoar, compreender e amar, tudo mudou na sua atribulada vida.

Alguma vez você sentiu-se prisioneiro de sentimentos negativos? Enquanto aceitar essa situação, não terá condições de ver as coisas belas da vida, nem desfrutará os momentos felizes que as pessoas amadas lhe proporcionam.

Na escuridão da caverna só existe solidão, egoísmo, tristeza e lamúrias. Por isso, clame como Davi: “Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao Teu nome; os justos me rodearão, quando me fizeres esse bem”. (Alejandro Bullon)

Que possamos pedir a Deus força para sairmos da caverna.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Boas finanças!

Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. (Filipenses 4:12) 

Às vezes passamos por momentos de bonança, outras vezes enfrentamos momentos de apertos financeiros. O segredo bíblico para uma vida financeira tranquila está mais na atitude da pessoa do que na crença. Vejamos. 

Devemos ser gratos a Deus por tudo. Não devemos nos queixar nem sentir autopiedade, mas antes devemos considerar cuidadosamente todas as razões que temos para louvar a Deus. Temos que atentar mais para o que o Senhor nos tem dado e menos para as coisas que queremos possuir. (1 Tessalonicenses 5:18) 

Deus nos dá tanta segurança que podemos nos contentar com qualquer padrão de vida. Paulo estava contente na fome ou na abundância. Por outro lado, as Escrituras estão repletas de advertências contra a ganância e a avareza. Temos a tendência de pensar que todas as coisas que queremos são necessárias e que a dívida que acumulamos ao buscar adquiri-las é perfeitamente aceitável. Mas a Bíblia condena o consumismo. (1 Timóteo 6:8) 

Muitas pessoas tratam das finanças num mundo de sonho, sempre imaginando que tudo dará certo magicamente. Mas fugir de um problema ou negá-lo não ajuda. Ignorar os problemas não os extingue. Lutas financeiras não desvanecem como nuvens, mas precisam ser resolvidas com sobriedade e disciplina. (1 Tessalonicenses 5:6-8) 

Pessoas honestas aceitam suas limitações financeiras e não tentam parecer uma coisa que não são, vivendo num estilo de vida que suas condições não permitem. Pessoas honestas não fazem dívidas que não têm capacidade para pagar. A única dívida que a Bíblia recomenda é o amor. (Romanos 13:8) 

O nosso foco deve estar no Reino Celestial, e não nas coisas materiais, pois somos peregrinos aqui. Não podemos servir a Deus e ao Dinheiro. Aquele que espera morar no céu não faz da prosperidade material uma meta prioritária. (Mateus 6:24-33) 

Enfim, é preciso humildade para admitir erros e corrigi-los. Muitos não administram bem o dinheiro e acabam se endividando demasiadamente. (Tiago 1:21-24). 

Viva dentro dos limites de seu orçamento. A Bíblia adverte sobre a loucura de fazer dívidas: Assim como os ricos mandam nos pobres, quem toma emprestado é escravo de quem empresta. (Provérbios 22:7). A escravidão aos credores é muito penosa; é melhor esperar pacientemente e comprar somente aquelas coisas que se pode pagar. Quem compra à vista não paga juros e tem mais poder de barganha. 

Avalie honestamente sua situação. Encare os fatos. Faça um orçamento e siga-o à risca. Se suas obrigações mensais forem maiores que as disponibilidades, faça o seguinte: Gaste menos, as despesas podem ser reduzidas às mínimas necessidades de comida e lugar para viver; ganhe mais, às vezes há oportunidades para trabalhar mais horas, ter um segundo emprego, ou encorajar os filhos adolescentes ou adultos que estejam vivendo no lar a trabalharem; venda bens, não é irracional vender bens para poder pagar o que deve. (Atos 4:32-37) 

Em todas as áreas da vida, a palavra do Senhor nos fornece a orientação perfeita. Da mesma maneira, no campo financeiro devemos dar ouvidos à sabedoria de Deus revelada na Bíblia. Quando obedecemos aos mandamentos do Senhor, recebemos tanto “a promessa da vida presente” como a da vida “futura” (1 Timóteo 4:8). Tenha uma boa vida financeira!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Balança positiva

Vocês foram chamados para serem livres. Mas não deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para permitir que a natureza humana domine vocês. (Gálatas 5:13)

É muito bom ser livre. A liberdade nos permite escolha. Porém, em toda escolha há perdas e ganhos, o ônus e o bônus. Com sabedoria é possível fazer uma boa escolha e permitir que a balança fique positiva.

Mas nem sempre é fácil. Principalmente em uma época de conceitos subjetivos e moral relativa. Geralmente, quando os valores tornam-se vagos e o narcisismo rompe com qualquer princípio absoluto, nossa escolha é tendenciosa para os interesses privados. E diante das pressões da sociedade, não sabemos mais a quem escolher: Cristo ou o mundo.

A primeira pressão é: Todos devem viver sem culpa. O mundo propõe escondê-la. Você não é culpado de nada, quando muito, apenas cometeu uma pequena e justificada falta. O melhor a fazer é negá-la ou, quem sabe, minimizá-la. É isto que se vê nos livros de autoajuda e nas palestras motivacionais. Cristo propõe eliminá-la, pois não a nega, mas a redime. Ninguém resolve o problema da culpa simplesmente negando-a. Cristo resolve assumindo-a e restaurando o homem com amor por meio do perdão.

A segunda é: Todos precisam ser felizes. O mundo apresenta a felicidade como uma obrigação, não importando os meios para obtê-la, mesmo que isto gere falta de amor para com os outros. Cristo também deseja que sejamos felizes. A felicidade que Cristo oferece é resultado de uma vida de confiança e entrega. É no ato de nos doar em amor a Deus e ao próximo que experimentamos a felicidade.

A terceira é: Todos devem ser livres. A liberdade que o mundo oferece é para fazer o que quiser, como quiser e quando quiser. Uma liberdade que nos mergulha em um mundo de egoísmo e frustrações. Mas foi para o altruísmo que Cristo nos libertou. É somente no ato de amar que o ser humano encontra e expressa sua liberdade.  

O mundo sempre tenta oferecer o que Cristo oferece. A diferença entre um e outro está no amor. Tudo aquilo que nega o amor, nos conduz à morte. Tudo o que vem do amor, nos conduz à vida.

Portanto, submeta-se inteiramente ao amor de Cristo e você encontrará a vida eterna desde já. Se você procurar a si próprio, encontrará, no decorrer do tempo, somente ódio, solidão, desespero, rancor, ruína e decadência. Permita que sua escolha torne a balança positiva para o amor. Deus é amor.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Afinal, quem é bom?

Certo jovem perguntou a Jesus: — Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? Jesus respondeu: — Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. (Lucas 18:19) 

No tema central da parábola “O jovem rico” Jesus viu o perigo inerente da riqueza e ensinou que apenas uns poucos, com a ajuda de Deus, poderiam lidar de maneira correta com a riqueza. 

Eu quero destacar o fato de Jesus ter corrigido a maneira de pensar e falar do jovem. “O título ‘Bom Mestre’ tinha tom de lisonja. Sem falar da vida eterna, Jesus explica que a maneira de entrar na vida é submeter-se aos mandamentos de Deus.” (Mac Nair S. E.) 

Existe uma frase do romancista americano Jamel Farrel muito conhecida que diz o seguinte: “Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço. Esta é a verdadeira sabedoria.” Em sua obra “O mundo que eu não fiz”, Farrel denunciou a hipócrita virtude de um mundo onde os negócios de Deus estão sempre, por cupidez ou miséria dos homens, subordinados aos negócios da terra; mundo onde se invoca a divindade, mas para salvaguardar antes ou depois os interesses da posse; mundo onde se aconselha a moral cristã, mas logo a seguir se contradizem os preceitos dessa moral pela maldade das ações e das palavras; mundo que se tenta redimir e perdoar, mas que primeiro se denuncia e se acusa. 

Jesus Cristo é o único Filho do homem que estaria imune às críticas acusatórias de Farrel. Ninguém mais está imune. Nunca existiu e jamais existirá outro ser humano com autoridade impecável para exigir atitudes moralistas, pois todos são falhos. 

A resposta “dura” de Jesus não significa que ele não seja bom, pois também é Deus. Mas denota a sua repulsa a bajulações. O jovem rico era, provavelmente, membro do Sinédrio ou alto funcionário da sinagoga. Ele tentou massagear o ego de Jesus, já que o título pelo qual ele o chamou não era comumente usado entre os rabinos. Por isso, Jesus o reprovou. 

Jesus revelou os pontos cegos que havia na vida espiritual daquele jovem. E fez isso com amor, mostrando que é correto tentar ajudar as pessoas que se mostram interessadas em uma mudança de vida genuína, desde que essa ajuda não seja manifestada por uma atitude moralista regada de superioridade espiritual.

Entretanto, ninguém pode ser visto, lido e ouvido incondicionalmente, a não ser Jesus. Afinal, ele é Deus. Ele é bom, perfeito, verdadeiro, e nele não há injustiça. (João 7:18)

domingo, 7 de abril de 2013

O melhor de Deus ainda está por vir!

Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano. (Romanos 8:28) 

“O melhor de Deus ainda está por vir!” é o nome de uma música muito linda de autoria do cantor Kleber Lucas. Sem dúvida, é também uma frase muito consoladora. Ela traz conforto e esperança. Mas às vezes pode ser mal interpretada e causar frustrações. 

É evidente que Deus tem algo muito melhor para nos dar, porque ele é bom! Como são maravilhosas as coisas boas que Deus guarda para aqueles que o temem! Todos nós podemos ver como ele é bom e como protege os que confiam nele. (Salmos 31:19) 

O desafio é saber o que é melhor para nós sob o ponto de vista dele, e não sob o nosso. Sabemos que os seus pensamentos não são como os nossos pensamentos, e ele não age como nós agimos. Assim como o céu está muito acima da terra, assim os seus pensamentos e as suas ações estão muito acima dos nossos. (Isaías 55:8-9). Um determinado acontecimento pode não ser bom sob o nosso ponto de vista, mas pode ser bom do ponto de vista de Deus. Ele mesmo nós dá discernimento espiritual para entender isso. 

Quando o grande rei Davi escreveu que o “Senhor é o meu pastor, nada me faltará.” (Salmos 23:1), ele quis enfatizar que devemos confiar em Deus para prover as nossas necessidades. Como o Bom Pastor, Deus provê para o nosso bem-estar físico, mental e espiritual. Ele provê refrigério nas situações difíceis da vida. Sua “vara” e seu “cajado” guiam, protegem e disciplinam amorosamente as ovelhas. 

Sob o nosso ponto de vista, quando o Bom Pastor utiliza a sua “vara” e nos corrige, pode nos parecer que ele não está provendo o melhor. E aqui é bom lembrar-nos do ensinamento do apóstolo Paulo a respeito da providência e provisão de Deus. Nós devemos estar contentes, não com as circunstancias, mas nas circunstâncias, que podem ser boas ou ruins. Porém, esse regozijo não elimina ambições ou atos errôneos na vida. (Filipenses 4:10-19) 

A fé que devemos ter na providência divina não é nossa por nascimento, mas foi adquirida com esforço e sofrimento. Foi desenvolvida gradualmente no andar com Deus, de maneira que aprendemos a estar alegre com qualquer coisa, vivendo apesar das coisas e sem ser afligido pelas circunstâncias. (Filipenses 4:13) 

Então, Deus ainda tem algo muito melhor para você em todas as áreas da vida. Tenha certeza disso porque nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. (1 Coríntios 2:9).

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A homossexualidade

Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte. (Tiago 1:14-15) 

Num mundo onde se busca sacramentar a liberdade das pessoas, qualquer repressão pode ser interpretada como um ato preconceituoso. Deus criou todos os animais, mas ao homem ele deu o livre arbítrio. Sendo assim, a liberdade de escolha é um direito dado por Deus. Não nos cabe reprimir esse direito. 

Há muita polêmica sobre a opção sexual, mas não há divulgação sobre o real motivo de algumas pessoas sentirem-se atraídas sexualmente por outras do mesmo sexo. Algumas pesquisas científicas afirmam que a tendência sexual é determinada durante a gestação, pois a quantidade e o tipo de hormônios que o feto recebe determinará a orientação sexual da pessoa. A teoria da determinação genética afirma que a orientação nasce com a pessoa e, que por isso, ninguém “decide ser homossexual”. 

Em 1886, o sexólogo Richard von Krafft-Ebing propôs em sua obra Psychopathia Sexualis que a homossexualidade era causada por uma “inversão congênita”. Em 1952, a Associação Americana de Psiquiatria afirmou que era uma desordem mental. Com a falta de comprovação, a homossexualidade foi retirada da lista de transtornos mentais em 1973. Em 1975, a Associação Americana de Psicologia orientou os profissionais a não lidarem mais com este tipo de pensamento, evitando preconceito e estigmas falsos. Finalmente, no dia 17 de maio de 1990 a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças. 

O mundo todo caminha para aceitar a homossexualidade como opção e não como problema de saúde. O desafio continua encaixar essa opção nos preceitos bíblicos da preservação da espécie, porque para isso Deus criou homem e mulher e determinou que tivessem filhos. (Gênesis 1:27-28) 

A verdade é simples: Todos nós somos tentados pelo desejo do “fruto proibido” por Deus. Da mesma forma que Eva desejou o fruto proibido no Éden, alguns homens desejam a mulher do próximo, e algumas pessoas desejam outras do mesmo sexo. (Gênesis 19:4-5). As mulheres se apaixonam pelas mulheres. Os homens deixam as mulheres e se queimam de paixão por outros. Por isso é que recebem o castigo pelos erros, tornando-se vítimas da confusão que aí está. (Romanos 1:26-27). 

Deus nos deu liberdade, mas impôs limites. Felizes são os que dominam os impulsos carnais que, além de não nos trazer a verdadeira felicidade, servem para nos fazer extrapolar os limites e demonstrar atitudes de frustração e de revolta contra o nosso Criador. (2 Pedro 1:6). 

Em vez de gastarmos energia tentando justificar nossos desejos e escolhas, o melhor mesmo é voltarmos para Deus e buscarmos força para seguir a sua orientação. (1 Coríntios 10:13).

Jóias preciosas

O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade.

Desse modo ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu. Ele fez isso para que, por meio desses dons, nós escapássemos da imoralidade que os maus desejos trouxeram a este mundo e pudéssemos tomar parte na sua natureza divina. (2 Pedro 1:3-4)

Uma mulher viúva, pobre e com pouco conhecimento recebeu um pote de jóias da amiga que estava com uma doença terminal. Não tendo ideia em que momento colocar aquelas jóias no corpo, ela guardou o pote no fundo do armário e lá deixou como lembrança. Certo dia, uma prima muito famosa foi visitá-la, notou o pote escondido e explicou exatamente como deveriam ser usufruídas aquelas preciosidades para que proporcionassem alegria e autoestima. A partir daquele dia, a viúva tomou posse da sua riqueza e passou a viver uma vida mais alegre.

Quando apreciamos e aceitamos as promessas de Deus, tomamos posse de uma grande riqueza. Mas se a ignoramos, corremos o risco de viver de forma medíocre, embora tendo um tesouro à disposição.

O que estamos fazendo com as promessas de Deus? Nós as estamos guardando na prateleira de uma estante qualquer, considerando-as apenas parte de um livro, ou temos procurado tomar posse de cada uma delas como bênçãos para a nossa vida espiritual?

Ao recebermos a presença de Cristo em nossos corações, damos um passo importante em direção à felicidade neste mundo e à certeza de uma vida eterna com o Senhor. Também recebemos a riqueza de poder contar com o Senhor em todos os momentos bons e difíceis durante nossa caminhada.

Muitas vezes deixamos de desfrutar do conforto espiritual que o Senhor preparou para nós exatamente porque não procuramos conhecer o valor de tudo que ele já nos ofereceu. Como o pote de jóias que aquela pobre mulher guardou no armário, as promessas do Senhor – jóias preciosas – acabam ficando guardadas sem que as usemos.

A vontade de Deus é que descubramos o valor de suas promessas e tomemos posse delas. Ele prometeu suprir todas as nossas necessidades e nos garantiu que seríamos mais que vencedores em todas as circunstâncias.

Nós possuímos grande riqueza. Se o Senhor está conosco, certamente as suas promessas também estão.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Traídos pela paixão

Vigiem e orem para que não sejam tentados. É fácil querer resistir à tentação; o difícil mesmo é conseguir. (Mateus 26:41) 

A Bíblia relata a história de Sansão e Dalila. Sansão foi um dos heróis do povo hebreu. Deus havia prometido que lhe daria força física para derrotar os inimigos de seu povo enquanto permanecesse fiel aos princípios divinos. Mas Sansão confiou em sua força, desviou-se dos caminhos da santidade e começou a brincar com a tentação. Ao apaixonar-se por Dalila, uma mulher do povo inimigo, acabou sendo seduzido, e a ela revelou o segredo da sua força. Sansão não conseguiu resistir à beleza de Dalila e, traído pela paixão, o forte homem se tornou fraco, virou motivo de zombaria dos seus oponentes e morreu frustrado, frustrando seus compatriotas.

Aqueles que tentam resistir à tentação sabem o quão forte ela é. Nós só vamos descobrir a força desse impulso quando tivermos que lutar contra ele. Mesmo assim, podemos ser traídos pelas nossas próprias paixões. E temos muitas. Pode ser a realização de um sonho de consumo que nos deixa endividados; podem ser as nossas palavras e gestos mal interpretados; pode ser o desprezo da pessoa a quem amamos; podem ser os nossos impulsos sexuais. Enfim, muitas são as paixões que podem se tornar verdadeiras tentações. E quanto mais confiamos na nossa capacidade de dominá-las, mais ficamos vulneráveis a elas. 

Apesar de ser homem como nós, Cristo não se rendeu a qualquer paixão. Ele conheceu na pele o que significa enfrentar todas elas. Ele é um herói realista e completo, por isso tem muito a nos ensinar com suas palavras. Jesus Cristo pode resistir à tentação porque, mesmo encarnado, não perdeu a fina sintonia de oração com o Pai Celestial. Ele resistiu a Satanás que não deixou de tentá-lo só porque era Deus. 

Cristo deve ser seguido. Ele é a nossa esperança de vitória. Ele é quem nos fortalece. Nele podemos enfrentar todas as tentações. Fora dele somos vulneráveis, falhos. Longe dele perdemos o respeito pelos seus mandamentos. É ele que não nos deixa cair em tentação. 

Jesus teve como maior triunfo a sua morte e ressurreição. No entanto, em cada dia que viveu, ele lutou contra e triunfou sobre as tentações da luxúria, da inveja, da ganância, do orgulho e outras mais. Cristo foi tentado como nós somos, mas em nenhum momento foi traído pelas paixões. Ele é, e deve ser, o nosso único herói. Se ele venceu, nós também podemos, desde que permaneçamos em fina sintonia com ele. (João 8:31)